MANÉ IRÔNICO II

MANÉ IRÔNICO II

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I – Eleições 2016: Kalil bebeu o Leite. Não teremos mais coxinhas, chegou a era dos quibes.

II – Votos em branco escureceu esta eleição.

III – RENOVAÇÃO? Não houve, só velhas raposas políticas.

IV – PSDB – cometeu o mesmo erro da campanha de 2012, para Presidente. Não renovou os candidatos do Partido.

V – REJEIÇÃO – 20 a 30% percentual muito alto. Casos em que foi maior que o candidato que ganhou a eleição.

VI – O GRANDE PERDEDOR? O PT.

VII – CRIVELA, religião ajuda na eleição.

VIII – REELEIÇÃO – Foram poucas graças a Deus.

IX – VOTO LIVRE, Nada de imposição, nova discussão para reforma política.

X – MULHERES, onde estão as mulheres do 2º turno?

XI – ABSTENÇÃO – alto índice, significando que o povo está rejeitando a política.

XII – VOTO OBRIGATÓRIO, Tema para próxima discussão reforma política.

XIII –RESSACA ELEITORAL – Avaliar os danos e tocar o bonde até 2018.

XIX – BOCA DE URNA – Crime pouco usado nestas eleições.

XX – PSDB –Mais prefeitos eleitos.

XXI – NANICOS – Mais força.

XXII – ABCD – PT perdeu o cinturão vermelho, não conseguiu nenhuma prefeitura por lá.

XXIII – PT – Perdeu mais de 10 milhões de votos, com relação a eleição de 2012.

XXIV -ESCOLAS FECHADAS – Um prejuízo de mais de R$3 milhões, quem vai pagar esta conta?

XXV – INDEFERIMENTO DE CANDIDATURAS – O povo quer saber, quem vai pagar as novas eleições.

XXVI – Deputado Federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB) foi eleito neste domingo (30) o novo prefeito de Porto Alegre (RS).
XXVII – RECEITA FEDERAL – Vence hoje o prazo para repatriamento de fortuna no exterior. O Leão avisa: a bocada vai ser de 15%.

XXVIII – CIDADES DO 2º TURNO – Apenas 57.

XXIX – PARTIDOS – Os Nanicos estão crescendo de número, querem vencer a Cláusula de Barreira e participar do bolo partidário.

XXX – PREFEITO MAIS VELHO: Ele tem 88 anos, é professor Josibias Cavalcanti (PSD) da pequena cidade de Catende/PE.
XXXI – + JOVEM – Com 21 anos, Leonardo Caldas é o prefeito eleito mais jovem do Brasil, de um local chamado Milagres do Maranhão (MA)
XXXIII – Belo Vale recebeu 86,54% do total, Lapinha, Município Mineiro.
XXXIV – MAIOR PORCENTAGEM – Reeleito com 76,57% dos votos, Waldeli dos Santos Rosa (PR), de 56 anos da cidade de Costa Rica em Mato Grosso do Sul.
XXXV – Enquanto isso, em Divinópolis-MG, foi eleito (um dos mais votados) o Vereador TARZAN.
Veja aqui o grito da vitória: https://www.youtube.com/watch?v=9NL7nP61-hk
Manoel Amaral

