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DIA INTERNACIONAL DA MULHER
NÃO TEMOS NADA A COMEMORAR
“Mulher gosta mesmo é de apanhar”
(Pensamento do sec. Passado)
Quantas vezes ouvimos os mais velhos citar esta frase e outras: “Em mulher não se bate nem com uma flor!”
Mas as notícias não são boas, apesar da Lei Maria da Penha, no interior não existe proteção às pessoas ameaçadas. Daí o medo em denunciar, porque acaba morrendo nas mãos do denunciado.
Muitas mulheres preferem viver a vida toda apanhando a levar o seu companheiro para cadeia. Sabe que quando ele sair de lá, ela estará correndo risco de vida.
Muitas mulheres apanham e são incapazes de abandonar o homem que bate nelas.
A culpa é de um Estado que não garante proteção e assistência àquelas que precisam. 

Elas não procuram ajuda porque têm medo, se sentem vulneráveis porque sabem que o agressor vai voltar e vai até ser mais violento.
A mulher denuncia, ela deve sentir que o sistema, o poder judiciário, vai protegê-la, mas isso nem sempre acontece.
Algumas estatísticas:
O Brasil é o sétimo país mais violento do mundo.
Em 70% dos casos, o agressor é o marido ou companheiro da vítima.
Quase 4,5 mil mulheres foram mortas em 2010.
Nesses 30 anos, foram 92 mil assassinatos.
São 20 mil mulheres (59% das 32 mil que relataram casos de violência no primeiro semestre de 2012).
Uma em cada quatro mulheres é vítima de violência extrema.
Uma em cada duas mulheres sofre assédio sexual durante a vida.
A cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil.
São dez mulheres mortas por dia no Brasil, todo dia. 
Em Minas são 280 denúncias a cada 100 mil habitantes neste ano.
São muitos casos de agressão física, aquela grave, que deixa realmente lesões, e até a morte dessa mulher o agressor xinga, ameaça, bate.
Muitos jovens não aceitam terminar o relacionamento, e mata a mulher para se vingar, ou para ela não ser de mais ninguém.
E as manchetes nos jornais? Diariamente, mas vejam só esta: Marido absolvido por matar a esposa durante o sono.

No “Caso Eliza Samudio” o goleiro Bruno só dia 07/03, confessou que mandou matar a namorada. Acho que eles resolveram adiar um pouco estas revelações para coincidir com o dia internacional da mulher.
Sua sentença: 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, sendo 17 anos e seis meses em regime inicialmente fechado.
“O réu achou que sumindo com o corpo a impunidade estaria certa”, disse a Juíza Marixa Rodrigues.
defesa de Bruno disse que ele vai ficar preso por cerca de três anos.
Manoel Amaral

O PEQUENO GRANDE BANDIDO

O PEQUENO GRANDE BANDIDO


Começou a roubar quando tinha apenas 10 anos, hoje com 16 já é um grande bandido, com uma ficha policial quilométrica.

Continua beneficiando-se de nossa retrógrada lei. Alguns dizem que em matéria “di menor” temos as melhores leis do mundo.

No entanto alguma coisa não está funcionando, os menores estão cada vez mais envolvidos nos crimes: desde roubo de carros até assassinatos.

Muitos milhões de reais envolvidos e eles entram na cadeia num dia e  saem no outro como se nada tivessem acontecido.

Não são crianças, não são jovens, são marmanjos transvestidos “di menor”.
Sabem roubar, matar, esconder, atirar, espalhar o terror em qualquer lugar. Sabem muito bem o que estão fazendo. Poderiam ser julgados como em outros países como a França (a partir dos 13 anos), Itália, Japão e Alemanha (14 anos), Egito (15 anos) e Argentina (16 anos).

O Brasil precisa rever urgentemente a sua moderníssima legislação. Do jeito que vai, brevemente até criancinhas de 5 anos estarão assaltando nas ruas.
Os menores estão todos com barbas na cara, sabem estuprar, sabem até explodir caixa de bancos e roubar o dinheiro. 

