A ONÇA COR-DE-ROSA

A ONÇA COR-DE-ROSA

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A onça cor-de-rosa, criada em laboratório experimentalmente, está atuando bem no ambiente em que foi colocada.

A ideia foi de Clos, aquele francês que veio assistir a Copa das Copas, mas acabou encantando-se tanto com este país que saiu com o Osvandir por aí, em busca de aventuras.

Como ele é neto do Inspetor Jacques Clouseau, aquele da Pantera Cor-de-Rosa, achou que a onça da mesma cor, talvez resolvesse os problemas dos fazendeiros e os Javaporcos.

Pegaram o sêmen de um macho da pantera norte-americana, muito esperto e cruzaram com nossa onça do Pantanal. O resultado foi muito bom, derivou-se um animal com o peito rosado que estava liquidando os malditos javaporcos da região.

Assim sendo foram produzidos em laboratórios vários filhotes que vão liquidar o assunto.

–E por falar nisso o nosso herói resolveu ir para o Pantanal.
–Ver o jogo?  
–Não, fotografar os jacarés.

Osvandir acompanhou Clos nesta aventura. Acho que foi uma desventura só.

Em cada parada era uma confusão. Chegando ao primeiro bar na beira da estrada ele queria uma coisa e saía outra. Foi muito difícil saber o que ele queria. Acabou comendo um bolinho de mandioca muito apimentado, pensando que seria um produto similar ao de sua terra.

O recurso foi usar o tablet para fazer algumas traduções. O Smartphone também ajudou, mas tinha hora que aprontava uma confusão danada.

Foi fotografando tudo que encontrava pela frente e ainda estava colocando no Facebook. Mandando para seus amigos, lá da França.

Num dos rios em que navegaram havia piranhas, aquele peixe devorador e que nada em grupo.

Quando vão atravessar a boiada num rio cheio desses peixes, levam um boi doente e jogam na água. Enquanto elas devoram o animal, os outros atravessam o rio, é o Boi de piranha.

No Pantanal existem muitos jacarés e pássaros. O jaburu é um deles que reina naquela região.

O barco carregado de mantimentos leva os dois pescadores de araque para o local de acampamento.

De repente esbarra numa pedra, Osvandir e Clos caem na água, do outro lado da margem vários jacarés entram no rio para atacar os dois intrépidos passageiros.

O rapaz que dirigia o barco deu vários tiros nos répteis, informou que alguns atingem mais de 6 metros de comprimento e 300 quilos.

Disse ainda que: “–É um animal carnívoro, se alimenta de quase todos os animais da floresta, desde peixes até aves e mamíferos. Alimentam-se inclusive de piranhas.”

“–Tem um couro muito cobiçado, é uma carne saborosa, apreciada por muitos moradores da região. Por isso estÁ na lista de animais ameaçados de Extinção.” 

Saindo do Pantanal os dois foram para um Hotel, em Belo Horizonte, onde tomaram conhecimento da descoberta de uma diamante cor-de-rosa.

Manoel Amaral
www.afadinha.com.br


JAVAPORCO, A FERA

OSVANDIR E CLOS NA COPA DO MUNDO

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A Viagem de Clos

Jean Clouseau, o neto do Inspetor Jacques Clouseau, aquele da Pantera Cor-de-Rosa, acabara de chegar e mal desfizera as malas, um fato levou Osvandir e o recém-chegado amigo, para o Sul do país.

É que muitos fazendeiros estavam sendo atacados por uma fera diferente. Era meio javali e meio porco, o javaporco, uma nova espécie gerada por cientistas brasileiros, para produção de carne exótica. O javaporco — resultado do cruzamento do javali selvagem com o porco caipira.

Acontece que esta fera saiu muito “pior que a encomenda”. Os fazendeiros já estavam sofrendo grandes prejuízos em suas plantações de soja, milho e feijão, produzidas pelo Agronegócio.