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O JOVEM CANDIDATO I & II


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“Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave.”
De um lado os poderes do mal: os maus políticos, os traficantes, as drogas e os milhões. Do outro lado os do bem: a polícia, a justiça e a população sem tostões.
Tudo estava virando de cabeça para baixo. A eleição estava chegando.
Havia um candidato jovem, bonitão e rico. As estatísticas (compradas) indicavam que o candidato jovem subia como um foguete.
Dinheiro não faltava e apoiadores nem se fala. Doações caiam na rede como peixe. O partido novo estava vencendo em todas as regiões.
Seguindo a moda a agremiação não começava com a palavra partido. O nome escolhido foi União Renovadora Nacional -URNA. O partido foi registrado com a maior facilidade, um ano antes das eleições.
Não faltavam apoiadores e candidatos mil. A maioria das cidades que tinham tantos candidatos que era necessário fazer uma triagem: eliminavam a metade e só a outra metade poderia concorrer.
As cores estavam espalhadas por todos os morros, centros e bairros. As capitais estavam todas coloridas de verde e branco.
As fotos do candidato estavam dependuradas até em árvores, nas porteiras. Outdoors gigantes espalhados pelos prédios abaixo. Em todos os muros foram desenhados as imagens do partido. Não sobrou espaço para nenhum outro, que estavam encolhidos mediante o gigantismo daquele candidato. Todas as maneiras de propaganda foram utilizadas.
O símbolo era uma mão segurando a outra sobre um fundo verde e branco.
Inventaram milhões de insinuações de que o desenho tinha duas pistolas de cano longo, uma suástica etc. etc.
Milhões de bandeirinhas, bandeiras e bandeirões, bem como faixas de todos os tamanhos circulavam nas mãos de crianças, jovens e velhos.
Muitas mulheres foram arregimentadas para trabalhar como batalhão de frente. Os velhinhos estavam ganhando muito bem distribuindo santinhos por todo lado.
As escolas públicas e privadas, ávidas por algumas verbas a mais, promoviam debates imitando os candidatos e o jovem sempre ganhava de todos.
As grandes empresas estavam todas com aquele candidato apesar de distribuir doações para todos.
Os candidatos a Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais daquele partido estavam muito bem colocados. Onde aparecia as cores verde e branco tudo ia de vento em popa, em todos estados.
De Norte a Sul aquele partido ia vencendo a olhos vistos. Não faltavam eleitores, todos muito empolgados.
As urnas eletrônicas passaram por uma revisão. Agora não precisava nem de título eleitoral. Bastava a pessoa colocar o indicador no visor e os seus dados apareciam na tela.
Marcar o candidato ficou mais fácil ainda, por todos os lados tinham as fotos e os números.
Aquela besteira de proibir Showmício acabou. Por todo canto havia um candidato divulgando os seus textos e pensamentos.
Na TV, o prazo da União Renovadora Nacional – URNA era o maior devido as inúmeras coligações.
Os eleitores estavam muito bem tratados. Todos os dias recebiam bolsas, camisas, bonés e até dinheiro devidamente colocado num envelope branco. Sem contar os alimentos, que agora estavam mais baratos. Algumas cestas tinham até carne de primeira e papel higiênico.
Tanto candidato dando as coisas que estava difícil atravessar a rua. Pequenos brindes estavam espalhados em cada esquina, era só o eleitor apanhar.
Em cada casa tinha uma bandeira, nos prédios os bandeirões. Nas mãos das crianças as bandeirinhas.
Adesivos nos carros, placas nos quintais e nas esquinas, de todos tamanhos e gostos.
O dia 15 de novembro estava chegando, a vitória estava próxima.
Houve alguém que até disse que este candidato seria o “divisor de águas,” nunca ninguém fizera uma campanha eleitoral igual a esta.
Toda a eleição decorreu na maior tranquilidade.
Só aconteceu um caso muito interessante: um pequeno povoado com mil e poucos eleitores teve mais votos que habitantes.
Manoel Amaral
O JOVEM CANDIDATO II
“No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.”
 Edmund Burke

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Não precisava nem contar os votos, todos sabiam que aquele candidato ia ganhar mesmo, a chuva de votos foi tão grande que ninguém acreditou. Ele foi eleito com mais de 80% dos votos. Os outros candidatos pegaram uns 15% e 5% para os votos nulos ou brancos.
A oposição não conseguiu fazer quase nenhum candidato.
Eleito e tomado posse, o jovem presidente foi logo tomando as providências para fazer um bom governo.
Primeiro diminuiu o número de Ministros. Convidou só homens gabaritados para os cargos e não esqueceu os pequenos partidos.
A primeira medida que tomou foi um alvoroço total: foram abolidos todos os incentivos fiscais e bolsas.
Agora as empresas deveriam competir com os produtos internacionais.
Os bolsistas deveriam fazer o mesmo, arranjar um emprego para pagar os estudos.
Outros benefícios de qualquer espécie foram acabando. Os que vivam na mamata, sugando os cofres da nação, foram ficando preocupados.
As ONGs receberam uma comunicação que para receber novas verbas federais deveriam comprovar o uso das anteriores.
A metade fechou, espontaneamente, as portas. Não tinham meios de comprovar todas as despesas. O dinheiro público tinha ido para o ralo.
Era tudo tão prático que diminuiu as saídas e aumentou as entradas de dinheiro.
Alguns impostos foram abolidos e outros tiveram as alíquotas rebaixadas, isto seria o novo incentivo para todos, não para determinados grupos.
O maior problema foi quando ele resolveu fiscalizar as obras das grandes empreiteiras, negar alguns empréstimos para grandes empresas e fiscalizar as licitações marcadas.
As empreiteiras, os canais de TV, as grandes revistas, os grupos sugadores trabalharam em surdina e começaram a montar um esquema para derrubar o jovem Presidente.
Pegaram um motorista que trabalhava no grupo presidencial, uma faxineira, montaram um falso filme sobre sexo e suborno.
Coitado do político, as manchetes das revistas e jornais só publicavam aquilo.
O povo é ingrato, é como folha de bananeira, vira de acordo com o vento. Não esperaram o resultado, o condenaram antes de o processo terminar. Foram todos contra ele.
Foi retirado do governo através de Impeachment. 
Grandes cartazes foram espalhados por todo lado: “O povo coloca o povo tira.”  
Os canais de TV filmavam uns dez manifestantes e replicavam transformando-os em mil, dez mil, fazendo crer que aquilo era no país inteiro.
O povo como sempre, foi manobrado e enganado, em favor de grupos.
Caiu o jovem Presidente da URNA – União Renovadora Nacional, outros bandidos tomaram conta do poder e tudo continuou com antes naquela republiqueta.
Manoel Amaral

