MULHER FOI ABDUZIDA

MULHER FOI ABDUZIDA

Desenho de Luíza Lima


Aquela mulher bonita, casada, de repente virou manchete no Brasil inteiro.
É que todos estavam saturados de tanto petrolão, confusão, mensalão, aí a história diferente cativou a todos.
A ideia era ir para praia com o marido durante o carnaval.
O com a demora da amada, sem saber de nada, acionou a polícia que logo encontrou o carro na beira da estrada.
As malas da esposa não estavam e as do marido ficaram no porta-malas.
Na quarta-feira de cinzas a mulher apareceu no mesmo local em que desapareceu e não encontrando o carro que havia sido rebocado para o pátio da delegacia; fez uma ligação para o marido buscá-la.
Como estava com algumas escoriações pelo corpo o seu parceiro quis saber sobre o seu desaparecimento.
Ela disse que um fato estranho aconteceu: quando passava pela rodovia teve o carro parado por uma luz, era uma nave espacial.
E que homenzinhos verdes e com estatura baixa, a levaram para nave espacial de cor prata.
Ela informava ainda que estava com medo de estar grávida devido as várias experiências que os Ets fizeram com ela.
O delegado está investigando, mas achou uma coisa muito estranha: os Ets deixaram um cheiro muito forte de cerveja nas roupas da moça.
Mas ninguém saberá os resultados desta investigação! A notícia é falsa e também a foto utilizada, como muitas que povoam os blogs e páginas do Facebook.
Manoel Amaral

O DESAPARECIMENTO DO JOVENS

OSVANDIR E O DESAPARECIMENTO DOS JOVENS
Imagem Google
Naquela cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, num bairro distante, de repente os jovens começaram a desaparecer.
Muitas teorias foram aventadas: abdução por ETs, trabalho escravo, sequestro para retirada de órgãos, aliciamento para prostituição.
Osvandir esteve estudando as possibilidades de cada uma:
ABDUÇÃO
Abdução Alienígena é o nome que se dá ao sequestro e as vezes abuso físico de seres humanos por criaturas do espaço exterior.”
O mais conhecido caso de abdução no Brasil é o do Antônio Villas-Boas. Diz ele ter entrado em contato com uma nave espacial que o levou até um aposento onde manteve relações com uma jovem ET.
Depois encontramos o longo caso de Ermínio e Bianca onde o casal mineiro mantiveram vários encontros com extraterrestres, que lhes passaram vários ensinamentos de cunho ocultista.
O Caso Barney e Betty Hill, nos EUA, só revelaram mais detalhes através de várias sessões de hipnotismo.
O Caso Elias Seixas, Rio de Janeiro, este é um interessantíssimo contato com Irmãos do Cosmos que afirmaram a ele terem vindo da estrela Ursa Menor.
O filme “Fogo no Céu” focaliza um interessantíssimo caso de abdução de um americano: O Travis Walton.
TRABALHO ESCRAVO
O mais comum neste caso são os trabalhadores contratados no Nordeste para trabalharem em lavouras em São Paulo, Mato Grosso e Goiás.
O golpe é aplicado da seguinte maneira: Um “gato” (aliciador) contrata os trabalhadores, eles vêm de ônibus ou caminhões em longas viagens, correndo todos os riscos. Veículos velhos, pneus carecas, sem freios e sem nenhuma fiscalização.
Vivem em condições degradantes, em alojamento sem a mínima condição de higiene, alimentação muito ruim e sem transporte para o trabalho.
O que é pior, quando vão acertar o que sobra dos descontos recebem uma espécie de Vale, que só serve para comprar na mercearia do Patrão.
Eles ficam em péssima situação financeira não conseguindo retornar ao seu lar. Cada dia que passa estão devendo mais aos patrões.
SEQUESTRO PARA RETIRADA DE ÓRGÃOS
Muitas histórias são conhecidas sobre este assunto, tem até na internet.
Algumas são falsas, outras são verdadeiras, basta fazer uma pesquisa
que, encontrará várias.
ALICIAMENTO PARA PROSTITUIÇÃO
Todos os dias vemos nos jornais casos de menores aliciados para prostituição. Sem contar que muitas garotas de 12 a 15 anos, estão na estrada por contra própria, vendendo o seu corpo.
A Polícia Federal está atenta, já conseguiu retorno de várias mulheres para nosso pais, vindas da Europa e EUA.
Mas este é um assunto complicado, às vezes têm que resolver caso a caso.
CONCLUSÃO
Os jovens podem desaparecer mesmo de várias maneiras. Alguns simplesmente fogem de casa onde estão sendo espancados. Outros em companhia de amigos e nunca mais são vistos. Vão morar nos grandes centros e podem até cair nas drogas. Uns retornam sem nada, poucos são os que têm sucesso!
Os pais não podem e nem devem fazer da vida dos jovens uma prisão. Quando eles quiserem ir, que o seu caminho esteja bem preparado
Confiram abaixo alguns dos casos de abduções citados:
Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS

COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS

Imagem Google

Seria bom escrever todo o texto e só depois pensar no título, mas pessoalmente sempre faço o contrário primeiro coloco o título e só depois vou pensar na história.

Nas crônicas deve ter tudo a ver com o assunto, já nos contos deve ser bem chamativo, do contrário, não conseguirá nenhum leitor.

Nestes tempos de internet o título também deve ser curto, no máximo umas três palavras.

Em Portugal os títulos, quase sempre, são muito longos.

Seja criativo, mas não deixe de ver os jornais, as manchetes chamam os leitores, principalmente os jornais mais populares. E agora com os eletrônicos, os títulos tem uma importância enorme.

Se você está escrevendo uma história infantil é muito importante prestar atenção ao título, do contrário não venderá o seu livro.

Isso é muito interessante, mas já tenho visto uns títulos idiotas que mesmo assim vendem (deve ser à custa de muito marketing).

Tem um conto meu com o seguinte título: A personagem que matou o 
autor.

O SUBTÍTULO

Veja algumas capas de livros e verá que abaixo do título vem um texto, é o subtítulo. É para ajudar a chamar mais a atenção do leitor e complementar o título.

Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

OSVANDIR E O GRANDE DESASTRE

Capítulo I

A AMEAÇA

“Não sei como será a terceira guerra mundial,
mas sei como será a quarta: com pedras e paus.”
(Albert Einstein)

Ouviu-se pela mídia que ataques simultâneos seriam desfechados por terroristas, em todo o mundo.

Os paises com melhores meios de detecção de bombas ou outras ameaças, estavam em alerta.

O plano divulgado é que seriam detonadas várias bombas em todos continentes.

Na América do Sul: São Paulo (Brasil), em seguida Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia) e Belém (Brasil).

Cidades mais populosas da América do Norte: Toronto (Canadá), New York (EUA), México City e San Francisco (EUA).

Principais pontos da Europa: Roma (Itália), Madrid (Espanha), Londres (Inglaterra), estendendo-se para o lado de Varsóvia (Polônia), Moscou (Rússia) e Estocolmo (Suécia).

Pontos estratégicos da Ásia: Teerã (Irã), Nova Delhi (Índia), Hong Kong e Beijing (China).

Na África procuraram pontos representativos: Cairo (Egito), Dakar (Senegal), Porto Novo (Nigéria), Mogadishu (Somália) e Luanda (Angola).

No continente australiano apenas uma bomba-vírus disparada até Canberra, seria o suficiente para exterminar toda a população.

Os pontos já estavam todos assinalados por GPS, no mapa eletrônico de posse dos terroristas.

Quando começariam os ataques? Ninguém sabia! A tensão aumentava quando qualquer fato corriqueiro acontecia.

Os jornais impressos atingiram record de vendas diariamente. A mídia em geral estava em polvorosa. Na internet, determinados sites sobre guerra, tiveram milhões de visitações diárias.

Capítulo II

A BOMBA

“Triste época! É mais fácil desintegrar
um átomo do que um preconceito.”
(Albert Einstein)

Essas mini-bombas seriam enviadas por satélites e espalhariam milhões de vírus que exterminaria cada ser humano em 24 horas.