Quando os lucros foram diminuindo devido aos constantes ataques, os fazendeiros pressionaram os sindicatos e estes os governos municipais, estaduais e a área federal do meio ambiente.

Na viagem Osvandir mostrava para Clos uma reportagem que viu pela internet:

A Maldição dos javaporcos aflige cidades da região

O javaporco é um animal selvagem que pesa aproximadamente 200 quilos.
Ele é o resultado de cruzamento em laboratório com o porco caipira. Comem de tudo: pomares, mandioca, soja, feijão, milho, hortas, adubo.

Os bandos quebram cercas comuns e elétricas, estouram arame farpado, mastigam canos que levam água para as comunidades e ainda pisoteiam nascentes de córregos.

Produtores dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo já estão sofrendo as consequências dos estragos dos Javaporcos.

Em francês eles são conhecidos como sangliers, conforme informou Clos.

Estão invadindo tudo e vindo do Sul para o Centro-Oeste. Não tem como detê-los. São fortes, grandes e amedrontam os outros animais.

Se encontram pelo caminho, porcas de rebanhos domésticos, as engravidam gerando filhotes de raça selvagem. Percorrem todas as plantações, livremente, pois não encontram ninguém e nem predadores para detê-los.

Os produtores e agricultores acham que a situação está fora de controle.

Como são animais fortes, rápidos e muito astutos; armadilhas, rojões e espantalhos já não os assustam mais. Passam por uma fazenda deixando um rastro com as lavouras destruídas.

Além do mais, eles provocam a aceleração do processo de erosão do solo e pisoteiam as nascentes, comendo capins e brotos de árvores.

A onça pintada é a predadora que consegue deter os javaporcos adultos, mas muitos destes animais também podem destruir o controle, passando a atacar os bezerros, cabras e ovelhas.

O javaporcos comem insetos, ovos, ataca pequenos animais e destrói tudo que vê pela frente. Sobrevivem até as queimadas, nem tem medo de cães e sabem nadar e atravessam qualquer obstáculo.

Com o passar do tempo os fazendeiros vem notando que os bichos estão com as presas cada vez maiores, atingindo a dez centímetros.

Entram nos depósitos e silos comendo sementes, não perdoando nem o adubo por causa do sal. Devoram minhocas como sobremesa.

Numa fazenda no interior do Paraná atacaram as plantações e comeram mais de mil sacos de milho que já estavam na época de colheita.

Onde existe irrigação eles arrancam os canos e destroem todo sistema de captação de água.

Quando Osvandir e Clos chegaram numa fazenda lá no Sul, um bicho escapou de uma armadilha e com  um grande salto, passando por cima dos dois, pulando quase dois metros de altura.

O perigo é que os caçadores da região acabam errando a pontaria, matando outros animais dos fazendeiros.

Cada fêmea é capaz de parir de cinco a dez porquinhos selvagens.
Osvandir ficou mais assustado do que gente que caça onça, Clos ficou paralisado tentando achar uma solução, até que Osvandir olhou para Clos. Esse olhar bem conhecido é sinal de ideias.

Os javaporcos correram em direção dos dois, mas Osvandir subiu bem depressa numa árvore e Clos foi junto. Já que javaporco não consegue subir em árvores, os animais  afastavam a certa distância depois corriam de volta com cabeça baixa para acertar na árvore querendo derrubá-la. 

Osvandir e Clos custaram a safar-se dessa, o recurso foi correr bastante e chegar até a sede da fazenda de Joca.

A solução apontada por Osvandir e Clos foram as seguintes:

1 – Por lei o abate de animais nocivos não é crime, contratar então equipes bem treinadas para matá-los aproveitando-se a carne.

2 – Criação em cativeiro de onça pintada para caçar os javaporcos, com controle por chips instalados por pessoas habilitadas.

3 – Incentivo a Restaurantes para trabalharem com carne exótica de javaporco.

