A ONÇA COR-DE-ROSA

A ONÇA COR-DE-ROSA

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A onça cor-de-rosa, criada em laboratório experimentalmente, está atuando bem no ambiente em que foi colocada.

A ideia foi de Clos, aquele francês que veio assistir a Copa das Copas, mas acabou encantando-se tanto com este país que saiu com o Osvandir por aí, em busca de aventuras.

Como ele é neto do Inspetor Jacques Clouseau, aquele da Pantera Cor-de-Rosa, achou que a onça da mesma cor, talvez resolvesse os problemas dos fazendeiros e os Javaporcos.

Pegaram o sêmen de um macho da pantera norte-americana, muito esperto e cruzaram com nossa onça do Pantanal. O resultado foi muito bom, derivou-se um animal com o peito rosado que estava liquidando os malditos javaporcos da região.

Assim sendo foram produzidos em laboratórios vários filhotes que vão liquidar o assunto.

–E por falar nisso o nosso herói resolveu ir para o Pantanal.
–Ver o jogo?  
–Não, fotografar os jacarés.

Osvandir acompanhou Clos nesta aventura. Acho que foi uma desventura só.

Em cada parada era uma confusão. Chegando ao primeiro bar na beira da estrada ele queria uma coisa e saía outra. Foi muito difícil saber o que ele queria. Acabou comendo um bolinho de mandioca muito apimentado, pensando que seria um produto similar ao de sua terra.

O recurso foi usar o tablet para fazer algumas traduções. O Smartphone também ajudou, mas tinha hora que aprontava uma confusão danada.

Foi fotografando tudo que encontrava pela frente e ainda estava colocando no Facebook. Mandando para seus amigos, lá da França.

Num dos rios em que navegaram havia piranhas, aquele peixe devorador e que nada em grupo.

Quando vão atravessar a boiada num rio cheio desses peixes, levam um boi doente e jogam na água. Enquanto elas devoram o animal, os outros atravessam o rio, é o Boi de piranha.

No Pantanal existem muitos jacarés e pássaros. O jaburu é um deles que reina naquela região.

O barco carregado de mantimentos leva os dois pescadores de araque para o local de acampamento.

De repente esbarra numa pedra, Osvandir e Clos caem na água, do outro lado da margem vários jacarés entram no rio para atacar os dois intrépidos passageiros.

O rapaz que dirigia o barco deu vários tiros nos répteis, informou que alguns atingem mais de 6 metros de comprimento e 300 quilos.

Disse ainda que: “–É um animal carnívoro, se alimenta de quase todos os animais da floresta, desde peixes até aves e mamíferos. Alimentam-se inclusive de piranhas.”

“–Tem um couro muito cobiçado, é uma carne saborosa, apreciada por muitos moradores da região. Por isso estÁ na lista de animais ameaçados de Extinção.” 

Saindo do Pantanal os dois foram para um Hotel, em Belo Horizonte, onde tomaram conhecimento da descoberta de uma diamante cor-de-rosa.

Manoel Amaral
www.afadinha.com.br


JAVAPORCO, A FERA

OSVANDIR E CLOS NA COPA DO MUNDO

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A Viagem de Clos

Jean Clouseau, o neto do Inspetor Jacques Clouseau, aquele da Pantera Cor-de-Rosa, acabara de chegar e mal desfizera as malas, um fato levou Osvandir e o recém-chegado amigo, para o Sul do país.

É que muitos fazendeiros estavam sendo atacados por uma fera diferente. Era meio javali e meio porco, o javaporco, uma nova espécie gerada por cientistas brasileiros, para produção de carne exótica. O javaporco — resultado do cruzamento do javali selvagem com o porco caipira.

Acontece que esta fera saiu muito “pior que a encomenda”. Os fazendeiros já estavam sofrendo grandes prejuízos em suas plantações de soja, milho e feijão, produzidas pelo Agronegócio.

Quando os lucros foram diminuindo devido aos constantes ataques, os fazendeiros pressionaram os sindicatos e estes os governos municipais, estaduais e a área federal do meio ambiente.

Na viagem Osvandir mostrava para Clos uma reportagem que viu pela internet:

A Maldição dos javaporcos aflige cidades da região

O javaporco é um animal selvagem que pesa aproximadamente 200 quilos.
Ele é o resultado de cruzamento em laboratório com o porco caipira. Comem de tudo: pomares, mandioca, soja, feijão, milho, hortas, adubo.