Era algo mais impactante do que qualquer bomba já fabricada.

Não haveria explosão, os animais e plantas não seriam afetados. Nem a terra ficaria poluída, apenas o ar, por um determinado tempo.

Os primeiros sintomas de quem fosse atacado pelo vírus seria “a febre muito alta e vômitos, olhos ficariam avermelhados, a pele do rosto adquiriria uma tonalidade amarelada e apareciam em seguida, manchas vermelhas que logo se transformariam em feridas, o corpo começaria a inchar e ficaria muito agressivo e confuso.”

Uma experiência foi realizada na África, em laboratório, o paciente “começou a vomitar sangue escuro e a sangrar sem parar pelo nariz. Movia-se de uma forma estranha, parecia fora de si, seus órgãos se desfaziam, estava morrendo aos poucos.”

Em outro laboratório a pessoa “sangrava por todos os orifícios de seu corpo. Quando o paciente morria, o vírus necessitava então de um novo hospedeiro e atacava o mais próximo.” As contaminações eram muito rápidas e pelo ar.

Qualquer coisa no DNA humano atraía o vírus pois só eles eram atacados. Os animais, mesmo convivendo com eles não ficavam infectados.

E essa bomba-vírus seria espalhada por todos os cantos da terra.

Tudo isso se transformou num quebra-cabeça para os dirigentes de todas as nações do mundo. Quem estaria por trás deste maquiavélico plano? E quem poderia impedir que tal guerra bacteriológica iniciasse?

Os mais modernos armamentos se tornaram inúteis nesta guerra espacial

Capítulo III

O EXTERMÍNO
“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana.
Mas, no que respeita ao universo,
ainda não adquiri a certeza absoluta.”
(Albert Einstein)

O extermínio seria total, apenas as pessoas que estivessem em voo, estariam salva enquanto no espaço, depois que pousassem seriam contaminadas.

Osvandir seguia para a Europa, a fim de participar de um seminário sobre Ufos, em Portugal, quando soube do plano.

Pensou em desviar este satélite de sua rota e colocá-lo em colisão com algum asteróide.

Ligou para NASA, procurou saber quais satélites tinha condições de lançar bombas sobre a terra. Agora que o monopólio acabou, quase todos os países estão lançando satélites para várias finalidades, ficou difícil classificá-los.

Somente alguns com estas condições, localizou logo qual seria o principal suspeito.

A Estação Espacial Internacional ajudou informando a rota do satélite. Feito os cálculos, Osvandir chegou à conclusão que poderia enviar um foguete da terra e colocar o satélite em chamas, mas mesmo assim correria o risco de alguns vírus se espalharem pela atmosfera terrestre.

Aí os fatores externos entraram em ação. Um asteróide conhecido por uma sigla numérica, surgiu lento, em direção à terra. Prejudicou a rota de vários engenhos espaciais e finalmente atingiu o temido satélite numa explosão, ficou no céu, por várias horas um circulo de cor esverdeada.

Os crédulos dizem que seria obra de ETs de outras galáxias, ajudando aos terráqueos, mas quem observou direitinho, por telescópio, antes da explosão, um fino raio ultravioleta partiu de uma outra direção e atingiu o satélite.
Osvandir que foi um deles pensou: — De onde partiu aquele fino raio ultravioleta?

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E ABDUÇÃO NA FAZENDA

“Nesta fuga para o nada, numa terra onde só
existe o presente, sem passado e nem futuro.”
(O sábio Avô do Osvandir)

Ali na fazenda do senhor William aparecia luzes de madrugada. Os vizinhos andavam assustados. Algumas vacas haviam desaparecido.
Ninguém sabia o que estava acontecendo.

Uma vaca foi encontrada sem os olhos, sem língua e sem sangue. Alguns órgãos internos foram retirados como se o trabalho fosse feito por um experiente cirurgião.

Convidaram Osvandir para investigar o fenômeno. Ele não fez de rogado, partiu para o local “de mala e cuia”. Planejou ficar por lá uns dez dias. Levou todo seu material investigativo. Desta vez fez questão de colocar na maleta de mão, o seu possante binóculo, para fins noturnos e a câmara digital que já vinha acoplada ao mesmo.

