PAU DE ARARA

PAU DE ARARA
Caminhão de Pau de Arara no nordeste é como ônibus, carrega muita gente, acidentes estão sempre acontecendo todos os dias entre os romeiros, que vão para Juazeiro, Ceará.

Muita gente morre e dezenas de feridos. E não tem médicos, enfermeiros e serviço hospitalares para atendê-los.

Já quando um caminhão de porcos acidenta-se, aparece Veterinários de todo lado e as clínicas recebem os animais e os tratam com carinho.

Nada contra, mas e o ser humano? Não vale nada?

Não, não vale. Todo dia tem “Dimenor” assaltando e matando até por causa de R$10,00.

Eles sabem que vão entrar na Delegacia e sair no mesmo dia, sorrindo, então pintam e bordam e ninguém não pode nem reagir que leva bala.

E no trânsito? Eles param os carros, tiram os ocupantes jogam no meio da rua e saem com os veículos.

Mas voltemos aos porcos: o caminhão transportava 110 animais para um frigorífico, o motorista fez uma manobra, tombou, o trânsito foi interditado. Estava apenas a dois quilômetros do destino final, aconteceu o acidente.

Mas como aqui no Brasil tudo é feito na base de gambiarra, na primeira tentativa não deu certo.

Na segunda piorou, até que apareceu um mais inteligente e pediu que os porcos fossem colocados em outra carreta, o que foi providenciado.

Muitos porcos morreram, outros muito feridos. Apareceu por ali alguém ligado a ONG de maltrato a animais filmou tudo e jogou na internet.

O Caso ganhou proporções inesperadas, apareceu  gente de todo lado para adotar os animais feridos. Os mortos foram levados para inutilização, por que não podem usar aquela carne para o consumo humano.

O restante foi para o frigorífico para abate.

Após a divulgação na internet o povo ficou chocado, parecendo ser uma grande tragédia.

Tragédia são as recusas de governantes em aceitar imigrantes de vários países em guerra, que estão invadindo a Europa.

Eles são tratados como animais (animais seriam melhor cuidados).

Spray de pimenta, chato d’água, bomba de efeito moral, fumaças de todas as espécies, balas de borracha e tudo para impedir a passagem de pessoas por seus países.

Vendo o sofrimento daquele, um milionário até ofereceu, dinheiro suficiente para comprar uma ilha e construir casas para todos.

Quando abro os jornais de hoje, leio:
Ônibus tomba e 15 pessoas morrem em acidente na cidade de Paraty, no Rio”.
Será que apareceu alguém de ONG pró-humana para filmar o acidente?

Você que levou porcos para cuidar, aproveite e leve também um refugiado e um acidentado para sua casa.

