THE NEW WEST

THE NEW WEST – I
OS COWBOYS DO ASFALTO

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“Mais que de máquinas, precisamos de humanidade.”
Charles Chaplin

Eles chegam em seus velozes cavalos mecânicos, portando equipamentos eletrônicos de alta geração.

No lugar de máscaras usam capacetes, com viseiras rebaixadas tornando-os assim irreconhecíveis.

Usam calças e blusões de couro negro, botas especiais e luvas.
Numa aceleração constante, no meio daquele trânsito caótico, atingem qualquer local com muita facilidade.

Andam sempre em dupla. O cavalo do velho oeste carregava apenas um assaltante; hoje, o mecânico, leva dois.

Visam a vítima, param no local escolhido. Um desce e faz a coleta do dinheiro dos postos de combustíveis.

O outro fica ali a espera do colega, para a fuga desenfreada no meio da rua.
A Polícia vai atrás, quando é alertada a tempo, mas dificilmente consegue prender os assaltantes.
Estamos no “Novo Oeste”, onde assaltar e matar são coisas corriqueiras.
Cidades do interior não tem mais sossego. As pequenas agências ou postos bancários são assaltados com mais facilidade.

Eles chegam, amarram e prendem os funcionários (geralmente mulheres) nos banheiros.

Abrem o cofre com muita agilidade, recolhem o dinheiro, limpam também as gavetas dos guichês de atendimento e ainda têm a audácia de assaltar os clientes do banco.

Muitas vezes dinamitam os caixas eletrônicos levando tudo, quando não levam os ditos.

Quando são presos, um sempre escapa e o dinheiro roubado não aparece.
Tempos modernos, como diria Charles Chaplin.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

Posted 10th February 2012 by OSVANDIR
THE NEW WEST – II
O CAVALO VOADOR
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“Quem mata um homem é chamado de assassino,
quem mata milhares é chamado de herói.” Charles Chaplin

Hoje as grandes quadrilhas andam num só cavalo voador, o avião.

Podem marcar assaltos em vários pontos estratégicos do país ao mesmo tempo.

Recolhem grandes quantias de cada vez, que nunca mais são encontradas.

Haja vista o maior assalto a banco de nosso país: O Banco Central de Fortaleza, em 2005, de onde 36 ladrões levaram R$ 164.755.150,00 dos cofres, dos quais, até o momento, apenas uns 20% foram encontrados.

O mais impressionante é que cavaram um túnel subterrâneo de 80 metros de comprimento, por 70 cm de diâmetro, uma verdadeira obra de engenharia.

O dinheiro, em notas de R$50,00, previamente selecionadas, sem numeração, pesava 3 toneladas. Usaram uma empilhadeira para recolher o dinheiro.

Este foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Não foi descoberto até agora quem foi o mentor principal do grande assalto e a ligação com alguém do banco. Desconfiam de altas autoridades.

Usaram avião, carreta e outros meios para transportar o dinheiro para vários estados do país.
Alguns bandidos presos, foram chantageados, sequestrados e outros acabaram mortos.

Como o assunto é muito interessante já foram produzidos um filme, um livro e vários documentos sobre o assunto.

Livro: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central” de autoria de Roger Franchini
Filme: Assalto ao Banco Central. Direção: Marcos Paulo. Com os atores: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Giulia Gam, Lima Duarte.

Encontrei um excelente slide na internet:
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/assalto-ao-banco-central/