Os bandos quebram cercas comuns e elétricas, estouram arame farpado, mastigam canos que levam água para as comunidades e ainda pisoteiam nascentes de córregos.

Produtores dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo já estão sofrendo as consequências dos estragos dos Javaporcos.

Em francês eles são conhecidos como sangliers, conforme informou Clos.

Estão invadindo tudo e vindo do Sul para o Centro-Oeste. Não tem como detê-los. São fortes, grandes e amedrontam os outros animais.

Se encontram pelo caminho, porcas de rebanhos domésticos, as engravidam gerando filhotes de raça selvagem. Percorrem todas as plantações, livremente, pois não encontram ninguém e nem predadores para detê-los.

Os produtores e agricultores acham que a situação está fora de controle.

Como são animais fortes, rápidos e muito astutos; armadilhas, rojões e espantalhos já não os assustam mais. Passam por uma fazenda deixando um rastro com as lavouras destruídas.

Além do mais, eles provocam a aceleração do processo de erosão do solo e pisoteiam as nascentes, comendo capins e brotos de árvores.

A onça pintada é a predadora que consegue deter os javaporcos adultos, mas muitos destes animais também podem destruir o controle, passando a atacar os bezerros, cabras e ovelhas.

O javaporcos comem insetos, ovos, ataca pequenos animais e destrói tudo que vê pela frente. Sobrevivem até as queimadas, nem tem medo de cães e sabem nadar e atravessam qualquer obstáculo.

Com o passar do tempo os fazendeiros vem notando que os bichos estão com as presas cada vez maiores, atingindo a dez centímetros.

Entram nos depósitos e silos comendo sementes, não perdoando nem o adubo por causa do sal. Devoram minhocas como sobremesa.

Numa fazenda no interior do Paraná atacaram as plantações e comeram mais de mil sacos de milho que já estavam na época de colheita.

Onde existe irrigação eles arrancam os canos e destroem todo sistema de captação de água.

Quando Osvandir e Clos chegaram numa fazenda lá no Sul, um bicho escapou de uma armadilha e com  um grande salto, passando por cima dos dois, pulando quase dois metros de altura.

O perigo é que os caçadores da região acabam errando a pontaria, matando outros animais dos fazendeiros.

Cada fêmea é capaz de parir de cinco a dez porquinhos selvagens.
Osvandir ficou mais assustado do que gente que caça onça, Clos ficou paralisado tentando achar uma solução, até que Osvandir olhou para Clos. Esse olhar bem conhecido é sinal de ideias.

Os javaporcos correram em direção dos dois, mas Osvandir subiu bem depressa numa árvore e Clos foi junto. Já que javaporco não consegue subir em árvores, os animais  afastavam a certa distância depois corriam de volta com cabeça baixa para acertar na árvore querendo derrubá-la. 

Osvandir e Clos custaram a safar-se dessa, o recurso foi correr bastante e chegar até a sede da fazenda de Joca.

A solução apontada por Osvandir e Clos foram as seguintes:

1 – Por lei o abate de animais nocivos não é crime, contratar então equipes bem treinadas para matá-los aproveitando-se a carne.

2 – Criação em cativeiro de onça pintada para caçar os javaporcos, com controle por chips instalados por pessoas habilitadas.

3 – Incentivo a Restaurantes para trabalharem com carne exótica de javaporco.

Maria Luíza e Manoel Amaral

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www.osvandir.com.br

OSVANDIR NA AMAZÔNIA

OSVANDIR NA AMAZÔNIA
M. F. Amaral

Iamgem: Jossi Borges

Sinopse

OSVANDIR NA AMAZÔNIA
Autoria de M. F. Amaral

SINOPSE


Osvandir é uma pessoa incomum. Um grande aventureiro, um verdadeiro “detetive do fantástico”, ele está sempre buscando a verdade, seja onde for… Suas aventuras são as mais incríveis e na sua longa jornada como caçador de aventuras extraordinárias, ele atravessa o Brasil e se depara com criaturas do outro mundo, mitos que surgem como realidade palpável, índios perigosos, tesouros perdidos.
Esta é apenas a primeira das suas aventuras. Preparem-se para as próximas, que logo virão!

