O ASSASSINATO DE UM PRESIDENTE

 Imagem Google

 Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

O jornal noticiou que um louco fora internado no hospital. Tinha mania de querer matar o Presidente.

O Presidente estava preparando-se para partir. Iria visitar um estado que lhe era hostil, para acalmar os ânimos na política.

A política da esposa era outra e avisava sempre: __ Cuidado querido. Quero que você volte vivo! A gente nunca pode confiar num louco. Ele é sempre capaz de cometer desatinos…
__ Desatinos! O que há? Está com medo querida? Já viajei tanto e nunca me aconteceu nada. Tudo é a prova de bala no carro…

O carro americano, modelo 1963, deslizava suavemente no asfalto e a rádio anunciava que um louco fugira do hospital. O rádio do carro foi desligado por um instante.

Há instante dali, num recanto da cidade mais próxima a conversa era diferente: __ Você já está com o fuzil?
__ Já!
__ Então faça tudo como te ensinamos. Você não deve perder tempo. Estaremos te esperando do outro lado da rua.

Do outro da rua principal dera entrada o carro presidencial e vinha uma fila enorme de outros carros atrás. Os Senadores, Deputados, Governadores e Jornalistas sempre acompanhavam o presidente onde quer que ele fosse. Um forte dispositivo de segurança estava preparado.

Preparado ninguém está para o imprevisto. O presidente sentindo muito calor (teria o ar condicionado enguiçado?), mandou abaixar as capotas à prova de bala, justamente na hora em que virava a esquina.

Na esquina, do alto do prédio mais próximo, um tiro partiu. Todos ouviram, mas ninguém foi atingido. Outros três foram disparados de locais diferentes e o presidente foi atingido na cabeça e no pescoço.

Pelo pescoço abaixo o sangue escorria e hemorragia instalou-se naquele cérebro.

Naqueles cérebros a confusão se formava: __ Mataram o presidente! Assassinos loucos!

O louco saiu correndo, escada abaixo, atravessou a rua mas foi preso por um soldado que já estava ali para isso.

Enquanto isso, o carro presidencial dava entrada no hospital da cidade.

Na cidade o comentário era muito grande e um boato começou a ser espalhado no meio da multidão:
__ Um louco matou o presidente, dando três tiros lá de cima!

De cima, mais alto em pensamento do que a camada popular, os jornalistas imaginavam diferente:
__ Foram três tiros vindo de locais diferentes, o louco preso não era o assassino, o tiro vindo do prédio da esquina não atingiu ninguém.

Ninguém imaginava que o suposto assassino do presidente ia para o matadouro. Os saldados levaram o psicopata para a rua central da cidade. Ele não parecia doente mental, alguém que perdeu a razão, pelo contrário, articulava bem as palavras e seus gestos eram bem compreendidos. Contudo qualquer coisa o impedia de falar o que desejava. Queria gritar para todos que não estava louco. Que aquilo tudo não passava de uma farsa! Até a fotografia com o fuzil! Tudo combinado! Planejado!

Planejado também estava a sua morte! Quando fez um esforço maior para falar, um tiro a queima-roupa provocou uma fumaça no meio da multidão e a câmara da TV pode captar o último gesto do inocente útil, ainda algemado a um soldado.

Um soldado sem qualquer esforço pegou o atirador, ainda com a arma na mão.

Na mão da polícia estava o segredo da morte dos dois e ninguém se atreveu a verificar a verdade. O Relatório famoso, dizia que não havia complicação com organismos internacionais e que o único culpado era o “assassino louco,” o outro era apenas um “espectador exaltado.”

MANOEL AMARAL
Em dezembro de 1963
Do Autor de “Osvandir na Amazônia”
E-booK, na Editora Amazon:
http://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss_2?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&url=search-alias%3Daps&field-keywords=Osvandir

O VELHINHO III

Velho Sabido

“A verdade é o que é.”

Osvandir ficou sabendo desta interessante história e foi até Três Serras, para conferir.

Teve acesso ao inquérito policial, examinou os laudos da seguradora, conversou com as pessoas e concluiu:

A polícia estava enganada, o velhinho era mais esperto do que se imaginava.
Atentando para um detalhe que passou despercebido pela polícia, acabou suspeitando do resto da história.