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

Posted 12th February 2012 by OSVANDIR
THE NEW WEST – III
CORRUPÇÃO
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“A reeleição é um poço de corrupção”
(Osmair – Tio do Osvandir)
No caso da corrupção os larápios limpam os cofres da “viúva” e voltam sempre para conferir.
A Casa da Moeda e a comissão de 25 milhões de dólares, foi uma das notícias que mais me entristeceu neste fim de semana.
Na era Collor foi o caso PC Farias, para os jovens que não lembram do assunto: O PC passava o chapéu nos empresários que ajudaram a eleger o Collor, umas duas ou três vezes por ano. E a arrecadação era muito grande, dólares e mais dólares. O seu caso de amor não foi bem resolvido e nem a sua morte, muito suspeita.
Na época do FHC foi a privataria. Uma turminha do núcleo do poder ganharam mais poder e mais dinheiro.
Na época do Lula foi o Mensalão que deu um rombo muito grande.
Já no primeiro mandato de Dilma o rombo foi muito maior com o assalto a Petrobrás.
O pior da corrupção é que ela é maior, proporcionalmente, nos municípios. Esse ano houve muita luta contra os altos subsídios dos vereadores (os de BH desistiram do aumento).
Todos os poderes estão enlameados. Empresas públicas estão apinhadas de servidores não técnicos, capachos, impostos pelos partidos, no tradicional loteamento de cargos. Olha que não salva nenhum partido.
A corrupção entrou na área pública de cabo a rabo (êpa!)
Partido já nasce “partido”. Tem que começar com a letra “P”. A ditadura (1964) acabou com todos os partidos políticos. Foram criados apenas dois: ARENA – Aliança Renovadora Nacional e MDB- Movimento Democrático Brasileiro. Depois vieram as sublegendas, a pior instituição que já inventaram na política: tinha Arena 1, 2 ou o tanto que comportassem as facções políticas. Daí voltamos a era atual que tem tantos partidos que o eleitor nem sabe de qual pertence o seu candidato.
Os políticos também são culpados disso tudo, mudavam de um lado para o outro sempre que se sentia ameaçado em sua reeleição. E por falar nisso é outra merda que inventaram na política.
A reeleição favorece a corrupção.
Abaixo a reeleição!
Manoel Amaral
Posted 13th February 2012 by OSVANDIR
THE NEW WEST – IV
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A CAIXA DE PANDORA
“Operação Caixa de Pandora, foi criada em 2009, para reprimir fraudes em licitações no governo do Distrito Federal.”
Envolvimento de servidores públicos, empresários e até integrantes do Judiciário.
“A Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, acabou com o Mensalão de DEM em Brasília e levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda”
Foram apreendidos computadores, mídias, documentos, além de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros. Foi uma de maior impacto da PF.
“O esquema de corrupção seria uma espécie de “pedágio” que Arruda cobrava de empresas interessadas em conseguir contratos com sua gestão. O dinheiro arrecadado, segundo o inquérito da Polícia Federal, era dividido entre ele, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários e assessores.”
De acordo com a operação da PF, o dinheiro que Arruda repassava a políticos vinha de empresas privadas que prestavam serviço ao governo do DF. Aqui uma coisa interessante, o dinheiro distribuído não saía da área pública.
“As empresas pagavam “por fora” para garantir a os contratos e continuidade dos serviços. O ex-governador, por sua vez, pagava aos aliados e adversários políticos para garantir estabilidade no governo e aprovar os projetos que queria. Com o apoio político, facilitava os contratos e licitações das empregas que forneciam o dinheiro.”
“Entre a pilha de coisas recolhidas, estavam agendas com anotações de pagamentos a políticos, livro-caixa com a contabilidade que os investigadores suspeitam ser de propina, dossiês sobre corrupção em empresas públicas e secretarias, além de um mapa com loteamento político de mais de três mil cargos no governo do DF, remessas de dinheiro para o exterior e acertos para fraude em licitações públicas.”
Ao todo, o processo principal já tem cerca de 40 mil páginas, fora os apensos e os avulsos.


Manoel Amaral
Fonte: Do R7, em Brasília; Revista Veja; Folha de S.Paulo
Posted 15th February 2012 by OSVANDIR

ATAQUE AS TORRES QUADRIGÊMEAS

ATAQUE  AS TORRES QUADRIGÊMEAS


“Interessante que eles nunca mostraram os restos dos aviões que “bateu no Polígono” e do que “caiu no mato”.
Elas eram mais conhecidas como torres quadrigêmeas: a Norte, a Sul, a Leste e a Oeste, compunha o Centro Empresários Unidos – CÉU e complexo comercial localizado na maior cidade da América latina. 

