A MORTE VEIO DO ESPAÇO

A MORTE VEIO DO ESPAÇO

CAPÍTULO II

PENTÁGONO VIRA CINZAS

E não durou muito a preocupação, na manhã seguinte o poderoso edifício fortemente guardado por muitos anos, num segundo, foi torrado por um dos maiores raios do satélite. Não sobrou nem escombros, tudo ficou derretido e um enorme buraco. Nem os andares mais profundos ficaram para contar a história.

Passado alguns dias e a arma atacando o mundo inteiro, um simples cidadão resolveu ver o buraco do Pentágono e cavaca daqui, cavaca dali, encontrou umas pepitas de ouro. O enorme buraco transformou-se na maior mina de ouro, em céu aberto, do planeta. Maior que a Serra Pelada, do Brasil.

Num dos filmes do ano 87, “O Milagre veio do Espaço”, de Steven Spielberg, pequeninas naves espaciais vinham à noite recuperar tudo que fora destruído durante o dia, naquele prédio destinado a demolição, pois o proprietário do terreno ergueria ali um conjunto de edifícios moderníssimos, de vários andares. Os pequenos discos-voadores ajudavam os velhinhos, moradores do local, a organizar o que os vândalos contratados por um testa-de-ferro destruíam.

Agora a morte estava vindo dos céus, através de um satélite militar enlouquecido.

Sete grandes vulcões já estavam em erupção, os gases já apresentavam um grande perigo para as pessoas, animais, agricultura e propriedades. Erupções vulcânicas podem produzir quantidades letais de gases tóxicos, como o Dióxido de Enxofre, Dióxido de Carbono e Ácido Fluorídrico.

Maremotos causavam tsunamis em todo planeta. O clima estava todo alterado.

O jornal de hoje, 8 de novembro, anunciava:

“Um asteroide número 2005 YU55, de 400 metros de comprimento, passará perto da Terra na terça-feira (8/11), em uma aproximação rara que não representa risco de impacto para o planeta. Quando eles se aproximar, às 21h28 (horário de Brasília) desta terça-feira (8) ele estará a apenas 324.600 quilômetros da superfície da Terra – mais próximo que a Lua.”

Estava armado o esquema de que a NASA precisava, sigilosamente ela enviou alguns foguetes contra o asteroide, para que este entrasse em rota de colisão contra o satélite que causava tantos problemas.

Manoel Amaral



OSVANDIR NO PLANETA MARTE – FINAL

Capítulo IX
A VOLTA

O por do sol daquele planeta não era como na terra, era vermelho, quase sem nuvens. As estrelas pareciam mais quentes e se atiravam no espaço, num espetáculo raríssimo. Um vapor quente subia dos buracos de mineração.

Tem sempre que haver uma volta, e o tempo era chegado. As novas tecnologias que podem mudar o mundo para sempre, seguiam seu curso.

Já não era o mesmo, aquele jovem que um dia partira nesta viagem louca.

Na terra, sempre azul, debaixo das nuvens, mas a política mundial era um desastre.

A viagem de volta ao Planeta Terra ocorrera mais rápido que o esperado; na rota, a nave encontrou uma “corrente espacial” denominada pelos cientistas de “corrente de Galinewton”, que atuava no espaço, como as correntes marítimas, foi descoberta por um brilhante cientista, parente de Osvandir, morador no Estado de São Paulo.

Com várias ideias na cabeça, para criação e movimentação assim que pusesse os pés no seu planeta natal.

A primeira delas seria a criação de uma ONG – “Osvandir Nova Geração”, para incentivar a juventude a cuidar do meio ambiente antes que tudo virasse só poluição, como já acontece em vários lugares.

Aquela ideia surgiu quando ele visitava os “Marrons”, extraterrestres do Planeta X, que lhe passaram várias maneiras de cuidar do Planeta, antes que ele se tornasse inabitável, como o caso de seu próprio astro.

Todos seriam conscientizados para que pudéssemos viver bem, por mais alguns anos.

Assim se fez, depois de meses e meses naquela nave cargueira, pegando uma conversa aqui outra acolá, foi anotando tudo e daí surgiria o livro “As Aventuras de Osvandir no Planeta Marte”.
A publicação em e-book, já estava definitivamente estudada. Todas as escolas receberiam a publicação por e-mail.

As crianças do mundo inteiro poderiam ajudar a melhorar a vida em nosso planeta.

Um som estranho se fez ouvir. Um ronco mais próximo completou a cena. Um bocejo da moça alertou ao rapaz, que não estava gostando do filme.

Osvandir, acordou assustado, numa cadeira do cinema.

Fora assistir, na última semana, o filme Distrito 9, recomendado por um físico paulista, ufólogo e inteligente astrônomo, descobridor de estrelas.

O filme já estava no fim, a enorme nave espacial dos “Camarões” já seguia seu rumo, dormira boa parte naquelas aconchegantes cadeiras, ao lado de sua prima Oscarina.

Osvandir acordou do sonho, mas a ideia da ONG vai continuar, será realidade. O primeiro passo foi dado, ONG – Osvandir Nova Geração, já está criada

Manoel Amaral