Manoel Amaral

O ESTRANHO FENÔMENO

O ESTRANHO FENÔMENO
Imagem Google

Naquela pequena cidade do nordeste os fenômenos continuaram.
Aquelas crianças entre 14 a 17 anos continuavam a cair no chão, sem mais nem menos, com dores musculares.
Outras com dores de cabeça, sufoco no sistema respiratório, no peito, palidez, calafrio, dificuldades para caminhar, náusea.
Havia quem sentia paralisia muscular, aumento nos batimentos do coração, aumento da pressão arterial, desmaio, inquietação.
Todas ficavam com medo de morrer.
O terror estava instalado! Ninguém tinha mais sossego. Os pais em polvorosa, sem saber o que fazer.
Porque as meninas estariam gritando, em transe ou seria  ilusão coletiva?
Ao retomarem os sentidos não se lembravam de mais nada, apenas um vazio em suas mentes.
Quando acontecia com uma, todas ficam em pânico acreditando que também estariam sujeitas aos fenômenos paranormais.
Osvandir tomou conhecimento destes estranhos fenômenos partiu para aquela cidade a fim de encontrar uma solução.
Procurou se informar pela internet e ficou sabendo  que em duas cidades já haviam acontecido a mesma coisa: Itatira, em 2010 no Ceará e em novembro de 2007, em Chalco, próximo à Cidade do México.
Ficou sabendo que tudo é muito rápido, começa com um calafrio, depois as mãos ficam trêmulas, os batimentos do coração ficam acelerados, dá sede, um sufocamento toma conta do tórax, as pernas não seguram o corpo e aos poucos vem o desmaio.
Junto às famílias tomou conhecimento da rotina das alunas: iam de casa para escola, depois da aula passavam numa sorveteria e de lá seguiam para casa.
Fato observado é que todas estavam na puberdade que é um período em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas.
E todas as vezes que sofriam aqueles ataques estavam no ciclo da  menstruação que pode durar de 3 a 8 dias, com perda de sangue, dor abdominal, alterações de humor e mamas sensíveis.
Pode haver ainda cansaço, sensação de inchaço e irritabilidade.
As mães davam um “Chá de Zabumba” para amenizar os efeitos da menstruação.
Acontece que o Chá de Zabumba, usado em infusão é alívio de espasmos musculares, bronco dilatação; mas também provoca delírios, perda de consciência e alucinações.
No livro “A Erva do Diabo” Carlos Castañeda, informa os efeitos deste chá que pode causar alucinações visuais e delírios incontroláveis.
Estava fechado o caso: não havia histeria coletiva, reação psicossomática ou histeria em massa e nem transes, apenas efeito do chá da planta alucinógena.
O relatório foi encaminhado para a Delegada local que solicitou das mães que não mais usassem os chás da erva do diabo.
Manoel Amaral
www.casadosmunicipios.com.br

OSVANDIR E A CHUVA DE OURO

Tudo parecia calmo; engano! Um desenrolar de fatos iriam acontecer naquela noite.

Osvandir estava numa fazenda perto de Quixadá, no Ceará, de onde dava para avistar a pedra da Galinha Choca. Fora convidado por um fazendeiro para desvendar o segredo de algumas luzes noturnas.

Seguiram para um ranchinho de sapê, bem no sopé da montanha. Os últimos raios solares sumiam por detrás das pedras e das árvores.

Aquilo parecia bizarro, mas estava lá no céu, quase estrelado, um objeto não identificado, de formato irregular, dançando pra lá e pra cá, como se estivesse dependurado numa corda e amarrado num galho de uma árvore. Só que não existia corda nem árvore!

Aproximando a imagem por binóculo dava para ver pequenas luzes nas bordas. Coisa mais estranha, não fazia barulho nenhum, não girava e nem seguia para qualquer lugar, ficava ali balançando.

Era de um bom tamanho, coisa assim entre 100 a 120 metros de diâmetro. Seria um helicóptero? Nunca vimos um com este tamanho. Seria mesmo tão grande? Ou era pura ilusão de ótica?

Sem mais nem menos ele se dirigiu em alta velocidade em direção a Pedra da Galinha Choca, girou várias vezes em torno dela e pousou nas suas proximidades.

Nossa intenção era chegar o mais próximo possível, no entanto o mato era cheio de espinhos e garranchos, o que nos impediu de seguir rápido até aquele local, disse seu Joaquim, amigo de Osvandir.

Andaram mais de um quilômetro e não conseguiram encontrar nada. Já eram quase vinte e duas horas e não de encontrarem o objeto dançante.

Novas bolas de luzes circundaram o espaço, coisas que os habitantes do local chamam de mãe-do-ouro.

Todos cansados voltaram para o rancho, onde passariam a noite. Depois de comerem uma carne assada, o assunto principal eram os casos de assombrações:

Tinha uma Senhora lá de um bairro de Quixadá que contava a história de um capeta muito comprido, com mais de cinco metros de altura, que andava assustando as pessoas por lá.

Na rua onde moro já contam é o caso de uma velhinha de branco que aparecia para pessoas, quando elas mais precisavam de conforto. Ninguém sabia de onde vinha.

Assim decorreu a noite e quando amanheceu seu Joaquim chamou Osvandir para dar uma pesquisada num material que encontraram no meio do mato, sobre as árvores.