Naquela morte de sua esposa pelo amante e vice-versa, as provas recolhidas não conferiam. A balística informou que os primeiros tiros que atingiram Catarina e Osvaldo saíram cada uma de uma arma, mas os outros que apenas acertaram nas paredes, as armas estavam trocadas, o calibre era diferente, fácil de notar.

Osvandir então procurou por outros indícios, na garagem da casa de Osvaldo. Descobriu uma câmara, num canto atrás da escada, meio invisível.

Pegou a gravação e examinou quadro a quadro,  pode perceber que tudo ocorrera bem diferente do que imaginavam, houve um assassinato.

Josias enviou as mensagens para Catarina e Osvaldo combinando um encontro na garagem. Ficou de tocaia. Assim que eles chegaram disparou seguidamente nos dois com as armas.

Pegou uma pôs na mão do morto deu um tiro na parede e fez o mesmo com a outra, ele queria deixar pólvora nas mãos deles, para não levantar suspeitas, só que se esqueceu e colocou as armas em corpos trocados.

No contrato da seguradora achou interessante que foi uma amiga quem assinou por Catarina, por meio de procuração. Não se sabe se foi Josias que providenciou isso.

Se o incêndio foi criminoso ou não, é outra história, não mais interessa.  O velhinho já estava bem longe e com todo o dinheiro do seguro na mão.

Manoel Amaral

Assassinato no Facebook II – Calçado Vulcabrás 752

O ASSASSINO DO FACEBOOK II

Calçado Vulcabrás 752


 “Facebook: pura perda de tempo”
(Avó do Osvandir)

 

O jornal publicou em primeira página: Facebook faz mais uma vítima.

Osvandir leu e não acreditou. Pesquisou e encontrou alguém anunciando a morte de uma jovem.

Aquilo tudo parecia um filme de horror. Nem prestou atenção quando alguém novamente ligou:

— Eu sei quem matou a moça… — espere não desligue.

Não adiantou, o sujeito desligou o telefone. No ar ficou a pergunta:

Porque aquele cara ligava e desligava e não procurava a polícia?

Nas suas investigações Osvandir descobriu que o assassino seria uma pessoa mais velha: usava sapatos Vulcabrás 752, pelo formato da cópia da sola, em gesso. Este calçado que nem existe mais.

Naquele tempo havia a calça jeans Us Top, que também desapareceu, tinha até um slogan que era o seguinte: “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada”

Já o Vulcabrás 752, um calçado muito resistente, durável e de couro legítimo.

Então foi fácil verificar nas baladas as pessoas com aquele tipo de sapato de 30 anos atrás.
Osvandir esteve naquela boate próximo onde foi encontrado o corpo da jovem e pediu ao porteiro que verificasse as pessoas que entrassem com aquelas características e ligasse para ele.
A noite não demorou muito e recebeu uma ligação informando:
— Tem um senhor aqui de uns 50 anos com calça jeans e uns sapatos pretos, bico fino, muito bem engraxado, não sei se seria o tipo de calçado que procura porque não conheço o Vulcabrás.
— Estou indo verificar – Osvandir pegou o carro, deu ré, na afobação quase bateu num outro veículo no estacionamento.
Será que seria o assassino? Lá se foi o investigador verificar a informação sobre o homem procurado.
Aproximou do balcão, pediu uma batida de limão (caipirinha). Começou a olhar o dito cujo. Pensou:
— O que este cara está fazendo porque aqui, um recinto para os jovens?
Discretamente fotografou-o em várias posições, só faltou de frente.
A calça jeans era mesmo a Us Top, pois tinha uma etiqueta grande, de couro, no bolso traseiro. O sapato foi fácil conhecer, era igualzinho a um par que o seu pai usava lá no sertão de Goiás.
Manoel Amaral

O ASSASSINO DO FACEBOOK – I

O ASSASSINO DO FACEBOOK – I

A Loura do batom vermelho

Facebook = Muro de lamentações” Simata
Ela estava estendida no chão, de costas. Dava para ver que muito sangue jorrara daquela boca pintada com um batom vermelho.

