PARA BANDIDO TODO DIA É DIA DE ABRAÇO

PARA BANDIDO TODO DIA É DIA DE ABRAÇO

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Se vocês, minhas jovenzinhas de 15 a 18 anos, estão numa bela festa e um bonito rapaz vem com os braços abertos anunciando um abraço, saia fora. Estará prestes a ser roubada.

Eles aparecem, geralmente são bonitões, começam conversando, depois querem abraçar a todos. No ato do abraço eles vasculham suas bolsas e bolsos.

Só numa festa destas daí, contou-se mais de mil Smartfones roubados. 

Contados apenas as pessoas que reclamaram na direção.

Então, se estiver numa festa chique, daquelas 0800, onde você pode beber todas e não pagar nenhuma, tome mais cuidado ainda. Seus pertences desaparecerão frente aos seus olhos e perceberá somente quando já não tem mais condições de reclamar com mais ninguém.

Na rua, quando tem muita gente olhando demonstrações de alguma coisa, tome mais cuidado ainda com sacolas, celulares, carteiras.

Eles estão ali observando e sem você perceber lá se foi o seu suado dinheirinho.
Os punguistas de hoje estão muito mais espertos que os do passado. Batem a carteira na sua cara e você nem percebe nada.

Enfiam a mão no seu bolso e leva o seu dinheiro. Abre e vasculham as bolsas femininas e levam só as coisas caras. Eles têm olhos nos dedos.

Se estiver indo ao banco para sacar uma quantia maior, é sempre bom levar uma pessoa consigo.

Não saia acompanhada de crianças, elas poderão distrair a sua atenção e lá se foi um prejuízo.

Nos supermercados, shoppings, grandes lojas, a atenção deve ser redobrada. Não pare na rua parecendo uma barata tonta, porque quando voltar ao normal estará de mão vazias.

Não dê papo para quem você não conhece. Se te fizerem uma proposta muito boa, pode ter a certeza que é roubo.

Não caia mais no “conto do vigário”, “conto do paco”, “conto do bilhete premiado”, isso é coisa do passado. Chame a polícia.

Fuja do “Hoje é dia de abraço grátis”, por trás disto por estar um caloteiro.

Manoel Amaral

www.afadinha.com.br

OSVANDIR E O CARNAVAL

Capítulo I
Carrum Navalis: Carnevale
“Em Roma, na abertura das festas ao deus Saturno,
carros buscando semelhança a navios saíam na “avenida”,
com homens e mulheres nus. Estes eram chamados os
carrum navalis, daí surgiu a expressão carnevale.”

Osvandir queria fugir das festas carnavalescas e ficar até quarta-feira de cinzas numa boa pousada no nordeste, para descansar.

Estava no programa um bom passeio de barco e corrida de jipe nas dunas.

A visita a uma cachoeira, escalada e rapel também faziam parte da aventura.

Viajou com essas idéias todas na cabeça e foi até conferindo tudo que poderia fazer, pelo site da pousada. Ali nas fotos, os quartos eram amplos, o restaurante muito bom e comidinha de primeira. As paisagens lindas e a variedade de atrações foi que convenceu o jovem a optar por aquela pousada.

Quando desceu do avião na capital, lá estava a van da empresa que levaria aqueles turistas sonhadores até o destino final.

Qualquer coisa não fora bem informada no site. As estradas eram de terra batida, sem pontes, passavam direto sobre as águas dos córregos, isto significava que se chovesse ficariam ilhados naquele local.

Nada de pensar negativo, a natureza ali era mesmo espetacular. As matas, apesar das devastações, estavam com um verde de causar inveja aos cerrados de Minas.

Ao chegarem à pousada, com o sugestivo no de “Verde Mar”, os hóspedes foram descendo do veículo, pegando as malas, dirigindo-se a portaria.

O atencioso proprietário foi logo indicando onde ficavam os quartos de acordo com as reservas.

Muitos demonstraram insatisfação com as instalações. Osvandir quis ver o resto; saiu pelas trilhas observando as velhas placas indicativas.
Numa delas tinha um grosseiro erro de português: Caxoeira da Mata Virgem.

Viu uma pequena praia e a mata não era tão virgem. Uma canoa quebrada e um barco pequeno, velho, carcomido pela ferrugem.

Bem mais longe dali avistou outro barco maior, em pleno mar, com vários turistas animadíssimos.

Quando atravessou alguns barrancos notou alguém encostado numa pedra. Aproximando-se notou que era uma jovem, parecia muito cansada.

Antes que ele pronunciasse qualquer palavra ela já foi logo avisando:
__ Nem vem que não tem!

Osvandir, que não vinha com “terceiras intenções”, pegou uma garrafa de água mineral de sua mochila, ofereceu a bonita garota, que estava com roupa de festa e toda molhada.
__ O que aconteceu? Se quiser contar, vou ouvir…
__ Nem me fale em viagem programada pela internet. Fechei contrato com uma agência de viagem, para cinco dias, pelo mar, num maravilhoso navio “Sea King”. Seria mesmo o Rei dos mares? Para mim não foi.

Ai ela foi contando todas as decepções por que passou, desde o embarque. O navio maravilhoso anunciado, era um barco onde existiam poucas mulheres e muitos homens bêbados!

Viajou por dois dias naquele antro, onde valia tudo. Foi quando ela avistou uma praia, pulou do barco e nadou até perder as forças, o mar a trouxera até ali.