Parecia espaguete, daquele bem fininho. Era amarelinho, mas com o passar do tempo desaparecia. Os peões disseram que encontraram ali próximo do rancho. Osvandir quis ir até lá e foi.

No local as árvores estavam cobertas daquele material, parecido com aquela erva daninha amarela, chamada “cipó chumbo, cipó dourado ou fios de ovos” que cobre algumas plantas.

Coletaram uma boa porção para analisar, mas à tarde já tinha desaparecido totalmente.

De onde viria aquele maná? Ninguém sabia.

Na segunda noite de vigília, quando todos já estavam indo para a cama, alguém olhou pela janela e viu objeto voando baixinho próximo do rancho.

Todos saíram para fora e notaram uma “chuva de ouro” descendo dos céus, quando aquele objeto passou. Cobriu toda a extensão entre onde estavam e a pedra da Galinha Choca.

Osvandir pegou uma pequena caixa de isopor, capturou sobre as árvores uma boa quantidade do material dourado e guardou para levar até o laboratório.

Aquele material recolhido lembrava aqueles “Cabelos de Anjo”, da década de 50, em Portugal. Recentemente, em 2007, choveu filamentos também na Itália, vindo de esferas luminosas.

Osvandir pegou alguns “fios de ouro” deixo-os ao sol e depois de quatro horas eles desapareceram para sempre.

Ao chegar a Quixadá, conversou com algumas pessoas, como físicos, e outros que estudavam química para analisarem o material.

Para quê serviria aqueles filamentos e por que estariam deixando aquele material logo ali, bem próximo da pedra da Galinha Choca, Ceará?

Manoel Amaral

OSVANDIR NO CEARÁ VIII

Capítulo VIII

DISCO VOADOR

— Adeus Osvandir! Até na próxima, disse o Moura,
olhando para um avião que voava no céu azul de Fortaleza.

Continuou na estrada de pedras que a seguir foram rareando e a estrada foi se tornando cheia de lombadas íngremes, com descidas e subidas, curvas em seqüências para ambos os lados da estrada. Osvandir viajou os quilômetros restantes, a baixa velocidade com a marcha 4L, reduzida engatada, o que permitia maior aderência no terreno.

A baixa velocidade o permitira fazer curvas fechadas e inesperadas. Aquela pista fora feita para acabar com carros ou com os motoristas. Atingindo o ponto final, que era uma clareira no mato, com um alpendre espaçoso, viu uma oficina mecânica e alguns jipes, bikes e MotoCross, bem arrumados, enfileirados lado a lado. Um dos ajudantes avisou à estação de partida, que Osvandir tinha chegado, por um HT, ( Habd -Talk” – transceptor portátil, em FM) e que não havia ruído de outros carros atrás dele. Osvandir informou que os outros três estavam atolados na pista.

Osvandir sentiu-se pouco satisfeito, porque não houve disputa com campeões, mas adorou fazer o que gostava.Entraram no hotel e viram algumas das moças, colegas de excursão. Cuidaram da higiene pessoal e sentaram-se à mesa para o almoço. Trocaram informações a respeitos dos lugares visitados pelos três grupos.

Osvandir aproveitou seu tempo escrevendo o seu diário no notebook.A tarde a guardiã loura, avisou que todos iriam visitar a Serra do Estevão, onde poderiam ver os principais pontos turísticos.

Depois de mais ou menos uma hora, chegaram ao município de Dom Maurício. As pessoas se dividiram e foram visitar os locais indicados pela guardiã.

Osvandir resolveu ir até ao Pico da Torre que estava a uns 760 m de altitude, para ver melhor a panorâmica de Quixadá e a Pedra da Galinha Choca. Pedalou sua bike por uns 5 km subindo lentamente uns 300 metros a ladeira. De longe avistou as torres de repetição equipadas com pequenas antenas parabólicas apontando para várias direções.

Ele estava com sua mochila conduzindo o que era necessário, como máquina fotográfica digital, binóculos, faca de mato etc. Sua pistola estava nas costas entre a calça e o lombo.

