REALISMOS FANTÁSTICO – O Mundo da Magia

O MUNDO DA MAGIA 
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OSVANDIR NO MUNDO DA MAGIA
Osvandir veio de Brasília bem sobrecarregado. Encosto, olho gordo, tudo de ruim estava se passando em sua mente.

Procurou a igreja mais próxima, rezou, confessou-se e saiu mais aliviado…

De passagem por Abadiânia, ainda no estado de Goiás, onde existe um paranormal muito famoso, visitado até por artistas de TV, resolveu saber de mais algumas coisas.

Abadiânia é uma cidadezinha de Goiás, com aproximadamente 12 mil habitantes, cujo ramo de atividade principal é a agropecuária, é ali que mora o Senhor João. Também conhecido como Joãozinho, Joãozito, Zito, o Benzedor.

O nosso amigo Osvandir, ainda atordoado, resolveu visitar o vidente, mesmo que não acreditasse muito nestas coisas.

De malas e cuias aportou-se numa pequena pensão familiar com o sugestivo nome de “Aconchego”.

Na primeira semana de visitas, procurou ganhar a amizade do líder espiritual. Deu-lhe um exemplar de livro sobre realismo fantástico. O homem era culto, chegou a frequentar faculdade.

___ Amanhã vamos passear nas cachoeiras da região; falou o famoso homem da espiritualidade.

Osvandir foi acompanhando-o nestes pequenos passeios e foi logo notando que além de ser vegetariano, era uma pessoa muito legal.

Num destes passeios, Osvandir quis saber sobre “fechamento de corpo”, e o paranormal foi logo explicando:

___ Existem orações escritas em forma de cruz para fechar o corpo contra balas, facas, correntes e outros maus elementos. Por ex.: Deus te salve, Cruz preciosa por ti salve quem por ti remiu. Diz a cruz de N.S. Jesus Cristo que F. tornou-se mais feliz e sem perseguição. Eu creio porque nela está a verdade, nela está o poder, nela está a fé a esperança, nela está a salvação, nela está a vida, nela está a caridade.

Outra muito usada por aqui é esta oração encontrada num patuá que diz:

As três pessoas distintas/ da Santíssima Trindade/ rodeia este corpo/ que peço por caridade.// Com a chave do sagrado/ que feche todo meu corpo/ para livrar-me do inimigo/ que posso encontrar de tôpo.// Pois quando o azar vier/ contai no meu coração/

guardai-me dentro da estrela/ do signo de Salomão.// Olhai-me quando eu estiver dormindo/ e quando estiver acordado/ que pelos Dez Mandamentos/ meu corpo estará fechado.// Se algum dia eu for chamado/ em sessão pra me fazer mal/ encontrarão em mim firmeza/ só feita de dura pedra de cal.// Deus adiante e paz na guia/ o anjo da guarda ao lado/ as três pessoas distintas/ que traz meu corpo fechado.//”

Esta outra é muito usada em seu estado: “Santa Catarina milagrosa, se tiver alguma coisa atada dentro de minha casa ou do meu corpo, sairá em nome de Santa Catarina; se eu tiver inimigo não me enxergarão; não serei ferido com armas de fogo, nem com faca; não serei preso, em nome de Deus e de Santa Catarina; de hoje em diante entra a luz Divina dentro da minha casa, em nome de Deus e a Nossa Senhora Santa Catarina; não serei mordido de cobras, nem de aranhas, em nome de Santa Catarina; de hoje em diante que se abram os meus negócios, em nome de Santa Catarina.

___ Se quiser posso arranjar um patuá pra você…

___ Muito obrigado. Carrego as minhas próprias orações, não sei se você conhece, mas levo comigo aquela que foi encontrada sobre o túmulo de Jesus Cristo…

Esta oração foi encontrada em 1.535, sobre o túmulo de Jesus Cristo e enviada pelo Papa Pio III ao Imperador Carlos V, quando partia para combater os turcos.”
“Aquele que ler esta oração, que ouvir ou a trouxer consigo, não morrerá subitamente, não se afogará, não se queimará, nem alguém poderá matá-lo…

___ Conheço sim. Muito boa esta oração! Mas não é a original para fechamento do corpo.

Passando por uma enorme fazenda, com mais de 2 mil hectares, muito gado nelore, a perder de vista, vimos dois homens curando bicheira de algumas vacas e quis saber se existia alguma oração para isso.