Link para aquisição do e-book: http://www.amazon.com/dp/B00GLAOGMQ

ONDE ENCONTRAR ASSUNTO PARA SUAS HISTÓRIAS

ONDE ENCONTRAR ASSUNTO PARA SUAS HISTÓRIAS

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Se for conto é tudo inventado, juntando um pedaço de uma conversa de rua com alguma coisa lida em qualquer lugar.

Uma observação da natureza, pássaros, animais, flores, árvores, etc.
Se for crônica costumo fazê-las baseado em jornais, notícias da semana ou do dia. O que se destacou das outras, assunto exótico.

Nos jornais populares é ainda melhor, muito fácil de encontrar o seu assunto.
Nos contos tomar cuidado que a realidade pode ser muito pior do que o romantismo do autor na sua ficção.

Hoje, com as drogas por todo canto a ficção não está significando grande coisa. A realidade, cruel, não passaria pela cabeça do escritor.

Então? Como dosar a pílula? Misture um pouco de realidade com um pouco de ficção e tudo vai dar certo.

Nos botecos, nos elevadores, na observação de pessoas na rua. Sente-se num local como uma praça e passe a observar, vai ver muitos assuntos para suas crônicas e contos.

Nas filas de bancos, supermercados, mercearias e até na sua igreja, podem surgir mil e uma histórias para você passar para o papel, omitindo os nomes, criando novos personagens, claro.

E aquelas anotações que você fez há uns dois anos, que estão no caderninho, em papel solto na gaveta ou no seu computador.

Eu tenho mais de 200 títulos para contos, que ainda não foram utilizados. Como já disse em outra postagem, escrevo primeiro o título, depois vou pensar na história.

No caso das anotações, coloco um roteiro para não esquecer o que deveria escrever.

E as histórias de sua netinha, que certamente daria um livro? Vá passando para o papel que no final dá certo.

Manoel Amaral

OSVANDIR EM VENEZA III

OSVANDIR EM VENEZA III

Capítulo III

GUARDA NEGRA
É tão triste Veneza,
Quando ouço no ar,
Barcarolas que vem,
Minha dor realçar.
(Agnaldo Timóteo - É tão triste Veneza )
Ao chegar a loja maçônica Osvandir  foi escoltado por um irmão-aprendiz, até uma grande sala azul, era a “sala dos passos perdidos”, nas quatro paredes tinha uma porta, contando com a porta por onde chegou. O rapaz pediu que ele esperasse ali e assim que ele, aprendiz, saísse o Osvandir deveria escolher uma das portas, abrí-la e entrar.
Assim que o rapaz partiu, Osvandir escolheu a porta que tinha no frontão o desenho de uma estrela com sete pontas, em cada uma delas o símbolo astrológico dos planetas. Começando em cima e no sentido anti-horário,  o símbolo do Sol, Vênus, Mercúrio, Lua, Saturno, Júpiter e Marte.
Ao entrar pela porta foi recebido por nada mais, nada menos, que pelo o irmão Sereníssimo Grão Mestre da Fratellanza Italiana, Osvandir não podia ver o rosto do homem, pois o mesmo estava encoberto por um capuz negro, com duas pequenas aberturas para os olhos. O homem olhou para ele e perguntou por que  procurava saber sobre a Guarda Negra, Osvandir então contou sobre o apuro que o seu amigo Sandi estava passando e os acontecimentos no mosteiro, e  sabia que só através das informações seculares que a Guarda possuía ele conseguiria elucidar o misterioso caso.
O Sereníssimo então falou que para isso era preciso estar com a consciência desperta, adquirida através da abertura das sete chaves, onde cada etapa consistia em descobrir a chave da porta seguinte, mas que nos tempos que correm é preciso ser mais tolerante com os não iniciados e que o Osvandir poderia perguntar o que achasse necessário.
Osvandir começou perguntando sobre o livro, manual, que tinha pertencido a biblioteca do rei Salomão, o Grão Mestre olhou para ele e disse que o manual servia para montar um aparato científico que possibilitaria entender a formação do universo. Então Osvandir perguntou se isso tinha a ver com os terríveis acontecimentos dos monges do monte Etna e, se sim, de que maneira.
O homem foi até uma lousa, que ficava na parede em frente ao Osvandir, e desenhou um esquema, uma espécie de diagrama, dizendo que na época do rei Salomão foi observado um grande clarão no céu, o que os astrônomos hoje em dia chamam de uma Super Nova, e que esses mesmos cientistas calculavam que a explosão de uma supernova deveria liberar uma enorme quantidade de neutrinos.
Confuso, Osvandir, indagou o que esses tais neutrinos tinham a ver com o mosteiro? O Grão Mestre disse que na verdade o mosteiro abrigava um sofisticado detector de partículas, que existia uma antiga mina de sal nas entranhas da montanha e que o aparato científico tinha sido montado ali para detectar os neutrinos emitidos pela grande explosão inicial do universo, o Big Bang.
A quantidade de partículas capturada pode estar relacionada com questões fundamentais: O Universo teve um começo? Ele está em expansão? Um dia o Universo vai se contrair ou vai continuar se expandindo? Se ele se contrair, depois vai ter um começo de novo?