Ultimamente calcularam mal, derrubando até o prédio. Se sabem tudo isso podem sim ser processados,  julgados e ficar na cadeia para “curtir” (não é assim que dizem?) seus crimes. Nada de redução de pena, nada de privilégios, nada de benefícios. Se fosse fácil, até trabalho forçado seria bom para aprenderem mais cedo que a vida vale mais do que imaginam.

É a Revista Veja que confirma: um em cada dez homicídios é cometido por menor.

Agora eles estão se especializando até em sequestro relâmpago. Aquela modalidade em que pegam o motorista, rodam a cidade inteira passando nas melhores lojas e fazendo compras com o cartão do sequestrado. Ou então exigem a senha e sacam todo o dinheiro do coitado. 

E eles não perdoam nem os idosos. (E ainda vem um inteligente Deputado querendo que os carros que transportem idosos tenha um adesivo alusivo (êpa!)). Aí que todos nós iremos para o beleléu, para a cidade dos pés juntos, passando desta para melhor (?).

Assalto à mão armada já praticam há muito tempo. Entram em bancos, mercearias, shopping e até em joalheria, levam tudo e ainda prendem os proprietários. Se o dinheiro for pouco, atiram e matam as pessoas, como se elas fossem animais de caça (que hoje até é proibido). Não perdoam nem a Zona Rural.

As mães, os pais e os parentes ficam calados porque também podem morrer ou por um lado ou por outro.

As meninas também estão entrando no crime, vão de 12 a 18 e entraram para competir com os meninos. Começam na escola, brigando com todo mundo. Filmam, colocam no ar, pela internet. 

Alguns pais incentivam, acham graça:
–Que menina danada, sabe lutar bem. – Depois começam a usar drogas, aí vem o inferno familiar, os pais não podem fazer nada. Se podem, não fazem.

Os drogados sempre dizem que podem parar quando querem, mas na realidade eles mesmos sabem que não é verdade.

Se preparem Senhores pais: vem aí uma droga muito pior que o Crack. Mais possante, efeito instantâneo, arrasador, mais barata e fabricada em laboratório, em grande escala.

Ninguém tem interesse real em mudar nada disto. Envolvem muitos bilhões de dólares. É uma teia, uma coisa puxa a outra. E ainda temos internet para divulgar tudo, não é mesmo?

Salvem-se ou morram afogados!

Manoel Amaral

Texto faz parte de nossa obra:
Manual para Campanha Eleitoral Vereador

O POBRE VAMPIRO DE SÃO JOSÉ DE BICAS

“Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de
chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas,
pois eu também sou o escuro da noite.”
(Clarice Lispector)

Imagem Google

Ninguém sabia o seu nome, apareceu na festa de fim de semana.

Bebeu, fumou e cheirou. Saiu, tropeçou, caiu e dormiu.

De madrugada acordou. Olhou no escuro da noite e não viu nada.

O barulho de veículos foi diminuindo, ele dormiu novamente. Belos sonhos sonhou.
Da manhã, procurou um boteco para tomar um café forte a fim curar a ressaca de tantas drogas ingeridas.

A cabeça doía muito. Parecia que o cérebro havia evaporado. Não conseguia pensar coisa com coisa.

Enveredou por uma ladeira, viu umas mulheres na calçada. Magras, roupas curtas e muito feias. Ainda procuravam os últimos fregueses.

A pequena cidade de São Joaquim de Bicas, com pouco mais de 25 mil habitantes, pertence a pertence a Região Metropolitana de BH.

Não é a melhor nem a pior das cidades do entorno da capital. Tem as suas sequelas. Bandidagem, ladroagem, roubalheira, drogas, drogas e drogas.


O Jornal O Tempo abriu manchete: Polícia estoura laboratório de refino e distribuição de drogas em São Joaquim de Bicas.

