O DIA EM QUE OS GOLFINHOS DA DINAMARCA SE REVOLTARAM




Imagem Google 
Foi numa tarde de domingo, nas distantes Ilhas Faroé, quando o sol estava bem quente, que uma linda mocinha comemorava os seus 15 anos, num enorme salão de festas, bem no centro do pequeno povoado.
As bebidas eram servidas, apesar da advertência das autoridades, os menores beberam e beberam muito, como em qualquer lugar do planeta.
Algumas brigas aqui, cadeiras voando acolá, para acalmar os ânimos a valsa final foi executada.
Pais e filhos, numa alegria enorme, aproveitaram os momentos finais como se aqueles fossem os últimos minutos de suas vidas.
A aniversariante desceu a ampla escadaria do salão, toda de branco, com um buquê de flores brancas nas mãos, um vestido com longa cauda, como noivas de antigamente.
No salão seus pais a esperavam, bem como o namoradinho. Todos aflitos: os pais por ver a linda garotinha, que completava os 15 anos e o namorado que queria logo dançar a valsa e mostrar para seus colegas que havia treinado vários dias e sabia como rodopiar no salão.
A festa acabou. O calor estava sufocante, mesmo naquelas terras onde o frio é uma constante.
Os jovens desceram o morro para refrescar-se nas águas, da pequenina praia denominada Boca do Caldeirão.
Todos entraram no mar, jogando água um  nos outros, naquela brincadeira inocente no final de um domingo quente.
Centenas de Tubarões  vieram sem ninguém perceber, nas profundezas das águas, atraídos pelo barulho que os jovens faziam.
De repente a água que era azul, linda ao sol da tarde, tornou-se negra como a noite.
Muitos, acostumados com a matança anual, acharam que seriam os golfinhos e mais e mais se embrenharam nas águas.
Gritos se ouviram, pedaços de roupas, braços, pernas ficaram boiando e cabeças rolaram.
O sangue humano invadiu aquelas águas, onde outrora, acontecia a matança dos Golfinhos Calderon.
Algumas pessoas que não entraram nas águas ainda puderam ouvir um som parecido com choro de crianças.
Manoel Amaral
Fonte Foto: http://mtv.uol.com.br/vidavegetariana/blog/massacre-de-golfinhos-na-dinamarca
Massacre:  http://www.cabuloso.com/portal/videos/view/massacre-de-golfinhos-na-dinamarca

A GUERRA DA ÁGUA

Imagem G1

São Paulo sofre com a falta d’água, por aqui ainda vemos muitas domésticas lavando a calçada e marmanjos jogando água no carro.
O Sistema Cantareira já está no fundo do poço. Dizem que foi falta de investimento noutro local, para garantir no futuro, deu no que deu.
O Rio de Janeiro não quer deixar o Governador de São Paulo fazer uma ligação do Rio Paraíba do Sul, com medo de também ficar sem água.
É muita falta de inteligência dos administradores anteriores ter apenas um sistema de captação para uma cidade como São Paulo.
As guerras do futuro serão por causa da água. Há 4.500 anos, na Mesopotâmia já havia conflitos pela mesma razão. (UOL).

No Brasil a “Guerra da Água” vai começar já, o IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) quer: “O pagamento pelo uso da água é devido por atividades que fazem captações em cursos de água ou subterrâneas que superem 86.400 litros por dia. Também são cobrados o aproveitamento de potenciais hidrelétricos e o lançamento de esgotos e efluentes em corpos d´água.”

Possível redução de oferta de água potável em regiões subtropicais secas e aumento de disputas por água. Relatório divulgado mostra que os mais pobre sofrerão mais com o aumento da temperatura global. (O Tempo)