Seus olhos não saiam da figura da Galinha Choca, que era admirada pelas formas perfeitas. De repente, vindo do sul, viu um objeto com o perfil de um prato virado contra o outro, cor de alumínio, brilhando no sol. Atravessou lentamente o Complexo Rochoso, por trás da Galinha Choca. Muito nervoso e apressado retirou imediatamente sua câmera digital da mochila, que estava sobre suas pernas e já estando preparado para foco infinito, ligou, apontou e clicou por várias vezes. O objeto veio para mais perto e mergulhou de vértice por trás da Pedra da Galinha Choca, ocasião em que viu que o objeto era discóide.

O aparelho desapareceu no mergulho sobre a montanha de pedra.Tudo foi fotografado, não conseguiu acreditar que um objeto voador entrasse em uma serra de pedra, sem haver abertura. Conferiu as fotos de sua câmera e novamente viu o aparelho mergulhar na rocha, sem abertura alguma.
— Ganhei na Loteria e agora posso voltar para Fortaleza, disse Osvandir em voz baixa, só para ele.

Os visitantes foram chegando aos poucos e guardando suas bicicletas no alpendre, onde um empregado as examinava rapidamente.

Todos chegaram, subiram na van e esta desceu a serra em direção ao hotel em Quixadá.
— Srta. Elizabete, lamento informar, que apesar de estar gostando do passeio e do bom trato, tenho que voltar urgente para Minas, disse Osvandir.
— Nós lamentamos muito sua ausência, mas como há urgência, não há outro jeito.– Obrigado pela compreensão. Poderia me dar o endereço da estação rodoviária?- Sim, depois do almoço chamarei um táxi para levá-lo até lá.

Osvandir levantou-se e despediu-se de cada componente da excursão, bem como da guardiã. Voltou para seu quarto, onde apanhou as duas malas e o notebook.

Já no hotel, em Fortaleza, antes de deitar-se completou seu diário no notebook, ressaltando seu avistamento incrível. Transferiu as fotos da máquina para seu notebook.

Agendou um encontro com seu amigo para aquele mesmo dia:
— Moura, passei aqui para despedir-me e mostrar-lhe o que consegui em Quixadá, veja a seqüência de fotos na minha câmera!

Moura manejou a máquina fotográfica para ver as fotos. Na primeira ele logo reconheceu o perfil de um disco voador, muito distante sobre umas montanhas. No final chegou a foto em que o aparelho mergulha para dentro da rocha por trás da Galinha Choca.
— Osvandir, acredito porque estou vendo a foto e não houve tempo para você praticar qualquer truque. Vem a pergunta. Eles vêm do céu ou do centro da Terra?
— Acho que ninguém sabe. Ufologia é um terreno cheio de ilusões para nossos sentidos. Só nos baseamos neles, pois são os detectores das nossas realidades. O que pode ser realidade para uma pessoa, pode não ser para outra. Passou daí, só há conjecturas, lendas que são acreditadas, na falta e outras realidades. De qualquer forma estou muito satisfeito com o que consegui, respondeu Osvandir.

Final
Moura – Fortaleza – CE – 6 / 9 / 2008

OSVANDIR NO CEARÁ III

Capítulo III

A PEDRA DA GALINHA CHOCA

“Os grampos na telefonia brasileira me lembra a
União Soviética, com seu sistema de escuta e
“deduragem”. (Moura)

Ao chegar a Quixadá, Osvandir viu logo a pedra da Galinha Choca do lado direito de quem vem de Fortaleza.

Quando todos desceram da van, o guia, o primeiro a descer disse:
— Sejam bem-vindos a Quixadá, a cidade dos monólitos e da Galinha Choca. Esta excursão consiste de várias modalidades. Recomendo antes de tudo, com respeito à vestimenta e acessórias. São indicados o uso de mochila, vestimenta de tecido resistente, protetor solar, chapéu e traje de banho. Uma máquina fotográfica e um binóculo são excelentes acessórios.

