OSVANDIR E NAMORO NA INTERNET

(Cuidado com namoro na internet, já dizia meu tio)

“Olá Querido Osvandir,

”Sou de um país da Europa, vi o seu perfil no seu site, meu nome é ANNA, 24 anos de idade, com bom aspecto, jovem e em busca de um amigo.
E é por isso que decidi entrar em contato com você para que possamos estabelecer um bom relacionamento e também ficar a conhecer melhor.
Sua idade, raça e religião nunca é um problema para mim, tudo o que importa é verdade, o amor.
Entre em contato comigo no meu e-mail anna..@…. para que eu possa dizer mais sobre o meu perfil.
Espero ouvir um sim de você, o mais rápido possível.”

ANNA

Este foi o e-mail recebido por Osvandir, em inglês (traduzido pelo Google), na manhã de ontem.

Ficou muito feliz, mais uma linda jovem havia entrado em contato, para trocar palavras de amor.

Muito animado pegou o computador, analisou frase por frase e foi logo respondendo.

Disse que agradecia seu e-mail, que poderia enviar uma foto e informar de que país e cidade era.

Estava mesmo disposto a saber tudo sobre a garota. É muito bom conhecer pessoas e lugares.

O segundo e-mail veio logo, junto com a foto:

Querido,

“Fiquei feliz em encontrá-lo. Envio-lhe uma foto que tirei quando passeava numa fazenda.
Sou da França, gosto de ler, ouvir música, menti sobre minha idade, na realidade tenho 17 anos, estudo inglês, natação e adoro ficar conversando com amigos.
Desejo conhecer o Brasil assim que puder.
Beijinhos. Anna”

Osvandir achou interessante a sua sinceridade dizendo que mentiu quanto à idade.

Em outro e-mail confessou que seu nome verdadeiro também não era Anna e sim Isabel.

Passado algum tempo estava folheando uma revista, destas de fofoca de TV e encontrou uma foto muito parecida com Anna ou Isabel.

Pesquisou mais e ficou sabendo que aquela artista de cinema era da França e muito famosa.

Anna ou Isabel pediu que Osvandir enviasse uma foto. Aí ele quis pagar na mesma moeda: escaneou, recortou e enviou uma foto de um artista brasileiro, que reside atualmente nos Estados Unidos e que fez um grande papel no cinema recentemente.

Ela ficou nervosa e falou para ser sincero e dizer se aquela era mesmo sua foto. Osvandir fez o mesmo: perguntou se aquela era mesmo sua foto.

Naquela briga toda ficou sabendo mais uma besteira: ela não morava na França e sim no Brasil.

Depois da apuração dos fatos descobriu que ela era sua vizinha, poderia vê-la, simplesmente olhando pela janela de seu quarto.

Comprou um binóculo e passou a observá-la, procurou o número de telefone na internet, pelo número da casa e rua, achou o nome de seu pai.

Vestiu um terno preto, camisa branca e bateu na porta dizendo ser vendedor de perfume.

Ela caiu no golpe, atendeu a porta. Não tinha mais ninguém na casa.
Era até bonita, loura, jovem mesmo, talvez menos de 17 anos.

Começaram a conversar sobre vários assuntos e ele acabou convidando-a para um passeio em qualquer dia da semana a sua escolha.

Ela aceitou o convite e marcou para uma quinta-feira, num barzinho agitado da cidade.

Ficaram muito amigos. Muitos meses depois Osvandir ficou com remorso e resolveu confessar que era o rapaz que ela procurava na internet.

Ela não demonstrou nenhuma surpresa. Disse que já sabia disso!
Ela também andava observando Osvandir com binóculo…

Manoel Amaral

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OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo V
UMA NOITE DE AMOR

“As conseqüências dos nossos atos são sempre tão complexas,
tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil”
Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban.

Para quem não conhece, Salvador é a terra da música, da comida picante, belas mulatas, praias lindas, teatro, cultura. Um povo acolhedor, trata muito bem os turistas, principalmente nas cidades litorâneas.

Foi nesta terra, que Cabral primeiramente aportou em 22 de abril de 1500. O Monte Pascoal, o primeiro avistado, depois aquela praia linda de Santa Cruz de Cabrália que fica acima de Porto Seguro e foi onde os portugueses realizaram a primeira missa no Brasil.

Mas eles estão em Salvador e a sua orla marítima é uma das mais extensas do país. Divididas entre cidade alta e cidade baixa, são cerca de 50km de praias. São muito boas para mergulho, pesca submarina, natação e esporte à vela, além da prática do surfe. Tem ainda alguns locais com piscinas naturais com os tradicionais coqueiros, muito abundante na região.

