SEIS TONELADAS DE MACONHA

SEIS TONELADAS DE MACONHA
Imagem Google, puramente ilustrativa

Seis toneladas de maconha apreendida agora de manhã de 21 de julho de 2015, em Pará de Minas, próximo a Divinópolis.

Achei um absurdo! Aí fui consultar o Senhor Google, pura inocência, isso já vem acontecendo há muito tempo em todo país.

Não mencionam mais quilos e sim tonelagem. De carreta, de barco, ônibus, avião ou de carro, todo tipo de veículo eles usam. Não achei em trem porque não tem, se tivesse o peso seria muito maior.

Não tem como esconder mais, é droga por todo lado.

Essa de hoje foi encontrada na Zona Rural em um paiol. Em vez de milho acharam os famosos tabletes do tamanho de um tijolo.

Estava ocupando um espaço muito grande naquela construção rústica lá  no meio do mato.

Rastos de pneus de caminhão ainda se via no local e significava que estava pesado pelo o afundamento da grama.

Os fazendeiros não sabiam informar quem era dono do “material”.

Foi uma apreensão da polícia que há muito tempo vinha monitorando a rota desta erva maldita.

Manoel Amaral

A ROTA DA MACONHA

A ROTA DA MACONHA

Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco.
Entrando o fim do ano, os maconheiros ficam doidos pelo produto.

Os produtores do Paraguai também querem atravessar com a droga de qualquer maneira: de carro, caminhão, barco ou avião. Trem não tem, porque se tivesse iriam toneladas.

A praga é tão grande que até aplicam aquele velho esquema de levar cinco veículos cheios. Enquanto o carro de piranha é pego (pêgo) os outros passam livremente.

Assoalho duplo nos caminhões é coisa rotineira. Debaixo de outros produtos então, nem se fala. Até em carroça de mudança e pneus recheados de carretas.
Partem de vários pontos do Paraguai com a finalidade de atingir São Paulo, até de Foz do Iguaçu/PR.

Os mais de cem nomes da Erva do Diabo são poucos para tanta imaginação.
Outro dia pegaram um carro tão cheio de tabletes que quase não se via o motorista.

As estradas estão infestadas dos “laranjas”, como formiguinhas transportando as folhinhas.

E a polícia apreendeu, seis toneladas, em 2014, em Laranjeiras do Sul, no Paraná.

Outra notícia também deste ano: um caminhão com mais de 15 toneladas de maconha, próximo a Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande.

Já pensaram, agora não contam mais em quilos, mas em toneladas. Um verdadeiro absurdo, inacreditável e como dizia meu avô “coisa do outro mundo.”
O haxixe é consumido em toda parte, virou epidemia.

Desde São Paulo, até a menor cidade do país, lá está o Cânhamo.

E o cigarro é chamado de: baseado, tora, beise, fumo, bagulho e fininho em várias partes deste enorme país.

A Diamba está no cardápio de milhões de brasileiros, uso diário, maior que o cigarro, outra droga que mata muita gente, mas é oficializada.

Ainda fazem mistura com outras drogas: Freebase(maconha com cocaína) e Mesclado ou Cabralzinho(maconha com crack). 

Imaginem só, a Danadanão presta e ainda é associada a outras drogas piores ainda, um verdadeiro coquetel da morte.

 A Cannabis, quando contém pouca quantidade é denominada Fino ou Perninha-de-Grilo.

Já quando é maior, o cigarro da Maria-Tonteira é conhecido como Bomba, Vela, Tora, Charolão, Pavio e uma infinidade de outros nomes mais estranhos:  Preto, Amarelinho, Palha, Torba, Bração de Judas.. Tudo de acordo com a Região do País.

E para quem gosta de música tem um local aí que ela é chamada de Ramones ou 12aba, sem racismo tem a Cabeça de Negro.

E se no outro dia você quiser apagar tudo, tem aquela chamada Borracha.

São nomes e mais nomes: Chá, Bronze, Strovo(seria assim mesmo? Não seria Estorvo?),  Manga Rosa, Pau Podre, Diamante Negro, Chocolate, Queijo, Mofu, Madeira, Lenha, Tijolo (acho que neste caso seria o tablete).

Tem muito nome de mulher no meio: Maria, Ju-Ju, Mary Jane, Marijuana, Apito de  Ana, Joana, Prima Mari.

Cidades temos: Taco Venezuelano, Panamá, Acapulco Gold Bamba, Verde Chicago e Canadian.  

Até futebol está no meio: Bolae Tostão.

O Pote de Ouro que não fiquei sabendo se referia ao tablete ou o cigarro da Marvada.

E a alegria de todos é “Charuto da Felicidade

O assunto está tão escrachado que até Árvore de Natal feita com pé de maconha e com bolinhas idem, já circulou na internet.