Osvandir sentiu-se menos rico, depois de dormir no Othon, mas lembrou-se de que estava em uma cidade do interior do Ceará. Foi avisado pelo guia que às 8 horas iriam iniciar a excursão na Cidade e arredores. Ele saiu do hotel, chegando à calçada já havia pessoas esperando o veículo da excursão.

A Van chegou, uma linda moça loura desceu e falou:
– Sou a guia da Agência podem entrar todos. Vamos até uma praça espaçosa para falarmos sobre a história de Quixadá e seus mais importantes pontos turísticos. Estacionaremos numa praça larga e bem arborizada com árvores antigas. Todos desceram e se colocaram na sombra de uma árvore frondosa.

— Por favor, sentem-se no chão, para terem melhor contato com a natureza. Vamos juntar mais um pouco para explicar o que iremos ver hoje e saber sobre os pontos turísticos e prática de esportes radicais.

Vou começar pela história da cidade. Todos já estão com traje esporte que é a melhor opção.
Vou ler resumidamente sobre a história desta cidade; nunca consegui decorar esse texto.
– A colonização de Quixadá ocorreu através da penetração pelo rio Jaguaribe, seguindo seu afluente o rio Banabuiú e depois o rio Sitiá, cujo objetivo principal era a conquista de terras para a pecuária de corte e leiteira…
Já estavam ali por meia hora e a jovem loura não havia terminado de ler tanta história do Nordeste. Os pontos turísticos principais são:
Açude Cedro, Santuário Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, Chalé da Pedra, Lagoa dos Monólitos, Pedra do Cruzeiro, Serra do Estevão, Clube Cearaqui.

Em 2004, o então estudante de arquitetura da Universidade de Fortaleza, Osíres Abreu de Menezes Bezerra apresentou como Trabalho de Conclusão de Curso, um Projeto para Construção de um Centro Ufológico em Quixadá-CE – considerada por muitos a capital ufológica do nordeste.

A Guia continuou, falando sobre os esportes radicais praticado no local: Vô Livre, Moutain Bike, MotoCross, Off Road, Rapel e Trekking.

As principais trilhas para trekking são: Barriguda, Olho D’água, Andorinhas, Boqueirão, Cabeça do Gigante.

A Cabeça do Gigante, é uma enorme escultura natural, caracterizada por três grandes locas que se interligam e atravessam todo o serrote, formando entre os vazios impressionantes arcos de pedra que se assemelham à cabeça de um gigante.

OSVANDIR NO CEARÁ II

Capítulo II

OS CASOS UFOLÓGICOS

O Brasil é o país mais rico do mundo.
Roubam à noite e no dia seguinte ele está novamente rico.
É o Milagre Brasileiro.” (Moura)

Moura olhou para cima procurando se lembrar de alguma coisa:
— Vou falar sobre o que eu me lembro, pela imprensa e do que vi na Internet:
“No início deste ano um médico de Quixadá fotografou, por acaso um Disco Voador, bem alto, por trás das serra, além da Galinha Choca. Lá aparecem Discos Voadores e Bolas de Fogo. Já aconteceu um avistamento, presenciado pelas pessoas que estavam presentes a um comício, nas vésperas de eleições. Todos correram da pracinha. Não me lembro o ano, mas foi um dos maiores avistamentos. Antes disso houve o caso de um homem de meia-idade que viu um disco voador e recebeu um facho de luz no rosto. Desde esse tempo ele foi enfraquecendo, passou a viver em uma rede e a mente dele involuiu e dizem que ficou com a idade mental de uma criança de 9 anos. Ele faleceu há mais ou menos 5 anos atrás. Não tenho mais certeza das datas.”

— Lembro muito bem deste caso, retrucou Osvandir

Moura continuou contando: “O agricultor Antônio disse que viu um disco sobre a Pedra da Galinha Choca, ao lado do Açude Cedro, neste ano, por volta das 21/22 horas.
”As aparições são comuns, para Tadeu, funcionário aposentado do Banco do Brasil. Ele garante que já viu vários ÓVNIS em sua fazenda, que fica próxima de Quixadá.”