Osvandir e Harry, foram direto para a praia do Cristo que fica localizada entre a praia da Barra e a praia de Ondina. Lá no alto do morro tem uma estátua do Cristo, razão pela qual ela é assim chamada.

Muita gente frequenta esta praia, mas mesmo assim é bastante tranquila. Muito bonita e serve para ver o por do sol que fica muito lindo entre os coqueiros.

É o melhor local para deliciar-se com uma boa água de coco e comer um acarajé servido na hora, bem quentinho.

Muita gente andando pela praia, o que aguçou a visão de HP, nunca viu em sua vida tantas moças lindas, com pouca roupa, num só local, sem fazer nada, despreocupadas da vida.

Voltando da praia, resolveram ir para o Centro Histórico de Salvador e o guia explicava que “ele é um dos principais pontos turísticos do Brasil, com o maior acervo barroco fora da Europa. Está dividido em três áreas principais: da Praça Municipal ao Largo de São Francisco, Pelourinho e Largo do Carmo, finalizando com o Largo de Santo Antônio Além do Carmo”.

Na hora do almoço, foi procurado um restaurante ali por perto. Com a recomendação de que prestasse atenção a comida que geralmente é muito apimentada. Mas HP não seguiu a orientação de Osvandir e colocou no prato tudo de vermelho que encontrou na mesa.

Quando terminaram a refeição um delicioso sorvete de frutas foi servido de sobremesa. Outras frutas estavam expostas sobre uma longa mesa, com uma visão paradisíaca. Vários animais e pássaros estavam representados naquela fileira de abacaxis, melancias, cajus e outras frutas caraterísticas da região.

Muitas frutas foram provadas por HP e abandonadas. Algumas muito azedas ele não gostou. Os sucos ele tomou os de cores mais fortes, como o de laranja, mamão e um de acerola com leite.
Satisfeitos, seguiram para o hotel onde constaram que haviam trocado de quarto, para um melhor, com visão para o mar. Mais caro, é claro!

Quando o Gerente do Hotel descobriu que os dois tinham dinheiro para gastar e soube por terceiros de suas preferências, chamou logo duas lindas mulheres para servirem de guias, despachando o guia anterior.

Harry ficou muito feliz com aquelas mulheres a seus pés, atendendo a tudo que ele solicitava, com tradução do Osvandir, porque elas que falavam fluentemente o inglês, não conseguiram entender quase nada do que aquele jovem falava. A sorte é que o Net Book estava ali para salvar a ambos de qualquer embaraço. Para piorar a situação tinha ainda as gírias da Bahia e aquele linguajar arrastado que só o povo de lá entende.

Para “olá amigo”, vejam só a quantidade de variantes que eles usam: ‘Colé, meu bródi!’ – ‘Colé, misera!’ – ‘Colé, meu peixe!’ – ‘Colé, men!’ – ‘Diga aê, disgraça!’ – ‘Digái, negão!’ (independente da cor do amigo) – ‘E aí, viado!’ (independente da opção sexual do amigo) – ‘E aê, meu rei!? ‘Ô, véi!’

Assim meu ‘bródi’, fica difícil explicar para alguém, mesmo morando aqui no Brasil, imaginem para um jovem que veio de outro país, não é fácil não.

Mas as meninas aprenderam rápido e ele também, ao final da tarde já estavam até conversando direto.

O pior (ou o melhor?) é que uma delas tinha uma leve aparência com a sua amiga do passado, a Hermione. Tudo complicou, ela muito solícita, pensando nas gordas gorjetas, estava sempre ao lado dele.

À noite, nuns vestidos pretos, colantes, compridos, sensuais, elas os convidaram para uma noitada num clube local, com a caraterística música baiana, o axé. Um importante conjunto da região ia tocar a noite inteira.

Foram e HP gostou tanto que no final da noite já estava dançando perfeitamente como qualquer outro cidadão turista.

Chegou a hora de ir embora, mas num piscar de olhos, já estavam os dois bem agarradinhos na porta do quarto, pronto para entrar. Osvandir atrasou-se propositadamente para deixar os dois a sós. Inventou que teria de ir ao bar do hotel para tomar um vinho antes de dormir. Ficou por lá por quase uma hora. Quando chegou ao quarto o HP já tinha despachado a garota e estava lá com aquele ar de felicidade total.

Muitas histórias ele teria para contar para seus amiguinhos, sobre tudo que viu nesta terra brasileira, nosso povo, nossos costumes, nossa língua.

Mas nem tudo são flores e o roteiro precisava ser seguido, se queria conhecer parte do país, teriam que seguir para outro estado.

