O HOMEM DOS DEZ MILHÕES DE DÓLARES

O HOMEM DE 10 MILHÕES DE DÓLARES

Imagem Google

01 – 08 – 17 – 44 – 46 – 53

Atravessei a semana passada com um pensamento na cabeça: — O que terá acontecido com o homem ou mulher que ganhou 23 milhões de reais na Mega-Sena em Julho deste ano?

Os números sorteados foram: 01 – 08 – 17 – 44 – 46 – 53, o desaparecido acertou sozinho os seis números sorteados pelo concurso 1510 da Mega-Sena, no dia 10 (quarta-feira), no mês de julho passado, valor do prêmio: R$22.933,056,04.

Só de juros ele já perdeu mais de R$300 mil reais.

Ele ou ela é de Ponta Grossa/PR, Campos Gerais e fez a aposta na casa lotérica localizada na galeria de um edifício no centro de Ponta Grossa e nem conhecemos o nome a Lotérica.

O que teria acontecido como o feliz/infeliz ganhador (a)?

As conversas fiadas aumentaram nas cidades, nos postos de gasolina dizem que ele morreu atropelado.

Nas Lotéricas dizem que ele foi sequestrado ou tudo foi orquestrado, mais um golpe publicitário para mais vendas no fim do ano com a Mega-Sena da Virada.

Mas as conversas fiadas e à vista, continuaram: — Ele morreu do coração e a família não quer falar nada porque até hoje está procurando o bilhete.

A conversa mais repetida é de que ele não morasse no município; mas que bobagem, ele poderia receber o prêmio em qualquer agência da cidade em que estivesse.
O interessante que pouca gente sabe que a aposta simples na Mega-Sena tem apenas uma chance em 50 mil de acertar as seis dezenas do concurso e ele fez uma aposta destas.

“Dizem que a mulher dele lavou a calça com o bilhete no bolso e o bilhete se desmanchou na água”.

Outros acham que ele nem sequer soube que fez a aposta premiada, isto pode ser verdade, de janeiro a julho deste ano, registrou-se um total de R$ 137,8 milhões em prêmios prescritos em vários concursos e modalidades de loterias.

No mesmo sorteio de que ele participou, 95 pessoas acertaram a quina e 9.101 a quadra.
O sortudo tinha 90 dias para retirar o prêmio , após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES – Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.
Em virtude da greve dos bancários, o ganhador poderá retirar o prêmio até um dia após o fim da paralisação. Parece-me que a greve terminou ontem.
Manoel Amaral
FONTE: Gazeta do Povo e Jornal O Globo
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OSVANDIR E A MULHER DE PRETO II

Capítulo II

A Mulher de Preto

― Onde fica a Fazenda Carreiras? ― quis saber Osvandir.

O rapaz do hotel informou que é onde está localizada a Casa de Tiradentes, na Estrada Real. Ele achou tudo aquilo meio estranho.

Jantou pouco e tirou uma soneca. Acordou sobressaltado, olhou o relógio; era quase meia-noite. Vestiu a sua roupa preferida e foi até o local da festa.

Quando colocou o pé no primeiro degrau da casa noturna, o sino da matriz deu a primeira badalada e seguiu até as doze, aí ele viu em sua frente aquela adorável desconhecida, toda de preto e um lindo colar de pérolas no pescoço. O tecido de seu vestido parecia tão fino que ele tinha a impressão que ela voava.

Durante a festa ao aproximar-se de seu rosto para beijá-la ele notou uma corrente de ar frio, com se tivesse aberto a porta de uma geladeira.

Resolveu afastar-se e deixar o beijo para mais tarde.

― Vamos até a minha casa? Poderá ficar por lá, se desejar, ― disse a Mulher de Preto.

Osvandir não teve alternativa e seguiu os passos dela. Saíram da cidade, passaram pela casa de Tiradentes e logo a seguir entraram por uma estrada de terra, estreita e esburacada. Lá longe uma luz diferente, parecia de lampião.

Viu alguns homens indo para o trabalho, com grandes chapelões e calças de algodão grosso. Não resistindo à curiosidade perguntou:

― Onde vão estes trabalhadores, que mais parecem do século passado?

― São escravos do meu pai, vão para colheita de café. ― Escravos? Como assim? ― Aqui ainda tem escravos, você não sabia?

― Não! Mas e a Lei da Princesa Isabel?

― Saiu no mês passado, ainda não deu tempo de demitir todo mundo e alguns resolveram ficar por aqui mesmo…

― ????

Osvandir fez uma cara de espanto e resolveu encerrar o assunto por ali mesmo. Não estava entendendo mais nada.

Deixou a linda dama de preto na porta da fazenda, que parecia muito antiga, com aquelas janelas de madeira pintadas de azul e as paredes muito brancas.

Depois de andar por alguns minutos, parou o carro lá no alto e olhou para trás e tudo parecia ir desaparecendo, a luz de lampião apagou-se, as cercas do curral foram todas caindo, a casa foi ficando cada vez mais em estado de ruínas.

Sem entender nada ele correu para o hotel. Não conseguiu dormir nada, também já era dia e o sol nascera lindo por trás dos montes. No outro dia, muito curioso, Osvandir resolveu voltar ao local da fazenda.

O que viu foram apenas ruínas e próximo de uma árvore de gameleira, já de galhos secos; um pequeno cemitério cercado de pedras cobertas de musgo. Não entrou, mas do lado de fora mesmo pode notar que lá havia três túmulos em destaque: dois maiores com nome de um homem e outro de mulher, falecidos em 1890 e 1891, no centro, um menor, com uma estátua de anjo, já sem asas. O nome que conseguiu ler com muita dificuldade foi: Angelina da Cruz, tendo como data de nascimento 1865 e falecida em 1901.

O pior estava por acontecer! Quando chegou ao hotel, um pouco assustado, o porteiro veio logo com um novo bilhete.

― Olha aqui Osvandir, aquela mulher esteve aqui de novo e deixou este recado para o você. Tomei a liberdade de perguntar-lhe o nome e ela respondeu que era Angelina.

Osvandir quase caiu de costas. Encostou-se na parede, depois assentou-se. Pediu um copo d’água. Não estava parando em pé. Ficou por ali por um bom tempo até recuperar-se do grande susto.

Abriu o papel, que parecia mais velho ainda que o primeiro e leu:

Osvandir, desculpe-me se te assustei. Esqueci o colar de pérolas no seu carro. Pode deixá-lo aos pés da Santa da Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Angelina”.

O mais estranho foi a data que encontrou no bilhete, logo após a assinatura: 18 de junho de 1888.

Manoel Amaral