Maria Luíza e Manoel Amaral

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www.osvandir.com.br

OSVANDIR NA AMAZÔNIA

OSVANDIR NA AMAZÔNIA
M. F. Amaral

Iamgem: Jossi Borges

Sinopse

OSVANDIR NA AMAZÔNIA
Autoria de M. F. Amaral

SINOPSE


Osvandir é uma pessoa incomum. Um grande aventureiro, um verdadeiro “detetive do fantástico”, ele está sempre buscando a verdade, seja onde for… Suas aventuras são as mais incríveis e na sua longa jornada como caçador de aventuras extraordinárias, ele atravessa o Brasil e se depara com criaturas do outro mundo, mitos que surgem como realidade palpável, índios perigosos, tesouros perdidos.
Esta é apenas a primeira das suas aventuras. Preparem-se para as próximas, que logo virão!

Link para aquisição do e-book: http://www.amazon.com/dp/B00GLAOGMQ

ONDE ENCONTRAR ASSUNTO PARA SUAS HISTÓRIAS

ONDE ENCONTRAR ASSUNTO PARA SUAS HISTÓRIAS

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Se for conto é tudo inventado, juntando um pedaço de uma conversa de rua com alguma coisa lida em qualquer lugar.

Uma observação da natureza, pássaros, animais, flores, árvores, etc.
Se for crônica costumo fazê-las baseado em jornais, notícias da semana ou do dia. O que se destacou das outras, assunto exótico.

Nos jornais populares é ainda melhor, muito fácil de encontrar o seu assunto.
Nos contos tomar cuidado que a realidade pode ser muito pior do que o romantismo do autor na sua ficção.

Hoje, com as drogas por todo canto a ficção não está significando grande coisa. A realidade, cruel, não passaria pela cabeça do escritor.

Então? Como dosar a pílula? Misture um pouco de realidade com um pouco de ficção e tudo vai dar certo.

Nos botecos, nos elevadores, na observação de pessoas na rua. Sente-se num local como uma praça e passe a observar, vai ver muitos assuntos para suas crônicas e contos.

Nas filas de bancos, supermercados, mercearias e até na sua igreja, podem surgir mil e uma histórias para você passar para o papel, omitindo os nomes, criando novos personagens, claro.

E aquelas anotações que você fez há uns dois anos, que estão no caderninho, em papel solto na gaveta ou no seu computador.

Eu tenho mais de 200 títulos para contos, que ainda não foram utilizados. Como já disse em outra postagem, escrevo primeiro o título, depois vou pensar na história.

No caso das anotações, coloco um roteiro para não esquecer o que deveria escrever.

E as histórias de sua netinha, que certamente daria um livro? Vá passando para o papel que no final dá certo.

Manoel Amaral

COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS

COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS

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Seria bom escrever todo o texto e só depois pensar no título, mas pessoalmente sempre faço o contrário primeiro coloco o título e só depois vou pensar na história.

Nas crônicas deve ter tudo a ver com o assunto, já nos contos deve ser bem chamativo, do contrário, não conseguirá nenhum leitor.

Nestes tempos de internet o título também deve ser curto, no máximo umas três palavras.

Em Portugal os títulos, quase sempre, são muito longos.

Seja criativo, mas não deixe de ver os jornais, as manchetes chamam os leitores, principalmente os jornais mais populares. E agora com os eletrônicos, os títulos tem uma importância enorme.

Se você está escrevendo uma história infantil é muito importante prestar atenção ao título, do contrário não venderá o seu livro.

Isso é muito interessante, mas já tenho visto uns títulos idiotas que mesmo assim vendem (deve ser à custa de muito marketing).

Tem um conto meu com o seguinte título: A personagem que matou o 
autor.

O SUBTÍTULO

Veja algumas capas de livros e verá que abaixo do título vem um texto, é o subtítulo. É para ajudar a chamar mais a atenção do leitor e complementar o título.

Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

OSVANDIR EM VENEZA III

OSVANDIR EM VENEZA III

Capítulo III

GUARDA NEGRA
É tão triste Veneza,
Quando ouço no ar,
Barcarolas que vem,
Minha dor realçar.
(Agnaldo Timóteo - É tão triste Veneza )
Ao chegar a loja maçônica Osvandir  foi escoltado por um irmão-aprendiz, até uma grande sala azul, era a “sala dos passos perdidos”, nas quatro paredes tinha uma porta, contando com a porta por onde chegou. O rapaz pediu que ele esperasse ali e assim que ele, aprendiz, saísse o Osvandir deveria escolher uma das portas, abrí-la e entrar.
Assim que o rapaz partiu, Osvandir escolheu a porta que tinha no frontão o desenho de uma estrela com sete pontas, em cada uma delas o símbolo astrológico dos planetas. Começando em cima e no sentido anti-horário,  o símbolo do Sol, Vênus, Mercúrio, Lua, Saturno, Júpiter e Marte.
Ao entrar pela porta foi recebido por nada mais, nada menos, que pelo o irmão Sereníssimo Grão Mestre da Fratellanza Italiana, Osvandir não podia ver o rosto do homem, pois o mesmo estava encoberto por um capuz negro, com duas pequenas aberturas para os olhos. O homem olhou para ele e perguntou por que  procurava saber sobre a Guarda Negra, Osvandir então contou sobre o apuro que o seu amigo Sandi estava passando e os acontecimentos no mosteiro, e  sabia que só através das informações seculares que a Guarda possuía ele conseguiria elucidar o misterioso caso.
O Sereníssimo então falou que para isso era preciso estar com a consciência desperta, adquirida através da abertura das sete chaves, onde cada etapa consistia em descobrir a chave da porta seguinte, mas que nos tempos que correm é preciso ser mais tolerante com os não iniciados e que o Osvandir poderia perguntar o que achasse necessário.
Osvandir começou perguntando sobre o livro, manual, que tinha pertencido a biblioteca do rei Salomão, o Grão Mestre olhou para ele e disse que o manual servia para montar um aparato científico que possibilitaria entender a formação do universo. Então Osvandir perguntou se isso tinha a ver com os terríveis acontecimentos dos monges do monte Etna e, se sim, de que maneira.
O homem foi até uma lousa, que ficava na parede em frente ao Osvandir, e desenhou um esquema, uma espécie de diagrama, dizendo que na época do rei Salomão foi observado um grande clarão no céu, o que os astrônomos hoje em dia chamam de uma Super Nova, e que esses mesmos cientistas calculavam que a explosão de uma supernova deveria liberar uma enorme quantidade de neutrinos.
Confuso, Osvandir, indagou o que esses tais neutrinos tinham a ver com o mosteiro? O Grão Mestre disse que na verdade o mosteiro abrigava um sofisticado detector de partículas, que existia uma antiga mina de sal nas entranhas da montanha e que o aparato científico tinha sido montado ali para detectar os neutrinos emitidos pela grande explosão inicial do universo, o Big Bang.
A quantidade de partículas capturada pode estar relacionada com questões fundamentais: O Universo teve um começo? Ele está em expansão? Um dia o Universo vai se contrair ou vai continuar se expandindo? Se ele se contrair, depois vai ter um começo de novo?

E ao que parece, pelo estado mental totalmente alterado, os monges esclareceram essas questões, e que os governantes “senhores do mundo” estavam a todo custo tentando manter em sigilo absoluto essa verdade.
Osvandir agradeceu e partiu rejuvenescido e em sua mente veio a figura de Corto Maltese, o marinheiro, e como diria ele, o personagem criado por Hugo Pratt, ” há em Veneza três lugares mágicos e secretos: um na “rua dos amores e dos amigos”, outro junto da “ponte das maravilhas” e o terceiro na “calle dei marrani”, perto de “san geremia”, no velho gueto. 

Quando os venesianos estão fartos das autoridades, vão até esses lugares secretos e, abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre para universos maravilhosos e para outras histórias.”

