Osvandir, o Espião que abalou a Rússia

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Capítulo I
Moscou

“А информационная война – это комплекс мероприятий и операций,
проводимых в мирное и военное время, в которых информация
является одновременно оружием, ресурсом и целью.”

“E a guerra de informação – é um complexo de atividades e

operações realizadas em tempo de paz e de guerra, na qual a
informação é tanto uma arma , de recursos e efeitos.”
Jornal Pravda, Rússia

Osvandir passeava tranquilamente entre uns turistas, no Rio de Janeiro, antes de embarcar para a Rússia e assistiu a uma cena chocante. Um casal passeava na rua e um bueiro explodiu, lançando uma mulher a mais de três metros de altura. O fogo que saia do buraco provocou queimadura no casal, que foi imediatamente internado, em estado grave.

Depois dessa Osvandir seguiu direto para o hotel e em seguida para o Aeroporto Internacional do Galeão, comprando passagem, bem como seguro de viagem, para a Rússia. Perguntaram se era a passeio ou a negócios e foi informado que era a negócios. Foi Informado as reservas de hotel e programação da data de retorno em seus documentos.

Embarcou às 10h, para uma viagem de aproximadamente de 11.542 km de distância em linha reta do Rio de Janeiro, Brasil até Moscou, na Rússia. Horas e horas naquele confortável assento.

Um cafezinho, um salgadinho, bebida alcoólica que foi prontamente recusada. As aeromoças muito gentis.

Leu revistas e os dois livros que levou: Como aprender Russo em 30 dias e Giselle Montfort, a espiã nua que abalou Paris”, de David Nasser. Um Guia da capital russa, Moscou, também encontrava-se na maleta de mão.

Abriu um jornal, mas estava em Russo e não entendeu quase nada, dizia qualquer coisa relacionada com espionagem nos EUA.
Fizeram escala num país da Europa, Portugal. Seguiram em frente.
Osvandir resolveu perguntar quantas horas de Brasil a Moscou, a aeromoça, num português muito enrolado respondeu que gastariam 15 horas.
Mês de julho deste ano 2010, a temperatura em Moscou apresenta-se em média de 21 a 24 graus, quente para eles, mas suave para Osvandir.
A maior dificuldade foi devido à língua, o problema foi resolvido com a contratação de um intérprete.
Na Praça Vermelha viu o Kremlin ao lado. Andou de metrô, na Linha Vermelha. Aquilo que é meio de transporte. Que organização. Com 19 estações e 26,1 km de comprimento. Foi uma das primeiras linhas de metrô criadas em Moscou.

Os principais pontos turísticos de Moscou: Visitou o Museu Nacional de História, Catedral do Cristo Salvador, Museu de Belas Artes Púshkin, Catedral de São Basílio, Teatro Bolshoi.
Osvandir fez uma reserva, com antecedência para o espetáculo de 6 de julho, no Teatro Bolshoi, valor US$279 por ingresso. Conforme o cartaz tratava-se do Ballet Clássico Alexander Glazunov “Raymonda” (Balé em três atos).

O luxo nas dependências do Teatro impressionou o nosso herói, a Orquestra Sinfônica Teatro Bolshoi, estava lá com todos seus membros, na direção de Pavet Sorokin.
O pessoal do Teatro ainda estava um pouco abalado pelo falecimento de Marina Semenova, lendária bailarina clássica da época soviética, aos 102 anos, dia 9 de junho próximo passado.
Ficar nas residências, ao aconchego do aquecimento é muito bom, mas sair às ruas, para quem vive o verão praticamente o ano inteiro, no seu país de origem, é meio difícil. O frio é muito forte para quem não está acostumado.
Por esta razão, assim que a peça terminou, Osvandir correu para o hotel, mas teve uma surpresa quando atravessou a porta de entrada. Dois policiais da KGB estavam a sua espera. Foi preso.
Manoel Amaral

Leia os dois capítulos I e II

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/07/osvandir-o-espiao-que-abalou-russia.html

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O PORTAL DO TESOURO

Uma chuva fina caiu à noite, de manhã um nevoeiro cobriu a cidade. Em Pitangui, outrora terra do ouro, hoje uma pacata cidade do interior de Minas; dois velhos conversavam:
– Sabe aquela casa velha da rua de baixo? Um Senhor chamado Josias, demoliu-a para levar até um sítio, no Estado de São Paulo. Quer montar uma fazenda só com construções da época do ouro.
– É mesmo? Que coisa, hein? Tanta gente querendo modernidade e este cara quer reconstruir as velharias do século 18. É de se admirar!
– Pois é, fiquei sabendo agorinha mesmo. Estive lá para verificar o madeirame da velha casa. Tem cada peça de 25 x 25 cm, mais de um palmo de largura. A maioria de aroeira e estão ainda muito conservados.