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O JOVEM CANDIDATO II
“No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.”
 Edmund Burke
Não precisava nem contar os votos, todos sabiam que aquele candidato ia ganhar mesmo, a chuva de votos foi tão grande que ninguém acreditou. Ele foi eleito com mais de 80% dos votos. Os outros candidatos pegaram uns 15% e 5% para os votos nulos ou brancos.

A oposição não conseguiu fazer quase nenhum candidato.

Eleito e tomado posse, o jovem presidente foi logo tomando as providências para fazer um bom governo.

Primeiro diminuiu o número de Ministros. Convidou só homens gabaritados para os cargos e não esqueceu os pequenos partidos.

A primeira medida que tomou foi um alvoroço total: foram abolidos todos os incentivos fiscais e bolsas.

Agora as empresas deveriam competir com os produtos internacionais.

Os bolsistas deveriam fazer o mesmo, arranjar um emprego para pagar os estudos.

Outros benefícios de qualquer espécie foram acabando. Os que vivam na mamata, sugando os cofres da nação, foram ficando preocupados.

As ONGs receberam uma comunicação que para receber novas verbas federais deveriam comprovar o uso das anteriores.

A metade fechou, espontaneamente, as portas. Não tinham meios de comprovar todas as despesas. O dinheiro público tinha ido para o ralo.

Era tudo tão prático que diminuiu as saídas e aumentou as entradas de dinheiro.

Alguns impostos foram abolidos e outros tiveram as alíquotas rebaixadas, isto seria o novo incentivo para todos, não para determinados grupos.

O maior problema foi quando ele resolveu fiscalizar as obras das grandes empreiteiras, negar alguns empréstimos para grandes empresas e fiscalizar as licitações marcadas.

As empreiteiras, os canais de TV, as grandes revistas, os grupos sugadores trabalharam em surdina e começaram a montar um esquema para derrubar o jovem Presidente.

Pegaram um motorista que trabalhava no grupo presidencial, uma faxineira, montaram um falso filme sobre sexo e suborno.

Coitado do político, as manchetes das revistas e jornais só publicavam aquilo.
O povo é ingrato, é como folha de bananeira, vira de acordo com o vento. Não esperaram o resultado, o condenaram antes de o processo terminar. Foram todos contra ele.

Foi retirado do governo através de Impeachment. 

Grandes cartazes foram espalhados por todo lado:O povo coloca o povo tira.”  

Os canais de TV filmavam uns dez manifestantes e replicavam transformando-os em mil, dez mil, fazendo crer que aquilo era no país inteiro.

O povo como sempre, foi manobrado e enganado, em favor de grupos.

Caiu o jovem Presidente da URNA – União Republicana Nacional, outros bandidos tomaram conta do poder e tudo continuou com antes naquela republiqueta.