Voou num monomotor Cirrus SR 22, de propriedade do fazendeiro. Não foi muito fácil o pouso, a pista era muito ruim. Sacudiu muito, mas como Osvandir já está acostumado com estas coisas de tanto ir e vir, isto foi o de menos.

Na primeira noite de investigação, aguardou a luzes, nada apareceu.

Na segunda noite um alvoroço. Alguns peões diziam que próximo da mata estava aparecendo uma luz, mas um deles deu um tiro para o alto e o objeto desapareceu.

Um peão informou:
__ Era uma luz clara, muito forte, queimava os olhos da gente.

Tudo estava muito estranho, se no outro caso levaram os órgãos internos; neste deixaram, num descampado, apenas as patas, os chifres e o estômago, mais conhecido como “bucho de vaca”. Um saco de aniagem também estava ali perto do que restou do animal.

Osvandir fotografou a primeira vaca e o que restou da segunda, comparando os casos notou que no primeiro era muito bem calculado os cortes, como se tivessem usando raio laser. Já no segundo não havia tanto cuidado e o sangue estava esparramado pelo chão, bem como vários pedacinhos de carne.

Outros casos começaram aparecer nas fazendas vizinhas, que vinham logo relatar ao Senhor William.

Numa delas além do chifre, patas e bucho, ficaram também as costelas e alguns ossos. Desossaram o animal ali mesmo, no meio do pasto. Isto significava que estavam interessados somente na carne.

Paralelamente, nas cidades vizinhas, Osvandir tomou conhecimento que havia gente vendendo carne para açougueiros, bem mais barato que o preço cotado por arroba.

Foi investigar de perto e numa delegacia local encontrou cinco ladrões de gado que mais tarde confessaram que estavam roubando vaca, utilizando uma camionete, aproveitando o alvoroço das luzes que aparecerem no primeiro caso.

O Senhor William montou uma emboscada e aguardou por duas noites e finalmente pegou quatro ladrões tentando matar uma de suas vacas. Foram pegos e entregues a delegacia para que tomassem as devidas providências.

Quando pensaram que estava tudo resolvido, numa outra fazenda apareceu um bezerro com a língua cortada, olhos arrancados e todos os órgãos internos retirados. Várias luzes apareceram no céu, sem contar que um rapaz viu um aparelho no ar, antes de escurecer.

Foi assim que ele descreveu o objeto voador:
__ Parecia duas bacias grandes, uma debaixo da outra, tipo oval. Refletia a luz do sol no seu metal, não fazia qualquer barulho, nem soltava qualquer tipo de fumaça, voava em todas as direções. Fiquei com muito medo e corri para dentro de casa.

Cada um descreve um objeto desconhecido de acordo com o ambiente onde vive.

Osvandir arquivou o primeiro e o último caso na sua pasta de assuntos ufológicos para futuros estudos.

Ao chegar em casa, abrindo o seu jornal eletrônico preferido, leu a seguinte manchete:

MAIS DUAS VACAS MUTILADAS FORAM
ENCONTRADAS NO COLORADO – EUA

MANOEL AMARAL

LIVROS DO OSVANDIR

CAPAS DOS LIVROS DO OSVANDIR I & II

PRIMEIRO VOLUME – Preço: R$14,90 – 266 páginas
AS AVENTURAS DE OSVANDIR I
ÍNDICE:
Dedicatória
Prefácio
A Ceia de Natal
O Etezão – Varginha
Operação Pires – OP
O Cometa
No Mundo da Magia
O Banco do Brasil
Osvandir no Espaço
O Mistério do Triângulo – Fábio
Implantado em Itaúna Pepe
O Carro Preto
Assombração – Bahia – AL
Aventuras em Portugal – Marina
Histórias de Fim de Ano
Caçando Ufos
Roubo de Cargas
Naves em Riolândia
Carnaval, Canavial e Arrozal
Ufos em Foz do Iguaçu – Letícia
Óvni em Itaúna
O Chupa-Cabra
Lobisomem
Portal do Tempo
O Curioso Retorno
Pasárgada
A Viagem
Abdução
Aventura na Amazônia
Fontes Pesquisas
A Casa Assombrada – AL
Osvandir e Osvaldir (Globo)
Osvandir no Ceará – Moura
O Grampo Misterioso – Kelly
Notas sobre autor.

