OS PROFESSORES DO FUTURO

OS PROFESSORES DO FUTURO

Imagem Google

Estamos em 2062, pelo programa inventado por um brasileiro, hoje trilionário, um tal de Osvanir, filho de Osvandir, denominado “Lei do menor esforço”; os estudantes não precisavam mais ir as escolas.

Para formar-se em qualquer curso, bastava apenas ir a um dos milhares de laboratórios de Brasileia e solicitar a implantação de um minúsculo (e põe minúsculo nisso, menor que um pontinho final) chip no cérebro na região específica.

“Vai um curso de Matemática Avançada aí? Passe em nosso Curso Espacial do Professor Osvanir e implante o seu”, dizia a propaganda.

“Quer ser um cientista completo? Só demora um segundo e clic, está instalado o seu Curso Completo de Medicina Nuclear”, dizia outro texto que passava em várias telas por todo lado.

Não tinha mais Professor, nem aluno, nem escola, nem livro em papel, nem muitos dos aparelhos eletrônicos do passado recente.

O maldito celular foi banido de todos os países, agora foi criado um simples dispositivo implantado na orelha de cada cidadão, para comunicação. Óculos não existem mais, apenas uma membrana colorida abre e fecha conforme a necessidade de proteger-se da luz.

Osvanir, PHD em vários assuntos, havia estudado eletrônica, mecatrônica e nanoeletrônica e resolvera, num golpe de sorte, criar a ONG (Osvandir Nova Geração), em homenagem a seu pai.

A empresa espacial, (as minúsculas peças eram criadas no espaço) ia de vento em popa. Tudo estava dando muito certo. Até criara o Museu Universal, onde você poderia aprender sobre o passado da humanidade, desde o homem das cavernas até a era da conquista espacial.

Na década de 15 (2015), os alunos violentos estavam assassinando os professores em sala de aula. Brigas, bullyngs, guerras de torcidas de futebol, políticos corruptos tomaram conta de tudo.

Veio a 4ª Guerra Total, os EUA, Inglaterra e Israel ficaram destroçados. Em 2050 tudo foi recuperado, os campos de guerra viraram campos de produção.
Onde outrora existia a bela cidade de New York, hoje verdeja uma enorme plantação de milho americano.

A minúscula ilha inglesa hoje só tem batata, as cidades foram todas destruídas. O Big Bem há muito parou de dar as suas badaladas. Dos palácios chiques só sobrou as lindas fotos tridimensionais.

Em Brasileia, tudo ficou diferente, mas para melhor. As cidades não eram mais exageradas, tinham um tamanho padronizado: Grande, média, pequena e não cresciam além da conta. Tudo era planejado eletronicamente.

Numa das visitas ao Museu Universal os alunos (não arranjaram palavra melhor) viram como era as aulas em 2020: O Professor ficava numa redoma de vidro, à prova de bala, para evitar assassinatos. Depois criaram o Professor Holográfico, apenas uma projeção, mas as guerras entre os alunos continuavam. Até que o nosso brilhante Professor Osvanir teve a ideia de criar a ONG (Osvandir Nova Geração).

A partir daí tudo se tornou mais fácil, não existia mais nem alunos e nem professores, apenas um laboratório fazia tudo.

Agora já estão projetando para o futuro, o nascimento de crianças com os Chips do Saber implantados em seus cérebros. Há muito que as mulheres não tem mais este incômodo de gerar crianças, são todas produzidas nos laboratórios das Centrais de Reprodução Humana.

Engraçado, uma coisa a ONG não conseguiram mudar, a maneira de pensar e viver do brasileiro. O mineiro, o carioca, o paulista, o baiano, o nordestino, os do sul; tudo no mesmo estilo. Foi até bom esta diversidade, aí reside a alegria de nosso povo: a diversificação.

Atualmente estão até estudando este assunto para implantá-lo em outros países.

Não havia mais guerras, aprenderam finalmente, a lição.

E SALVE A PAZ, invenção de um brasileiro!

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com.br

OSVANDIR E A VIAGEM NO TEMPO

“Sobre o fascinante tema viagem no tempo,
os egípcios assim como Einstein
viam o tempo como algo estático,
nós é que nos movimentamos nele.”
Fábio Bettinassi

Aquele avião, um Fokker 100, estava com problemas. O tempo chuvoso sobre São Paulo interferia em sua rota. Raios e trovões pipocavam no céu.