Manoel Amaral

O CANDIDATO QUE GANHOU A ELEIÇÃO

O CANDIDATO QUE GANHOU A ELEIÇÃO


Candidato: palavra que vem do latim, “cândido,
ou seja, puro, sem pecado, desprovido de ganância e
maldade que visa o bem comum e não pessoal.”
Feliz está o candidato que ganhou a eleição. Foi tanta emoção, tanto apoio (forçado), que quase morreu do coração.
Trabalhou tanto. Nem vamos falar nos cafés vencidos, biscoitos duros, conversas fiadas, pedidos dos eleitores, dinheiro gasto, campanha contra o tempo, outros concorrentes e tudo mais.
Vários cabos eleitorais ajudando em todos os bairros, interessados na partilha de cargos.
Vereadores rasgando a sola do sapato para elegê-lo e ficar na lona, sem nada. Aguardar a próxima. Quem sabe uma migalha na Prefeitura para servir de consolo.
Nem vamos falar da decepção com os eleitores de duas caras, que mostram uma e depois aplicam a outra. Prometem votar em todo mundo e não votam em ninguém. Às vezes nem títulos têm, ou são analfabetos, votam errados em números que não existem.
Candidato a Prefeito é bem mais fácil que Vereador. Todos ajudam quem tem ou não tem interesse.
As coligações e aquele batalhão de pessoas tentando convencer outro batalhão de indecisos.
As pesquisas (compradas) são despejadas em todos os lugares, convencendo até poste a votar no dito cujo.
Em cidade pequena é ainda melhor, poucos são os que votam e muitos os que ajudam.
Os candidatos de primeira viagem são logo orientados pelos experientes chefes de campanha (!).
As mulheres, não acostumadas, sofreram várias cantadas e quebraram muitos saltos de sapatos. As rasteirinhas deram uma verdadeira rasteira nelas, mas chegaram à reta final, ilesas.
No início, os santinhos não chegavam, era aquela ansiedade, quando chegavam tinham muito erros. Eram distribuídos assim mesmo, não havia tempo para correção. As gráficas todas cheias de promessas não cumpridas.
O programa photoshop ajudou muitos candidatos. Uns ficaram até irreconhecíveis. Algumas plásticas aqui, outras acolá. Botoque no cantinho dos olhos. Sobrancelhas levantadas, cílios e pelos das sobrancelhas arrancados e uma porção de truques levaram os candidatos à vitória.
Os prometidos patrocínios chegaram rápido e canalizado para a sua candidatura. Os candidatos a Vereadores ficaram a ver navios.
Os apelidos não ajudaram em nada, pelo contrário, atrapalharam. Hoje as urnas eletrônicas não querem saber de nome, sobrenome ou apelido, só engolem números e vomitam resultados.
Muitos eleitores não sabiam em quem votar devido ao grande número de papéis na cidade. Partidos então, um montão. Nem sabemos para que tanto partido. Três ou quatro já seriam ótimos.
Os bons, os maus e os que não tinham a menor ideia de nada, estavam ali, sendo malhados pelo povo, como se palhaços fossem.
Santinhos, cartazes, eram todos massacrados, rabiscados, amarrotados e jogados no lixo. Sem contar os bigodinhos, óculos, dentes de vampiros, chapéus e outros nomes impublicáveis, eram acrescentados em tudo que era distribuído ao eleitor.
Todos queriam um candidato perfeito. Não existe candidato perfeito, todos têm os seus defeitos e qualidades.
Era uma festa! Agora só papel, papel e mais papel. E nem serve para rascunho, está escrito dos dois lados.
Muitos candidatos inexperientes distribuíram páginas inteiras nas ruas. Não adianta o povo não lê. Quanto menos texto melhor. O que vale são as imagens. Jornal tem que ter muitas fotos e um texto pequeno. No caso da internet, quanto menor o texto, melhor.
Ah, ia esquecendo. E alguns candidatos que largaram a rua e enveredaram na internet. Ficaram só facebookando, tuitando, youtubando e internetando. Pura bobagem, em cidade pequena não surtiu efeito nenhum. Também curtir, sair seguindo alguém, vendo pequenos e horríveis vídeos caseiros ou pesquisando site e blog de candidatos não quer dizer voto garantido.
Ainda bem que os vencedores deram um basta ao Facebook, coisa de quem não tem o que fazer. Ora pois, pois; ficar clicando a noite inteira não traz nenhum eleitor para as urnas.
Muitos ficaram pelo meio do caminho: assassinados, enfartados, sequestrados, “acidentados”, tudo por paus-mandados.
E depois das eleições, a posse e finalmente as contas para pagar.
Manoel Amaral
Veja o “Candidato que perdeu as eleições” no link abaixo:
http://osvandir.blogspot.com.br/2012/10/o-candidato-perdeu-eleicao.html