Enquanto isso a PF ataca doleiros na Operação Lava Jato, que prendeu muita gente por lavagem de R$90 milhões de reais, não economizando água. E o apelido do bandido é “Quadrado”.
Cada um no seu quadrado, sendo enquadrado e vendo o sol nascer quadrado.
A Polícia Civil do Piauí informou que os R$ 600 mil em notas falsas apreendidos nesta quarta-feira (26 de março) em Teresina foram comprados pela internet.
Para ganhar credibilidade, os falsários, velhos conhecidos da polícia, usavam crachás da Câmara dos Deputados e de outros órgãos públicos.
Eles vinham aplicando uma série de golpes utilizando as cédulas falsificadas. Em outra ocasião foram pegos em Brasília com a quantia de R$ 6 milhões também em notas falsas.
Com estas notas novinhas compravam imóveis no litoral e um deles comprou até 40 quilos de ouro.
Junto com o dinheiro falsificado foi encontrado uma coisa inusitada: o livro “Como convencer alguém em 90 segundos”  de Nicholas Boothman,  segundo o qual “é a garantia de uma comunicação de sucesso, transformando as conexões instantâneas em duradouras e pro­dutivas relações de negócios.”
Neste livro, o especialista ensina ainda como usar o rosto, o corpo, a atitude e a voz para causar uma primeira impressão marcante, estabelecendo confiança imediata e criando fortes víncu­los de credibilidade.
Estamos precisando deste livro para vender nossos livros…
Outra quadrilha que assaltava bancos com dinamites preferia aquecer as notas, mas se deu mal e foram presos pela polícia.
E a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos? Collor foi derrubado por muito menos, comparado com os bilhões perdidos nesta negociata da estatal brasileira.
Enquanto isso uma comissão interna diz que vai apurar as denúncias.
E a CPI da Petrobrás segue uma caminho tortuoso. Interessante que nesta semana as ações da empresa subiram de preço.
Vá entender o mercado de ações! Coisa de louco.
Manoel Amaral
Fonte: Folha de São Paulo
Jornal Estadão
Jornal Globo
Jornal O Tempo
Revista Veja
UOL

O DESAPARECIMENTO DO JOVENS

OSVANDIR E O DESAPARECIMENTO DOS JOVENS
Imagem Google
Naquela cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, num bairro distante, de repente os jovens começaram a desaparecer.
Muitas teorias foram aventadas: abdução por ETs, trabalho escravo, sequestro para retirada de órgãos, aliciamento para prostituição.
Osvandir esteve estudando as possibilidades de cada uma:
ABDUÇÃO
Abdução Alienígena é o nome que se dá ao sequestro e as vezes abuso físico de seres humanos por criaturas do espaço exterior.”
O mais conhecido caso de abdução no Brasil é o do Antônio Villas-Boas. Diz ele ter entrado em contato com uma nave espacial que o levou até um aposento onde manteve relações com uma jovem ET.
Depois encontramos o longo caso de Ermínio e Bianca onde o casal mineiro mantiveram vários encontros com extraterrestres, que lhes passaram vários ensinamentos de cunho ocultista.
O Caso Barney e Betty Hill, nos EUA, só revelaram mais detalhes através de várias sessões de hipnotismo.
O Caso Elias Seixas, Rio de Janeiro, este é um interessantíssimo contato com Irmãos do Cosmos que afirmaram a ele terem vindo da estrela Ursa Menor.
O filme “Fogo no Céu” focaliza um interessantíssimo caso de abdução de um americano: O Travis Walton.
TRABALHO ESCRAVO
O mais comum neste caso são os trabalhadores contratados no Nordeste para trabalharem em lavouras em São Paulo, Mato Grosso e Goiás.
O golpe é aplicado da seguinte maneira: Um “gato” (aliciador) contrata os trabalhadores, eles vêm de ônibus ou caminhões em longas viagens, correndo todos os riscos. Veículos velhos, pneus carecas, sem freios e sem nenhuma fiscalização.
Vivem em condições degradantes, em alojamento sem a mínima condição de higiene, alimentação muito ruim e sem transporte para o trabalho.
O que é pior, quando vão acertar o que sobra dos descontos recebem uma espécie de Vale, que só serve para comprar na mercearia do Patrão.
Eles ficam em péssima situação financeira não conseguindo retornar ao seu lar. Cada dia que passa estão devendo mais aos patrões.
SEQUESTRO PARA RETIRADA DE ÓRGÃOS
Muitas histórias são conhecidas sobre este assunto, tem até na internet.
Algumas são falsas, outras são verdadeiras, basta fazer uma pesquisa
que, encontrará várias.
ALICIAMENTO PARA PROSTITUIÇÃO
Todos os dias vemos nos jornais casos de menores aliciados para prostituição. Sem contar que muitas garotas de 12 a 15 anos, estão na estrada por contra própria, vendendo o seu corpo.
A Polícia Federal está atenta, já conseguiu retorno de várias mulheres para nosso pais, vindas da Europa e EUA.
Mas este é um assunto complicado, às vezes têm que resolver caso a caso.
CONCLUSÃO
Os jovens podem desaparecer mesmo de várias maneiras. Alguns simplesmente fogem de casa onde estão sendo espancados. Outros em companhia de amigos e nunca mais são vistos. Vão morar nos grandes centros e podem até cair nas drogas. Uns retornam sem nada, poucos são os que têm sucesso!
Os pais não podem e nem devem fazer da vida dos jovens uma prisão. Quando eles quiserem ir, que o seu caminho esteja bem preparado
Confiram abaixo alguns dos casos de abduções citados:
Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

