A MÍDIA E A LISTA

A MÍDIA E A LISTA
Imagem Google

A Polícia Geral, na “Operação Folhagem”, conseguiu incriminar os principais jornais do país: “O Mundo”, “O Estado Gasoso”, o “Galho” e a revista “Objetiva”.

No outro dia saiu em primeira página o seguinte:
O PRESO TEM A MANIA DE FILMAR, GRAVAR E FOTOGRAFAR TUDO

Reportagem de Celia Cimael

Foi uma cascata, tudo desmontando. O complexo jornalístico daquele país, que mandava e desmandava, de repente estava desmoronando.

Não conseguia mais derrubar ministros e nem assacar as verbas públicas.

O Presidente fora informado que na revista semanal sairia tudo sobre um de seus Ministros. Era trama pura, montagem de fotos, dinheiro esparramado na mesa, gravações indevidas, numa arapongagem descaradamente ilegal.

Eles faziam tudo para continuar mandando, eram apenas  quatro famílias que locupletavam a si e os seus seguidores.

Empreiteiras que não contribuíssem com o caixa, com grandes anúncios, eram logo denunciadas. A chantagem corria a solta.

Elegiam Presidentes, Governadores, Senadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores das grandes cidades.

O povo votava influenciado por pesquisas eleitorais fajutas, criminosas, alteradas a favor do grupo.

Quando um de seus prestigiados era eleito, aí começavam os trabalhos de arrecadação do grupo: desde coleta do lixo (que é um bom negócio) até fornecimento de alimentação para presos (outro bom negócio). Eles atuavam em todas as áreas que pudesse dar algum lucro, com pouco trabalho.

Passavam pela saúde, educação, meio ambiente, obras e vários outros setores que poderiam fraudar as licitações, ganhando empresas de seus grupos.

Viviam “dependurados em verbas farta dos cofres público” e das “ricas propagandas pagas nos grandes jornais, rádios e TVs” era o que dizia um blogueiro.

De outra feita, num estado mais distante ficavam de olho nas gordas verbas do plano do governo, ano eleitoral, verba esparramada por todo lado e eles capturando tudo para o seu rebanho.

Quando é contrariada ela contra-ataca, como no filme Guerra nas Estrelas.

E como tem equipamentos caríssimos para suas arapongagens, filmagens,  gravações fajutas e amplo laboratório digital para falsas montagens de fotos e voz.

Quando de montagem de CPIs eles trabalham para que tudo dê errado e seja esquecido como em outros casos de corrupção. Compravam voto no maior descaramento da história.

Agora todos estavam comprometidos com aquele alto empresário que tinha a mania de gravar conversas, filmar e fotografar tudo que se passava no seu escritório.

A lista era muito grande, gente do alto e baixo clero, como dizem lá na capital.

Grandes jornais, Rádios, TVs atolados até o pescoço. Políticos eleitos ilegalmente por todos os meios, estavam com o coração nas mãos.

A qualquer hora poderiam perder o mandato, o pior seria ficar por 4, 5 ou 10 anos na cadeia. Todos queriam cela especial, por causa dos cursos superiores. Mas a maioria iria mesmo para cela comum.

No outro dia, o pivô de toda confusão apareceu morto na prisão. Disseram que morreu enforcado por sua gravata amarrada na cabeceira da cama. Coisa estranha, nem deu para ele ficar de pé, ficou ajoelhado.

ManoelAmaral

http://osvandir.blogspot.com

THE NEW WEST – III CORRUPÇÃO

THE NEW WEST – III

CORRUPÇÃO

“A reeleição é um poço de corrupção”

(Osmair – Tio do Osvandir)

No caso da corrupção os larápios limpam os cofres da “viúva” e voltam sempre para conferir.

A Casa da Moeda e a comissão de 25 milhões de dólares, foi uma das notícias que mais me entristeceu neste fim de semana.

Na era Collor foi o caso PC Farias, para os jovens que não lembram do assunto: O PC passava o chapéu nos empresários que ajudaram a eleger o Collor, umas duas ou três vezes por ano. E a arrecadação era muito grande, dólares e mais dólares. O seu caso de amor não foi bem resolvido e nem a sua morte, muito suspeita.