Aquele papo entre os dois velhos senhores ia longe. Um descreveu os tempos da chegada dos primeiros habitantes da região: “Descoberta por bandeirantes paulistas, chefiados por Bartolomeu Bueno da Siqueira, foi a Sétima Vila criada no Estado, em 1715, no ciclo do ouro, e elevada à cidade em 1855…”

O outro falou do tempo do ouro: “Entre 1713 e 1720, aconteceram as primeiras revoltas pitanguienses contra as imposições da Coroa Portuguesa, sendo a primeira, a Sublevação da Cachaça. A Revolta de 1720, liderada por Domingos Rodrigues do Prado, contra a cobrança do quinto do ouro, conclamava que “quem não pagasse, morria”…

Apesar da derrota da Vila de Pitangui, os pitanguienses não pagaram e Conde de Assumar, então governador da Capitania, teve, contrariamente à sua vontade, de anistiar a dívida, dizendo que “essa Vila deveria ser queimada para que dela não se tivesse mais memória”, chamando a população local de “mulatos atrevidos”. Foi a 1ª grande revolta contra a Coroa, antes mesmo da de Felipe dos Santos, em Ouro Preto.

Estes fatos históricos são do conhecimento de todos Pitanguienses e as mais interessantes histórias são contadas nas ruas, nos bares e nos aconchegantes lares daquela cidade mineira.

Uma delas passamos a relatar abaixo:
Na demolição daquela casa velha da rua de baixo, o Sr. Josias, foi amontoando a madeira de um lado e as telhas e adobes de outro. Quando o caminhão chegou estava bem mais fácil para o carregamento.

Tudo foi levando para o “Sítio do Tesouro Encantado”, num pequeno município de São Paulo.

O processo de montagem da antiga casa era mais difícil que o senhor Josias imaginava. Como ele não fez um esquema da construção, nem bateu nenhuma fotografia antes de demolir, teve que desenhar mais ou menos, para os pedreiros tentar erguer as paredes e deixar tudo com o aspecto da primitiva construção.

Os esteios principais foram erguidos, algumas paredes foram levantadas, usando barro para juntar os adobes.

Os esteios mais largos (25 x 25 cm), foram serrados ao meio para completar a construção.

Tinham que tomar muito cuidado porque existiam uns grandes pregos de ferro grudados nos esteios. Eles estavam ainda em bom estado de conservação, alguns mediam 10 cm de comprimento, todos aquecidos na forja e modelados na enorme bigorna.

Em ritmo acelerado seguiam os pedreiros, carpinteiros e ajudantes. Tudo naquela barulheira infernal, até que um grito foi ouvido:

– Nossa Senhora, o que é isso?

O mestre de obras assustado foi onde tudo ocorria e deparou com uma cena muito interessante: várias moedas de ouro, prata, barra de ouro, ouro em pó numa garrafa e uma porção de objeto de valor incalculável, tudo ali esparramado no chão sujo de serragem da carpintaria.

– Santo Deus! O que é isso meu filho.
– Sei não meu pai, tava tudo aí dentro desta peça de madeira, quando passei a serra ao meio, caiu tudo no chão…
– Mas é dinheiro demais, vou chamar o patrão… – Senhor Josiiiiaaas!!!

Josias veio assustado pensando ser algum acidente, quando deparou com todo aquele ouro no chão, desmaiou. Foi muita emoção para um dia só.

– O dinheiro deu para construir a casa? – perguntou Osvandir.
– É claro que deu Osvandir e sabe como tudo foi parar ali? O proprietário da antiga casa usava aquele buraco na madeira, que fora diligentemente trabalhada, para servir de cofre da família, colocaram moedas ali por mais de 50 anos.