A Torre Norte, a mais alta do complexo,  um dos maiores da capital, com 158 metros de altura e 152 mil m² de área construída.

A Torre Leste teve que ser reprojetada internamente para abrigar um hotel de luxo.

A Torre Oeste  usada para escritórios assim como a Norte.

O complexo ainda possuía as Torres Sul com 18 andares
Naquele fatídico dia 11/11/11, elas foram pelos os ares. A princípio ninguém entendeu nada. Como poderiam aqueles aviões não ser detectados pelos radares que perscrutam os céus de norte a sul? Teriam usado controle remoto?

O Presidente apelidado de “Arbustos” se escondeu no mato e depois reapareceu. Fez discursos, chorou, mostrou ser valente. Disse que iria atacar todo mundo terrorista.

“Alá Queda”, facção terroristas estava perdida, o presidente não daria tréguas.

Um mês antes do ataque, fizeram um seguro trilionário contra fogo, ataque terrorista e tudo mais para aquele complexo comercial, também denominado Centro Empresários Unidos – CÉU.

Depois do ataque foram saber quem tinha feito o seguro. Adivinhem? Fora o irmão do Presidente, preocupado que estava com o ritmo que as coisas andavam…

Num jornal de um país vizinho, um engenheiro aeronáutico, disse ser praticamente impossível um avião bater frontalmente contra uma das paredes da torre, só poderia acontecer em sonho.

Vários fatos falsos foram criados para desviar a atenção da massa. Aquele país era especialista nestas coisas, desde o seu descobrimento quando incriminaram um ataque a uma caravana de brancos. Os brancos se vestiram de índios. Tudo não passava de uma armação para incriminar os pobres selvícolas e levá-los para aquelas horrorosas reservas indígenas.

Na Baía dos Leitões também foi usando aviões daquele país, disfarçados, pintados com as cores de outro país.

Muitos já consideravam o caso como “A Farsa de 11 de novembro”. Vários filmes e livros foram escritos. Juntando vários vídeos da internet um brilhante militar de outra nação chegou a conclusão que aquele ataque fora orquestrado pelos sistemas de segurança do próprio país. Notou até que a partir daquela data as verbas secretas para ataque a terroristas triplicaram. Muitas leis sobre aquele assunto passaram facilmente pelo Congresso e pelo Senado.

O pessoal do Polígono, área central de segurança do país, armaram todo aquele esquema. Os três aviões chocariam com os edifícios e uma hora depois, as torres seriam implodidas, porque o choque das naves não seria suficiente para derrubá-las.

Houve um erro de cálculos, eram três aviões e caíram quatro torres, todas dinamitadas. O prédio ao lado, a Torre Sul – ruiu verticalmente, em 7 segundos, por meio de implosão perfeita. O engenheiro Jonas Tomás assinala que implosões convencionais não consegue isso, nem em sonho.

Ficou completamente convencido de que as quatro torres foram destruídas por demolição controlada, implodidas com explosivos de forte poder destrutivo.

Como isso foi comprovado? No pó recolhido por algumas pessoas, foi constatado alta concentração de nanothermite (combinação de alumínio com óxido de ferro atinge temperaturas de 2400º C), produto de grande poder explosivo, normalmente usado em demolições controladas para cortar as colunas de aço das estruturas. 

O calor gerado por queima do carburante de aviões não é, nem de longe, capaz de fazer derreter as estruturas dos andares atingidos, para nem falar dos demais, e tudo ruiu em bloco.