E ao que parece, pelo estado mental totalmente alterado, os monges esclareceram essas questões, e que os governantes “senhores do mundo” estavam a todo custo tentando manter em sigilo absoluto essa verdade.
Osvandir agradeceu e partiu rejuvenescido e em sua mente veio a figura de Corto Maltese, o marinheiro, e como diria ele, o personagem criado por Hugo Pratt, ” há em Veneza três lugares mágicos e secretos: um na “rua dos amores e dos amigos”, outro junto da “ponte das maravilhas” e o terceiro na “calle dei marrani”, perto de “san geremia”, no velho gueto. 

Quando os venesianos estão fartos das autoridades, vão até esses lugares secretos e, abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre para universos maravilhosos e para outras histórias.”

Jose Ildefonso 

B. CASSIDY & S. KID – III

B. CASSIDY & S. KID – III

O Primeiro Assalto

Cidade grande, diferente das que assaltavam no Brasil. Kid já foi logo para o centro financeiro, ali nos arredores da Praça 24 de Setembro.

Viu muitos bancos, mas optaram por um pequeno, para experimentar. 

Analisaram as saídas, o trânsito e outros detalhes que ia anotando no seu caderninho de bolso.

Cassidy estudava a possibilidade de contratar algumas pessoas para ajudarem na empreitada. Sondava nas periferias da cidade. Comprou um carro, mesmo sabendo pouco da língua.

Pretta fez um depósito na agência e anotou todos os detalhes internos. Inclusive ficou muito amiga de um dos seguranças, que a convidou para sair à noite.

Ela fotografou, disfarçadamente, as câmaras de segurança de todo o saguão e da parte onde estavam os caixas e o cofre.

Trabalho terminado deu abraço apertado no segurança e soltou um suspiro apaixonado, coisa que ela sabia fingir sempre.

Dois dias depois voltou ao banco para concluir alguns detalhes que Cassidy achou importante.

Reuniram à noite nas imediações da Av. San Martín, no bairro Equipetrol, para devorar o churrasco à boliviana na Casa Típica de Camba.

Kid ressabiado pela dor de barriga que sentiu na viagem, comeu pouca carne, preferindo mais as saladas.

Ficou combinado que o assalto seria numa quinta-feira, do início do mês, quando o movimento financeiro era maior, dia de pagamento dos aposentados.

Estudaram duas opções: entrar à noite, explodir os caixas eletrônicos e tentar abrir o cofre ou invadir o banco durante o dia, o que acharam mais perigoso.
Pretta sugeriu que ela entraria ao meio-dia, pela frente e os dois amigos entrariam pelos fundos, por causa da porta giratória detectora de metal, rendendo os velhinhos, sem atirar em ninguém.

Kid achou melhor explodir tudo à noite e sair com o dinheiro, indo direto para alguma floresta que encontrassem.

Manoel Amaral

OSVANDIR E HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IV
MULHERES NA PRAIA

“Para uma mente bem estruturada,
a morte é apenas uma aventura seguinte.”
Harry Potter e as Relíquias da Morte

No Rio de Janeiro procuraram um hotel beira-mar, muito conhecido pela sua história, desde 1923. Queriam estar próximos da Praia de Copacabana. Era a intenção de Osvandir mostrar ao Harry apenas as belezas daquela cidade maravilhosa.

Ao ver aquelas águas azuis, as ondas, a areia da praia, as lindas moças de biquíni, Harry ficou muito excitado.