Manoel Amaral

Fonte Pesquisa Histórica: Site Prefeitura: www.pitangui.mg.gov.br/

OSVANDIR E NAZTAR NA ÁFRICA DO SUL

Capítulo Final

O GOLPE DOS DIAMANTES
OU O DIA EM QUE AS VUVUZELAS SILENCIARAM

As famosas vuvuzelas, (no Brasil conhecida como corneta ou cornetão e em Moçambique como xipalapala), estavam fazendo um barulho ensurdecedor, parecia uma grande colméia de abelhas africanas. Amarelo, verde e laranja, eram as cores que se destacavam naquele evento.

Osvandir e Naztar estavam ali no meio daquela multidão enlouquecida. Fotos, sanduíches, bebidas, água, tudo no meio daquele movimento de vai-e-vem de todo mundo antes de começar o jogo.

Jogo iniciado no estádio Nelson Mandela Baya, Brasil e Holanda entraram em combate, foi mesmo uma guerra. Cada lado tentando colocar a bola na rede.

Um gol para o Brasil, depois o empate e a Holanda fez mais um, 2 x 1, aí os jogadores de nossa seleção perderam o rumo, ficaram, desorientados. Sem contar no caso do Felipe Melo que deu uma pisada em Robben, sem nenhuma necessidade e foi expulso de campo. Nossa Seleção já profundamente abalada acabou perdendo o jogo.
No final as vuvuzelas silenciaram.

Engraçado que Osvandir saiu normalmente do estádio e Naztar é que estava abalado com a derrota do Brasil.

No Hotel novo recado para os dois, entraram e saíram imediatamente, nem tiveram tempo para almoçar, tomaram um rápido lanche e foram saber direito do que se tratava.

Quando abriram o jornal, lá estava a manchete:

HOLANDÊS É SEQUESTRADO NA ÁFRICA DO SUL
Vítima de um golpe, ele foi sequestrado no aeroporto de Joanesburgo, – completava o título.
Com essa bomba nas mãos, lá estavam Osvandir e Naztar, tentando achar uma solução para o caso.

Foi aí que Osvandir lembrou que já houvera um outro seqüestro de um brasileiro, seria a repetição da mesma história.

Eles iludem as pessoas com e-mail, telefonemas e prometem fortunas depositadas em seu nome quando o negócio for realizado. É o famoso Golpe “419 scam”.
Vejam o destaque para este assunto que são dado por jornais na África:
“O chamado ” 419 scam “é um tipo de fraude dominada por criminosos da Nigéria e outros países da África. As vítimas do golpe éi prometido uma grande quantia em dinheiro, como um prêmio da loteria, herança, dinheiro depositado em alguma conta bancária, etc

As vítimas nunca recebem essa fortuna inexistente, mas são aliciadas para enviar seu dinheiro para os criminosos, que permanecem anônimos. Eles escondem a sua verdadeira identidade e localização usando nomes e endereços postais falsos, bem como a comunicação via e-mail gratuito, contas anônimas e telefones celulares.


Tenha em mente que scammers não usam seus nomes reais para fraudar e aliciar as pessoas. Os criminosos usam nomes de pessoas ou empresas reais ou inventam nomes ou endereços falsos. Qualquer pessoa real ou empresas a seguir mencionadas não têm ligação à scammers
!”

No caso do empresário holandês aconteceu o mesmo. Venderam para sua empresa, uma grande quantidade de diamantes brutos, por um preço baixíssimo.

Quando ele veio buscar a mercadoria, um negócio milionário, ao descer no Aeroporto Internacional OR Tambo, foi seqüestrado pela quadrilha nigeriana.
A polícia estava fazendo busca na região onde eles costumam colocar as pessoas seqüestradas e nada encontraram.

Osvandir e Naztar deram mais sorte, foram para região sul de Joanesburgo e numa casa “laranjada”, muito suspeita, localizaram cinco bandidos, fortemente armados. Chamaram a polícia e o comerciante holandês, inexperiente, foi liberado.

Ele confessou na delegacia que foi torturado com ferro de passar roupas e cigarro. Ficou sem alimentação por um dia e não pode tomar banho durante o período que ficou em cativeiro.