Uma das provas da demolição controlada é que vários pedaços das torres ficaram incrustados nos prédios vizinhos.
O coronel-aviador F. Lazer, da Força Aérea, está 100% convencido de que as quatro torres do Centro Empresários Unidos – CEU, foram destruídas por demolição controlada, implodidas com explosivos. A implosão realizada só podia ser feita por pessoal especializado e preparada durante meses. Têm de ser calculados os locais onde os explosivos de extraordinário poder calorífero (nanothermite) serão colocados. Essa técnica fez derreter as vigas de aços especiais, sem o que as torres não cairiam como caíram. Foram literalmente pulverizadas, algo impossível sem essa técnica, à luz das leis da física elementar, como lembra o Oficial.
Uma nuvem do tipo piroclástica de concreto pulverizado que é muito mais comum de ser vista em erupções vulcânicas do que em desabamentos de edifícios, subiu aos céus e depois baixou.
Um ministro de Estado do próprio país, duvidava claramente da autoria da tragédia e dizendo  que iria publicar um livro a respeito.
Retiraram todos os destroços antes de os investigadores estudarem a cena do crime. Foram enviados para muitos lugares diferentes, difíceis de serem identificados.
 No mesmo dia foi lançado míssil sobre uma ala do Polígono, centro de poder e investigação do país. Houve uma polêmica danada, a informação oficial dizia que se tratava de um avião, mas as fitas de gravação provavam o contrário. Fora mesmo um míssil, fraquinho, com pouco poder de destruição, só para queimar alguns computadores velhos que foram reunidos naquele local. Só para fazer cena e aumentar o terror contra a população.
Um jornal nacional preparou uma pesquisa onde ficou constatado que 80% do povo não acreditava na versão oficial.  Ficaram sabendo que no dia do ocorrido, judeus ligados a suas comunidades não foram trabalhar no prédio.
Quinze dias antes do ataque os sistemas de segurança do país reservaram mais da metade das salas na Torre Sul.
“Alá Queda”, a facção terrorista dirigida por Masoma nunca confirmou a autoria daquele ataque. Sempre negou.
“O poder tirânico da oligarquia financeira, que controla a grande mídia e os formadores de opinião que a esta tem acesso, demonstra, está obtendo os resultados da desinformação massiva quando submete a humanidade á sua tirania,” – falou um deputado da oposição.

Manoel Amaral

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo VIII
OS FEITIÇOS DE HARRY
“Não vale a pena mergulhar nos
sonhos e esquecer de viver.”
Harry Potter em
O Prisioneiro de Azkaban

Lá numa cabana Harry abriu sua mala e pegou a sua inseparável vassoura e disse uma palavra mágica “Accio vassoura“, a vassoura partiu em sua direção.

Foi aí que ele resolveu testar as outras palavras mágicas: Pegou a varinha e apontou para si mesmo e disse: Desilusio e ficou completamente invisível.

Então ali tudo tinha voltado ao normal, quem sabe ele estava próximo de casa?!

Falou logo a Osvandir sobre seus poderes, os dois saíram pela ilha, mais precisamente pela praia. Muitos peixes pulando na água. Uma canoa abandonado e com parte da madeira quebrada, logo que a viu foi dizendo:
__ Praia da Canoa Quebrada, este nome não me é estranho, disse Osvandir.
__ Seria alguma praia de seu País?
__ Sei não Harry. Deve ser, é uma associação que veio à minha cabeça.

Engraçado, apesar de saberem que ali era uma ilha fluvial, dava a impressão que estavam em alto mar. Não dava para enxergar o outro lado do rio.

Resolveram adentrar na floresta a procura de uma água mais limpa para beber.

Um urso polar, branco, vinha em desabalada carreira, quando encontrou Harry e Osvandir, perto de uma grande árvore. Os dois subiram rapidamente naquele grosso tronco, para fugir da fera.

Harry pegou a sua varinha mágica e gritou: Eks-Peli-Ármus, o urso deu um pulo para trás e foi parar muito longe.
__ Que animal é esse?
__ É um urso polar. Já fui atacado por animal parecido com este. Tenho até hoje os sinais de suas garras em minhas costas.
__ Vou tentar transforma-lo num animal amigo. Apontou a varinha para aquela fera e gritou: Expecto Patronum.

Uma fumaça preta tomou conta do local, não dava para enxergar nada. Parecia que algo estava se movimentando próximo da árvore.
__ Que é isso? Assustado, gritou Osvandir.
__ É um animal amigo, da minha terra da magia, trata-se do hipogrifo, ele poderá tirar a gente daqui deste local.
__ Mas como? Ele voa? É muito grande, tem a cabeça de uma enorme águia e o corpo de cavalo, nunca vi nada igual! Falou espantado, Osvandir.