Osvandir chegou ali para investigar o crime. Há muito não via uma mulher morta com aquela beleza. Loura, 1,80m, belas pernas e bumbum arrebitado.

Os policiais estavam à procura de vestígios do assassino. Uma cápsula deflagrada aqui, alguns fios de cabelos acolá.

Estava difícil trabalhar, a cena do crime estava toda revirada. Um lencinho de papel ainda estava na sua mão. Quando foi retirado, Osvandir pode notar um número de celular.

Na sua testa um pequeno corte, não era de faca ou qualquer outra arma cortante. Parecia ser de um acidente.

Na mão direita um anel de brilhante. Um cinto de couro legítimo perpassava a sua cintura e estava desabotoado.

Seria um crime sexual? As suas pernas estavam entreabertas.

Verificando a sua documentação que estava espalhada em volta do corpo, Osvandir ficou sabendo que se tratava de Noêmia Viriato.

Um dos policiais disse que a conhecia, morava a uns dois quarteirões daquele local, num prédio de luxo.

Próximo a sua mão esquerda podia notar-se uma pegada, sapato masculino, tamanho 42. Estava bem visível, parecia que o solado havia pisado em algum pó branco.

Fotografou a pegada, a posição e partes do corpo bem como os materiais da cena do crime.

Osvandir sacou do bolso a sua lupa e a pinça foi guardando em saquinhos plásticos com zíper, todo material que encontrava. Um pedaço de porcelana italiana, fios de cabelo preto, o lencinho com o número de celular.

Na boca entreaberta, ainda podia-se ver um pouco de alimentação. No canto direito do lábio havia uma estranha espuma branca.

Estava formada a cena. Agora que o corpo iria para o IML, o trabalho seria analisar tudo e interrogar as pessoas.

Em frente, uma boate de luxo, mas parece que ela não foi morta naquele local. Fora jogada ali, os rastros de pneus indicavam uma parada.

Um especialista tirou o molde dos pneus em gesso, os sinais estavam bem visíveis. Havia chovido e um pouco de terra estava ancorado na beira de um bueiro.

No seu escritório Osvandir começou analisar aquilo tudo e fazer anotações em seu Notebook.

O seu Iphone 5 vibrou e uma suave musiquinha saiu de seu minúsculo alto falante. Era o Delegado perguntando se já tinha chegado a alguma conclusão.

— Nada Elias, está muito difícil seguir uma linha de raciocínio. Quando tiver alguma coisa conclusiva ligo para o Senhor.

Nem bem colocou o aparelho na mesa, ele tocou novamente:

— Eu sei quem matou a moça…

— Quem é o Senhor? — Aí a pessoa desligou o telefone.

Mas nada foi ouvido. O silêncio pairou na sua sala.

Manoel Amaral

Leia a continuação pelos links abaixo:

http://osvandir.blogspot.com.br/2013/04/assassinato-no-facebook-ii-calcado.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2013/04/o-assassino-do-facebook-iii.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2013/05/o-assassino-do-facebook-iv-v.html

THE NEW WEST – II – O CAVALO VOADOR

THE NEW WEST – II
O CAVALO VOADOR

“Quem mata um homem é chamado de assassino,
quem mata milhares é chamado de herói.” Charles Chaplin

Hoje as grandes quadrilhas andam num só cavalo voador, o avião.

Podem marcar assaltos em vários pontos estratégicos do país ao mesmo tempo.

Recolhem grandes quantias de cada vez, que nunca mais são encontradas.

Haja vista o maior assalto a banco de nosso país: O Banco Central de Fortaleza, em 2005, de onde 36 ladrões levaram R$ 164.755.150,00 dos cofres, dos quais, até o momento, apenas uns 20% foram encontrados.

O mais impressionante é que cavaram um túnel subterrâneo de 80 metros de comprimento, por 70 cm de diâmetro, uma verdadeira obra de engenharia.

O dinheiro, em notas de R$50,00, previamente selecionadas, sem numeração, pesava 3 toneladas. Usaram uma empilhadeira para recolher o dinheiro.

Este foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Não foi descoberto até agora quem foi o mentor principal do grande assalto e a ligação com alguém do banco. Desconfiam de altas autoridades.