De volta ao Hotel Paris Hilton, encontraram uma famosa cantora do mesmo nome que foi presa por fumar maconha no recinto.

De manhã Osvandir voltou ao Brasil e Naztar ficaria por lá mais alguns dias, na esperança de ver o seu país (EUA) Campeão da Copa.

Manoel Amaral

OSVANDIR & NAZTAR, O NETO DE TARZAN

Capítulo IV
UM SAFÁRI NO SERENGETI

Serengeti vem da palavra Masai, Siringit, “que significa o lugar onde a terra vai durar para sempre” e remete para as planícies relvadas, que compõem cerca de um terço do mais antigo parque da Tanzânia.

Tanzânia, cuja capital fica em Dodoma, é um país de vastas planícies, montanhas e grandes lagos.

Mas Osvandir e Naztar não estavam num safári no Serengeti, apenas atravessaram parte do parque e se dirigiram para bem próximo do Monte Kilimanjaro, com 5.985 m de altura, uma das maiores montanhas do mundo, que durante a maior parte do ano o pico fica coberto de neve. Foram para resgatar dois turistas ingleses e três americanos.

Eles estavam perdidos no emaranhado de Ngorongoro Crater, à beira da famosa Cratera Ngorongoro, no extremo leste do Serengeti, na Tanzânia do norte.

Para atender ao pedido mais rapidamente, Osvandir e Naztar foram de jipe até certo ponto, depois partiram de balão sobre a planície, que permitia uma visão diferente da vida selvagem e da paisagem.
De câmara digital nas mãos iam fotografando tudo. De vez em quando um leão aparecia faminto, devorando uma gazela ou um antílope, caçado pelas fêmeas. Os gnus estavam em toda parte.
Viram Leões, leopardos, crocodilos, guepardos, rinocerontes, gnus, zebras, impalas, javalis, topi (ou antílopes), gazelas e hiena, chita e caracal (ou lince-do-deserto, é um carnívoro da família dos felídeos). Predadores e presas todos ali juntos, numa visão sem igual.

Serengeti é sinônimo de vastos rebanhos de variados animais selvagens que realizam movimentos migratórios ao longo do ano e que podem ser observadas nas planícies de mais de 14 mil km² do parque.

Era hora de descer do balão e seguir a pé, até o sopé da montanha.
Um vento começava a soprar do leste e um friozinho a congelar as mãos.

Um javali assustado, com cria nova, ameaçou atacar Naztar, mas a perícia de Osvandir afastou-o da vítima.

Um javali pode pesar mais de cem quilos e é considerado na África como símbolo da força, da coragem e da bravura, sua presas eram utilizadas como amuletos em longos colares pelos povos primitivos.

Seguiam os dois distraidamente, conversando sobre o próximo jogo do Brasil contra a Holanda, no campo do Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, quando esbarraram numa jibóia conhecida sob o nome indígena de «Iran Cego». Um pulo por um lado e uma observação, ela estava devorando um pequeno mamífero.

Agora ficava mais difícil, subir uma rampa cheia de pedregulhos, atravessar um cem número de buracos e equilibrar sobre precipícios.
Numa altitude já bem avançada, encontraram sinais de um acampamento. As cinzas de uma fogueira, ainda quentes, indicavam que estiveram por ali.

Um escorregão e Naztar foi parar lá em baixo, numa queda de uns 15 metros, rolando mato abaixo. Muito preocupado Osvandir perguntou se havia algum ferimento e este respondeu que estava bem.

Seguiram dali mesmo por uma trilha e tiveram a sorte de ouvir alguns gritos. Eram os malfadados turistas perdidos.

Foi Naztar que entendeu melhor o pedido de socorro, vinha de uma matinha próxima. Um helicóptero de busca acabava de sobrevoar aquela região.

Encontrados os turistas, foram alimentados com algumas barras de chocolate e cereais, por Osvandir.

Através de sinais no solo conseguiram atrair a atenção do piloto. Embarcaram todos para a cidade mais próxima, colocando fim em mais uma frustrada escalada de montanha na África por turistas inexperientes a procura de aventura selvagem.

Chegaram ao hotel cinco horas antes do jogo do Brasil x Holanda e o barulho era enorme. O amarelo e o vermelho dominavam todas as cores naquela manhã.