Desceram os dois daquela árvore e fizeram uma pequena reverência demonstrando boas intenções. O hipogrifo retribuiu a reverência, indicando que os dois poderiam aproximar-se.

Assim que caminharam em direção do fabuloso animal, um Dementador apareceu, surgindo no meio de uma fumaça preta e jogou Osvandir ao chão e estava tentando sugar toda a sua felicidade. Aquele ser maligno é representante da depressão, dos maus pensamentos e da aflição.
Harry apontou a varinha mágica para aquela figura e gritou uma palavra que não foi compreendida por Osvandir.

Aquele vampiro de alma saiu do corpo do Osvandir e sumiu na mata.

A paz voltou a reinar naquele local, encontraram a água que procuravam e levaram o hipogrifo para o acampamento, recomendando a todos que não se aproximassem do animal.

Os náufragos ficaram maravilhados com o estranho cavalo com cabeça de águia e duas possantes asas.

O Dr. Jack, líder do pessoal que caíra do avião estava tentando entrar em contato com algumas autoridades, através de um aparelho de rádio que conseguiram nos destroços de um avião, mas só um barulho muito estranho é o que se ouvia.

Estava faltando comida, Osvandir disse para o pessoal que tinham encontrado uma fonte de água potável próximo dali, cerca de dois quilômetros.

Mediante o inusitado da situação e daquelas figuras malignas que estava aparecendo no local Harry resolveu sair dali através do hipogrifo.

Conversou com Osvandir, perguntando o que ele achava, este concordou. Os dois montaram no animal voador e saíram, primeiro em voo rasante, para ver se ele agüentava os dois rapazes.
Como a ave voou normalmente, resolveram despedir do pessoal e dizer que iriam mandar socorro quando chegassem numa cidade qualquer.

Assim foi dito e cumprido. Quando Harry e Osvandir encontraram a primeira cidade, desceram, esconderam o animal numa toca e dirigiram a Delegacia da cidade, notificaram ao Delegado e pediu que avisasse ao Prefeito e demais autoridades sobre o desaparecimento do avião 518.

Ninguém acreditou neles, achavam que estavam querendo publicidade.Retornaram ao local onde tinham escondido o hipogrifo não o encontraram. O que teria acontecido?

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IV
MULHERES NA PRAIA

“Para uma mente bem estruturada,
a morte é apenas uma aventura seguinte.”
Harry Potter e as Relíquias da Morte

No Rio de Janeiro procuraram um hotel beira-mar, muito conhecido pela sua história, desde 1923. Queriam estar próximos da Praia de Copacabana. Era a intenção de Osvandir mostrar ao Harry apenas as belezas daquela cidade maravilhosa.

Ao ver aquelas águas azuis, as ondas, a areia da praia, as lindas moças de biquíni, Harry ficou muito excitado.

__Aqui no Brasil, os jovens vão a tais lugares para “pegar uma cor”, namorar, beber e gastar. Disse Osvandir, quando estavam chegando a praia.
__ Sei muito bem disso! Já li nas revistas de vocês. Respondeu Harry.

Pediu uma água de coco ao vendedor, uma mesa e uma sombrinha de praia foram providenciadas. O local estava totalmente loteado pelos ambulantes. Tudo ali era alugado, até óculos escuros.

Uma garota passou, olhou, sorriu e o nosso amigo derreteu-se como um sorvete. Aquela pele dele não era boa para resistir ao sol intenso, razão pela qual, quando estava aproximando das dez horas voltaram para o hotel.

O roteiro da parte da tarde seria uma visita ao Cristo Redentor e ao Pão de Açúcar. Seria… Mal atravessaram uma avenida, num sinal de trânsito foram vítimas de seqüestro relâmpago.

