A MANDIOCA II

A MANDIOCA II

“Presidenta Dilma faz um culto a mandioca e revela a existência de uma nova subespécie humana: a mulher sapiens.” Senador Aloysio Nunes

O primeiro texto fez muito sucesso, mas muitos reclamaram que não tinha nenhuma receita da Vovó.

Pesquisando no velho caderno de minha mãe, encontrei várias de mandioca, isto é, de polvilho.

Com polvilho podemos fazer biscoitos, bolos, pudins, molhos, na área  industrial alimentos processados, têxteis, papel, tintas, medicamentos.

O polvilho azedo, é utilizado para fazer biscoitos doces e salgados, e o popular pão de queijo.

A mandioca produz raspas, farinhas de raspas, pellets e álcool. Outros produtos regionais beiju, tapioca, carimã ou massa puba, tucupi e tacacá.

Com polvilho azedo, podemos fazer produtos de confeitaria, na forma de biscoitos, sequilhos, pão-de-queijo e bolos.

Bolo de Aipim

Pode ser bolo de macaxeira, bolo de mandioca, ou seja lá como costumam chamar onde você mora. Não importa. O que interessa é que ele é muito fácil de fazer e muito gostoso.

Ingredientes
1 kg de aipim (mandioca ou macaxeira)
3 xícaras (chá) de açúcar
100 g de manteiga
200 ml de leite de coco
1 pacote de coco ralado
1 pitada de sal
1 xícara (chá) de leite
3 ovos

Como fazer
Ralar a mandioca descascada do lado grosso do ralador.
Coloque no liquidificador, o aipim, o leite, os ovos, o leite de coco e a manteiga.
Bata tudo em velocidade média por 1 minuto.
Acrescente o açúcar, o coco ralado e o sal e bata mais um pouco.
Despeje o creme em uma forma redonda e coloque a massa no forno por 35 minutos ou até que colocando o palito ele saia limpo.

Está aí a receita para todos

Manoel Amaral

Para ler a parte I da Mandioca:

OSVANDIR E AS HISTÓRIAS DE PESCADORES

JOSINO E A ÁGUA FRIA
Parte III
“Existe apenas um momento exato para ir pescar, e esse momento é sempre que você puder.” (Diron Talbert)

Aquele dia ele não estava bem, falou para todo mundo que não ia voltar mais para casa.
A briga foi feia com seu irmão mais velho, tudo por causa de dinheiro emprestado. Ele pescava muito, mas quando trabalhava, guardava o dinheiro, era muito econômico, não gastava com qualquer coisa.

Pegou um pedaço de corda, a rede de dormir, a espingarda velha, a barraca, varas de pescaria, biscoitos fritos e alguns pedaços de bolo de fubá. Foi ao quintal, cavou próximo a uma bananeira, onde estava mais úmido, conseguiu umas minhocas boas. Colocou-as numa lata de óleo vazia, com uma alça de arame, cobriu-as com um pouco de terra e seguiu para a beira do rio.

Caminhou tristonho por um quilômetro, voltou a ficar alegre quando viu um joão-de-barro construindo sua casinha num galho de uma mangueira.

No milharal, já em ponto de colheita, viu um revoada de pássaros, pensou tratar-se de pombos, na realidade eram as trocais que se alimentavam de milho.

Próximo do arrozal, em vôo baixo, um bando de aves agitava o local. Rolinhas, melros, tico-ticos, pássaros-pretos, tizius, papa-capins, canarinhos e até pardais estavam ali, comendo arroz ou outras sementes de capim.

Josino era cabeçudo, quando dizia que iria sumir, estava com a intenção de ficar alguns dias por ali. Chegou ao rio, não quis pescar de imediato, apesar dos peixes estarem pulando de um lado para o outro na água.

Deixou a sacola com os biscoitos e a lata de iscas dependurados num galho, as varas jogou-as em qualquer lugar.

Pegou a barraca e armou-a num local bem plano, subiu numa árvore de ingá, que crescia na beira do barranco, cortou um galho que se estendia sobre as águas e colocou uma ponta da rede nele. Procurou uma árvore mais próxima e com um nó de escoteiro, caprichado, amarrou a outra ponta.

Tudo pronto, pensou logo em tirar uma soneca. Acontece que não contava com os truques do destino que às vezes pode mudar tudo.

Uma luz forte apareceu sobre as árvores, uns pássaros denominados naquela região de anus pretos voaram por todos os lados. Josino se assustou, pisou na velha espingarda que disparou, o tiro partiu a corda da rede e um pesado corpo foi parar na água do rio.

Um grito ecoou por toda vargem e Josino todo molhado resmungou:
__ Se soubesse que a água estava tão fria não tinha armado a rede!

Manoel