Manoel Amaral

Fonte Pesquisa: www.serengeti.org/, safari.go2africa.com/tanzania/serengeti-safari.asp,
www.go2africa.com › Tanzania

OSVANDIR E NAMORO NA INTERNET

(Cuidado com namoro na internet, já dizia meu tio)

“Olá Querido Osvandir,

”Sou de um país da Europa, vi o seu perfil no seu site, meu nome é ANNA, 24 anos de idade, com bom aspecto, jovem e em busca de um amigo.
E é por isso que decidi entrar em contato com você para que possamos estabelecer um bom relacionamento e também ficar a conhecer melhor.
Sua idade, raça e religião nunca é um problema para mim, tudo o que importa é verdade, o amor.
Entre em contato comigo no meu e-mail anna..@…. para que eu possa dizer mais sobre o meu perfil.
Espero ouvir um sim de você, o mais rápido possível.”

ANNA

Este foi o e-mail recebido por Osvandir, em inglês (traduzido pelo Google), na manhã de ontem.

Ficou muito feliz, mais uma linda jovem havia entrado em contato, para trocar palavras de amor.

Muito animado pegou o computador, analisou frase por frase e foi logo respondendo.

Disse que agradecia seu e-mail, que poderia enviar uma foto e informar de que país e cidade era.

Estava mesmo disposto a saber tudo sobre a garota. É muito bom conhecer pessoas e lugares.

O segundo e-mail veio logo, junto com a foto:

Querido,

“Fiquei feliz em encontrá-lo. Envio-lhe uma foto que tirei quando passeava numa fazenda.
Sou da França, gosto de ler, ouvir música, menti sobre minha idade, na realidade tenho 17 anos, estudo inglês, natação e adoro ficar conversando com amigos.
Desejo conhecer o Brasil assim que puder.
Beijinhos. Anna”

Osvandir achou interessante a sua sinceridade dizendo que mentiu quanto à idade.

Em outro e-mail confessou que seu nome verdadeiro também não era Anna e sim Isabel.

Passado algum tempo estava folheando uma revista, destas de fofoca de TV e encontrou uma foto muito parecida com Anna ou Isabel.

Pesquisou mais e ficou sabendo que aquela artista de cinema era da França e muito famosa.

Anna ou Isabel pediu que Osvandir enviasse uma foto. Aí ele quis pagar na mesma moeda: escaneou, recortou e enviou uma foto de um artista brasileiro, que reside atualmente nos Estados Unidos e que fez um grande papel no cinema recentemente.

Ela ficou nervosa e falou para ser sincero e dizer se aquela era mesmo sua foto. Osvandir fez o mesmo: perguntou se aquela era mesmo sua foto.

Naquela briga toda ficou sabendo mais uma besteira: ela não morava na França e sim no Brasil.

Depois da apuração dos fatos descobriu que ela era sua vizinha, poderia vê-la, simplesmente olhando pela janela de seu quarto.

Comprou um binóculo e passou a observá-la, procurou o número de telefone na internet, pelo número da casa e rua, achou o nome de seu pai.

Vestiu um terno preto, camisa branca e bateu na porta dizendo ser vendedor de perfume.

Ela caiu no golpe, atendeu a porta. Não tinha mais ninguém na casa.
Era até bonita, loura, jovem mesmo, talvez menos de 17 anos.

Começaram a conversar sobre vários assuntos e ele acabou convidando-a para um passeio em qualquer dia da semana a sua escolha.

Ela aceitou o convite e marcou para uma quinta-feira, num barzinho agitado da cidade.

Ficaram muito amigos. Muitos meses depois Osvandir ficou com remorso e resolveu confessar que era o rapaz que ela procurava na internet.

Ela não demonstrou nenhuma surpresa. Disse que já sabia disso!
Ela também andava observando Osvandir com binóculo…

Manoel Amaral

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O CRIME DA MALA

“O mais puro insólito” (Cleosmar, primo do Osvandir)

O corpo daquela mulher já cheirava mal. Estava acondicionada numa velha mala, na zona Sul do Rio, num canal de escoamento de água e esgoto.