SEGUNDO VOLUME: 104 páginas – Preço: R$9,90

AS AVENTURAS DE OSVANDIR II
ET e Estes Discos Voadores
O Dia em que a internet acabou
Osvandir em Israel
Quem matou este homem
O Vendedor de lingüiça
Atos Secretos
O Seqüestro
O Objeto Misterioso
A Madame e o Cão
As Luzes Faiscantes
Luzes no Morro
Bola de Fogo no Céu
Feitiços e Encantos
A Mulher da Mala
LOCROSS na Lua
O Vendedor de Adubos
O Mosquito Estranho
A Faca e o Porco
O Folclore
O Defunto
Bila & Nico
O Pardal e o Louva-Deus
O Fogo que não se apaga
Notas sobre o Autor
PARA COMPRAR BASTA INDICAR OS VOLUMES QUE
INFORMAREMOS AGÊNCIA PARA O DEPÓSITO PRÉVIO:

OSVANDIR E LUZES NO MORRO

Após aquele tiroteio todo e cada um tomando o seu posto, o Professor mandou chamar Osvandir para continuar a conversa sobre as luzes.

De volta para junto do Chefe, passou a ouvir suas histórias:

“Eu já morei lá em baixo, sou filho de classe média alta, estudei até o 2º ano de engenharia. Meus pais preocuparam muito comigo, hoje eles não preocupam mais”. E o Professor contou uma interessante história, a sua história:

“Naquele tempo eu era jovem, cheio de fantasias e aqui no morro imperava um ditadura de dois irmãos: o Zé Baixinho e Branquelo. Eu namorava uma linda garota de 21 anos. Um dia o Branquelo se engraçou com ela e pediu ao Zé Baixinho para me matar. Acontece que o serviço foi terceirizado, arranjaram dois garotos da parte mais baixa do morro. Era mais ou menos 19,00h, tempo chuvoso e frio. Eles roubaram um carro e me colocaram no porta-malas. Andaram uma meia hora e fizeram uma parada. Fiquei apreensivo, abriram as portas, ouvi um barulho de chave no porta-malas. Assim que foi aberto, saí correndo e escondi-me numa moita. Estava muito escuro, eles vieram procurando e dando tiros de revólver. Num dado momento saí em disparada e os dois dando tiros atrás. Encenei uma queda cinematográfica e rolei pela ribanceira. Fui parar perto de um córrego e fiquei lá quietinho, para ver o que acontecia. Um deles falou: __ Está morto! Vamos embora!”

__ Mas você tomou algum tiro?

__ Não, apenas alguns arranhões. Escondi-me por certo tempo, em outro morro. Pintei o cabelo de preto, passei a usar óculos e deixei a barba crescer.

__ Voltou para cá?
__ Fiquei mais de um ano fora. As coisas mudaram por aqui e os dois irmãos foram assassinados por outras quadrilhas. Foi aí que fui chamado para fazer a contabilidade e aplicar as táticas que sabia.
Com o tempo fui tomando conta de tudo, com o consentimento dos colegas. Era o mais habilitado para o cargo.

__ E a namorada?

__ Ela morreu no ano passado, num confronto com a polícia… Mas chega de história triste! Vamos investigar o que são estas luzes que estão aparecendo por aqui. Você tem alguma idéia?

__ Olha, Professor, pode ser muitas coisas: novos equipamentos militares de observação, dirigíveis por controle remoto ou mesmo pequenas bolas, inteligentes, vindas, sabe-se lá de onde, que ficam por aqui espantando o povo. Preferem locais onde existe muita água; que não é o seu caso ou locais onde extraem minérios ou mesmo onde tem geradores de energia.

