cola+tudo

CORPO
COLADO

“Esta cola, cola tudo mesmo.”
Osair, primo do
Osvandir
Osvandir
estava numa viagem de negócios para os lados do Rio Grande do Sul, atravessando
aquelas lindas serras gaúchas quando sem mais nem menos o carro derrapou, deus
duas cambalhotas, foi atirado a uns 100 metros, caiu num barranco.
Os
passageiros sofreram ferimentos por todo o corpo. Um acabou tendo com um enorme
corte na barriga, próximo ao umbigo. O outro teve ferimentos nas pernas e nos
braços.
O
que acontecera?  Teria o motorista
dormido ao volante ou foram outros fatores externos?
Osvandir apressou-se
em levantar, mas quando olhou estava sangrando na barriga, com um grande corte.
Procurou no porta
luvas uma maletinha de primeiros socorros, onde guardava alguns objetos como
cortador de unhas,
um vidro de Dipirona, esparadrapos, fita adesiva, álcool, comprimidos
e um tubo de cola tudo.
Pegou a cola passou no corte, comprimiu com as
mãos por uns segundos, depois cortou um pedaço da fita adesiva, aquela marrom
de fazer embrulhos e colou sobre todo o ferimento.
No seu colega apressou-se em colocar sobre as
feridas algumas gotas de Dipirona Sódica, contra as dores; truque este que
aprendera com seu tio. Deve ser usado somente em casos de emergência.
Todos
os que por ali passaram e prestaram os primeiros socorros ficaram admirados dos
dois estarem vivos, parecia um milagre. O carro ficou com a lataria bem
amassada, irreconhecível.
Quando
chegaram ao hospital mais próximo, os médicos e enfermeiros acharam muita graça
no que o Osvandir fez. Não tinha nada de convencional, mas funcionou.
Um
deles até comentou sobre uma notícia que viu nos jornais recentemente.
Veterinário colou a pata de um cão com o mesmo tipo de cola que Osvandir usou.
Quanto
o uso de dipirona nos ferimentos leves, não acharam que daria algum resultado,
mas como o paciente não reclamava de dor, anotaram nos seus caderninhos,
e-book, tablet e outros meios de ajudar a memória a recordar de alguns fatos.
O cirurgião chefe disse que “no caso de retirar a cola super bonder da pele é muito simples, basta
aplicar acetona no local e esfregar um pouquinho, mas que não poderia ser usado
sobre feridas, a seguir lavar a região afetada, com sabonete
.”
E Dr. Alvimar acrescentou: “se cair nos olhos lavar com água morna e procurar um médico
imediatamente.”
Um veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e
Zootecnia da Unesp de Botucatu
disse que o uso do veterinário colando
patas de animais era coisa normal nas clínicas
. Tem até um trabalho publicado
na internet sobre o assunto.
A proprietária do cachorrinho disse que iria processar o
médico porque o animal ficara com as perninhas tortas.
O fato é que tanto Osvandir e o seu colega estão bem de saúde
e a cola funcionou, nem cicatriz ficou. Teve apenas alguns problemas para retirar
a fita adesiva que aderiu a cola e a pele.
Manoel Amaral
osvandir.blogspot.com.br

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