OSVANDIR NO CEARÁ II

Capítulo II

OS CASOS UFOLÓGICOS

O Brasil é o país mais rico do mundo.
Roubam à noite e no dia seguinte ele está novamente rico.
É o Milagre Brasileiro.” (Moura)

Moura olhou para cima procurando se lembrar de alguma coisa:
— Vou falar sobre o que eu me lembro, pela imprensa e do que vi na Internet:
“No início deste ano um médico de Quixadá fotografou, por acaso um Disco Voador, bem alto, por trás das serra, além da Galinha Choca. Lá aparecem Discos Voadores e Bolas de Fogo. Já aconteceu um avistamento, presenciado pelas pessoas que estavam presentes a um comício, nas vésperas de eleições. Todos correram da pracinha. Não me lembro o ano, mas foi um dos maiores avistamentos. Antes disso houve o caso de um homem de meia-idade que viu um disco voador e recebeu um facho de luz no rosto. Desde esse tempo ele foi enfraquecendo, passou a viver em uma rede e a mente dele involuiu e dizem que ficou com a idade mental de uma criança de 9 anos. Ele faleceu há mais ou menos 5 anos atrás. Não tenho mais certeza das datas.”

— Lembro muito bem deste caso, retrucou Osvandir

Moura continuou contando: “O agricultor Antônio disse que viu um disco sobre a Pedra da Galinha Choca, ao lado do Açude Cedro, neste ano, por volta das 21/22 horas.
”As aparições são comuns, para Tadeu, funcionário aposentado do Banco do Brasil. Ele garante que já viu vários ÓVNIS em sua fazenda, que fica próxima de Quixadá.”

“O músico Dudu, disse que já foi perseguido OVNIs . Disse que seu conjunto saía de um show e foram seguidos por uma esfera grande com luzes piscando, de cores variadas. O carro parou sozinho e
ficaram na estrada. Depois disso uma bola gigante voou em alta velocidade para o poente.”

Osvandir ouviu tudo atentamente e depois, curioso, perguntou:
— Moura você já teve avistamentos?
– Já tive cinco, mas nunca vi um disco voador, só esferas ou sondas, sendo três com luz própria.

Osvandir perguntou:
— Gostaria de saber as suas opiniões a respeito de UFOs?
Moura respondeu:
— Minhas opiniões a esse respeito são muitas e nenhuma. Não sei de nada. Talvez poucas pessoas saibam a verdade, pois o campo é muito vasto. Existe muito acobertamento pelos governos.

Deu 12 horas e Da. Conceição anunciou que a mesa estava posta.
Foi um almoço frugal. Constou de filé ao “molho madeira”, feijão preto temperado com carne do sul e lingüiça, arroz branco, purê de batatas, macarrão talharin, salada de verduras. Serviram refresco de cajá e creme de abacaxi na sobremesa.

– Não tenho Don Perignon, pois sei que você gosta de vinho. Aqui só tenho o suco de uva, que não é a mesma coisa, disse o Moura, como a se desculpar pela ausência de um bom vinho.

Terminado o almoço, Moura e Osvandir demonstravam preguiça e prazer, pela barriga cheia. Voltaram a sentar-se nas cadeiras do alpendre arejado, para conversarem mais.
– Moura, devo que estar no hotel bem antes do carro da agência chegar. Ainda tenho que tomar banho.
– Fique à vontade, disse o Moura, já lamentando a ausência de “um bom papo”, com o Osvandir.

O táxi foi chamado e veio logo. Começaram as despedidas, desejos de boa viagem e muita sorte na excursão.

Na manhã seguinte Osvandir serviu-se do café, com variedades, pagou a diária e desceu para a entrada. Mais ou menos às 9 horas a Van da Agência de Turismo parou em frente ao Othon Pálace Hotel.

— Estamos aqui para conduzi-los até Quixadá. Podem entrar, colocar as malas na traseira do veículo, por favor.

O veículo vinha apanhando as pessoas nas residências ou hotéis.
Osvandir colocou suas duas malas na van e subiu no veículo se acomodando em um dos bancos, sentando junto a uma janela. Estava com seu Notebook a tiracolo. Também retirou a mochila das costas onde havia pertences que poderiam precisar a qualquer instante.