__ De onde vem essas coisas? Já li sobre ufologia mas tem muito tempo. Hoje imagino que as coisas mudaram.

__ Alguns acham que são do espaço extraterrestre, outros já dizem que são daqui da terra mesmo. O certo é que tem vários nomes: Mãe do Ouro, Sondas, Bolas de Luz ou Periféricos. Prefiro utilizar o termo “Sondas”.

__ Uma destas bolas, ou melhor dizendo; sondas, seguiu meus passos por mais de meia hora.

__ Quando foi isso?

__ No mês passado. Eu ia para o lado onde já teve uma extração de pedras e quando olhei, ela estava atrás de mim, parou e depois me ultrapassou, ficou subindo e descendo, de repente foi embora numa rapidez impressionante, sem fazer qualquer barulho.

__ Vamos ver se conseguimos visitar este local e bater algumas fotos.

Na manhã seguinte, quando tudo parecia tranquilo, umas crianças chamaram o Professor e disseram que as bolas de luz voltaram.

Osvandir seguiu o Professor e conseguiu fotografar alguma coisa no céu. Elas estavam girando uma atrás da outra, uma maior no centro; ao seguirem para o Sul tomaram o formato de um “V”.

Não era pássaro, avião, balão ou qualquer coisa parecida.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E O SEGREDO DE UFOLOGIA

“Existem vários caminhos, várias direções.
Cada um deve escolher o seu.
Alguns caminhos se cruzam, outros não.
O importante mesmo é caminhar.”
Cláudia Banegas

Osvandir, em uma de suas viagens ao Pará, desta vez a passeio, fazia compras no mercado mais antigo e popular do Brasil, o mercado Ver-o-Peso, em Belém.

Neste mercado podia-se comprar de tudo que fosse comestível e fosse produzido no Brasil.
Osvandir estava impressionado com tantas variedades de alimentos, alguns que ele jamais pudesse imaginar que servisse para alimentar pessoas. Talvez ele até duvidasse que fosse realmente alimento.

O interesse pela variedade de alimentos foi interrompido quando Osvandir ouviu um feirante oferecendo ervas milagrosas vindas do espaço. Osvandir, curioso como é, quis logo saber que ervas eram aquelas.

O feirante falou das ervas e do possível local, sagrado, que ficava bem distante, da cidade e onde ninguém ousava ir, porque quem se aventuva em ir lá nunca mais voltava, se transformava em árvores gigantes. Segundo o feirante, todas as árvores gigantes da floresta, seriam pessoas que tentaram ir naquele local sagrado.

Osvandir não perdeu tempo, quis logo saber como chegaria até aquele local. Mas o feirante insistiu para que ele desistisse, porque segundo os antigos, ninguém tentava ir lá há anos, e por isto não se via novas árvores gigantes.

Mas com tanta insistência de Osvandir, o feirante acabou dizendo que caminho deveria seguir, para ir até o local sagrado, mas garantiu que ele não conseguiria chegar lá e voltar.

Osvandir então perguntou como ele conseguia aquelas ervas para vender. Claro que o feirante não disse, mas Osvandir percebeu que o feirante mentia sobre a origem das ervas.

Intrigado com a história, Osvandir, aventureiro por natureza, pensou algumas vezes, mas depois decidiu arriscar em tentar encontrar o local sagrado.

Partindo, na manhã seguinte, na direção indicada pelo feirante e outros com quem conversou, onde seria o caminho deste local misterioso. Osvandir caminhou a manhã toda. Parou a beira de um riacho de águas límpidas, para saciar a sede e comer um sanduíche, de vários que ele tinha levado.

Depois de um bom descanso, Osvandir seguiu viagem. Mas o que ele via era só mato, algumas árvores bem altas e uma imensa planície. Depois de caminhar um pouco, decidiu segui o pequeno riacho, pois quem quer que viva por lá, precisaria de água. Depois de duas horas caminhando, teve que se afastar do riacho, devido ao difícil acesso, foi caminhando pela mata, até que viu uma pequena floresta, bem fechada.

Já estava anoitecendo, quando entrou na floresta e caminhando com dificuldades, viu um aglomerado de grandes árvores, troncos imensos, que formavam uma copa densa, da qual não se podia ver de cima, o que havia em baixo delas.