Funcionários da Prefeitura estavam realizando a limpeza no local e viram aquela mala na água.

Era um corpo de mulher, todo cortado em pedaços.
Seu nome: Íris Bezerra de Freitas, de 21 anos.

O Delegado trabalha com a hipótese de crime passional e o principal suspeito é o seu ex-marido Rafael da Silva Lima.

A morte parece que teria sido causada por uma briga do casal.

Vendo esta notícia no jornal, Osvandir lembrou de uma história sobre outro crime da mala, acontecido em 1928, conforme seu avô contava.

“Aconteceu em São Paulo, sendo protagonistas Giuseppe Pistone e Maria Mercedes Fea Maria, que ao completar 21 anos, casaram-se, imigrando para o Brasil no navio Conte Biancamano. “

“Trabalhava na casa de salames e vinhos de seu primo Franceso Pistone em São Paulo, Giuseppe recebe deste uma proposta de sociedade. Sem o capital necessário, escreve um telegrama à sua mãe Marcelina Baeri, na Itália, pedindo um valor equivalente a 150,000 contos de réis, parte de uma herança deixada por seu pai.”
– dizia um jornal da época.

Descobrindo todo seu plano de extorsão, resolve escrever para sua sogra, mas foi descoberta a carta e Pistone sufoca a esposa com um travesseiro. Ela estava grávida de uma menina.

“Sem saber o que fazer com o corpo, decide ocultá-lo em uma mala, seccionando o joelho com uma navalha e quebrando o pescoço para que o cadáver coubesse na mesma. Usando endereços e nomes falsos, remete a mala à “Francesco Ferrero”, em Bordeaux, França, através do navio Massilia”.- informa uma revista.
Foi condenado a 31 anos de prisão, por homicídio e ocultação de cadáver. Alegou ter cometido o crime por encontrar sua esposa com um amante no apartamento do casal, sua pena é comutada para 20 anos de prisão. Faleceu em 28 de junho de 1956
“O episódio inspirou a realização de um filme, O Crime da Mala. Dirigido por Francisco Madrigano, foi lançado em 31 de outubro de 1928. O assassinato foi também tema de um episódio especial do programa Linha Direta, exibido em 2 de junho de 2005.”
Fonte: Wikipédia (O Crime da Mala de 1928)

O Grilo Falante

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Era uma vez, não faz muito tempo, um grilo saiu de sua terra e resolveu conhecer o mundo.

Na ânsia de ir mais rápido, trombou em qualquer coisa que saiu arrastando-lhe. Não sabia o que era, mas sentiu a força daquela máquina.

Caiu na frente dela, entre dois galhinhos que ficavam balançando prá lá e pra cá. Segurou num deles, como tábua de salvação. De nada adiantou. Foi jogado lá na frente. Agarrou-se com toda força, mas a superfície era muito lisa, foi assim dependurado.

Andaram por um longo tempo e o Grilo observando tudo. Cada vez ficava mais interessante. Chegaram numa construção, a máquina parou e então ele pode observar duas criaturas muito esquisitas: duas patas inferiores, duas patas superiores, dois olhos redondinhos, uma boca grande, não tinham antenas e sim uma concha de cada lado da cabeça. Um topete com muitos fios. A fêmea ficava só agarrada ao macho, tinha os fios compridos na cabeça e boca vermelha.

O grilo contou tudo para seus amigos lá da roça:

“Ficavam sobre duas patas, balançando as superiores, falavam uma linguagem estranha, não dava para entender.”

“Entraram na construção, fui atrás, lá tinha pouca coisa para comer, estava faminto. Pulei aqui e acolá, vi algumas folhas verdes, não prestavam para alimentação, eram amargas e muito duras.”

“Segui daqui e dali, mais adiante, sobre uma madeira plana, vi algumas frutas, bati meus dentinhos nelas e nunca vi tão duras.”

“Encontrei algumas folhas verdes que tiraram de uma caixa quadrada e alta, estavam frias. Comi, eram muito boas. Satisfeito, tirei uma soneca.”

“Acordei alegre e cantei: — Cri, cri, cri.”

“Um ser menor, acordou com meu canto e chorou. A fêmea saiu correndo e foi alimentá-lo.”