OS 12 MANDAMENTOS DOS HOMENS

OS 12 MANDAMENTOS DOS HOMENS
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1 – Homem não mente e sim aumenta os fatos.
2 – Homem  não fofoca, usa o celular a trabalho.
3 – Homem  não trai, dá o troco.
4 – Homem não fica bêbado, entra em estado de coma.
5 – Homem  nunca xinga, apenas taca a mão.
6 – Homem não grita, diz apenas o que é necessário.
7 – Homem  nunca chora, nem nas novelas.
8 – Homem  nunca olha para uma mulher  com segundas intenções,  
mas com terceiras, quartas e quintas.

9 – Homem sempre entende o que a mulher diz, só despistas para economizar.
10 – Homem não sente preguiça, bebe para esquecer o trabalho.
11 – Homem sofre por amor, mas tem sempre outra mulher em vista.
12 – Homem  nunca engana uma mulher, mas várias…
Nota: Esta é a resposta para o texto sobre Mulheres, que circula na internet. Faltou só a foto do Superman… (tenho medo de apanhar, das mulheres, depois desta!)
Manoel Amaral
osvandir.blogspot.com.br

DESPERADOS

DESPERADOS
Libere o seu lado insano
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A cena: 10h30min, uma jovem mulher desce correndo a rua, entra numa padaria, abre a geladeira, tira uma garrafa long neck,  com um líquido dourado. Paga a conta a garota do caixa, vai até ao fundo, pega um abridor.
Um barulho se ouve: tinlintintim! A tampinha bate nos ladrilhos e vai parar debaixo de uma mesa.
Sai em disparada, esbarra no garçom, este se assusta, depois sorri. A garota é bonita.
Jogando aquele líquido goela abaixo ela passa próximo a um hotel, dobra a esquina e entra num carro muito chique.
Um senhor curioso para saber que tipo de bebida era aquela,foi logo perguntando a mocinha do caixa:
— O que era aquela bebida?
— O Senhor não sabe? É a nova cerveja que veio da França, com uma mistura de Tequila.
— Mas as mulheres saem bebendo assim no bico da garrafa, no meio da rua?
— Hiii! Velhinho, o Senhor não sabe de nada, elas fazem coisas muito piores!
— Ia para uma balada, com um sugestivo nome de “Os Desesperados”, lá pras bandas da mata virgem. Dizem que lá o bicho pega – foi logo dizendo uma jovem que estava fazendo compras.
— Hum, mas que coisa esquisita, como é o nome da cerveja?
— Desperados.
Não contente com todas as informações, foi até a geladeira e olhou a garrafa da bebida e lá estava: Desperados.
Aí um leitor mais atento que bicho de preguiça dirá:
— O  autor errou o título.
Não amigo, não errou, o nome certo é DESPERADOS.
Desperado em tradução, via google, quer dizer bandido, malfeitor. Mas pode também significar desesperado. Quem está desesperado pode fazer qualquer coisa para obter o que pretende.
E lá se foi o velhinho levando uma sacola de pães e horrorizado com o que viu e ouviu.
São os tempos mais que modernos e depois dizem que nós é que somos insanos.
Manoel Amaral