Jose Ildefonso 

Untitled

OSVANDIR E O CELULAR

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Aquela senhora vinha falando ao celular o tempo todo, já tinha quase meia hora que ela estava com o aparelho dependurado no ouvido.  Coisas bobas, de cozinha, cama e quarto conselho que ninguém quer ouvir.
O outro não largava o telefone, mesmo que tivesse desligado como naquela piada do Didi Mocó, da TV. Agora com o advento deste notável equipamento que faz de tudo hoje em dia, um verdadeiro canivete suíço da tecnologia, o homem sente cada vez mais solitário.
Quando a gente mais necessita dele, não tem crédito, está sem bateria. Já notaram, você acaba de colocar R$30,00 nesta merda e quando pensa que não o dinheiro evaporou-se. Tem algumas empresas sendo processadas por isso: prometem e não cumprem.
Mas estava Osvandir com um novo Galaxy S4, aquele que faz de tudo: é rádio, câmara fotográfica, pode visualizar a mesma tela e compartilhar as músicas, os arquivos e os jogos favoritos de ambos. Pode criar fotos em movimento com o Modo Ação.”
Ligue para um amigo, atenda uma ligação, verifique seus e-mails e controle vídeos sem sequer tocar no aparelho. Acesse seu sistema pessoal HomeSync de todos os dispositivos e compartilhe com a família e os amigos.”
Ele também cuida da sua saúde com sensores que ajustam automaticamente a configuração da tela e do volume de acordo com o ambiente onde você está, garantindo uma melhor experiência.”
Não satisfeito com esta parafernália toda, que não faz nada sem bateria ou sem créditos, Osvandir resolveu radicalizar: comprou, da mesma empresa, um relógio que faz tudo que o seu computador fez, mas com alguma deficiência.

É o Galaxy Gear, o relógio inteligente, tem tela de Oled, (que ele nem sabe o que é) sensível ao toque, de 1,63 polegadas com resolução de 320 pixels x 320 pixels. O processador é de 800 MHz e a memória, de 512 Mbytes.”

Na pulseira, o bichinho ainda conta com uma câmera de 4 Mpixels (reparar que na maioria dos celulares a câmara só tem 2 MPixels) e pode gravar vídeos em 720p de até 10 segundos. Para salvar tudo isso, 4 Gbytes de armazenamento. A bateria, terá autonomia de 25 horas.”  Tem uma mentirinha por aí, nunca duram tanto assim.

Está tudo lá no manual de várias páginas, podem conferir.

Pois então, Osvandir com este relógio no braço, o celular na mão, porque lugar de celular é na mão. Daqui alguns anos quando os jovens estiverem na meia idade, vão todos apresentar uma quadro clínico de uma nova doença: Celulite, problemas nos dedos da mão de tanto carregar celular. Assim com as mãos encrespadas, parecendo aqueles vampiros da época de filmes em preto e branco.

Mas já existe Celulite que é “infecção bacteriana do subcutâneo, geralmente por estafilo aureus coagulase positivo, segundo nos informa a Wikipédia.”  Vai ficar muito difícil dos jovens entenderem, deixa prá lá.

Mas voltando a nossa história, nosso herói assim equipado e ainda uma caneta espiã que grava duas horas, sem contar o seu binóculo, que para os menos avisados trata-se apenas de um simples óculos, mas que na realidade dá para enxergar até as crateras da lua.

Ia ele todo feliz, com aqueles equipamentos moderníssimos, atravessando uma rua da cidade, quando um carro passou em alta velocidade (devia esta correndo da polícia) e levou-lhe aquele adorável óculos.

Quando pensa que não um “pivete”, passa num skate e toma-lhe o celular, aquele com as várias funções.

Não tinha nem chegado em casa e um “dimenor”, daqueles grandões, de posse de um caco de vidro, ataca os seus bolsos, levando o dinheiro, o relógio (aquele, tipo computador) e jogando seus óculos no chão e pisando.