“Coisa estranha, ela sacou um membro e enfiou na boca do filhote, como fazem as vacas lá no pasto e tudo se acalmou.”

“Vi uns seres entrando numa caixa grande e subindo, resolvi experimentar e acompanhei. Fui lá para o alto. Olhei o céu azul por uma abertura, pulei e planei, caí num campo verde. Que beleza, alimento à vontade. Grama boa para minha alimentação.”

“Ouvi um barulho, parecendo um bater de asas. Olhei e vi um gafanhoto, do tamanho de um grande boi e uma enorme cauda, pousando. Suas asas não batiam, giravam.”

“Andei naquelas estradas, com construções de lado a lado e vi muitas coisas interessantes.”

“Encontrei um grande grilo de quatro olhos amarelos, dois de cada lado, que com o seu cri, cri, abria uma enorme porteira, quando as máquinas se aproximavam para entrar. Só que ele não andava, ficava ali parado e cricando, enquanto os seres passavam.”

“Aquela estrada, preta, lisa e dura, não tinha poeira, era diferente da nossa, poucas árvores,.”

Na aldeia ninguém acreditou nas histórias do grilo. Virou folclore, serviu de objeto de gozação para todos, até o dia em que o presidente da Grilolândia foi seqüestrado pela mesma máquina.

Manoel Amaral

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OSVANDIR GANHOU NA MEGA-SENA DA VIRADA

Duas pulgas conversando:
— O que você faria se ganhasse na Mega-Sena da Virada?
A amiga responde, com ar de sonhadora:
— Ah… Eu compraria um cachorro só pra mim!

Osvandir começou a comprar os bilhetes da Mega-Sena da Virada, desde o dia 15 de dezembro.

Tudo parecia que dar certo. Jogou nas dezenas: 10, 20, 30, 40, 50 e 60. Sabia que muita gente iria fazer isso, não importava, se ganhassem todos seriam felizes.

Marcou um cartão com um jogo sonhado, outro por pura intuição e um outro de acordo com as idades dos sobrinhos e pais.

Remexeu no bolso ainda sobrara alguns reais; fez mais dois jogos diferentes, marcou os extremos e centro do cartão: 01, 10 – 51 e 60, além de ir para o 25 e 36, depois repetiu os mesmos números dos extremos em outro cartão, alterando somente os números do centro passando para 26 e 35.

Jogou um cartão com os números do seriado da TV, LOST: 4, 8, 15, 16, 23 e 42. Fez outra seqüência com estes números: 48, 41, 51, 52, 34 e 26. Jogou também, como não poderia faltar, nos números derivados de 2009 e 2010: 20, 09, 21, 10, 22, 01.

As datas de nascimento da família, da namorada, tudo serviu para palpite de jogo.

O número da casa, do telefone, do celular e assim por diante.

Agora era só esperar. O dia 31 de dezembro chegou, 20 horas seria o sorteio. O tempo não passava, a aflição era muito grande.

Andou pra lá e pra cá dentro de casa, não deu. Resolveu fazer uma caminhada para relaxar. Passou na porta da Casa Lotérica, antes das 14 horas e a fila era enorme. Pensou: __ Ainda bem que fiz meu jogo por antecipação. Foi um cartão por dia, até ontem.

Aproximando-se das 17 horas e a TV a todo instante fazia chamadas dizendo o valor do prêmio, cerca de R$140.000.000,00 (cento e quarenta milhões de reais), só de juros, na poupança, daria mais de R$500.000,00 mensais. O que fazer com tanto dinheiro?

Começou a pensar: __ Primeiro sumiria por uns dois meses, para fugir da mídia, iria pescar no Pantanal e viajar para Itália a fim de conhecer os antepassados da família Nicolai.
Tentou tomar um cafezinho, a mão tremeu, o café caiu na camisa branca da virada do Ano Novo. Nem importou, o seu sentido estava no resultado da Loteria.

Não enxergava mais nada, uma tinta preta escorrera dentro de seu cérebro, por entre os neurônios, apagando tudo. Os seus pensamentos eram apenas uma fumaça negra. Tentou usar o computador e não conseguiu nada.

Foi ver alguns filmes na Sky, não conseguiu. Nem a Play Boy atraiu a sua atenção.