DIA DA ÁGUA

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“3 Tendo pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?
4 “E clamou o Moisés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejará.”
5 Então disse o Senhor a Moisés: Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai.
6 Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.
7 E chamou aquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não? (Êxodo, 17.3-7)”
E nos dias de hoje o povo pede água ao Governador e diz: “Por que nos fizeste descer do Nordeste, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos e aos nossos animais?”
E clamou o Governador a Presidenta, dizendo: “Que farei a este povo? Daqui a pouco vem a eleição e me apedrejará.”
Então disse a Presidenta ao Governador: “Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos políticos mais velhos do estado e a ministra do meio ambiente; e traga a perfuratriz, com que ferirá o fundo do Sistema Cantareira, e vai.”
“Eis que eu estarei ali diante de ti, no Vale da Paraíba, a perfuratriz ferirá a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá.” E o Governador assim o fez, diante dos olhos dos anciãos da política do estado. (Êxodo Adaptado)
Foi o que aconteceu, uma obra que era para ter se realizado há dez anos não foi feita: diziam que ficaria muito cara.
Só que a população agora é muito maior, cerca de 11 milhões na capital.
A água faltando em quase todos os bairros e o Sistema Cantareira cada abaixa o nível. Como popularmente dizemos: “Está no fundo do poço.”
Fala-se na abertura de um “novo canal de 15 km que interligará o Sistema Cantareira à Represa de Igaratá, no Vale do Paraíba.”
Parte dos “consumidores serão abastecidos pelo Cantareira na capital paulista para os Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga.”
O medo é que a “falta d’água possa se estender até às vésperas do início da Copa do Mundo de Futebol.” E o povo não entende e continua lavando carro e calçada com mangueira.
O Governo tem medo que isto tudo possa refletir na sua campanha eleitoral.
Já se anuncia um “investimento de R$ 80 milhões para explorar os cerca de 400 milhões de metros cúbicos armazenados nos fundos dos reservatórios.” É o tal de volume morto.
Mas veja só que ironia: por estes dias os cientistas da Universidade de Penn State e outras instituições,detectaram água na atmosfera de um planeta fora do nosso Sistema Solar que possui a massa de Júpiter e que orbita a estrela próxima Tau Boötis.
– DIA DA ÁGUA, 22 DE MARÇO
Manoel Amaral
Fonte: Bíblia – Êxodo, 17.3-7
Jornal  Estadão

Galeria do Meteorito

PRECARIEDADE TRANSPORTE ESCOLAR


A precariedade do transporte brasileiro é muito grande e como dizia aquela Revista Francesa (France Football):
“- A atual presidente Dilma Rousseff garantiu que faria um trem-bala, nos moldes do TGV Francês, que ligaria 4 cidades-sede: SP-RJ-BH-Brasilia. A promessa está gravada em redes sociais. (http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,governo-garante-trem-bala-pronto-ate-a-copa-de-2014,381839,0.htm )”
E o trem bala não saiu e nem vai sair, ficou só na promessa!
E não é só o caso do trem bala não, as Prefeituras prometem e não resolvem o caso do transporte escolar.
Todos os dias os jornais publicam fotos de acidentes de veículos escolares. Viajam sem cinto de segurança, com alunos sentados no assoalho e a maioria até sem freio e farol.
Alguns veículos não atendem os critérios básicos, nem tem a faixa lateral de identificação.
Nenhum tem um assistente, e o motorista  nem sempre pode descer para recolher os alunos. “Eu até desço, mas, está sem freio de mão, então fica perigoso.” – Afirma o motorista de uma Kombi velha.
Muitos veículos estão rodando em caráter de emergência, enquanto  o principal está quebrado há muito tempo.
O ideal seria como consta na Portaria do DETRAN nº 1153, de 26-8-2002 Artigo 3º.
Mas o que acontece é superlotação, ausência de cinto de segurança, defeito na porta, extintores de incêndio vencidos, pneus carecas, falta de vedação contra poeira, problemas nos freios e até ônibus que rodam há mais de 30 anos.
Tem, na Zona Rural, até caminhão “pau de arara” que transporta estudantes, com assentos frouxos e uma lona furada que serve como teto.
Graves acidentes acontecem todos os dias no país inteiro, onde ferem muitas crianças. 
Quanto a situação das escolas municipais sugiro ver vídeo do Programa Fantástico, deste domingo, apesar de focalizar apenas parte do Nordeste, no seguinte link:

FICHA SUJA

FICHA SUJA
Imagem Google

A ficha policial era grande, dava para atravessar a rua e atingir o outro lado do quarteirão.

Já tinha feito de tudo: roubado, assaltado, matado, bebido, fumado, cheirado e espalhado o terror por aquelas bandas.

Era mesmo um “mau elemento”. Preso, não ficava na delegacia, entrava numa porta e saia pela outra. E logo estava assaltando as pessoas ou então planejando jogar dinamite nos caixas eletrônicos dos bancos do centro da cidade.

Ele nascera na periferia, mas gostava de fazer os seus trabalhos bem no centro da cidade. E fazia mesmo, era o maior bandido da região.

Gostava de trabalhar sozinho; bebia todas, fumava alguns, mas não era bobo, viciado nem pensar. Todo dia aparecia nos jornais.

Há muito que vinha planejando dar um golpe maior, queria ficar rico.

