OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo V
UMA NOITE DE AMOR

“As conseqüências dos nossos atos são sempre tão complexas,
tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil”
Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban.

Para quem não conhece, Salvador é a terra da música, da comida picante, belas mulatas, praias lindas, teatro, cultura. Um povo acolhedor, trata muito bem os turistas, principalmente nas cidades litorâneas.

Foi nesta terra, que Cabral primeiramente aportou em 22 de abril de 1500. O Monte Pascoal, o primeiro avistado, depois aquela praia linda de Santa Cruz de Cabrália que fica acima de Porto Seguro e foi onde os portugueses realizaram a primeira missa no Brasil.

Mas eles estão em Salvador e a sua orla marítima é uma das mais extensas do país. Divididas entre cidade alta e cidade baixa, são cerca de 50km de praias. São muito boas para mergulho, pesca submarina, natação e esporte à vela, além da prática do surfe. Tem ainda alguns locais com piscinas naturais com os tradicionais coqueiros, muito abundante na região.

Osvandir e Harry, foram direto para a praia do Cristo que fica localizada entre a praia da Barra e a praia de Ondina. Lá no alto do morro tem uma estátua do Cristo, razão pela qual ela é assim chamada.

Muita gente frequenta esta praia, mas mesmo assim é bastante tranquila. Muito bonita e serve para ver o por do sol que fica muito lindo entre os coqueiros.

É o melhor local para deliciar-se com uma boa água de coco e comer um acarajé servido na hora, bem quentinho.

Muita gente andando pela praia, o que aguçou a visão de HP, nunca viu em sua vida tantas moças lindas, com pouca roupa, num só local, sem fazer nada, despreocupadas da vida.

Voltando da praia, resolveram ir para o Centro Histórico de Salvador e o guia explicava que “ele é um dos principais pontos turísticos do Brasil, com o maior acervo barroco fora da Europa. Está dividido em três áreas principais: da Praça Municipal ao Largo de São Francisco, Pelourinho e Largo do Carmo, finalizando com o Largo de Santo Antônio Além do Carmo”.

Na hora do almoço, foi procurado um restaurante ali por perto. Com a recomendação de que prestasse atenção a comida que geralmente é muito apimentada. Mas HP não seguiu a orientação de Osvandir e colocou no prato tudo de vermelho que encontrou na mesa.

Quando terminaram a refeição um delicioso sorvete de frutas foi servido de sobremesa. Outras frutas estavam expostas sobre uma longa mesa, com uma visão paradisíaca. Vários animais e pássaros estavam representados naquela fileira de abacaxis, melancias, cajus e outras frutas caraterísticas da região.

Muitas frutas foram provadas por HP e abandonadas. Algumas muito azedas ele não gostou. Os sucos ele tomou os de cores mais fortes, como o de laranja, mamão e um de acerola com leite.
Satisfeitos, seguiram para o hotel onde constaram que haviam trocado de quarto, para um melhor, com visão para o mar. Mais caro, é claro!

Quando o Gerente do Hotel descobriu que os dois tinham dinheiro para gastar e soube por terceiros de suas preferências, chamou logo duas lindas mulheres para servirem de guias, despachando o guia anterior.

Harry ficou muito feliz com aquelas mulheres a seus pés, atendendo a tudo que ele solicitava, com tradução do Osvandir, porque elas que falavam fluentemente o inglês, não conseguiram entender quase nada do que aquele jovem falava. A sorte é que o Net Book estava ali para salvar a ambos de qualquer embaraço. Para piorar a situação tinha ainda as gírias da Bahia e aquele linguajar arrastado que só o povo de lá entende.

Para “olá amigo”, vejam só a quantidade de variantes que eles usam: ‘Colé, meu bródi!’ – ‘Colé, misera!’ – ‘Colé, meu peixe!’ – ‘Colé, men!’ – ‘Diga aê, disgraça!’ – ‘Digái, negão!’ (independente da cor do amigo) – ‘E aí, viado!’ (independente da opção sexual do amigo) – ‘E aê, meu rei!? ‘Ô, véi!’

Assim meu ‘bródi’, fica difícil explicar para alguém, mesmo morando aqui no Brasil, imaginem para um jovem que veio de outro país, não é fácil não.

Mas as meninas aprenderam rápido e ele também, ao final da tarde já estavam até conversando direto.

O pior (ou o melhor?) é que uma delas tinha uma leve aparência com a sua amiga do passado, a Hermione. Tudo complicou, ela muito solícita, pensando nas gordas gorjetas, estava sempre ao lado dele.

À noite, nuns vestidos pretos, colantes, compridos, sensuais, elas os convidaram para uma noitada num clube local, com a caraterística música baiana, o axé. Um importante conjunto da região ia tocar a noite inteira.

Foram e HP gostou tanto que no final da noite já estava dançando perfeitamente como qualquer outro cidadão turista.

