B. CASSIDY & S. KID – IV

B. CASSIDY & S. KID – IV

Os Terroristas

Os nossos amigos não sabiam que a polícia já tinha fotos de Pretta que agia em atitude suspeita dentro do banco e tudo foi registrado pelas câmaras de segurança.

Cassidy, mais esperto, pensou em entrar no fim do dia, quando os funcionários estivessem saindo, o que facilitaria o controle da ação e a fuga.

Estudadas todas as possibilidades, acharam melhor entrar mesmo à noite. 

Aqueles dias de heroísmo acabaram, agora era melhor tomar mais cuidado.

Alugaram uma casa próxima ao banco, compraram alguns macacões azuis, de instaladores de TV a cabo e trabalharam a noite inteira, serrando as grades de uma  das janelas dos fundos do banco. Deixando a mesma presa apenas pela parte superior, de maneira que a hora que fossem usá-la era só puxá-la para cima e a entrada ficaria fácil.

Estudaram os sistemas de alarme e a possibilidade de desligá-los, mas não era tão fácil assim.

Resolveram entrar assim mesmo, retirar o dinheiro dos caixas eletrônicos sem explosões, apenas usando maçarico.

Vieram na noite de quinta feira, retiraram o dinheiro mas na saída tiveram a surpresa de encontrar com soldados da polícia boliviana que foram avisados pelos alarmes por detectores de presença de infravermelho.

Refeito do susto dobraram a esquina e entraram no carro que já estava ligado.

O motorista era um cara experiente e conhecia todos os caminhos daquela região. Foi logo saindo para periferia e atingindo a rodovia principal.

Aquele não era um dia de sorte, mais adiante, num entroncamento havia novos policiais a espera dos assaltantes do banco.

José tomou um desvio, estrada de terra e partiu para o meio da floresta.

Manoel Amaral

B. CASSIDY & S. KID – III

B. CASSIDY & S. KID – III

O Primeiro Assalto

Cidade grande, diferente das que assaltavam no Brasil. Kid já foi logo para o centro financeiro, ali nos arredores da Praça 24 de Setembro.

Viu muitos bancos, mas optaram por um pequeno, para experimentar. 

Analisaram as saídas, o trânsito e outros detalhes que ia anotando no seu caderninho de bolso.

Cassidy estudava a possibilidade de contratar algumas pessoas para ajudarem na empreitada. Sondava nas periferias da cidade. Comprou um carro, mesmo sabendo pouco da língua.

Pretta fez um depósito na agência e anotou todos os detalhes internos. Inclusive ficou muito amiga de um dos seguranças, que a convidou para sair à noite.

Ela fotografou, disfarçadamente, as câmaras de segurança de todo o saguão e da parte onde estavam os caixas e o cofre.

Trabalho terminado deu abraço apertado no segurança e soltou um suspiro apaixonado, coisa que ela sabia fingir sempre.

Dois dias depois voltou ao banco para concluir alguns detalhes que Cassidy achou importante.

Reuniram à noite nas imediações da Av. San Martín, no bairro Equipetrol, para devorar o churrasco à boliviana na Casa Típica de Camba.

Kid ressabiado pela dor de barriga que sentiu na viagem, comeu pouca carne, preferindo mais as saladas.

Ficou combinado que o assalto seria numa quinta-feira, do início do mês, quando o movimento financeiro era maior, dia de pagamento dos aposentados.

Estudaram duas opções: entrar à noite, explodir os caixas eletrônicos e tentar abrir o cofre ou invadir o banco durante o dia, o que acharam mais perigoso.
Pretta sugeriu que ela entraria ao meio-dia, pela frente e os dois amigos entrariam pelos fundos, por causa da porta giratória detectora de metal, rendendo os velhinhos, sem atirar em ninguém.

Kid achou melhor explodir tudo à noite e sair com o dinheiro, indo direto para alguma floresta que encontrassem.

Manoel Amaral

B. CASSIDY & S. KID – I


B. CASSIDY & S. KID – I

Os bandidos do New-West

Cassidy e Kid estavam sempre juntos naqueles assaltos a bancos, carros fortes e suas intermináveis fugas pelas montanhas daquele país.

Já tinham passado pelas Gerais onde procuravam as cidades menores, a caraterística principal destes assaltantes.

Faziam um levantamento inicial, contratavam alguns extras para vigiar as entradas.

Provocavam um acidente para chamar a atenção para outro lado, enquanto dinamitavam os bancos ou os caixas fortes.

Dominavam quartéis, delegacias e fóruns levando todas as armas.

Chegaram a comprar até uma metralhadora antiaérea e antitanque, adquirida no Paraguai, vários carros, celulares e uma infinidade de outras armas e equipamento para arrombar cofres. Nunca se esquecendo das caixas de dinamite, um artefato explosivo à base de nitroglicerina.

Cassidy vivia bolando os mais incríveis planos para atacar as cidades.
Certa vez estavam planejando um assalto a uma mina de ouro na Venezuela que renderia uns  50 milhões, mas houve muitas prisões e eles tiveram que desistir do plano.

Um dos assaltos mais espetaculares que realizaram teve um planejamento de aproximadamente um mês.

Alugaram uma casa próxima a um banco. Fizeram um túnel, sem que ninguém desconfiasse de nada e num feriadão levaram todas as joias e dinheiro ali depositado. Foi preciso uma pá-carregadeira para transportar tanto dinheiro.

Os 40 milhões foram distribuídos entre os participantes e os coitados caçados por todo país.

Outros compraram carros, casas, fazendas e até iates. Com mulheres e farras foi uma ninharia.

A partir daí o seu bando foi quase dizimado. Houve extorsão, assalto a assaltantes e vários assassinatos de familiares dos bandidos. Mas isso foi há muito tempo.

Agora eles contentam com pequenos roubos a carros fortes e assalto a bancos de pequenas cidades.