Osvandir mais calmo com a situação, já conhecia o ambiente. Harry nem sabia o que estava acontecendo. Foi necessário explicar-lhe a situação:
__ Aqui ele pegam a gente e o carro e levam para outro local, com a finalidade de pegar os seus pertences.
Harry só ouviu e resmungou:
__ Huuummm…

Os bandidos estavam interessados no veículo e seus equipamentos. Os passageiros foram deixados, a pé, num local ermo.

Osvandir chamou um táxi, voltaram ao hotel para refazerem-se do susto! Osvandir avisou a locadora do veículo, que lhe informou para não preocupar-se que o mesmo estava equipado com chip para fins de localização por GPS, via satélite. Tudo estava no seguro.

Ao ouvir estas palavras solicitou-lhes que emitissem a fatura, porque dali para frente iriam de avião devido as longas distância e o tempo curto.

Ao chegar no quarto, HP estava separando presentes e marcando num papel os respectivos donos.

Perguntou-lhe se estava com disposição para ver alguma coisa no final da tarde e ele disse que não. Preferia ir jantar em algum lugar ali por perto onde pudessem ir a pé.

O jantar decorreu tudo em ordem, não fosse um pequeno deslize de Osvandir que comeu uma moqueca de camarão que acabou estragando-lhe os intestinos.

Na manhã seguinte saíram cedo rumo ao aeroporto do Galeão, o mais apropriado para o voo que estavam pretendendo.

As passagens haviam sido reservadas com antecedência, mas estava tudo atrasado, como sempre.

Estava muito difícil explicar-lhe como chegariam a Belém, no Pará. Sendo o Brasil o quinto país do mundo em extensão territorial, e que é praticamente do tamanho de continentes, seria uma coisa praticamente impossível.

__ Temos aproximadamente 170 milhões de habitantes. Disse-lhe Osvandir.

Iriam viajar de avião devido a grande distância a ser percorrida. Quando Harry viu o avião na pista, ficou receoso de entrar no túnel de passageiros. Parece que ele sentia algum presságio. Ficou inquieto.

Já no avião, ficava olhando pela janela. As nuvens branquinhas iam passando aos nossos olhos. Sentia saudade de seus amigos.

Uma escuridão tomou conta, de repente, de todo espaço. Um grande temporal vinha do lado norte. O avião começou a balançar, subir e descer. Até o Osvandir foi ficando receoso. O nosso herói já estava com o coração nas mãos.

A aeromoça avisou que devido a tempestade não iriam prosseguir, retornariam e tentariam pousar em Salvador.

Graças aos deuses tudo deu certo e o avião pode deslizar suavemente nas pistas do aeroporto Luis Eduardo Magalhães, anteriormente conhecido por “Dois de Julho”.

Um táxi foi fretado para levá-los ao hotel do centro de Salvador.

Ao descerem do veículo, Harry ficou espantado com tanta gente de cor negra e aquele cheiro de azeite de dendê em todas as barracas de ambulantes.

As pessoas os receberam muito bem e ofereceram guias para conhecerem toda a cidade.

Manoel Amaral

OSVANDIR NO AMAZONAS II

Capítulo III
CANDIRUS
É um peixinho transparente e chega a ser invisível dentro d’água. Tanto os nativos como os banhistas têm grande temor ao candiru, porque – atraído pela urina e pelo sangue – ele nada e penetra em qualquer orifício corporal (vagina, pênis ou ânus).”
www.folhadomeio.com.br
Jorge, um dos olheiros, imediatamente compreendeu que estava havendo um ataque de Candirus, pequenos peixes que sobem pela urina, penetram na uretra e se alojam na bexiga. Nesse caso só com cirurgias em hospitais podiam reparar esses danos.

O olheiro soube logo que esta era uma grande “baixa” na força invasora. Quase todos os rios da região na descida da serra Cuano-Cuano, eram infestados por esses minúsculos peixes malvados. Se você pegava um na sua mão, logo ele procurava uma brecha entre seus dedos para se infiltrar.