Na época do FHC foi a privataria. Uma turminha do núcleo do poder ganharam mais poder e mais dinheiro.

O pior da corrupção é que ela é maior, proporcionalmente, nos municípios. Esse ano houve muita luta contra os altos subsídios dos vereadores (os de BH desistiram do aumento).

Todos os poderes estão enlameados. Empresas públicas estão apinhadas de servidores não técnicos, capachos, impostos pelos partidos, no tradicional loteamento de cargos. Olha que não salva nenhum partido.

A corrupção entrou na área pública de cabo a rabo (êpa!)

Partido já nasce “partido”. Tem que começar com a letra “P”. A ditadura (1964) acabou com todos os partidos políticos. Foram criados apenas dois: ARENA – Aliança Renovadora Nacional e MDB- Movimento Democrático Brasileiro. Depois vieram as sublegendas, a pior instituição que já inventaram na política: tinha Arena 1, 2 ou o tanto que comportassem as facções políticas. Daí voltamos a era atual que tem tantos partidos que o eleitor nem sabe de qual pertence o seu candidato.

Os políticos também são culpados disso tudo, mudavam de um lado para o outro sempre que se sentia ameaçado em sua reeleição. E por falar nisso é outra merda que inventaram na política.

A reeleição favorece a corrupção.

Veja abaixo alguns casos mais recentes de corrupção:

CPI do Banestado – 2004

“Comissão Parlamentar de Inquérito pediu 91 indiciamentos de pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. A comissão investigou o envio de cerca de R$30 bilhões, por meio das chamadas contas CC-5.” (Revista Veja)

MENSALÃO – 2005

“A prática já existia e consistia no pagamento de uma “mesada” para deputados votarem a favor de projetos de interesse do governo Lula, mas a palavra apareceu pela primeira vez na “Folha de S. Paulo”, em entrevista do deputado Roberto Jefferson. “ (Revista Veja)

DINHEIRO NA CUECA – 2005

“José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do então deputado José Genoino, foi detido com US$100 mil escondidos sob a cueca e outros R$200 mil numa maleta.“ (Revista Veja)

ANTONIO PALOCCI – 2006

O então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi afastado do cargo depois da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da “República de Ribeirão Preto”. (REvsista Veja)

Operação Sanguessuga – 2006

“A Operação Sanguessuga, deflagrada em 2006 pela Polícia Federal, ilustra à perfeição como a dependência dos municípios em relação às verbas federais e a atuação dos intermediários que transportam recursos de uma esfera para a outra fomentam a corrupção. A operação desbaratou um esquema de superfaturamento na compra de ambulâncias que estava disseminado em dezenas de municípios.” (Revista Veja)

RENAN CALHEIROS – 2007

“Em maio, a revista “Veja” revelou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia recursos da empreiteira Mendes Júnior, por meio do lobista Cláudio Gontijo, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.” (Revista Veja)

Ministro Rondeau e Construtora Gautama – 2007

“O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu afastamento do cargo após ter seu nome envolvido num esquema que fraudava licitações para a realização de obras públicas pela construtora Gautama.” (Revista Veja)

OPERAÇÃO SATIAGRAHA – 2007

“Policiais federais cumpriram 24 mandatos de prisão em São Paulo, Rio, Brasília e Salvador, como resultado de investigações da Polícia Federal sobre crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.” (Revista Veja)

Manoel Amaral

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo VI
O RACISMO

Como em qualquer aglomeração de seres humanos ou extraterrestres o racismo ocorre.

Quem acha que no Brasil e nos EUA existe racismo não têm a menor noção do que acontece em Marte.

Os indianos detestam os latinos americanos, que são odiados pelos chineses e todos são odiados pelos extras.

Tudo vira um caldeirão, toda balada anunciada por ali, pode esperar que sai briga de amarelo entre branco ou vermelho, entre marrom, coisa de louco. Marrom, com dissemos são os habitantes vindo do Planeta X, ou Nebiru, conhecidos como seres “subhumanos”.