Manoel Amaral

OS FRANCESES NO BRASIL I

OS FRANCESES NO BRASIL I

Imagem Google
Terra da Copa do Mundo

“A sociedade é muito hipócrita… só lembra-se de ser brasileiro durante a copa.” Gustavo Sousa – Site: Pensador
O Brasil é o país do futebol, nesta época ninguém pensa em mais nada.
No mês de junho será feriado do dia primeiro ao dia trinta. Ninguém fará mais nada além do pensar em futebol.
Que venham os turistas, não nos responsabilizamos por nada.
E aquele turista francês que aqui chegou e foi fazer turismo no Amazonas? Acabou comido por uma onça pintada!
E o outro que foi para o Pantanal, queria ver a natureza e acabou engolido por uma sucuri de 12 metros.
Outro turista, não muito versado em águas de nosso país, entrou num rio, louco para fazer xixi e quando acabou sentiu uma dormência no pinto; era aquele peixinho que não mede mais que meio centímetro que subiu pelos seus canais. Segundo a Wikipédia é:
O Candiru (Vandellia cirrhosa), também chamado de canero ou peixe-vampiro, é um peixe de água doce que pertence ao grupo comumente chamado de peixe-gato.
Imagem Google
Para retirá-lo só através de operação, do contrário a pessoa morre. E lá no mato não tem hospital.
Fora mais de  duzentos que foram mordidos por escorpiões, cobras e formigas gigantes.
Um grupo foi cercado por índios que levaram tudo, deixando-os só de cuecas e calcinhas.
No centro de São Paulo, a maior cidade da América Latrina, vários foram assassinados por balas perdidas, sem chance de serem processados. Corpos não reclamados foram enterrados em vala rasa, sem nenhuma identificação.
Os que foram para as favelas fumar uns “browns” ou cheirar “polvilho” tiveram toda a grana roubada.
Já aqueles trouxas que procuravam aluguel de camas mais baratos foram mortos e seus corpos jogados no mar com uma pedra amarrada ao pescoço.
Outros vieram para o turismo sexual e acabaram enganados por travestis que lhes roubaram todo o dinheiro e outros pertences.
Então, se tiver querendo fumar um cigarrinho tranquilo, debaixo de uma árvore, sem ladrão, nem ninguém para incomodar é só ir par a “boca do fumo” e solicitar o a “erva do diabo” que todos sabem o que é.
Em cada estado tem um nome, para evitar complicação, resolvemos informar o nome da maconha e suas denominações.

Imagem Google
Para os turistas menos informados, aqui em nosso país a maconha ou o seu cigarro podem ser chamados por: Aliamba, Americana, Banza Belo, Belota Bhang, Bina, Birra, Birro, Bóia, Borete, Breu, Bunfa, Camarão, Cangonha, Canja, Canjinha, Capim, Capuchet, Carne-seca, Caroço, Caroçuda, Chá, Chiba, Chibata, Chirona, Churriado, Come-e-dorme, Congo, Diamba, Douradinha, Erva do norte, Erva maldita, Erva maligna, Erva Fininho, Fumo, Jero brabo, Fumo d’angola, Fumo louco, Grama, Jaraqui, Jasco, Jerê, Jererê, Kif, Lombra, Malva, Manga, Manga rosa, Marola, Maronha, Massa, Mato louco, Half, Liamba, Rama, Tarugo, Terere, Tijolo, Melro, seco, Mexicana, Ópio de pobre, Palhão, Planta do diabo, Xibaba, Xinfra.
Manoel Amaral

Osvandir.blogspot.com.br

FICHA SUJA

FICHA SUJA
Imagem Google

A ficha policial era grande, dava para atravessar a rua e atingir o outro lado do quarteirão.

Já tinha feito de tudo: roubado, assaltado, matado, bebido, fumado, cheirado e espalhado o terror por aquelas bandas.

Era mesmo um “mau elemento”. Preso, não ficava na delegacia, entrava numa porta e saia pela outra. E logo estava assaltando as pessoas ou então planejando jogar dinamite nos caixas eletrônicos dos bancos do centro da cidade.

Ele nascera na periferia, mas gostava de fazer os seus trabalhos bem no centro da cidade. E fazia mesmo, era o maior bandido da região.

Gostava de trabalhar sozinho; bebia todas, fumava alguns, mas não era bobo, viciado nem pensar. Todo dia aparecia nos jornais.

Há muito que vinha planejando dar um golpe maior, queria ficar rico.

Conseguiu dinamites, encomendou os pregos chamados “miguelitos”.

De posse das armas partiu para a cidade vizinha com mais três colegas.

Em lá chegando de manhãzinha, foram direto para a delegacia e colocaram os pregos com a finalidade de perfurar os pneus dos carros da polícia.