___ Existe e funciona melhor que remédio. Veja só esta oração:

Osvandir foi anotando tudo, inclusive uma antigo Breve de Roma muito utilizado naquela região:

Primeiramente, eu peço e rogo ao Pai Eterno que receba a súplica deste Breve, com os merecimentos de seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, para livrar meu corpo de todos os perigos mortais e da fúria dos meus inimigos e das armas que trouxeram contra mim. Em todos os perigos e apertos, livra-me, Senhor Bom Jesus: pela vossa encarnação, pelo vosso nascimento, pelas lágrimas que no presépio chorastes, pela profusão de sangue que derramastes, pelo frio e sede que sofrestes, pela esmola que deste, pelo jejum no deserto, pelos sermões que pregastes aos vossos discípulos, pela instituição do SS. Sacramento, pela oração do horto, pela entrada em Jerusalém, pela noite da ceia, pela tradição de Judas, pelas bofetadas que em casa de Anás vos deram”. De todos os perigos, defendei-me!”

___ Para limpar as lavouras da praga das lagartas, há o seguinte esconjuro que encontramos no interior de Goiás:Bons dias, lagartas. A planta que comeis e a Deus não louvais, amaldiçoadas sejais! Por São Pedro e São Paulo e a todos os santos da corte do céu:Deixai esta planta que é meu alimento, e as folhas do mato virgem serão vosso sustento. “

____ Meu computador está cheio destas orações colhidas no Brasil inteiro.

No meio da conversa, o celular do Mago tocou. Alguém solicitava a sua presença para resolver alguns problemas em uma fazenda local.

Para lá dirigindo, gastamos quase a manhã inteira. As distâncias nesta região são muito grandes. Muitos usam pequenos aviões nos seus deslocamentos.

Mas o Xamã estava de carro novo, lento, porém possante, uma 4 x 4, importada. Ele tem até um fusquinha para estradas de terra…

Chegando ao destino, encontramos uma manada inteira atacada de uma doença esquisita. O gado ficava o tempo todo correndo pelo pasto, como se alguma coisa estive atacando-o, a gente olhava e não via nada…

Foram visto luzes coloridas, em profusão na noite anterior, no local.

Tudo está muito estranho. Uma vaca foi separada do rebanho a pedido do Mágico.

Em seu corpo foram notadas várias perfurações…

Seriam insetos? Abelhas? Maribondos? Ou a “Operação Prato” estaria acontecendo novamente no interior de Goiás? Mas ali não havia, aparentemente, nenhum sinal de minério valioso…

Abadiânia é assim como os mais de 5 mil municípios brasileiros. Aconchegante, muitos pobres, sempre chegando mais gente, sempre saindo gente.

A zona rural tem muito gado e pouca plantação. A soja cresce em algumas fazendas.

Muita gente passa alguns dias nas fazendas e no fim da semana vêm para cidade. Os jovens, sem opções de diversão, ficam vagando pelas ruas, em seus carrões, com som alto, perturbando a população.

Os mais velhos, durante o dia, vão todos para as pracinhas escutar velhas histórias dos amigos.

O nosso Xamã, analisando aquela vaca que fora separada do rebanho chegou a conclusão que algo estaria sugando o sangue daquele animal. Ela estava meio fraca, anêmica e desorientada.

Aplicou-lhe umas rezas especiais, conversou com os “caseiros”, mandou tocar o gado para o pasto e ficar sob observação. Qualquer novidade deveria ser repassada.

Tomamos um café forte e uns biscoitos, oferecido pelo dono da casa e seguimos viagem.

Nosso herói nunca cobra nada de ninguém, mas ele sempre recebe presente que acata de bom grado. Tem um pequeno prédio na cidade, mas diz ser dos parentes. É justamente o local onde está situada a maior pensão das redondezas.

Alguns comércios, uma fazenda e uma grande farmácia também pertence a família do Benzedor.

Pergunto-lhe se já presenciou alguma coisa anormal naquelas planícies sem fim e ele adiantou-me o seguinte:

___ No ano passado fiquei sabendo que aparecia assombração que atirava pedras dentro de casas, na fazenda do Sr. Antônio. Era um casarão bem antigo, com vários cômodos e muitas janelas. Fui até lá, a pedidos, e encontrei com a família do fazendeiro que criava uma filha adotiva de 12 anos. Era de um casal muito pobre que foi embora para outras paragens.