Começou a viagem de uns 170 km, rumo a Quixadá. Após umas 4 horas de viagem, chegaram ao Hotel Monólitos, onde ficariam hospedados, no centro da pequena cidade.
Continua…
Moura e Manoel

OSVANDIR E O CHUPA-CABRAS

OSVANDIR E O CHUPA-CABRAS

Osvandir foi chamado às pressas até o Estado de Pernambuco, mais precisamente na cidadezinha de São Vicente Ferrer. Ferrer é um termo antigo, abreviatura de Ferreira.

Acontece que um animal feroz e esquisito estava atacando galinhas, gatos, cachorros, bezerros e cabras, bebendo apenas o sangue, era o chupa-cabras.

O medo tomou conta de São Vicente Ferrer, no agreste de Pernambuco e o motivo é o aparecimento de animais mortos em sítios e fazendas da região, quase todos os bichos são encontrados com marcas de dentes no pescoço.

Osvandir entrevistou várias pessoas na cidade entre elas um proprietário de um jumento:

__Há cerca de duas semanas encontrei meu jumento agonizando no mato, estava com a veia do pescoço furada e sagrando, ainda estava quente. Na madrugada da última quinta-feira, de uma só vez, o animal misterioso, matou vinte e cinco ovelhas da Fazenda Boa Vista, que é aqui por perto.

Osvandir foi até a fazenda Boa Vista e escutou do caseiro:

__Acordei por volta das três horas da madrugada com os berros da cabra. Na tentativa de salvar o animal, dei um disparo de espingarda. A cabra, ficou no local, o animal misterioso sumiu com o tiro, foi um dos poucos animais que sobreviveu ao ataque do chupa-cabras.

__O que aconteceu depois?

__Quando cheguei mais adiante deparei com uma cena aterrorizante: Dos 31 animais deixados na noite anterior, 25 sangravam. Muitos estavam mortos e outros agonizavam, alguns deles recém-nascidos, os seis sobreviventes ficaram feridos, completou o caseiro.

“A lenda do Chupa-cabras deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue alegadamente drenado. Segundo a UFO Magazine (Março/Abril 1996) foram denunciados mais de 2.000 casos de mutilações de animais naquela região atribuídos ao chupa-cabra.”

“Em todos os casos, os animais eram encontrados quase sem sangue. O jornalista porto-riquenho Arnaldo Garcia passou a apresentar relatos e depoimentos em seu programa. Como a maior parte dos animais mortos eram cabras, Garcia inventou o nome chupa-cabra.”

“Espalhou pelo mundo, alegam que o Chupa Cabras seria um animal de estimação dos ETs, ou ainda, fruto de uma experiência genética também dos ETs, ou então, uma experiência genética que deu errado nos EUA. Fato é que há vários relatos de pessoas sérias que afirmam ter visto o tal animal, e apesar dos esforços para capturá-lo, até hoje ninguém conseguiu nem sequer uma foto do bicho.”

É um mistério. Ninguém conseguiu explicar ainda quem é o responsável pela morte de animais de pequeno porte em áreas rurais de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Não que estes animais nunca tenham sido alvo de carnívoros mais agressivos, mas é que este tem uma maneira nada convencional de atacar suas vítimas. Cabras, ovelhas, galinhas e bezerros têm aparecido mortos, sem sangue, sem os órgãos principais – retirados por pequenos orifícios – e muitas vezes sem orelhas, patas e focinhos. O estranho animal age geralmente à noite de forma silenciosa e deixa poucos rastros. Os corpos mutilados das vítimas – em geral fêmeas prenhes – não apresentam vestígios de luta.

Veterinários investigaram alguns casos e os atribuíram a cachorros do mato e pequenas onças. As histórias do Chupa-Cabra começaram a chegar ao Brasil em 1996, mas o fenômeno só ganhou as manchetes no ano seguinte, na cidade paulista de São Roque.”

Quando Osvandir estava preparando para ir para casa, viu na esquina da cidade um Senhor vendendo churrasquinho. Foi até lá e pediu um de carne de porco. Viu um tipo de lingüiça diferente, mais grossa e de cor mais escura. Perguntou ao vendedor ambulante o que era aquilo e ele informou que era o tal de “chouriço”.

__Não conheço este tipo de tira-gosto, falou Osvandir.

__É feito apenas de sangue cosido, em tripas de porco…

Osvandir ficou encabulado, sangue desaparecido dos animais, “chouriço” fresquinho na esquina…

FONTE: O Diário de Pernambuco, br.geocities.com/clivert75/cabra.html – 26k, http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070128060300AAlSdfH&show=7, http://www.bokadoinferno.hpg.ig.com.br/romepeige/lendas/chupa.html