Os serviços públicos, como em qualquer cidade brasileira, deixam muito a desejar.
A Prefeitura não tem como atender tantos pedidos de emprego, conserto de ruas, canalizações esgoto, construção de escolas, pontes, creches e outros prédios públicos.

Os Vereadores continuam legislando sobre troca de nome de rua. O prédio da Sede Administrativa é muito moderno.

Tudo ali deveria correr as mil maravilhas ao primeiro olhar, mas na realidade só mudou a construção, continua tudo como qualquer Prefeitura do Interior. A Oposição de um lado e a Situação de outro, cada um tentando mostrar mais serviço.

Lá também tem casos de crianças desaparecidas: Polícia investiga sequestro e encontra jovem em cárcere privado… que foi manchete Nacional.

Mas aquele Senhor sem nome estava no fim da linha. Os pensamentos voavam. Os restos das drogas no organismo faziam, agora, efeito contrário. Ele foi ficando depressivo, precisava arranjar um local para apagar as suas mágoas e arranjou.
Entrou num beco, viu um tambor velho com pedaços de pau queimando naquela manhã serena. Um friozinho subia a sua coluna vertebral e parava ali na nuca provocando um baque. Parecia uma chave de desligamento de energia. O seu corpo ficava mais leve.

De repente, por entre aquelas ruas estreitas surgiu um louco com uma estaca de metal.

Sem que tivesse tempo de desviar, recebeu aquele forte impacto no peito. Metal frio arregaçando as carnes.

Ainda vivo, tentou encontrar socorro na beira da rodovia, ficou ao lado de um Fiat Palio, de cor prata.

Foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal o homem, de 33 anos, com vida, no km 509 da rodovia, mas morreu logo após dar entrada no hospital.

Manoel Amaral
www.casadosmunicipios.com.br

O ATIRADOR

“O bom pesquisador vê o que os outros não veem.” (Osvandir)

Há anos, ali naquele local, tinha o mais alto índice de acidentes de veículos. Um aclive, uma curva, um trecho em linha reta em declive. Para os engenheiros seria um trecho de rodovia normal. Várias análises foram feitas até em laboratórios especializados. Nada encontrado que pudesse ser melhorado, tudo estava dentro do padrão de construções modernas.

Toda semana, ao cair da tarde, uma carreta ao subir, fazer a curva, logo nos primeiros cem metros de descida, o motorista perdia a direção do veículo e saía fora da estrada, arrastando árvores e capotando.

Uma barra de metal fora colocada onde elas saiam da rodovia e mais sinalização. Não adiantou praticamente nada. Elas continuaram a despencar morro abaixo.

A única coisa que a polícia rodoviária conseguiu descobrir foi o tipo de carga mais frequente nos acidentes: alimentos. Mas só na aparência, outros produtos transportados também eram vítimas dos acidentes.

Osvandir foi convidado para fazer uma análise destes acidentes e enviar um relatório para um Deputado Federal e uma Companhia de Seguros que estavam intrigados com a insistência destes acidentes, agora em qualquer horário do dia.

Pesquisou o que pode nos depoimentos dos motoristas, nas fotos da polícia e nos jornais. Pegou o que já havia nas empresas transportadoras e pode notar a presença de uma mesma pessoa em três acidentes. Era um rapaz novo, de uns 25 anos.

Deu em nada, este rapaz passava por ali umas três vezes por semana e sempre que via um acidente, parava o seu carro para ajudar os motoristas acidentados.

Osvandir quis ver os restos de alguns veículos acidentados, que sempre eram levados para o mesmo lugar, um ferro velho próximo de um povoado, quando não eram reclamados pelos proprietários ou pelas seguradoras. Pediu ao proprietário para ver os pneus das carretas, os da frente, de preferência. Alguns já estavam até sem a roda. Pegou uns quatro e jogou no porta-malas de seu carro.

Em casa, de posse de uma lupa, rastreou quaisquer defeitos, tais como buracos, rachaduras ou outros tipos de desgastes. Anotou tudo no seu relatório, fez várias fotos do lado de dentro e do lado de fora dos pneus.