Neste momento se lembrou do que disse o feirante, de que pessoas que se aventurassem em busca deste local, se transformariam em árvores gigantes.

Osvandir, disposto a arriscar, aproximou e viu que havia 12 árvores, plantadas de tal maneira, que formavam um círculo quase perfeito. No interior deste, não havia nada plantado, apenas terra batida, vermelha. Em baixo de cada uma daquelas árvores, tinha uma cabana de índios. Uma para cada uma daquelas imensas árvores que formavam o círculo.

Osvandir encheu o peito de coragem e seguiu adiante, entrando no círculo.

Os índios que moravam ali se assustaram com Osvandir e até ficaram com medo, mais que Osvandir deles. Mas se armaram de lanças rudimentares, amarradas com cipó, ficando na posição de ataque. Osvandir rapidamente disse que procurava pela erva milagrosa, que não tinha a intenção de invadir o território deles. Os índios olharam um pouco, depois baixaram as lanças e apenas um veio em direção de Osvandir. Segurou pela mão e o conduziu sem dizer nenhuma palavra, até uma das 12 cabanas.

Deixando-o na porta desta cabana, o índio se retirou. Osvandir, embora com medo do que podia haver ali, mas cheio de curiosidades, não temeu e entrou.

Ao entrar, Osvandir reparou que a cabana tinha muitos objetos estranhos, brilhantes e das mais variadas formas. Enquanto entrava e olhava tudo, deparou com um homem, de aproximadamente uns 25 anos, cabelos loiros, olhos azuis, barba feita, mas que estava vestido como índio.

O tal homem olhou para Osvandir, abriu um pequeno sorriso e perguntou:
__ Porque demorou tanto?
Osvandir, ainda assustado com a imagem do homem, e com tudo que havia ali, ficou boquiaberto e quase gaguejando disse:
__Demorei?
__Sim, estava esperando você. Que não veio por acaso. Eu sabia que viria e até já o esperava.
__Sabia? Como poderia saber? Vim aqui por curiosidade.
__Sua vinda até ao Pará, o feirante falando com você da erva milagrosa e até as pessoas com quem você conversou. Nada foi por acaso.
__Então eu estava sendo vigiado?
__Não. Seus passos, eu já sabia quais seriam. Deixe eu te contar algo. A lenda de que estes índios falam, refere-se a 12 chefes, de 12 tribos indígenas, que saíram pela mata, em busca de um novo local para se estabelecerem. Devem ter encontrado este local. Quando a tribo saiu em busca de seus chefes, chegaram aqui e vieram 12 árvores, disseram que os 12 chefes haviam preparado o local, deixando o terreno limpo, se transformando em árvores, para proteção de toda a aldeia.

__O terreno é limpo, porque a copa das 12 árvores não deixa a luz do sol tocar o solo. Exclamou Osvandir.
__Não. Na verdade, eles encontraram com alienígenas, que desceram aqui, neste mesmo círculo, onde ficou marcado para que voltem. Eles levaram os 12 chefes e deixaram aqui, em troca, 12 grandes árvores. Como você pode ver. As árvores protegem o local onde deverão retornar.
__Então você está dizendo que aqui é um campo de pouso de alienígenas. Que retornarão?
__Sim.
__Mas como você sabe tudo isto? Onde eu entro nesta história?
__Quantas vezes você já olhou para o céu e quis estar muito além das estrelas? Quantas vezes já se perguntou por que tanto gosto pela aventura? Quantas vezes quis desvendar todos os mistérios da vida? Quantas vezes se perguntou de onde veio e não teve resposta? Quando os visitantes do universo partiram, levando os 12 chefes indígenas, deixaram dois membros da equipe aqui, para explorar o local. Um ficou aqui, protegendo as 12 árvores enquanto espera a volta da equipe que partiu para casa. O outro desistiu de esperar e saiu rumo ao desconhecido.
__Está querendo me dizer que é você que eles deixaram aqui? E que eu sou quem partiu para o mundo?
__Isto. Somos irmãos de origem. Eu fiz você vir até aqui. Nosso povo está para chegar. Você precisava estar aqui para irmos embora.
__Então sou de outro planeta! E de qual planeta somos então?
__UFOLOGIA. Chegou a hora de voltarmos pra casa.
__E você lembra como é nossa terra e quem temos lá, como vivemos?
__Não. Viver aqui todo este tempo, fez apagar a memória do que temos lá. Só conseguimos lembrar coisa deste planeta.
__Então como sabe de toda esta história?
__O que foi me foi contado aqui, não esqueço.
__Mas eu não sei se quero voltar. Talvez eu queira ficar por aqui. Este já é meu mundo. Se não posso lembrar o outro, como saber se tudo isto é verdade?
__Não pode saber. Terá que acreditar. Eu continuarei esperando e voltarei para minha terra. Mas você poderá fazer sua escolha.
__Minha escolha, já foi feita.