Sem dinheiro, sem roupas, com fome e muito cansada, foi levada por Osvandir até a velha pousada onde hospedava.

Conseguiu uma vaga junto com outras moças que lhe deram toda atenção, cada uma emprestando-lhe uma roupa, até que pudesse visitar algumas lojinhas mais próximas.

MANOEL AMARAL

https://osvandir.blogspot.com.br/2010/02/osvandir-e-o-carnaval-ii.html

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http://osvandir.blogspot.com.br/2010/02/osvandir-e-o-carnaval-ii.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2011/03/osvandir-e-o-carnaval-de-2011.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2009/02/osvandir-e-o-carnaval-2009-quarta-feira.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2009/02/osvandir-em-draga-e-uma-droga-uma-chave.html

OSVANDIR E O OBJETO MISTERIOSO

“Uma vida sem festas é como um largo caminho sem pousadas.”
(Demócrito)
Osvandir saiu da cidade dos monstros peludos e continuou pelo o interior do Estado.

Num restaurante de beira de estrada viu várias manchetes nos jornais: Jovem com gripe suína…
Jovem internada com bebê morto…
Jovem passou mal com sushi estragado…

As notícias não eram nada animadoras, mas seguiu cada vez mais para o interior. Queria fugir destes fatos que lotam os hospitais, postos de saúdes e farmácias.

Parou próximo a uma ponte, onde corria um rio de água cristalina e ficou por ali um bom tempo. Dizia que era para descansar o corpo e clarear a mente.

Olhou para frente, em linha reta e observou um pasto amarelado pelo capim seco. Lembrou dos tempos que fazia artes botando fogo nos lotes vagos de sua cidadezinha natal. Nem sei por que lembrou disto, talvez fosse pela cor ou mesmo o tipo do capim, o braquiária (brachiaria), que ele detestava. Esta praga africana, onde é plantada, não nasce mais nada.

Entrou no carro, seguiu tranqüilo por meia hora e aí encontrou dois veículos acidentados. Ajudou a transportar as vítimas para o hospital mais próximo. As enfermeiras perguntaram se estava envolvido no acidente, disse que não. Queriam saber se havia mais feridos, Osvandir informou que uma Van trouxera os outros.

Perguntou o nome do local, para um velhinho de barba branca e uma bengalinha nas mãos, ficou sabendo que era uma cidade famosa pelos fatos inusitados que saiam nos jornais do sul do estado.

Resolveu ficar por ali, quem sabe poderia registrar em sua possante máquina digital, as imagens de algum objeto não identificado.

Andou por ruas, becos, trilhas e cavernas, nada de diferente do que já vira em outros locais.

O povo era acolhedor, dado a festas de fins de semana, com churrasco e tudo mais. Belas garotas passeando nas pracinhas depois das aulas e à noite, nos locais denominados “point” pela juventude.

Osvandir até gostou, piscou os olhos para algumas, saiu com outras e tudo ia correndo muito bem. Local para divertir é que não faltava.

Num churrasco, regado a um bom vinho do sul, escutou histórias muito interessantes. Até a do cachorro e a viúva eles já sabiam…

Ficou conhecendo uma garota diferente, numa das festas, era a Flávia, uma jovem quietinha, saía de casa poucas vezes por semana. Suas amigas estavam sempre dizendo:
__ Você precisa sair mais menina. Vamos hoje para a festa de São João.

Ela não estava muito interessada. Dizia que iria ver um bom filme e deitar mais cedo. Outras vezes dizia que tinha prova na segunda-feira e iria estudar.

Assim passava os dias: estudando em seus livros, hora no computador, TV ou uma rápida saída para as ruas do seu bairro. Não estava muito interessada o que o resto da turma fazia ou deixava de fazer.

De tanto ficar em casa e ver estes filmes na TV, às vezes ficava excitada, tinha que correr para o banheiro e tomar um bom banho de água fria.

No sábado, Osvandir saiu com alguns amigos e notaram um movimento maior na casa de Flávia. De repente até a ambulância chegou. Pensaram: “a menina deve ter adoecido de tanto ficar em casa”.

No hospital uma aglomeração impedia Osvandir de aproximar-se e tomar conhecimento do que acontecia.

Como os enfermeiros não diziam o que se passava, ele resolveu aplicar aquele velho esquema dos filmes: vestiu um jaleco branco e foi entrando. As enfermeiras não entenderam nada. Muito menos Osvandir.

Em cima da mesa operatória estava a Flávia, nua, com uma coisa esquisita entre as pernas. Aproximando mais pode notar que era uma pequena garrafa de vidro.

As enfermeiras não sabiam o que fazer mediante aquele fato incomum. O jeito foi Osvandir tomar alguma providência: pediu uma tolha molhada, uma seca e luvas. Aproximou-se da garota e pediu um martelo. As enfermeiras ficaram apreensivas.

Osvandir estendeu a toalha molhadas cobrindo as partes íntimas da garota. Pegou uma placa de metal, colocou por baixo da garrafinha e cobrindo esta com a toalha seca. Deu uma só martelada e estava resolvido o problema. Os cacos foram retirados e o gargalo da garrafa soltou-se sozinho.

Desmaiada, a pobre não percebeu nada do que se passara. Acordou assustada sobre uma aconchegante cama de um hospital.

As enfermeiras queriam saber quem era aquele que fizera um bom trabalho em poucos minutos, parecendo ter caído do céu. Mas Osvandir já tinha tirado o jaleco e sumido na multidão.

MANOEL AMARAL