Num dos dias da semana em que estavam registrando mais acidentes, Osvandir resolveu passar por ali de manhã, no meio do dia e à tardinha. No período da tarde pode presenciar quando uma carreta subiu e desceu até certa altura e começou a virar naquele asfalto já cheio de sinais no piso. Parou imediatamente o seu carro no acostamento e verificou vários pontos do local. Viu qualquer coisa brilhar no alto de um barranco, cerca de oitocentos metros logo abaixo, entre algumas árvores. Anotou tudo, bateu fotos e cuidou de socorrer o motorista, que não se ferira. Aliás é bom frisar que em nenhum acidente houve mortes.

Perguntou ao ajudante se ele ouvira algum barulho ou som diferente. Ele informou que estava olhando para os barrancos da esquerda e viu algo, como se fosse um pequeno brilho, lá em cima.

O pesquisador, no outro dia, parou o seu carro antes da curva, desceu a pé. Subiu, com grande esforço, o tal barranco. Bateu algumas fotos.

Concluiu o seu relatório e entregou para o Deputado Federal, outra cópia para Companhia Seguradora e informou tudo para a Polícia, com a recomendação que sigilosamente, colocassem um vigia escondido naquele local.

Dois dias depois a Polícia prendeu Fred, 35 anos, com um Fuzil Para-Fal, bem no alto daquele barranco. Perguntado o que fazia ali, com aquela arma, confessou:

― Quando eu era menino, com uns 12 anos, ficava aqui e pelo barulho dos motores sabia qual era o carro que chegava. Quando cresci, estive no Paraguai e consegui comprar esta arma, depois comprei pela internet o silenciador, a luneta e a apostila para aprender a atirar e fazer a manutenção do fuzil. Subia para este morro e atirava nos pneus das carretas, por pura distração. Estava na minha guerra particular.

― Osvandir, como você conseguiu descobrir isto tudo? ― quis saber um executivo da Seguradora.

― Foi fácil, quando vi os pneus que recolhi no ferro velho, em três deles descobri a perfuração por bala. O resto foi ficar atento a detalhes. Lá em cima achei uma cápsula de 7,62 x 51 mm, uma velha árvore com um buraco, algumas pegadas, tocos de cigarro e outras coisas bem interessantes. Imaginei que ele guardava o fuzil no buraco da árvore. O brilho ou reflexo que eu e o ajudante do motorista vimos era do seu isqueiro.

O atirador foi internado numa clínica psiquiátrica para observação, conforme notícias dos jornais.

Manoel Amaral

OSVANDIR NO CEARÁ III

Capítulo I
O ENCONTRO COM MOURA
“Chamam isso aqui de Terra da Luz” Moura

Osvandir ao seguir para casa do Moura, encontrou novamente com alguns assaltantes num beco escuro e sem saída. Um deles portando arma em punho, queria tudo: dinheiro, jóias, relógios, celular e até o tênis de marca.
– Calma, calma, disse Osvandir. Vocês podem levar tudo o que quiserem. Segure meu celular, o anel de ouro e o relógio. Leia a marca. É um Rolex, de ouro, custou 800 pratas.

Quando o assaltante do 38, pegou com a mão esquerda, o celular, o anel e foi ler a marca do relógio, Osvandir retirou rapidamente de trás da sua cintura, no lombo, uma pistola CZ, calibre 7,65, que já estava engatilhada e atirou na coxa direita do assaltante. O bandido soltou tudo o que tinha nas mãos e segurou a coxa, que estava sangrando.

Havia um grandalhão encostado em um táxi branco estacionado e gritou para o Osvandir. Entra logo aqui, jovem!
— Você está bem? Que pergunta besta. Também já fui assaltado!