Jorge, um caboclo, calculou que outros tantos soldados também estariam banhando-se no mesmo rio, pois a tropa vinha em linha ampla e poderia estacionar na margem do mesmo rio.

Havia muito calor dentro dos uniformes pesados. Principalmente nas cabeças, onde havia três coberturas. A temperatura era quase fria, mas ela não atravessava os uniformes. Os soldados invasores deveriam estar sentindo muito calor.

Os militares atacados pelos peixinhos foram deixados no chão úmido e folhoso, pelos enfermeiros. Não havia nada a fazer. Logo as formigas foram tomando contas daqueles corpos. Os soldados estavam fora de ação para sempre.

Por causa dos informes de Felipe e Jorge, todos os outros olheiros procuraram aproximar-se mais da tropa americana, pela retaguarda.

Osvandir ordenou que os nove agentes que haviam ido para Paracaíma fossem deslocados para a retaguarda da tropa invasora. Por isso, já estavam viajando para trás da retaguarda invasora, na serra Cuano-Cuano, em veículos 4×4, pois a distância era muito grande.

Da Reserva Raposa para a Serra do Sol havia uma distância de uns 100 km de terreno aberto, consistindo de savanas e campos, porém cheio de ondulações. Teriam que atravessar por uma ponte, o Rio Branco que corta Roraima de Norte a Sul, dividindo a Terra Indígena. Depois de umas quatro horas de viagem, conseguiram alcançar Serra do Sol pela parte norte e descer a pé, pela serra Cuano-Cuano, um lado da formação da tropa americana que estava posicionada em linha, nas proximidades de Uiramutã.

Usavam binóculos e celulares para gravarem, verbalmente as informações sobre o que viam. Estes “olheiros” foram caminhando, paralelamente por trás das linhas invasoras, procurando manter mais ou menos, um km de distância entre eles e a linha inimiga.

Essa distância era coberta pelos HT e as palavras eram gravadas nos celulares. Esperaram o anoitecer para se aproximarem mais e ver o que acontecia durante as refeições individuais da tropa, ao redor das 19 horas. Os militares usavam “ração-fria”, individual.

Os informantes não possuíam binóculos de visão noturna, como o Osvandir, que chegou com uma maleta contendo vários utilitários eletrônicos e sua pistola CZ – 27 – calibre 7,65 mm.

Depois do jantar individual, a maioria ingeriu o resto de água do cantil, possivelmente com água clorada, para evitar micro-organismos patogênicos. Os militares dormiam em uma barraca para 2 homens. Alguns deles, ninguém sabe quantos, foram picados no rosto por aranhas “armadeiras”, pois tiveram o azar de deitar próximo a uma colônia delas, que se abrigavam sob as raízes das árvores.

Chico, um macuxí, ouviu vários gritos em uma faixa de uns 200 metros, que era a largura abrangida pelo sua audição, do local onde estava abrigado.

A picada da armadeira produz muita dor abdominal, náuseas, edema, sudorese e até parada cárdiorespiratória. Não se sabe qual foi o número de baixa dos invasores, que teriam sido picados no rosto, que era a parte exposta durante o sono.

Esse informe foi transmitido ao agente mais próximo dos 5 km, como fora estabelecido, por causa do alcance dos HT.

Chico informou na manhã seguinte, via HT que mais da metade dos soldados não havia saído das barracas. Eram mais baixas fatais nas forças inimigas.

Não dava para estimar as perdas, por causa da grande extensão da linha de ataque. Como não havia identificação na farda nem nos capacetes, todos pareciam ser soldados, mas alguns deles destacavam-se pelo ato de darem ordem em voz alta.

Muriatá, um macuxi, estando a observar a tropa que estava mais para o lado da Guiana, informou que os militares continuaram acampados nas margens do rio, esperando algo acontecer.

Dos pontos mais altos, os soldados americanos observavam com binóculos a região mais baixa onde estava o município de Uiramutã. Nenhum soldado americano entrou mais no rio. Iam lá, apenas para encher os cantis, depois de observarem demoradamente o local. Talvez com medo dos peixinhos.