Thymonthy

OSVANDIR E A GAROTA DA CADEIRA 11

“O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu.”- Michelangelo


O ônibus, novo, corria como se tive asas, voava. As pesadas máquinas de terraplanagem estavam trabalhando um trecho de estrada. O asfalto ia ser recapeado.

Num gesto, com a mão direita, o rapaz deu sinal, o ônibus parou no acostamento.

Subiu os degraus apressado, olhou até ao fundo, lotado! Somente a cadeira 12 estava vaga.

Na cadeira 11 havia uma garota de olhos castanhos, batom e esmaltes da mesma cor. Blusa de malha riscada horizontalmente, em cores variadas e claras, a calça azul, dessas que estão usando agora, com listras coloridas junto às costuras, enviesada, com metais bem brilhante.

Muito bonita a garota! E o rapaz ficou naquela vontade louca de saber para onde ia, como se chamava e de onde vinha, se estudava: porém ela nada falava…
Cadeira 11 = ………
Cadeira 12 = ??????

Seus longos brincos de ouro, balançavam com as oscilações do veículo.

Olhou para suas mãos. Queria saber se era noiva ou casada. No seu dedo anular da mão direita havia apenas um anel, com uma pérola no centro e pequenas pedras azuis em volta. Eh! A garota era solteira!
Cadeira 11= ……
Cadeira 12 = !!!!!!

Entretanto não havia maneira de iniciar um papo. Idéia !!! Perguntar se ela fazia faculdade? Ou se trabalhava e onde?

Os traços fisionômicos eram lindos: nariz pequeno, olhos castanhos, cabelos longos e lábios carnudos. O corpo muito bem estruturado…
Cadeira 11 = …..
Cadeira 12 = ????

Uma rajada de vento chegou ao rapaz atrapalhando-lhe os cabelos. Passou a mão no rosto impaciente e fechou a janela.

Um desastre na estrada. Oba! Chance de iniciar uma conversa com a Garota da Cadeira 11. Um Wolkswagen ao fazer uma manobra para atravessar o asfalto e entrar num posto de combustível, bateu num caminhão-tanque. Dois feridos.

No entanto:
Cadeira 11 = ……
Cadeira 12 = … … …

Chegou num terreno montanhoso, paisagem encantadora! Céu azul lá no fundo. Algumas nuvens branquinhas. Asfalto cheio de curvas e aquele balança-pra-cá, balança-pra-lá. Uma freada brusca, uma derrapada e a garota encostou o braço no rapaz.
Cadeira 11 = …(Um sorriso) …
Cadeira 12 = _ Não tem problema!
Cadeira 10 = (Toca a campainha do ônibus)
Cadeira 12 = !?!?!?!?
Cadeira 10 _ Vamos Márcia (Bate na cadeira 11)…
Cadeira 12 = !!!!!!
Cadeira 10 = (dirigindo ao rapaz: __ Esta menina me dá um trabalho!)

Foi aí que o rapaz da cadeira 12 pode observar que por traz daqueles olhos castanhos, misteriosos e dos lábios carnudos, havia um bonito sorriso de menina-moça surda-muda!

Manoel Amaral
(original escrito em 1973)