Osvandir ainda estava com a pistola na mão e antes de sentar ao lado do motorista a enfiou entre a calças e o lombo na altura da cintura
— Você tem porte de arma? Perguntou o motorista.
— Tenho sim, disse Osvandir, com a testa franzida, demonstrando muita preocupação. Consegui um porte com um amigo meu da PF. Meu nome é Osvandir. Venho de Minas.
— Meu nome é Salvador. Não se preocupe. Vi você saindo do Othon. Assisti ao assalto. Você tem algum outro lugar par ir?
— Tenho aqui o endereço de uma amigo meu. Podemos ir pra lá. Tirou um pedaço de papel de sua carteira e o entregou ao motorista. Sabe onde fica?
— Não se preocupe. Dá pra achar.

O táxi tomou a direção do sertão, pelos lados do bairro Montese. O motorista fez o percurso contando histórias de assaltos em Fortaleza. Ouvindo as histórias ficou pensativo e preocupado. Veio para um lugar perigoso, conforme informações do Manoel.

O táxi parou em uma casa com muro de pedra. Osvandir pagou a corrida e recebeu um cartão do motorista, com o número do telefone.
— Obrigado pelo que você fez por mim, lhe devo muito. Boa sorte pra você!
— Obrigado. Pra você também. Boa viagem.

Osvandir desceu e apertou a tecla da campainha da casa. O portão foi aberto por um velhinho de cabeça branca.
— Aqui é a residência do Moura?
— Sim, sou eu.
— Sou o Osvandir, amigo do Manoel, que deve ter comunicado minha vinda a Fortaleza e Quixadá.

Um sorriso mais largo se abriu no rosto do Moura, que estendeu a sua mão direita e apertou a mão do Osvandir.
— É um prazer conhecê-lo e o tê-lo aqui em casa.

A entrada distava uns 15 metros para o alpendre da casa, que tinha um jardim ocupando toda a área.

Moura puxou umas cadeiras de jardim, brancas e as colocou uma de frente para a outra e disse:
— Por favor, sente aqui Osvandir. Acho que temos assunto a tratar.

Do alpendre Moura chamou sua esposa, Da. Conceição e fez a apresentação de ambos.
— Conceição, este é o Osvandir, um ufólogo recomendado pelo meu amigo Amaral. Ele está de passagem por Fortaleza para visitar Quixadá. Eu o convidei para almoçar conosco.
A dona da casa disse que informaria quando o almoço estivesse pronto.

— Onde você está hospedado? Perguntou o Moura.
-– Estou no Othon Palace Hotel, perto da praia.
-– É um excelente hotel.
— Vim visitar Quixadá, mas não sei nem por onde começar. Vi alguma coisa pela Internet pelo meu notbook.
– Talvez você tenha lido sobre a agência de turismo, Sertão & Pedras. Vou ligar pra lá, agora mesmo. Já tenho anotado aqui todos os dados.

Iniciou a conversa com a referida Agência, pedia informações e Osvandir ia anotando tudo.

Moura disse:
– Tudo acertado, Osvandir. Você almoça aqui. A comida não é tão chique quanto no Othon, mas dá pra comer.

Moura continua a conversa:
— Como você foi tratado até agora?
— Fui assaltado na saída do hotel, quando pretendia ver a praia, que em Minas não tem.

Osvandir contou sobre o assalto sofrido e a ajuda do taxista Salvador.
— Não é nenhuma novidade. Você agiu como um Agente da Cia, disse o moura que continuou falando:
— Você fez muito bem. Aliás, como Amaral já o alertou; bandidos também assaltam até ônibus intermunicipais, nas paradas, ou já viajam neles desde o terminal de ônibus.
— Caro Moura, já fui assaltado também em um avião de turismo da Oceanic, pode verificar como foi na minha história no blog.

Moura continuou falando:
— Na Av. Beira Mar, já foram assaltados este ano, o Presidente do STF e o nosso ex-vice Governador, Lúcio Alcântara.

Osvandir, mudou de assunto e disse: – O Manoel indicou você porque sabe que é um dos poucos que acreditam em OVNIS. Sabe alguma coisa do assunto, acontecido em Quixadá?