Chegou a hora de ir embora, mas num piscar de olhos, já estavam os dois bem agarradinhos na porta do quarto, pronto para entrar. Osvandir atrasou-se propositadamente para deixar os dois a sós. Inventou que teria de ir ao bar do hotel para tomar um vinho antes de dormir. Ficou por lá por quase uma hora. Quando chegou ao quarto o HP já tinha despachado a garota e estava lá com aquele ar de felicidade total.

Muitas histórias ele teria para contar para seus amiguinhos, sobre tudo que viu nesta terra brasileira, nosso povo, nossos costumes, nossa língua.

Mas nem tudo são flores e o roteiro precisava ser seguido, se queria conhecer parte do país, teriam que seguir para outro estado.

As malas estavam prontas e seguiram novamente para tentar chegar até Belém, se as chuvas deixassem.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IV
MULHERES NA PRAIA

“Para uma mente bem estruturada,
a morte é apenas uma aventura seguinte.”
Harry Potter e as Relíquias da Morte

No Rio de Janeiro procuraram um hotel beira-mar, muito conhecido pela sua história, desde 1923. Queriam estar próximos da Praia de Copacabana. Era a intenção de Osvandir mostrar ao Harry apenas as belezas daquela cidade maravilhosa.

Ao ver aquelas águas azuis, as ondas, a areia da praia, as lindas moças de biquíni, Harry ficou muito excitado.

__Aqui no Brasil, os jovens vão a tais lugares para “pegar uma cor”, namorar, beber e gastar. Disse Osvandir, quando estavam chegando a praia.
__ Sei muito bem disso! Já li nas revistas de vocês. Respondeu Harry.

Pediu uma água de coco ao vendedor, uma mesa e uma sombrinha de praia foram providenciadas. O local estava totalmente loteado pelos ambulantes. Tudo ali era alugado, até óculos escuros.

Uma garota passou, olhou, sorriu e o nosso amigo derreteu-se como um sorvete. Aquela pele dele não era boa para resistir ao sol intenso, razão pela qual, quando estava aproximando das dez horas voltaram para o hotel.

O roteiro da parte da tarde seria uma visita ao Cristo Redentor e ao Pão de Açúcar. Seria… Mal atravessaram uma avenida, num sinal de trânsito foram vítimas de seqüestro relâmpago.

Osvandir mais calmo com a situação, já conhecia o ambiente. Harry nem sabia o que estava acontecendo. Foi necessário explicar-lhe a situação:
__ Aqui ele pegam a gente e o carro e levam para outro local, com a finalidade de pegar os seus pertences.
Harry só ouviu e resmungou:
__ Huuummm…

Os bandidos estavam interessados no veículo e seus equipamentos. Os passageiros foram deixados, a pé, num local ermo.

Osvandir chamou um táxi, voltaram ao hotel para refazerem-se do susto! Osvandir avisou a locadora do veículo, que lhe informou para não preocupar-se que o mesmo estava equipado com chip para fins de localização por GPS, via satélite. Tudo estava no seguro.

Ao ouvir estas palavras solicitou-lhes que emitissem a fatura, porque dali para frente iriam de avião devido as longas distância e o tempo curto.

Ao chegar no quarto, HP estava separando presentes e marcando num papel os respectivos donos.

Perguntou-lhe se estava com disposição para ver alguma coisa no final da tarde e ele disse que não. Preferia ir jantar em algum lugar ali por perto onde pudessem ir a pé.

O jantar decorreu tudo em ordem, não fosse um pequeno deslize de Osvandir que comeu uma moqueca de camarão que acabou estragando-lhe os intestinos.

Na manhã seguinte saíram cedo rumo ao aeroporto do Galeão, o mais apropriado para o voo que estavam pretendendo.

As passagens haviam sido reservadas com antecedência, mas estava tudo atrasado, como sempre.

Estava muito difícil explicar-lhe como chegariam a Belém, no Pará. Sendo o Brasil o quinto país do mundo em extensão territorial, e que é praticamente do tamanho de continentes, seria uma coisa praticamente impossível.

__ Temos aproximadamente 170 milhões de habitantes. Disse-lhe Osvandir.

Iriam viajar de avião devido a grande distância a ser percorrida. Quando Harry viu o avião na pista, ficou receoso de entrar no túnel de passageiros. Parece que ele sentia algum presságio. Ficou inquieto.

Já no avião, ficava olhando pela janela. As nuvens branquinhas iam passando aos nossos olhos. Sentia saudade de seus amigos.

Uma escuridão tomou conta, de repente, de todo espaço. Um grande temporal vinha do lado norte. O avião começou a balançar, subir e descer. Até o Osvandir foi ficando receoso. O nosso herói já estava com o coração nas mãos.

A aeromoça avisou que devido a tempestade não iriam prosseguir, retornariam e tentariam pousar em Salvador.

Graças aos deuses tudo deu certo e o avião pode deslizar suavemente nas pistas do aeroporto Luis Eduardo Magalhães, anteriormente conhecido por “Dois de Julho”.

Um táxi foi fretado para levá-los ao hotel do centro de Salvador.