__Aqui no Brasil, os jovens vão a tais lugares para “pegar uma cor”, namorar, beber e gastar. Disse Osvandir, quando estavam chegando a praia.
__ Sei muito bem disso! Já li nas revistas de vocês. Respondeu Harry.

Pediu uma água de coco ao vendedor, uma mesa e uma sombrinha de praia foram providenciadas. O local estava totalmente loteado pelos ambulantes. Tudo ali era alugado, até óculos escuros.

Uma garota passou, olhou, sorriu e o nosso amigo derreteu-se como um sorvete. Aquela pele dele não era boa para resistir ao sol intenso, razão pela qual, quando estava aproximando das dez horas voltaram para o hotel.

O roteiro da parte da tarde seria uma visita ao Cristo Redentor e ao Pão de Açúcar. Seria… Mal atravessaram uma avenida, num sinal de trânsito foram vítimas de seqüestro relâmpago.

Osvandir mais calmo com a situação, já conhecia o ambiente. Harry nem sabia o que estava acontecendo. Foi necessário explicar-lhe a situação:
__ Aqui ele pegam a gente e o carro e levam para outro local, com a finalidade de pegar os seus pertences.
Harry só ouviu e resmungou:
__ Huuummm…

Os bandidos estavam interessados no veículo e seus equipamentos. Os passageiros foram deixados, a pé, num local ermo.

Osvandir chamou um táxi, voltaram ao hotel para refazerem-se do susto! Osvandir avisou a locadora do veículo, que lhe informou para não preocupar-se que o mesmo estava equipado com chip para fins de localização por GPS, via satélite. Tudo estava no seguro.

Ao ouvir estas palavras solicitou-lhes que emitissem a fatura, porque dali para frente iriam de avião devido as longas distância e o tempo curto.

Ao chegar no quarto, HP estava separando presentes e marcando num papel os respectivos donos.

Perguntou-lhe se estava com disposição para ver alguma coisa no final da tarde e ele disse que não. Preferia ir jantar em algum lugar ali por perto onde pudessem ir a pé.

O jantar decorreu tudo em ordem, não fosse um pequeno deslize de Osvandir que comeu uma moqueca de camarão que acabou estragando-lhe os intestinos.

Na manhã seguinte saíram cedo rumo ao aeroporto do Galeão, o mais apropriado para o voo que estavam pretendendo.

As passagens haviam sido reservadas com antecedência, mas estava tudo atrasado, como sempre.

Estava muito difícil explicar-lhe como chegariam a Belém, no Pará. Sendo o Brasil o quinto país do mundo em extensão territorial, e que é praticamente do tamanho de continentes, seria uma coisa praticamente impossível.

__ Temos aproximadamente 170 milhões de habitantes. Disse-lhe Osvandir.

Iriam viajar de avião devido a grande distância a ser percorrida. Quando Harry viu o avião na pista, ficou receoso de entrar no túnel de passageiros. Parece que ele sentia algum presságio. Ficou inquieto.

Já no avião, ficava olhando pela janela. As nuvens branquinhas iam passando aos nossos olhos. Sentia saudade de seus amigos.

Uma escuridão tomou conta, de repente, de todo espaço. Um grande temporal vinha do lado norte. O avião começou a balançar, subir e descer. Até o Osvandir foi ficando receoso. O nosso herói já estava com o coração nas mãos.

A aeromoça avisou que devido a tempestade não iriam prosseguir, retornariam e tentariam pousar em Salvador.

Graças aos deuses tudo deu certo e o avião pode deslizar suavemente nas pistas do aeroporto Luis Eduardo Magalhães, anteriormente conhecido por “Dois de Julho”.

Um táxi foi fretado para levá-los ao hotel do centro de Salvador.

Ao descerem do veículo, Harry ficou espantado com tanta gente de cor negra e aquele cheiro de azeite de dendê em todas as barracas de ambulantes.

As pessoas os receberam muito bem e ofereceram guias para conhecerem toda a cidade.

Manoel Amaral

OSVANDIR E AS LUZES FAISCANTES

“Onde o diabo perdeu as esporas.
Nos cafundós do Judas.
Onde o vento fez a curva.
No oco do mundo.”
(Frases Nordestinas)

Osvandir seguiu o seu destino. Ia pesquisar um avistamento de luzes no interior da Paraíba. Terra sem chuva, muita pobreza, seca por todos os lados.