(Continua…)

(Moura e Manoel)

OSVANDIR NO CEARÁ

A CHEGADA
Ah, minha amiga, meu amigo, (no Brasil) nada se cria, tudo se desvia.
Tem gente que desvia avião, um troço grande daquele,
imagine merenda escolar, que cabe no bolso da calça.”
Ricardo Kelmer – Jornal O Povo – Fortaleza-CE
Osvandir resolveu sair da Bahia, onde viveu aquela aventura na casa assombrada. Al estava certo, ele ficara um pouco abalado com os últimos acontecimentos. Mesmo assim resolveu voltar para a casa do Manoel que havia sofrido um acidente feio. Uma queda quebrara-lhe o nariz e várias escoriações pelo corpo. O rosto estava ainda inchado, vários dentes foram afetados. A arcada dentária deveria ser recuperada através de cirurgia.

Moura havia solicitado a sua presença no Ceará, havia bastante tempo, o recurso era ir para aquele estado verificar os estranhos acontecimentos ufologícos.

Enquanto seguia para aquele estado recebeu notícias do Bahia, pelo amigo JJ, que em Conceição do Almeida, naquele Estado, estaria aparecendo uma luz, ao cair da noite, que muda de cor. Uns acham que é a Mãe do Ouro, outros acreditam tratar-se de naves espaciais.

Osvandir deverá voltar aquele estado para verificar estes fenômenos.

Saiu de Belo Horizonte, em vôo direto para Fortaleza, no Ceará. Tempo bom, muito sol, viagem sem nenhum contra tempo.
Ao descer do avião, pegou uma de suas malas e seguiu até o setor de informações do Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Deu uma ligeira olhada para pista, calculou que teria uns dois quilômetros e meio, mais ou menos, bem acabados e bem equipados, com luzes noturnas em perfeito funcionamento.

No pátio de estacionamento vários aviões de médio e grande porte, em posição de vôo.

Dirigiu-se ao Serviço de Informações Turísticas para saber alguns detalhes sobre hotéis e passeios pela capital Fortaleza.

Logo após, esteve na Praça de Alimentação, tomou um chope, comeu algumas batatinhas fritas, olhou vitrines, passou por uma banca de revistas e adquiriu os jornais O Povo e o Diário do Nordeste. No último uma manchete o preocupou:

TAXISTA ACUSADO DE ASSALTO
Não quis nem abrir o resto do jornal. Pegou o outro e as manchetes eram:
Tentativa de assalto deixa homem baleado
Onda de furtos no Centro assusta comerciantes

Informava que na Avenida Imperador a coisa andava feia. Os comerciantes estavam fechando as portas por causa dos crimes.

O Moura tinha toda razão, as coisas no seu Estado não andavam bem.
Ao chegar ao Hotel Fortaleza Othon Pálace, próximo da praia, deu uma olhada no local. Um sol bom para se bronzear, muita gente deslocando-se para as barracas, muita comida e bebida, artesanato e outras coisitas mais.

Confirmou a reserva feita pela internet, pegou as chaves do apartamento e subiu para um banho. Ao ligar a TV, outra notícia não lhe agradou:
Igreja fechada por falta de segurança…
O café da manhã, com frutas, biscoitos, bolos, queijos, presuntos, pães, e várias outras iguarias era um verdadeiro almoço.

Deu uma passada pela piscina, sala de massagem, sauna e acabou chegando ao restaurante. Três salões enormes, para eventos, chamou a atenção de Osvandir. O Hotel era mesmo um dos melhores de Fortaleza.

O encontro com Moura estava programado para o dia seguinte.
Tudo seguiria normalmente, se não fosse um pequeno incidente ocorrido na rua. Três jovens viciados em drogas abordaaram Osvandir solicitando dinheiro. Este reagiu e um deles arrancou uma faca e o outro um revólver 38…

Continua
Manoel
http://www.othonhotels.com/H00693/POR_index.asp