Ao descerem do veículo, Harry ficou espantado com tanta gente de cor negra e aquele cheiro de azeite de dendê em todas as barracas de ambulantes.

As pessoas os receberam muito bem e ofereceram guias para conhecerem toda a cidade.

Manoel Amaral

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo II
HARRY E SEU TESOURO
“Porque onde estiver o vosso tesouro,
aí estará também o vosso coração.”
Harry Potter e as Relíquias da Morte

Tinha numa bolsa de tecido de linho grosseiro, um tesouro: 100 Galeões, moedas de ouro; 80 Sicles, de prata; 10 Niem, de bronze, algumas Harry ganhou no prêmio do torneio Quadribol, realizado nas vésperas de sua partida. Este esporte é muito admirado pelos jovens da terra de HP.

Osvandir deu uma chegadinha com Harry até a casa de seu tio para a primeira troca de roupas.
Algumas serviram como uma luva, outras achou muito apertadas. Jogou a sua sandália de couro debaixo da cama e passou a mão num big tênis, todo colorido. Experimentou, um pouco grande; puxou o cadarço, este ajustou-se ao seu pé. Uma camisa xadrez foi a que mais gostou. Era de um algodão leve. Quis levar um blusão de couro, da Argentina, mas estava fazendo muito calor. Pegou uma calça jeans de marca muito conhecida em sua terra, achou uma maravilha, ajustou perfeitamente ao seu corpo. Conferiu aqueles bolsos fundos e passou a mão sobre os rasgados e remendos próprios da confecção e adorou.
Voltaram para o Hotel JKR, ali no centro onde estava hospedado. O carro seguia normalmente e ele não cansava de escutar as música e ver os vídeos no mini DVD.
Ao chegarem ao hotel o Proprietário, todo solícito, estava a espera para contar as últimas novidades. Ele havia contatado o Banco, para conseguir um Cartão Mega Ouro, sem limites de crédito. Confiando no Osvandir, é claro!
Mas a chegarem ao banco notaram certo alvoroço. O Gerente estava esperando-os e disse-lhes que dois bandidos mascarados acabavam de levar alguns milhões de um Senhor que ia fazer um depósito para sua empresa.
Conversando com Harry, Osvandir pediu-lhe que mostrasse as moedas de ouro (galeões) para o especialista avaliar.
Se fosse pelo peso, cada moeda pesou 25 gramas o que equivaleria a R$1.320,00 cada uma, ou seja, a um preço de R$53,00 por grama, em preço atual. Mas devido ao valor histórico o preço subiu astronomicamente.
O problema crucial para o banco é que não encontraram no seu catálogo nenhuma referência para aquele tipo de moeda. Foi chamado um experiente ourives para medir o grau de pureza. Este ficou maravilhado com a moeda que apresentava 99,0% de puro ouro.
As moedas de prata, também eram muito puras. A prata tinha um preço de mercado a uma base de R$2,00 o grama. Mas também estas pareciam diferentes e o valor histórico fez com que o seu preço ficasse nas alturas.
O Gerente, já um pouco vermelho de tanta emoção, louco para por as mãos naquele ouro todo, cerca de 100 moedas, foi logo liberando a conta especial, com vários cartões de crédito Mega Ouro, inclusive um internacional, outro para viagens aéreas e aquelas baboseiras como canetinhas de brinde, chaveiros, agenda, bolsa de legítimo couro de jacaré do Pantanal, criação exclusiva para aquela entidade.
Com os cartões de crédito em mãos, Osvandir levou HP para um passeio pelos shoppings da cidade.
Tudo que via de diferente, queria pegar, experimentar, cheirar. Aquele jovem, com cara de inglês, meio avermelhado e com algumas sardas no rosto.
Quando viu a escada rolante, ficou com medo de subir, achou-a um pouco diferente das que conhecia.
Numa grande loja com nome em letras bem vermelhas, fez a sua primeira compra: um livro. Adivinhem o título: O sétimo e último nosso conhecido, denominado Harry Potter and the Deathly Hallows, (Harry Potter e as Relíquias da Morte).
Leu alguma coisa, sacudiu a cabeça, parece que entendeu pouco. Fechou o livro e colocou naquela bolsa de couro que ganhou (ou que pagou) daquele banco.
Tentou pedir ao Osvandir alguma explicação, mas sem computador na mão ficou difícil a conversação.
Comprou outras coisas como colares de ouro puro, medalhões e ficou encantado com algumas malas, acabou comprando três, de tamanhos variados.
Convidado a comer alguma coisa, adorou a batatinha frita e alguns tipos de carne. Bebeu guaraná depois um bom vinho do Sul do país.
Retornando ao Hotel JKR tirou uma boa soneca, sonhou coisas terríveis, com aqueles monstros, da sua Escola de Magia. Acordou duas horas depois, tomou um bom banho e encontrou Osvandir ali no Net Book, pequeno objeto de desejo de muitos jovens.
No outro dia a grande viagem para São Paulo.
Manoel Amaral