Essa informação foi passada pelo HT, ao seu companheiro Karacuí, distante uns cinco km dele. Essas informações em cadeia chegavam até Osvandir que as gravava. Ele já havia percebido que o Comando do 1º. BIS estava enviando tropas para os municípios de Normandia, Paracaíma e Uiramutã, por helicópteros de transporte de tropas. Canhões antiaéreos, transportados, já estavam fora dos muros daquele quartel.

Karacuí, também macuxi, estava distante do companheiro Muriatá, pelo seu lado direito observando os militares.

Quando escureceu, na segunda noite, os militares recolheram-se às barracas onde teriam feito a última refeição do final do dia. Lá pelas 17:30 h, com o Sol se pondo, Karacuí começou a ouvir gritos e gemidos dentro das barracas e pôde ainda ver soldados saltitando, saindo das barracas, com medo de pisarem no chão, ou segurando o rosto, onde estariam sentindo dores.

Inúmeras barracas começaram a ser derrubadas e o mastro do centro era usado como cacete para bater em alguma coisa no solo. Não dava para observar bem porque as barracas estavam armadas nos espaços das raízes, entre as grandes árvores e estava ficando escuro.

Karacuí, que era conhecedor da região, desde criança, logo calculou que fosse um ataque de jararacas pico-de-jaca, de até 3 m de comprimento. Elas atacavam pessoas ou animais, mesmo sem serem molestadas. Naquela parte da selva, seus ninhos estavam sob as raízes das árvores. Ele até se admirou pelo fato delas não haverem atacado os militares, desde a primeira noite em que as barracas foram armadas lá.

Alguns soldados caíram torcendo-se e gemendo no solo, enquanto outros ficaram sobre as raízes proeminentes, pois parecia ser o lugar mais seguro, já que não podiam subir nas árvores por causa da grande circunferência.

Essa informação foi transmitida em cadeia, para Osvandir por meio dos HT.

Karacuí, que não dormiu no restante da noite, mesmo tendo escolhido um local seguro na floresta, ficou observando a movimentação dos invasores. Ele só ouvia gemidos profundos, que aos poucos iam desaparecendo. Poderia haver muitos soldados morrendo na escuridão. Aquilo parecia o Inferno Verde.

Osvandir recebeu um memorando da ONG “Ordem e Progresso”, sediada em Brasília, informando que o Ministério da Defesa não iria esperar por uma invasão aérea ou motorizada.

O Ministério informava que os invasores acampados na serra Cuano-Cuano, entre Uiramutã e a Guiana estavam apenas esperando reforços aéreos para atacarem de uma só vez os municípios que rodeavam o Território Indígena, bem como Boa Vista.

A ONG deu ordem a Osvandir para que ele fizesse a retirada, o mais rápido possível dos “agentes”, pois uma contra-ofensiva já estaria sendo planejada.

Osvandir fez a informação circular entre os “olheiros” que se deslocaram rapidamente para Uiramutã, descendo a serra, por trás da tropa inimiga. Os últimos agentes a chegar, estavam a mais de 20 km de distância, gastando umas 10 horas para chegarem a Boa Vista, por causa da caminhada vagarosa por cima das raízes das grandes árvores.

Osvandir respondeu à ONG, em um Fax criptografado insinuando que aquele local era muito chegado a queimadas. Uma a mais ou a menos seria normal.

O Comando do 1º. BIS, enviou para Uiramutã uma tropa numerosa de Infantaria de Selva, em helicópteros Pantera (H -1) e Esquilos. Os artilheiros conduziam Lança-rojão – M1 – Bazooka, Morteiros Pesados 120 M2 R, para retardar a marcha dos pára-quedistas americanos, bem como uma tropa especial munida de Lança-Chamas.

A Aeronáutica enviou para a região do conflito, 4 aviões Mirage 2000C, conduzindo bombas americanas, de Napalm, pois a idéia era incendiar ao mesmo tempo, uma faixa de 200 m a partir do sopé da montanha, onde se encontrava grande linha de frente inimiga.

Continua…
MOURA/MANOEL