___ Mas o que aconteceu na realidade…

___ O que é realidade: Para mim pode ser uma coisa e para você pode ser outra. E para aquela menina? Onde começaria a realidade e terminaria o seu reino da fantasia? Ela estava ali, simples, bonitinha, magrinha, olhos verdes; a espera de um príncipe encantado que não chegava nunca. Todo fato que atravessava esta sua pretensão, era repudiado com forte energia negativa.

___ E a história das pedras?

___ Calma, vou chegar lá. As pedras caiam sempre que alguém reclamava de alguma coisa… Chovia torrões por tudo em quanto é canto. Coisa mais estranha. Houve até o caso de uma mocinha da cidade que veio passar as férias na fazenda e de repente as calcinhas dela começaram a pegar fogo no velho guarda-roupas. O fogo não apagava quando jogavam água, era pior, aumentava mais .

Aconteceu um fato estranho no dia em que visitei a fazenda: pegou fogo na porta do guarda-roupas, na parte de cima e veio descendo, queimando de dentro para fora. O normal seria o fogo começar na parte de baixo e subir, não é mesmo? Mas neste caso aconteceu justamente o contrário. A gente não conseguia ver a chama, só o calor e tudo virando cinzas.

___ Uai, ninguém chamou o Padre pra benzer a casa?

___ Chamaram e a coisa piorou! A bíblia do Padre pegou fogo e está hoje na sacristia da igreja velha. A energia negativa era tão forte que nem o pai-de-santo conseguiu resolver.

___ Já vi um caso semelhante mas era o tal de aporte. Moedinhas caiam em toda casa, que possuía forro de madeira em todos cômodos, menos na cozinha. Foi no interior de Minas. Todos disseram que era coisa do Capeta; um parapsicólogo resolveu o problema separando o emissor de energia…

___ Foi o que fiz aqui em Goiás. Chamei o fazendeiro e disse para mandar aquela doce menininha, de lindos olhos verdes, estudar na cidade. Os fenômenos acabaram…

___ Pois é, Mestre, existem muitas coisas estranhas neste mundo de Deus!



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OSVANDIR E O FOGO QUE NÃO SE APAGA

Nada acontece por acaso!

Tudo começou com um muro que apareceu caído no início do mês de janeiro, num bairro de uma pequena cidade de São Paulo.

Outros fatos interessantes começaram a acontecer. Moedas desaparecendo das gavetas. Fogo queimando peças íntimas da empregada. Colchão pegando fogo e mesa girando na sala.

Lâmpadas elétricas da casa apagando sempre. Máquina de lavar ligando sozinha. Televisão mudando de canal sem ninguém mexer no controle remoto.

Estes fatos acontecendo deram origem a uma reportagem no jornal local. Muitas pessoas apareceram para presenciar os fenômenos.

Alguém pensou em chamar o Osvandir, mas quando estava lá na casa tentando acessar o blog para pegar o e-mail, uma coisa curiosa aconteceu: a tela começou a girar e mudar para outros sites.

Pensaram ser coisas do além, assombração, poltergeist e coisa e tal. Assustados foram para outra casa e comunicaram por telefone com o nosso herói.

Chegando ao bairro, ele procurou informar-se dos fatos com os vizinhos. A maioria já tinha presenciado um fenômeno qualquer. Somando o que anotou, verificou que a variação de fenomelogia era muito grande.

Consultou seu notebook sobre parapsicologia e foi catalogando cada um dos fenômenos que já havia acontecido naquela casa e bairro.

Estariam várias pessoas atuando e provocando estes fenômenos? Muito difícil de acontecer!

Procurou saber do Senhor Antônio a religião que cada um seguia e ficou sabendo que a família inteira era católica.

Cadastrando os membros notou uma mocinha de 15 anos, lourinha, olhinhos azuis claros, analfabeta, tímida, simples, vestindo uma calça jeans, quase branca, bem gasta pelo tempo e uma batinha nordestina, vermelha. Alguns adereços compunham a figura: um par de brinquinhos de cabacinha em ouro; alguns anéis e colares de pouco valor, bijuteria.

Um dos meninos tinha um defeito na perna direita, que parecia mais curta que a outra. Outro era muito magrinho, tinha um rodamoinho na testa que provocava o arrepiamento do cabelo naturalmente.

Ele era casado pela segunda vez. A menina era do primeiro casamento.

