A VIÚVA E O SEQUESTRO II

A
VIÚVA E O SEQUESTRO – II

(Na
visão dos bandidos)

Cláudio, era o nome de registro  daquele moleque que sempre estava aprontando
as suas.

No meio da bandidagem ele tinha outros apelidos:
Claudito ou Dito.

Tinha o cabelo comprido e vivera muito tempo com sua
avó, antes de cair na rua.

O mentor do sequestro conhecia bem a viúva e até a
chamava de mãezinha.
Aquela imagem que a ela vira na TV era ele mesmo, o seu
vizinho, que se passava por sequestrado.

Foi uma embromação danada, ele chorava frente às
câmaras e aquele que lhe segurava com uma faca apontada para o pescoço, era seu
comparsa. Tudo ficou muito bem real na Televisão. A repórter capturou a imagem
por uma das janelas do prédio onde estavam.

Depois eles desapareceram de lá e foram telefonar para
D. Margarida.
–Ela
cairia no golpe direitinho
pensavam.

Da primeira vez não deu muito certo porque passava um
caminhão no momento e ela não ficou sabendo direito o local da entrega dos R$500.000,00
que fora do pedido.

Da segunda vez ficou tudo acertado.

Meia hora depois do telefonema pegaram o carro e foram
até a estrada que ia para Bela Vista e naquela árvore seca estava uma sacola
preta com vários pacotes de notas de cem reais.

De posse daquela grana poderiam passar muito tempo sem
novos golpes ou investir em outros maiores.

Quando ligou para a viúva dizendo que seu filho estava
solto, sabia que ela nem iria verificar.

Manoel Amaral

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