O tempo não passava, os segundos eram horas; os minutos dias e as horas meses. Tudo arrastando numa lentidão sem fim.

Os foguetes começaram a estourar, não sei se pela Mega-Sena ou pela passagem de ano. 2010 seria muito bom para todos, número par, final de zero, somando três e com dois números iguais. Este seria mesmo um ano de sucesso para muitos.

Pegou os bilhetes, ficou olhando-os, aqueles números cresciam, viravam miragens, castelos de areia.

Chegou a hora, saiu, agora eletronicamente, o primeiro número: houve um acerto. O segundo: também acertou. O coração estava saindo pela boca. Saiu o terceiro número e houve na sala borbulhar, havia acertado!

Uma pequena pausa no sorteio, para acalmar os jogadores e aumentar o suspense. O Ibope da TV foi as alturas. A internet ficou totalmente congestionada. Foi sorteado o quarto, nem precisava dizer, ele acertou.

Começou a passar mal, as pernas amoleceram, ficou vermelho que nem um peru. A quinta bolinha desceu correndo pela tubulação transparente da máquina eletrônica e caiu naquela mesinha. Apareceu na tela da TV e ele acertou.

O sexto número fez a mesma trajetória e a máquina vomitou-o naquela mesa transparente. Houve um hôôô!!! A bolinha quase caiu no chão de tanta emoção dos que extraiam da máquina aquele resultado.

Daí em diante, na TV, nos Rádios e as conversas nas ruas, só falavam naquilo. Muitos milhões nos bolsos de alguns e outros a ver navios.

Manoel Amaral

A MULHER DE BRANCO DE OURO PRETO

O baile estava muito animado, corria o ano de 1999, Osvandir resolvera passar as férias naquela belíssima cidade de Ouro Preto.

Uma linda garota aproximou-se de sua mesa e uma conversa foi iniciada:

__ De onde você vem? – Quis saber a garota.
__ Sou do Centro-Oeste de Minas. – Respondeu Osvandir, já meio entusiasmado.
__ E você, é daqui mesmo ou de outra cidade?
__ Sou de uma cidadezinha do interior. Moro no Internato há alguns anos.

Beberam muito, dançaram bastante e na hora de ir embora, como estava fazendo muito frio, Osvandir cobriu aqueles ombros desnudos da jovem, que usava um longo vestido branco, com o seu blusão.

Seguiram de carro até as proximidades da Capela de Nossa Senhora das Dores, aí ela disse:
__ Moro por aqui…
__ Você já vai descer, não quer conversar mais?
__ Preciso entrar antes do amanhecer, já é muito tarde, depois conversamos mais.

Osvandir nem sabia o nome dela, correu atrás e perguntou:
__ Como é o seu nome? – Ela já sumia na esquina daqueles velhos casarões da rua, mas respondeu:
__ Meu nome é Maria Cândida.

Uma lufada de vento, de arrepiar, atravessou a rua e levantou os seus cabelos. Sentiu um clima de terror. Tudo por ali tão estranho.
Pensou: __ Amanhã volto para conhecê-la melhor.

No outro dia voltou, procurou informar-se sobre um internato para mulheres. Encontrou um, próximo a linda igreja barroca. Foi até a secretaria e perguntou sobre Maria Cândida.

Consultaram a listagem de internos e não encontraram nenhuma Maria Cândida. Aí perguntaram:
__ Ela estava de branco?

O medo percorreu a espinha dorsal de Osvandir, mas mesmo assim respondeu:
__ Sim, ela estava de branco, por quê?
__ Você não sabe? É a famosa Mulher de Branco, faleceu há muitos anos. Poderá comprovar o que digo, veja no cemitério ao lado da igreja, a sua tumba.

Ao sair daquele local, Osvandir foi visitar o cemitério indicado. Procurou muito, mas lá no canto direito, num velho túmulo estava escrito na lápide:
Maria Cândida, nascida em 1800 e falecida em 1823.

E seu blusão? Que fim levou?
Ao chegar ao Hotel uma secretária entregou-lhe o blusão dizendo que uma linda jovem, de branco, dissera que era para entregar para você.

Foi aí que Osvandir passou acreditar na lenda da Mulher de Branco de Ouro Preto.

MANOEL AMARAL