Numa das entradas explodiram um carro velho para chamar a atenção para aquele lado. Com o barulho, muitos vizinhos foram para aquela região para saber o que estava acontecendo.

Lá no centro, entraram em dois bancos simultaneamente e colocaram as bananas de dinamite nos caixas e acenderam os pavios.

Assim que houve a explosão, eles foram entrando e apanhando o dinheiro liberado dos cofres pelo impacto.

A polícia tentou segui-los, mas com a falta de gasolina e os pneus furados, ficou muito difícil.

Comunicaram o assalto para a cidade mais próxima que montou barreira em todo o trecho da BR, até a cidade vizinha.

Com muito tiroteio e bandidos feridos, conseguiram prender a quadrilha. Um fugiu o que estava transportando o dinheiro.

O jornal anunciou que fora preso pela milésima vez Tonin, o chefe da quadrilha, com apenas onze anos

Com eles a polícia encontrou dez armas, incluindo uma submetralhadora .45, três pistolas 9 mm, três pistolas 380, duas pistolas .40 e um revólver calibre 38. Também foram apreendidas 400 munições de calibres diversos, quatro coletes à prova de balas, luvas e quatro “balaclavas”, aquele gorro que encobre o rosto.
O banco não revelou o valor roubado… Como sempre acontece.
Manoel Amaral
www.casadosmunicipios.com.br

O CASO SOUZA


“Não fume, pois neorônios você tem milhões, mas pulmões você só tem dois.”

(Bob Marley)

Souza estava sempre tristonho, amarrotado, mal passado, gosto amargo na boca e no coração.

Fim da vida, internado, sem ninguém para cuidar daquelas dores reais.

Família não vinha vê-lo, tinha que pagar por um cuidador de idosos.

Não deixaria herança, estava fadado a passar os seus últimos momentos ali sozinho, sem ninguém, pelo SUS, até sem enfermeiros.

Entubado e amarrado, para não cair da cama, com aquele lençol encardido, um roupão simples, quase branco, do hospital de uma cidade qualquer.

Souza tivera muitos amigos quando ainda possuía dinheiro para pagar as farras. Agora ninguém vinha visitá-lo. Nem um papinho, nem um minutinho, nem um cigarrinho, nem uma pinguinha!

Até o seu melhor amigo, o João, aquele que vivia sempre com ele, não apareceu.

Souza era um grande cara, estava sempre rodeado de amigos. Bebia muito, fumava muito, vivia na noite, dormia de dia.

Começou a fumar aos quatorze anos quando foi numa pescaria com seu tio, lá pras bandas do rio. Diziam que era para matar mosquitos.

Era o pior cigarro, mais barato e fedorento: Saratoga.

Tomou gosto pela coisa. Estava sempre com um na boca mesmo apagado.

Fumou todas as marcas: Yolanda, Dalila, Neuza (mentolados), Odalisca, Continental, Camel, Minister, Hollywood, Mistura Fina, Liberty, Marrocos, Eldorado, Ascott, Negritos, Fulgor, Cigarrilhas Talvis e foi até colecionando algumas mais bonitas.
Passou até a vender fumo no mercado. Suas roupas eram todas furadas pelas brasas dos cigarros.

A fumaça invadia todos os locais onde estava, incomodando a todos não fumantes.
Disseram para ele que o fumo provocava:
-Diminuição dos batimentos cardíacos, da pressão arterial e da respiração.
-câncer do pulmão, da boca, da garganta, do esôfago da laringe e da bexiga.
-Angina de peito e infarto do miocárdio.
-Isquemias ou hemorragias cerebrais.
-doença pulmonar obstrutiva crônica.
-Maior risco de contrair câncer dos rins, pâncreas e estômago.
-Tosse típica.
-Maior probabilidade de sofrer bronquite crônica e enfisema.

Ele respondia que o seu avô fumava, o seu pai fumava e nunca tiveram nada e assim ele ia continuar fumando.

Mas a sua doença foi só aumentando: aquela falta de ar. Quase “subia pelas paredes”!
Falaram para ele voltar aos cigarros de palha, para fumar menos. (Cigarro de palha apaga toda hora, os outros não apagam porque tem pólvora).

Qual o quê, Souza arrumou um tição de fogo e ficava o dia inteiro acendendo o maldito cigarro de palha.

Daí foi parar no hospital, não tinha dinheiro para pagar. Ficou ali numa cama malcheirosa, seguindo o destino final.

Se tivesse algum dinheiro para gastar ou herança para distribuir o seu quarto continuaria cheio de gente, como não tinha nada disso a solidão baixou para o seu lado.

Ninguém nem sabia o seu nome completo, só o conheciam por Souza.
Morto e enterrado. Lá na certidão de óbito estava escrito o seu nome completo: Souza Cruz.

Manoel Amaral