Embrenhou-se no meio da caatinga, (do Tupi-Guarani: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) que é o único bioma exclusivamente brasileiro.

E o pobre escritor fantasma (Ghostwriter) ia acompanhando como se estivesse dentro de sua maleta, com uma abertura circular na frente por onde via tudo rasteiramente, como naquelas reportagens policiais, nas favelas, onde o Câmera Man vira por todo lado onde vai o repórter.

Plantas rasteiras, espinhos grandes, tudo meio branco, mata fechada e baixa. Não dá para ver nada além de cinquenta metros.

Uma parada para descanso, o guia informa que estamos quase chegando. Falta só subir aquele morrinho e cruzar algumas pedras.

Olhando aquilo tudo dá a impressão que o Nordeste ainda não é um deserto por causa da vegetação da caatinga, se ela for extinta tudo vira areia, sem nenhuma condição de sobrevivência humana.

Algumas casinhas de taipa construída com galhos finos amarrados com cipós e cobertura de folhas de coqueiro ou de sapé, tem até um município por aqui com este nome. Mais um rancho que propriamente uma casa de morar. Em algumas as paredes recebem barro até cobrir aquelas madeiras. O barro é amassado e duas pessoas jogam na parede, simultaneamente, uma de dentro e outro do lado de fora.

Os grilos começaram a comer as folhas ainda verdes, alguns pássaros a cantar nos galhos secos, uma nuvem de pó na estrada logo abaixo.

Um sol abrasador queimando a cabeça dos aventureiros. O guia mais precavido trouxe uma roupa de couro para proteger-se dos espinhos da vegetação. Osvandir com aquela camisa branca com as mangas arregaçadas e calça jeans, ficou com as mãos e parte dos braços bem arranhados.

Cruzaram as pedras, subiram o morro, desceram a ladeira, tocos de árvores por todo lado riçando as canelas dos pobres mortais.

Nada de encontrar o local onde as luzes estavam aparecendo diariamente. Tudo um calor só. Suor vazando aos borbotões.

Uma casinha de tijolos, cobertura de telhas, algumas crianças no quintal. Uma pequena cisterna, sinal de água boa para beber. Qual nada, a água era salobra, gosto ruim. Mas foi descendo goela abaixo assim mesmo.

Entrevistada as pessoas residentes, estas informaram que as luzes estavam mesmo aparecendo naquele local, dia sim, dia não.

Instados a declarar como eram, D. Chica, com linguagem difícil de entender, informou que tais luzes vinham e voltavam, sempre a tardinha, quando não era dia e nem noite e o sol ainda estava no horizonte.

Osvandir anotando tudo no seu caderno e gravando as falas das pessoas.

Seu José Ribamar disse que viu mais pra frente, na beira da grota uma luz mais interessante, faiscava e depois sumia.

Osvandir quis saber como era este “faiscar”, ele informou com suas palavras dizendo que parecia com foguete de lágrimas, aquele que solta várias luzes quando sobe. Um garotinho falou que parecia quando uma pedra atritava na outra e soltava aquele brilho no escuro.

Estava já escurecendo e a conversa agora era sobre fantasmas e almas do outro mundo. Todos afirmaram que a Mulher de Branco andava aparecendo por ali, no meio dos descampados.

Quando menos esperavam, uma luz branca, começou fraca e depois foi crescendo e ficando de várias cores e de repente sumiu. O dono da casa falou para todos ficarem calados que ela iria voltar.

De fato ela voltou mais forte, do tamanho de uma bola de futebol, só que agora era azul e cintilando. Todos ficaram abobalhados.

Dentro de poucos minutos ela sumiu, veio outra de cor amarela que foi ficando da cor de fogo e começou a soltar faísca, como se alguém estivesse amolando uma faca no esmeril. Girava em torno de si mesma.

Mediante aquela riqueza de fatos e do imprevisto, Osvandir havia esquecido até de fotografá-los. Sacou da máquina Sony, profissional, 32 megapixel, apontou, aguardou a imagem surgir e clicou. Depois foi conferir: apareceu só um risco luminoso cruzando o céu, já com estrelas.

No outro dia, seguiram viagem e encontraram um agricultor muito preocupado com um objeto que veio do céu e caiu próximo de sua casa.
Foram verificar e era um balão metereológico, de plástico, que soltaram em outro estado para fins de pesquisas.

Manoel Amaral