O ódio foi chegando rapidamente à cabeça de Osvandir, quando viu-se despojado de todos os seu bens, atacou aquele “dimenor”, mas maior em tamanho, pegou um fita adesiva, (nem sei porque ele andava com isso nos bolsos), daquelas largas,  amarrou o infeliz num poste e largou lá.

Escreveu num cartaz: — “Este é ladrão!”.
Manoel Amaral

Fonte: 

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/09/relogio-inteligente-da-samsung-sera-vendido-por-us-300-nos-eua.html

O ASSASSINO DO FACEBOOK III

O ASSASSINO DO FACEBOOK – III

A morte da estudante

“Facebook: Aproximando quem está longe, afastando quem está perto.”

Assim que aquele senhor saiu da danceteria, Osvandir pegou o seu copo com todo cuidado e disse para o barman que levaria como prova de uma possível identificação de um criminoso.
Já no seu quarto de hotel espalhou aquele pozinho branco em toda a sua superfície e constatou três sinais de digitais. Com uma fita adesiva conseguiu retirar as digitais do copo.
Fotografou aquilo tudo e juntou ao arquivo das fotos. Pelo exame das fotos pode notar que o homem tinha uma altura aproximada de 1,80m, era magro e cabelos grisalhos.
Estaria por ali a procura da próxima vítima?
Quando saiu perguntou para várias pessoas se sabiam o nome dele, apenas uma soube informar o nome, mas não sabia o endereço.
Apressando o passo Osvandir pode ver que ele entrara num daqueles hotéis baratos dali da região.
No outro dia foi até lá e perguntou ao porteiro se havia alguém com aquelas caraterísticas por lá.
— Tem o Agenor, mas ele não usa calça jeans de jeito nenhum. Gosta de terno preto, camisa branca e gravata.
Descartada a possibilidade de ser Agenor assassino da loura, foi em busca de outras informações.
Osvandir ainda não tinha terminado o seu trabalho de pesquisa do primeiro assassinato quando o seu auxiliar anunciou o segundo. Um jovem estudante fora encontrada no mesmo local do primeiro.
Praticamente com as mesmas características: loura, 1,80m, belas pernas e bumbum arrebitado.

Só que neste caso ela parecia mais jovem. Cabelos mais curtos e não usava batom vermelho e nem soltava espuma pela boca.

Numa semana, dois assassinatos e os corpos ali no mesmo local. Isto tudo fez Osvandir supor que seria um Serial Killers.

Aquele psicopata voltara a atacar e mais uma moça caíra nos seus braços assassinos.

Estaria ele usando o Facebook para marcar estes encontros? Tudo indicava que sim. Ali era fácil de marcar os encontros naquela região.

Desta vez o perito raspou as unhas da vítima em busca de pele do assassino para revelar o seu DNA.

Algumas peças essenciais ao inquérito foram coletadas por Osvandir e pelos policiais.

Novamente o solado de um calçado muito conhecido há algum tempo: o Vulcabrás 752. Porque será esta fixação por este tipo?

Enquanto as análises do DNA não ficavam prontas, o jeito era pesquisar nas pensões e hotéis dali da região.

Numa das caminhadas pelas ruas próximas viu um homem conversando com uma jovem. As características eram idênticas as do procurado.

Manoel Amaral

Assassinato no Facebook II – Calçado Vulcabrás 752

O ASSASSINO DO FACEBOOK II

Calçado Vulcabrás 752


 “Facebook: pura perda de tempo”
(Avó do Osvandir)

 

O jornal publicou em primeira página: Facebook faz mais uma vítima.

Osvandir leu e não acreditou. Pesquisou e encontrou alguém anunciando a morte de uma jovem.

Aquilo tudo parecia um filme de horror. Nem prestou atenção quando alguém novamente ligou:

— Eu sei quem matou a moça… — espere não desligue.