Usaram avião, carreta e outros meios para transportar o dinheiro para vários estados do país.
Alguns bandidos presos, foram chantageados, sequestrados e outros acabaram mortos.

Como o assunto é muito interessante já foram produzidos um filme, um livro e vários documentos sobre o assunto.

Livro: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central” de autoria de Roger Franchini
Filme: Assalto ao Banco Central. Direção: Marcos Paulo. Com os atores: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Giulia Gam, Lima Duarte.

Encontrei um excelente slide na internet:
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/assalto-ao-banco-central/

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

O ASSASSINATO DE UM PRESIDENTE

O jornal noticiou que um louco fora internado no hospital. Tinha mania de querer matar o Presidente.

O Presidente estava preparando-se para partir. Iria visitar um estado que lhe era hostil, para acalmar os ânimos na política.

A política da esposa era outra e avisava sempre: __ Cuidado querido. Quero que você volte vivo! A gente nunca pode confiar num louco. Ele é sempre capaz de cometer desatinos…
__ Desatinos! O que há? Está com medo querida? Já viajei tanto e nunca me aconteceu nada. Tudo é a prova de bala no carro…

O carro americano, modelo 1963, deslizava suavemente no asfalto e a rádio anunciava que um louco fugira do hospital. O rádio do carro foi desligado por um instante.

Há instante dali, num recanto da cidade mais próxima a conversa era diferente: __ Você já está com o fuzil?
__ Já!
__ Então faça tudo como te ensinamos. Você não deve perder tempo. Estaremos te esperando do outro lado da rua.

Do outro da rua principal dera entrada o carro presidencial e vinha uma fila enorme de outros carros atrás. Os Senadores, Deputados, Governadores e Jornalistas sempre acompanhavam o presidente onde quer que ele fosse. Um forte dispositivo de segurança estava preparado.

Preparado ninguém está para o imprevisto. O presidente sentindo muito calor (teria o ar condicionado enguiçado?), mandou abaixar as capotas à prova de bala, justamente na hora em que virava a esquina.

Na esquina, do alto do prédio mais próximo, um tiro partiu. Todos ouviram, mas ninguém foi atingido. Outros três foram disparados de locais diferentes e o presidente foi atingido na cabeça e no pescoço.

Pelo pescoço abaixo o sangue escorria e hemorragia instalou-se naquele cérebro.

Naqueles cérebros a confusão se formava: __ Mataram o presidente! Assassinos loucos!

O louco saiu correndo, escada abaixo, atravessou a rua mas foi preso por um soldado que já estava ali para isso.

Enquanto isso, o carro presidencial dava entrada no hospital da cidade.

Na cidade o comentário era muito grande e um boato começou a ser espalhado no meio da multidão:
__ Um louco matou o presidente, dando três tiros lá de cima!

De cima, mais alto em pensamento do que a camada popular, os jornalistas imaginavam diferente:
__ Foram três tiros vindo de locais diferentes, o louco preso não era o assassino, o tiro vindo do prédio da esquina não atingiu ninguém.

Ninguém imaginava que o suposto assassino do presidente ia para o matadouro. Os saldados levaram o psicopata para a rua central da cidade. Ele não parecia doente mental, alguém que perdeu a razão, pelo contrário, articulava bem as palavras e seus gestos eram bem compreendidos. Contudo qualquer coisa o impedia de falar o que desejava. Queria gritar para todos que não estava louco. Que aquilo tudo não passava de uma farsa! Até a fotografia com o fuzil! Tudo combinado! Planejado!

Planejado também estava a sua morte! Quando fez um esforço maior para falar, um tiro a queima-roupa provocou uma fumaça no meio da multidão e a câmara da TV pode captar o último gesto do inocente útil, ainda algemado a um soldado.

Um soldado sem qualquer esforço pegou o atirador, ainda com a arma na mão.

Na mão da polícia estava o segredo da morte dos dois e ninguém se atreveu a verificar a verdade. O Relatório famoso, dizia que não havia complicação com organismos internacionais e que o único culpado era o “assassino louco,” o outro era apenas um “espectador exaltado.”

MANOEL AMARAL
Em dezembro de 1963