As malas estavam prontas e seguiram novamente para tentar chegar até Belém, se as chuvas deixassem.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IV
MULHERES NA PRAIA

“Para uma mente bem estruturada,
a morte é apenas uma aventura seguinte.”
Harry Potter e as Relíquias da Morte

No Rio de Janeiro procuraram um hotel beira-mar, muito conhecido pela sua história, desde 1923. Queriam estar próximos da Praia de Copacabana. Era a intenção de Osvandir mostrar ao Harry apenas as belezas daquela cidade maravilhosa.

Ao ver aquelas águas azuis, as ondas, a areia da praia, as lindas moças de biquíni, Harry ficou muito excitado.

__Aqui no Brasil, os jovens vão a tais lugares para “pegar uma cor”, namorar, beber e gastar. Disse Osvandir, quando estavam chegando a praia.
__ Sei muito bem disso! Já li nas revistas de vocês. Respondeu Harry.

Pediu uma água de coco ao vendedor, uma mesa e uma sombrinha de praia foram providenciadas. O local estava totalmente loteado pelos ambulantes. Tudo ali era alugado, até óculos escuros.

Uma garota passou, olhou, sorriu e o nosso amigo derreteu-se como um sorvete. Aquela pele dele não era boa para resistir ao sol intenso, razão pela qual, quando estava aproximando das dez horas voltaram para o hotel.

O roteiro da parte da tarde seria uma visita ao Cristo Redentor e ao Pão de Açúcar. Seria… Mal atravessaram uma avenida, num sinal de trânsito foram vítimas de seqüestro relâmpago.

Osvandir mais calmo com a situação, já conhecia o ambiente. Harry nem sabia o que estava acontecendo. Foi necessário explicar-lhe a situação:
__ Aqui ele pegam a gente e o carro e levam para outro local, com a finalidade de pegar os seus pertences.
Harry só ouviu e resmungou:
__ Huuummm…

Os bandidos estavam interessados no veículo e seus equipamentos. Os passageiros foram deixados, a pé, num local ermo.

Osvandir chamou um táxi, voltaram ao hotel para refazerem-se do susto! Osvandir avisou a locadora do veículo, que lhe informou para não preocupar-se que o mesmo estava equipado com chip para fins de localização por GPS, via satélite. Tudo estava no seguro.

Ao ouvir estas palavras solicitou-lhes que emitissem a fatura, porque dali para frente iriam de avião devido as longas distância e o tempo curto.

Ao chegar no quarto, HP estava separando presentes e marcando num papel os respectivos donos.

Perguntou-lhe se estava com disposição para ver alguma coisa no final da tarde e ele disse que não. Preferia ir jantar em algum lugar ali por perto onde pudessem ir a pé.

O jantar decorreu tudo em ordem, não fosse um pequeno deslize de Osvandir que comeu uma moqueca de camarão que acabou estragando-lhe os intestinos.

Na manhã seguinte saíram cedo rumo ao aeroporto do Galeão, o mais apropriado para o voo que estavam pretendendo.

As passagens haviam sido reservadas com antecedência, mas estava tudo atrasado, como sempre.

Estava muito difícil explicar-lhe como chegariam a Belém, no Pará. Sendo o Brasil o quinto país do mundo em extensão territorial, e que é praticamente do tamanho de continentes, seria uma coisa praticamente impossível.

__ Temos aproximadamente 170 milhões de habitantes. Disse-lhe Osvandir.

Iriam viajar de avião devido a grande distância a ser percorrida. Quando Harry viu o avião na pista, ficou receoso de entrar no túnel de passageiros. Parece que ele sentia algum presságio. Ficou inquieto.

Já no avião, ficava olhando pela janela. As nuvens branquinhas iam passando aos nossos olhos. Sentia saudade de seus amigos.

Uma escuridão tomou conta, de repente, de todo espaço. Um grande temporal vinha do lado norte. O avião começou a balançar, subir e descer. Até o Osvandir foi ficando receoso. O nosso herói já estava com o coração nas mãos.

A aeromoça avisou que devido a tempestade não iriam prosseguir, retornariam e tentariam pousar em Salvador.

Graças aos deuses tudo deu certo e o avião pode deslizar suavemente nas pistas do aeroporto Luis Eduardo Magalhães, anteriormente conhecido por “Dois de Julho”.

Um táxi foi fretado para levá-los ao hotel do centro de Salvador.

Ao descerem do veículo, Harry ficou espantado com tanta gente de cor negra e aquele cheiro de azeite de dendê em todas as barracas de ambulantes.

As pessoas os receberam muito bem e ofereceram guias para conhecerem toda a cidade.

Manoel Amaral