Conseguiu dinamites, encomendou os pregos chamados “miguelitos”.

De posse das armas partiu para a cidade vizinha com mais três colegas.

Em lá chegando de manhãzinha, foram direto para a delegacia e colocaram os pregos com a finalidade de perfurar os pneus dos carros da polícia.

Numa das entradas explodiram um carro velho para chamar a atenção para aquele lado. Com o barulho, muitos vizinhos foram para aquela região para saber o que estava acontecendo.

Lá no centro, entraram em dois bancos simultaneamente e colocaram as bananas de dinamite nos caixas e acenderam os pavios.

Assim que houve a explosão, eles foram entrando e apanhando o dinheiro liberado dos cofres pelo impacto.

A polícia tentou segui-los, mas com a falta de gasolina e os pneus furados, ficou muito difícil.

Comunicaram o assalto para a cidade mais próxima que montou barreira em todo o trecho da BR, até a cidade vizinha.

Com muito tiroteio e bandidos feridos, conseguiram prender a quadrilha. Um fugiu o que estava transportando o dinheiro.

O jornal anunciou que fora preso pela milésima vez Tonin, o chefe da quadrilha, com apenas onze anos

Com eles a polícia encontrou dez armas, incluindo uma submetralhadora .45, três pistolas 9 mm, três pistolas 380, duas pistolas .40 e um revólver calibre 38. Também foram apreendidas 400 munições de calibres diversos, quatro coletes à prova de balas, luvas e quatro “balaclavas”, aquele gorro que encobre o rosto.
O banco não revelou o valor roubado… Como sempre acontece.
Manoel Amaral
www.casadosmunicipios.com.br

O GAVIÃO REAL

Ele voou, voou e pousou. Com seus olhos pequenos e penetrantes, visou uma enorme floresta mais adiante. Árvores grandes, sem galhos e sem folhas.
Fugindo de queimadas, animais muito grandes para o seu sustento. Quadrúpedes que viviam berrando no meio de uma grama verde a perder de vista.
Foi aproximando-se daquela que poderia ser doravante o seu reino. Bateu as enormes asas com mais de dois metros de envergadura. Estava magro, mas quando vivia no seu habitat natural, as florestas, pesava mais de 5 quilos.
Visualizou uma estranha árvore, muito alta. Parecia de pedra, retangular, toda branca e com uns buracos quadrados. Uns maiores outros menores. Era a maior daquele local.
Pousou, observou. Alimento estava difícil. Voou novamente pelas redondezas e deparou no chão, um pequeno animal correndo.
Deu um voo rasante e conseguiu pegá-lo quando entrava num dos buracos de outra árvore menor. Arrastou-o até um canto sossegado e fez a sua primeira refeição em muitos dias. Só uma coisa preocupou-o, nunca viu um animal tão peludo e branquinho.
Uma peça vermelha que adornava o pescoço do pequeno animal levou consigo até o alto da sua árvore preferida.
Já a tardinha deu um giro nos arredores. Pequenas aves entravam e saiam de um dos buracos da sua árvore. Olhou bem e notou que elas davam apenas para aperitivo. Pegou uma, em pleno voo, levou-a até ao seu novo lar e devorou-a. Gostou.
No dia seguinte, além de outros animais, como o primeiro, saboreou mais uma daquelas pequenas e barulhentas aves. Agora elas já estavam mais ariscas. Com a sua chegada saiam em revoada.
Foi vivendo ali. Um dia comia mais outro dia menos e tudo estava bem.
Quando fazia uma pesquisa numa matinha das redondezas notou algumas aves um pouco maiores que as suas vizinhas. Fez uma visita ao local e conseguiu pegar uma, notou que era marrom, parecida com as outras, porém um pouco mais pesada.
Na falta dos animais maiores pegava duas daquelas aves e levava para o seu aconchego, devorando-as como almoço. No fim da tarde caçava uma daquelas pequenas por ali mesmo. Estava tudo muito fácil. Muito tranquilo.
Nesta selva de pedra, tudo pode acontecer. Lá do alto viu uma presa fácil. Um pequeno macaco, com pelo apenas na cabeça. Pensou em variar de refeição.
Achou aquele animal meio estranho, mas estava ali perto daquelas árvores resolveu atacá-lo num brilhante vou rasante.
Assim que cravou as suas garras na presa, esta soltou uns sons desconhecidos. Definitivamente não era de macacos que conhecia. Muito branco, parecia ser filhote. Não andava direito ainda. De repente os pais apareceram com pedaços de paus e aquele rei da mata teve que soltar o pequeno animal e voar rápido, apesar de uma asa danificada, com um ferimento que sangrava muito. Alcançou o seu recanto com muito esforço.
Passou um dia sem comer, não conseguiu voar direito. Andou por aquele buraco sem fim, até encontrar aquelas avezinhas menores, deu um salto sobre uma que ainda não voava e a devorou num instante. O gosto não era o mesmo das mais velhas, mas fazer o que, ali não tinha mais nada para comer.
Passaram-se os dias e numa manhã sem sol, localizou uma enorme lagarta andando sobre duas linhas compridas e atravessadas por paus. No mesmo momento que olhava para baixo pode notar que uma daquelas aves mais gordinhas também passava perto daquele monstrengo.
Desceu em voo cego até aproximar-se da ave, mas o seu cálculo não foi dos melhores, bateu de cabeça na lagarta de aço. Morreu na hora.
       