Perguntou para o chefe da família quando começaram os problemas na casa, ele informou que foi a partir de janeiro.
__ Senhor Antônio como foi o primeiro fenômeno que aconteceu?
__ Eu vinha vindo do serviço mais ou menos as 17,00 horas, atravessei a cidade e ao chegar perto de minha casa notei um muro caído. Procurei informar mas ninguém soube explicar direito como aquilo aconteceu.
__ Mas o que tem haver a queda do muro com as coisas que andam acontecendo em sua casa?
__ Primeiramente eu pensei que não tinha nada haver, mas depois fiquei sabendo que quando o muro caiu houve alguns sons esquisitos vindo lá de casa. Os cachorros acuaram e depois correram todos e foram cada um para suas casas com os rabos entre as pernas. Os gatos saíram em disparada e se esconderam numa moita de amurici.
__ E aí o Senhor concluiu que alguma coisa estava acontecendo em sua casa?
__ Isso mesmo! Fiquei meio arrepiado ao chegar lá. Uma cadeira estava no teto. A porta fechava e abria, lápis, canetas e pequenos objetos ficaram esparramados pelo chão. Fiquei sabendo pela minha mulher que as moedas que estavam nas gavetas sumiram todas. Algumas peças íntimas também desapareceram.
__ O muro pode ter caído, ou alguém derrubado, não é mesmo?
__ Pode, não sei por que mas eu lembrei logo da Bíblia: “Os muros de Jericó caíram ao som das trombetas da oração”.
__ O Senhor é muito religioso…
__ Sou! Participo de quase tudo aqui na Paróquia.
__ Hoje está bem calmo por aqui. O que será que acontec…

Nem tinha terminado de falar e um garfo saiu voando em direção à porta de sucupira e ficou fincado naquela madeira dura.

Uma luz acendeu e apagou-se e uma seqüência de fatos inexplicáveis aconteceram bem na frente do Osvandir. Ele ficou boquiaberto.

Quando ia entrando num quarto para fugir das facas que vinha para seu lado tropeçou numa colher, destas grandes, de servir comida. Estava toda retorcida que ele até lembrou do Uri Geller, que quebrava os cabos das colheres na TV.

Osvandir quis saber de onde vinham as forças que comandavam todas essas ações. Novamente teve lançar mão do seu velho companheiro notebook.

Notou que só quando Maria estava presente as coisas aconteciam.

Cada vez que passava por um poste, a luz apagava bruscamente. Quando estava presente, as agulhas das bússolas giravam descontroladamente, alguns tipo de relógios eletrônicos paravam.

Osvandir pegou um cabo de vassoura e bateu no forro, várias moedinhas caíram lá de cima. Ela as transportava para cima do forro da casa através do fenômeno conhecido por telecinésia.

Contaram-lhe que certa vez quando quebrou o braço os médicos ficaram assustados, no raio-X tinha agulhas, alfinetes e outros objetos.

Pedras e cacos de telha caiam dentro de casa, atravessando paredes ou telhado. Isto é considerado pela ciência como Aporte um fenômeno Parapsicológico em que a telergia exteriorizada desmaterializa e depois materializa novamente objetos.

Osvandir ficou sabendo que ela praticou a levitação e sustentava o corpo no ar a uma altura de um metro, este fenômeno é conhecido como Telergia.

Quando passava, todos poderiam perceber um leve perfume no ar, aquilo que os cientista chamam de Osmogênese.

Transformava a energia de seu corpo provocando fogo espontâneo onde queria. Sempre dirigia o fogo para peças íntimas que estavam no guarda roupa da sua madrasta ou da empregada.

Fazia uma espécie de tatuagem nas pessoas, queimando, de leve, a pele formando e o desenho.

Uma vez chegou a imprimir uma figura numa máquina digital, fenômeno conhecido como Escotografia.
Osvandir perguntou se podia repetir este fenômeno na sua frente e ela tentou, tentou e não conseguiu nada, aparentemente…

Comprovado que todos os fenômenos partiam da garota e seria um caso sem solução se ela permanecesse ali, pediu a seu pai que a mandasse para a casa de sua avó.

Ao chegar em casa Osvandir foi passar as fotos para o computador e ficou muito surpreso. Na última foto tinha um objeto que ele não tinha fotografado!

Manoel Amaral

Fontes:
http://www.youtube.com/watch?v=lefiHhUYtyE
http://oepnet.sites.uol.com.br/fenomenosparapsicologicos.htm
www.viafanzine.jor.br/ufovia – Artigo Reinaldo Coutinho – O Fogo Maldito

Imagem: Ana Luisa Cid – Ufóloga do México