“O músico Dudu, disse que já foi perseguido OVNIs . Disse que seu conjunto saía de um show e foram seguidos por uma esfera grande com luzes piscando, de cores variadas. O carro parou sozinho e
ficaram na estrada. Depois disso uma bola gigante voou em alta velocidade para o poente.”

Osvandir ouviu tudo atentamente e depois, curioso, perguntou:
— Moura você já teve avistamentos?
– Já tive cinco, mas nunca vi um disco voador, só esferas ou sondas, sendo três com luz própria.

Osvandir perguntou:
— Gostaria de saber as suas opiniões a respeito de UFOs?
Moura respondeu:
— Minhas opiniões a esse respeito são muitas e nenhuma. Não sei de nada. Talvez poucas pessoas saibam a verdade, pois o campo é muito vasto. Existe muito acobertamento pelos governos.

Deu 12 horas e Da. Conceição anunciou que a mesa estava posta.
Foi um almoço frugal. Constou de filé ao “molho madeira”, feijão preto temperado com carne do sul e lingüiça, arroz branco, purê de batatas, macarrão talharin, salada de verduras. Serviram refresco de cajá e creme de abacaxi na sobremesa.

– Não tenho Don Perignon, pois sei que você gosta de vinho. Aqui só tenho o suco de uva, que não é a mesma coisa, disse o Moura, como a se desculpar pela ausência de um bom vinho.

Terminado o almoço, Moura e Osvandir demonstravam preguiça e prazer, pela barriga cheia. Voltaram a sentar-se nas cadeiras do alpendre arejado, para conversarem mais.
– Moura, devo que estar no hotel bem antes do carro da agência chegar. Ainda tenho que tomar banho.
– Fique à vontade, disse o Moura, já lamentando a ausência de “um bom papo”, com o Osvandir.

O táxi foi chamado e veio logo. Começaram as despedidas, desejos de boa viagem e muita sorte na excursão.

Na manhã seguinte Osvandir serviu-se do café, com variedades, pagou a diária e desceu para a entrada. Mais ou menos às 9 horas a Van da Agência de Turismo parou em frente ao Othon Pálace Hotel.

— Estamos aqui para conduzi-los até Quixadá. Podem entrar, colocar as malas na traseira do veículo, por favor.

O veículo vinha apanhando as pessoas nas residências ou hotéis.
Osvandir colocou suas duas malas na van e subiu no veículo se acomodando em um dos bancos, sentando junto a uma janela. Estava com seu Notebook a tiracolo. Também retirou a mochila das costas onde havia pertences que poderiam precisar a qualquer instante.

Começou a viagem de uns 170 km, rumo a Quixadá. Após umas 4 horas de viagem, chegaram ao Hotel Monólitos, onde ficariam hospedados, no centro da pequena cidade.
Continua…
Moura e Manoel

OSVANDIR NO CEARÁ III

Capítulo I
O ENCONTRO COM MOURA
“Chamam isso aqui de Terra da Luz” Moura

Osvandir ao seguir para casa do Moura, encontrou novamente com alguns assaltantes num beco escuro e sem saída. Um deles portando arma em punho, queria tudo: dinheiro, jóias, relógios, celular e até o tênis de marca.
– Calma, calma, disse Osvandir. Vocês podem levar tudo o que quiserem. Segure meu celular, o anel de ouro e o relógio. Leia a marca. É um Rolex, de ouro, custou 800 pratas.

Quando o assaltante do 38, pegou com a mão esquerda, o celular, o anel e foi ler a marca do relógio, Osvandir retirou rapidamente de trás da sua cintura, no lombo, uma pistola CZ, calibre 7,65, que já estava engatilhada e atirou na coxa direita do assaltante. O bandido soltou tudo o que tinha nas mãos e segurou a coxa, que estava sangrando.

Havia um grandalhão encostado em um táxi branco estacionado e gritou para o Osvandir. Entra logo aqui, jovem!
— Você está bem? Que pergunta besta. Também já fui assaltado!