Não adiantou, o sujeito desligou o telefone. No ar ficou a pergunta:

Porque aquele cara ligava e desligava e não procurava a polícia?

Nas suas investigações Osvandir descobriu que o assassino seria uma pessoa mais velha: usava sapatos Vulcabrás 752, pelo formato da cópia da sola, em gesso. Este calçado que nem existe mais.

Naquele tempo havia a calça jeans Us Top, que também desapareceu, tinha até um slogan que era o seguinte: “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada”

Já o Vulcabrás 752, um calçado muito resistente, durável e de couro legítimo.

Então foi fácil verificar nas baladas as pessoas com aquele tipo de sapato de 30 anos atrás.
Osvandir esteve naquela boate próximo onde foi encontrado o corpo da jovem e pediu ao porteiro que verificasse as pessoas que entrassem com aquelas características e ligasse para ele.
A noite não demorou muito e recebeu uma ligação informando:
— Tem um senhor aqui de uns 50 anos com calça jeans e uns sapatos pretos, bico fino, muito bem engraxado, não sei se seria o tipo de calçado que procura porque não conheço o Vulcabrás.
— Estou indo verificar – Osvandir pegou o carro, deu ré, na afobação quase bateu num outro veículo no estacionamento.
Será que seria o assassino? Lá se foi o investigador verificar a informação sobre o homem procurado.
Aproximou do balcão, pediu uma batida de limão (caipirinha). Começou a olhar o dito cujo. Pensou:
— O que este cara está fazendo porque aqui, um recinto para os jovens?
Discretamente fotografou-o em várias posições, só faltou de frente.
A calça jeans era mesmo a Us Top, pois tinha uma etiqueta grande, de couro, no bolso traseiro. O sapato foi fácil conhecer, era igualzinho a um par que o seu pai usava lá no sertão de Goiás.
Manoel Amaral

B. CASSIDY & S. KID – III

B. CASSIDY & S. KID – III

O Primeiro Assalto

Cidade grande, diferente das que assaltavam no Brasil. Kid já foi logo para o centro financeiro, ali nos arredores da Praça 24 de Setembro.

Viu muitos bancos, mas optaram por um pequeno, para experimentar. 

Analisaram as saídas, o trânsito e outros detalhes que ia anotando no seu caderninho de bolso.

Cassidy estudava a possibilidade de contratar algumas pessoas para ajudarem na empreitada. Sondava nas periferias da cidade. Comprou um carro, mesmo sabendo pouco da língua.

Pretta fez um depósito na agência e anotou todos os detalhes internos. Inclusive ficou muito amiga de um dos seguranças, que a convidou para sair à noite.

Ela fotografou, disfarçadamente, as câmaras de segurança de todo o saguão e da parte onde estavam os caixas e o cofre.

Trabalho terminado deu abraço apertado no segurança e soltou um suspiro apaixonado, coisa que ela sabia fingir sempre.

Dois dias depois voltou ao banco para concluir alguns detalhes que Cassidy achou importante.

Reuniram à noite nas imediações da Av. San Martín, no bairro Equipetrol, para devorar o churrasco à boliviana na Casa Típica de Camba.

Kid ressabiado pela dor de barriga que sentiu na viagem, comeu pouca carne, preferindo mais as saladas.

Ficou combinado que o assalto seria numa quinta-feira, do início do mês, quando o movimento financeiro era maior, dia de pagamento dos aposentados.

Estudaram duas opções: entrar à noite, explodir os caixas eletrônicos e tentar abrir o cofre ou invadir o banco durante o dia, o que acharam mais perigoso.
Pretta sugeriu que ela entraria ao meio-dia, pela frente e os dois amigos entrariam pelos fundos, por causa da porta giratória detectora de metal, rendendo os velhinhos, sem atirar em ninguém.

Kid achou melhor explodir tudo à noite e sair com o dinheiro, indo direto para alguma floresta que encontrassem.

Manoel Amaral