Mais tarde Carlinhos passou com seu pai pelos trilhos da ferrovia de minério e achou no chão um lindo pássaro, empolgado disse:
–Pai, posso levar esta ave para fazer chaveiro de suas garras?
–Pode. Este aí é o Gavião Real, não sei por que está por esta região, o seu habitat natural é a floresta.

Manoel Amaral
Nota do Autor: Este texto foi premiado pela Academia Divinopolitana de Letras – ADL

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O BATMAN NOS PROTESTOS
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“A noite é mais sombria um pouco antes do amanhecer.”
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Batman descia a rua para se juntar as centenas de manifestantes.
Todos de olhos grudados naquela figura. Não é todo dia que se pode ver Batman no meio da multidão e protestando.
O protesto sempre começava em frente a algum edifício público. Todos eram convidados pelas mídias onde os jovens pululam.
Ele era mais um daqueles que lutam contra a corrupção desenfreada no país.
Cobria o rosto, mas não era como os destruidores do alheio, os Black Blocs.
O Homem morcego não perdia uma manifestação, estava sempre lá com a sua roupa preta.
Alguns policiais acharam interessante por que ele era diferente do Batman do cinema, não ajudava a prender os famigerados mascarados.
Estava ali andando pelas ruas como os demais manifestantes, enquanto os Black Blocs eram pagos para quebrar lojas e bancos.
Em Gothan City, digo, Rio City, entre bandidos, traficantes,  mascarados malvados, também existia os que lutavam pelo bem: jovens entre 15 a 17 anos que já não suportava mais a pressão do Governo Federal, que os queria mansos como cordeiros.
As Cotas, as bolsas, os FIES, e outros financiamentos não atendiam mais os seus desejos.
Eles queriam mais, ou seja, queriam todos os seus direitos.
E Batman ali, para dar todo apoio aos jovens manifestantes.
Mas polícia é para conter os manifestantes, a qualquer custo e num cerco também recolheu o pacífico Homem Morcego. Ele não oferecia perigo para a sociedade, pelo contrário, passava uma mensagem de honestidade, que quase não se vê hoje em dia.
Uma confusão lá pelos lados dos bancos e aqueles manifestantes recusaram-se a descobrir os rostos, eles ainda distribuíram máscaras aos demais participantes do protesto.
Os Black Blocs,  ficavam lá no final da rua e descendo o pau nas vidraças e quebrando cercas e muros.
Uma esperta Mulher Gato, digo, ladra, aproveitou aquela multidão para pegar celulares e carteiras. Até alguns carros desapareceram misteriosamente de onde estavam estacionados.
Aquela bomba de gás lacrimogêneo era para cair no meio dos mascarados, mas foi devolvida para o meio dos policiais por uma habilidosa tacada.
Balas de borracha estavam zunindo no espaço. Gente caindo, justamente os que não tinham nada a ver com a destruição.
Confusão geral, polícia fez um cerco aos mascarados.
O Batalhão chegou e foi recolhendo todo mundo que estava de máscaras; no Rio isso era proibido antes do carnaval.
O primeiro que foi preso foi o coitado do Batman que era o mascarado mais próximo do pelotão.
Os demais foram entrando e se acomodando nas viaturas, com aqueles panos preto cobrindo os rostos.
Na Delegacia de Polícia Batman identificou-se como Eron Melo. Ele é habitual frequentador das manifestações, sempre com as vestes do Homem Morcego.
Disse que se fantasiava em protesto contra a corrupção no país.
AGÊNCIA ESTADO