Tinha uma placa no portão: “O trabalho liberta”, mas quem trabalhava era cada vez mais escravo. Viajavam em velozes trens bala, de um setor para outro, como gado indo para o matadouro, por isso os mais velhos não agüentavam, morriam de fome ou de sede. Párias, sujos, favelados do espaço. “Irmãos combaterão entre si e se matarão”. “O meu reino não é deste Planeta. Se meu reino fosse deste planeta, os meus soldados espaciais se empenhariam por mim, para que não fosse entregue aos vermelhos”, – dizia o profeta de longa barba branca.

Capítulo VII
A BANDIDAGEM
“Milionário não quer deixar de ser milionário e, para tanto,
precisa continuar colonizando e privatizando a máquina estatal”
(Waldo Luís Viana)
Não passava um só dia sem que o Jornal “O Amanhecer” noticiasse a morte de várias pessoas por assassinato pelo polícia ou briga entre gangues. A bandidagem era pior que na Terra. Drogas eram distribuídas por Setores e depois passavam para fazer a arrecadação.

A “TV Lobo das Ravinas” brigando com a “TV Renascer”, tentando cada uma aparecer mais que a outra e logicamente pegar os melhores anunciantes.

A empresaa Petro-Mar, a maior anunciante estatal, e a sua grande rival a Marte-Petro , especialista em descoberta de petróleo em qualquer lugar, agora estava pesquisando minerais mais nobres com “equipamentos de alta resolução (altimetria de satélite, gradiômetros gravimétricos e magnetométricos, magnetômetro de césio, DGPS e computadores potentes) tornando disponíveis um enorme volume de dados para exploração de recursos minerais.”

Altos cargos eram vendidos nas maiores empresas pela Máfia Marciana, chamada MM.

Casos de crimes de todos os tipos, como esses, eram cometidos sempre e anunciados naqueles jornais que atravessavam a noite, mostrando os assuntos mais escabrosos.

Capítulo VIII
CADEIA DE SEGURANÇA MÁXIMA

Aquela cadeia de Segurança Máxima, era um verdadeiro Campo de Concentração.

Parte dela funcionava numa velha nave espacial, que foi remodelada para receber mais e mais detentos. Onde cabia 1.000 já tinha 1.500 recuperandos, como diziam por lá.

A parte administrativa funcionava no Planeta Vermelho. A burocracia era muito grande. Uma informação segura, só era obtida após visita e mais visitas a vários setores.

A maioria morria logo nos primeiros meses de gripe virótica. O cidadão começava a vomitar e evacuar até morrer, botando sangue pela boca e por todos os poros. As doenças mais estranhas apareciam naqueles cubículos.

Um inseto que sobreviveu a bombas atômicas, na terra, imigrou para o espaço, uma horrorosa barata preta que comia de tudo, até carne de presos. Quando as pessoas iam de um setor para outro diziam emigração.

O planeta Marte continuava quente, com uma poeira vermelha e pouca água. Uma missão, da convenção de Planetas Exploradores decidiu que o melhor seria vir até a Terra, colocar uma base no interior do Amazonas, com a finalidade de canalizar toda água excedente do local para enormes tanques de reboque espacial.

Aquele tipo de transporte parecia um velho trem Maria Fumaça, seguia pelo espaço como uma cobra no meio do pantanal. Levava água e trazia minério para a China e Índia, que agora eram países que comandavam este sofrido planeta azul, a Terra.

Estes dois países ainda importavam grande quantidade de sucata de metal dos países terceiromundistas, que ainda existiam.

O Brasil virara uma terra de ninguém. Cada Deputado queria levar a melhor parte.

Elegeram um Presidente negro, seguindo o mesmo caminho dos EUA.
Mas não estava dando muito certo, porque as Elites Burras queriam o poder a qualquer custo. Os Partidos Políticos participavam daquelas mutretas de sempre e não largavam a mamata. Viviam dependurados nos peitos da mãe nação.

Uma nova bandeira surgia no cenário político, o Partido Marciano, cuja cor era vermelha, estava dominando o Parlamento.

MANOEL AMARAL