Esta aeronave havia decolado do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e seguia para Campo Grande (MS).

Vinte e quatro passageiros e cinco tripulantes estavam apreensivos quanto aos seus destinos.

Fizeram um pouso forçado perto de Araçatuba, a 535 quilômetros de São Paulo, numa pequena fazenda, atropelando uma vaca.

Apenas quatro passageiros tiveram ferimentos leves, os outros somente uma ligeira crise nervosa.

Não houve explosão ou qualquer tipo de incêndio. Várias viaturas policiais e ambulâncias compareceram ao local.

Osvandir, entre os aflitos, pegou suas malas aproveitou uma carona e seguiu para Birigui (SP), cidade mais próxima.

No caminho via as paisagens e achava qualquer coisa estranha. Conhecia bem aquele local e aquela não parecia ser a estrada para onde ia.

Na cidade, andando pelas ruas, perguntou a um velhinho que por ali passava, como era o nome daquela praça. Osvandir ficou assustado, à proporção que firmava a vista, aquele velho de repente ficava jovem e depois velho novamente.

Mais apavorado ainda ficou quando o velho respondeu:
__Eu não sou deste tempo e nem desta cidade.

Qualquer coisa estava se passando e ele não sabia o que era.

Seria algo relacionado com o vôo? Poderia ter batido a cabeça na queda do avião?

Com essas perguntas todas, procurou a farmácia mais próxima e pediu um comprimido.
__Você tem Neosaldina?
__Claro. Vai tomar agora? Quer um copo com água? __ O funcionário notou a sua confusão mental e pediu que ele se assentasse.
__Pode trazer a água, estou mesmo precisando, __ respondeu Osvandir.

O funcionário, muito solícito, quis saber o que estava se passando:
__O que aconteceu?
__Sou um dos passageiros do acidente de hoje.
__Quer que chame um táxi para levá-lo ao hospital?
__Não, não é necessário. Tem um hotel aqui perto, vou descansar um pouco. Muito obrigado pelo atendimento.

Saiu dali cambaleando, apoiando-se nas paredes das casas. Entrou no hotel preencheu as fichas. Sentiu um calafrio a percorrer-lhe pela espinha dorsal quando leu a data que constava no documento.
__Quatro de março, tem qualquer coisa errada. __ Falou baixinho.

Subiu para o quarto. Arrumando suas malas deparou com o seu cartão de crédito, sentiu um estremecer, um arrepio. Atirou aquele objeto no chão. A data das fichas de registro voltou a perturbar a sua mente. __ Como pode ser quatro de março, se estamos em quatro de fevereiro? Havia viajado um mês para o futuro?

Dormiu cerca de uma hora, tomou um banho e desceu para o almoço.

Ao descer as escadarias para atingir a rua, viu as placas de uma casa lotérica. Teve um impulso, entrou ali e anotou todos os resultados das loterias daquela semana, até do bilhete da Loteria Federal. Pensou: __ Se tiver mesmo no futuro, quando voltar ao presente, posso ficar rico. Basta jogar os números daquela semana.

No outro dia, já recuperado, procurou viajar para sua cidade, desta vez de carro, não queria nada com aviões. Mas as chuvas, os trovões e raios o perseguiam. O carro sofreu uma descarga elétrica, saiu da pista e foi parar no acostamento, bem próximo de um despenhadeiro. Novamente sentiu um calafrio em todo corpo!

Recuperando do susto, seguiu pela estrada contando os fatos para o motorista, sobre a sua estranha viagem ao futuro. Ele fez de conta que acreditou para agradar o passageiro.

Dias se passaram e chegara o primeiro de março. Entrou numa casa lotérica e comprou bilhetes para os cinco dias seguintes, tomando o cuidado de preencher tal como anotara no seu caderninho; não encontrou o número que queria da Loteria Federal.

Aguardou ansiosamente os resultados de cada dia, acertara apenas alguns números em cada bilhete. O que teria acontecido? Então não fora ao futuro?
Tentou encontrar a solução na internet. Começou pelo dia primeiro, uma segunda-feira, quando jogou na Quina. Digitou os números para pesquisa e encontrou um arquivo da Caixa, datado de março de 2009. Todos os outros resultados foram parar no mesmo mês e ano.

Osvandir havia viajado no tempo; para o passado…

MANOEL AMARAL