Osvandir ainda estava com a pistola na mão e antes de sentar ao lado do motorista a enfiou entre a calças e o lombo na altura da cintura
— Você tem porte de arma? Perguntou o motorista.
— Tenho sim, disse Osvandir, com a testa franzida, demonstrando muita preocupação. Consegui um porte com um amigo meu da PF. Meu nome é Osvandir. Venho de Minas.
— Meu nome é Salvador. Não se preocupe. Vi você saindo do Othon. Assisti ao assalto. Você tem algum outro lugar par ir?
— Tenho aqui o endereço de uma amigo meu. Podemos ir pra lá. Tirou um pedaço de papel de sua carteira e o entregou ao motorista. Sabe onde fica?
— Não se preocupe. Dá pra achar.

O táxi tomou a direção do sertão, pelos lados do bairro Montese. O motorista fez o percurso contando histórias de assaltos em Fortaleza. Ouvindo as histórias ficou pensativo e preocupado. Veio para um lugar perigoso, conforme informações do Manoel.

O táxi parou em uma casa com muro de pedra. Osvandir pagou a corrida e recebeu um cartão do motorista, com o número do telefone.
— Obrigado pelo que você fez por mim, lhe devo muito. Boa sorte pra você!
— Obrigado. Pra você também. Boa viagem.

Osvandir desceu e apertou a tecla da campainha da casa. O portão foi aberto por um velhinho de cabeça branca.
— Aqui é a residência do Moura?
— Sim, sou eu.
— Sou o Osvandir, amigo do Manoel, que deve ter comunicado minha vinda a Fortaleza e Quixadá.

Um sorriso mais largo se abriu no rosto do Moura, que estendeu a sua mão direita e apertou a mão do Osvandir.
— É um prazer conhecê-lo e o tê-lo aqui em casa.

A entrada distava uns 15 metros para o alpendre da casa, que tinha um jardim ocupando toda a área.

Moura puxou umas cadeiras de jardim, brancas e as colocou uma de frente para a outra e disse:
— Por favor, sente aqui Osvandir. Acho que temos assunto a tratar.

Do alpendre Moura chamou sua esposa, Da. Conceição e fez a apresentação de ambos.
— Conceição, este é o Osvandir, um ufólogo recomendado pelo meu amigo Amaral. Ele está de passagem por Fortaleza para visitar Quixadá. Eu o convidei para almoçar conosco.
A dona da casa disse que informaria quando o almoço estivesse pronto.

— Onde você está hospedado? Perguntou o Moura.
-– Estou no Othon Palace Hotel, perto da praia.
-– É um excelente hotel.
— Vim visitar Quixadá, mas não sei nem por onde começar. Vi alguma coisa pela Internet pelo meu notbook.
– Talvez você tenha lido sobre a agência de turismo, Sertão & Pedras. Vou ligar pra lá, agora mesmo. Já tenho anotado aqui todos os dados.

Iniciou a conversa com a referida Agência, pedia informações e Osvandir ia anotando tudo.

Moura disse:
– Tudo acertado, Osvandir. Você almoça aqui. A comida não é tão chique quanto no Othon, mas dá pra comer.

Moura continua a conversa:
— Como você foi tratado até agora?
— Fui assaltado na saída do hotel, quando pretendia ver a praia, que em Minas não tem.

Osvandir contou sobre o assalto sofrido e a ajuda do taxista Salvador.
— Não é nenhuma novidade. Você agiu como um Agente da Cia, disse o moura que continuou falando:
— Você fez muito bem. Aliás, como Amaral já o alertou; bandidos também assaltam até ônibus intermunicipais, nas paradas, ou já viajam neles desde o terminal de ônibus.
— Caro Moura, já fui assaltado também em um avião de turismo da Oceanic, pode verificar como foi na minha história no blog.

Moura continuou falando:
— Na Av. Beira Mar, já foram assaltados este ano, o Presidente do STF e o nosso ex-vice Governador, Lúcio Alcântara.

Osvandir, mudou de assunto e disse: – O Manoel indicou você porque sabe que é um dos poucos que acreditam em OVNIS. Sabe alguma coisa do assunto, acontecido em Quixadá?

(Continua…)

(Moura e Manoel)