OSVANDIR E A INFLUENZA

“Tudo por dinheiro, até gripe suína criada em laboratório…”
Porcina, tia do Osvandir

Um avião saíra da Argentina, seguia pelo espaço, levando 154 pessoas de vários paises, para uma Convenção sobre o meio ambiente no Canadá.

Um dos passageiros começou a passar mal e foi ao banheiro. Tossia muito, tinha dor de cabeça, seus olhos estavam vermelhos e tinha febre alta. Olhou para cima, havia um tubo de ar condicionado que tinha ligação com o recinto onde acomodavam as demais pessoas.

Como bom terrorista que era, tossiu bastante ali, naquele recinto fechado, até cair desmaiado. A sua missão estava cumprida. Milhões de pessoas, em vários paises, seriam contaminadas por aquele vírus mortal.

Daí meia hora todos os passageiros estavam tossindo e com os rostos vermelhos. O piloto e o co-piloto, como estavam isolados, nada sofreram. Foram alertados pela aeromoça.

Imediatamente entrou em contato com a Central do Aeroporto; em retorno recebeu um comunicado de que o avião não poderia pousar no Canadá. Deveria retornar ao país de origem.

Quando tudo parecia perdido, eis que aparece Osvandir com suas idéias malucas. Quando ficou sabendo do ocorrido por seus informantes secretos, voou direto para a Argentina, chegando primeiro que o avião infectado.

Uma maleta preta, esquisita, brilhava na sua mão direita. O que seria aquilo? Só poderia ser mais um truque do Osvandir.

Ao chegar em Buenos Aires, o Aeroporto Internacional Eizeiza já estava todo isolado. Ninguém poderia desembarcar quando o avião suspeito pousasse.

Logo ao chegar, apresentou as suas credenciais aos policiais que formavam o cerco naquele local.

Alguns tiraram fotos de Osvandir com seus celulares. Mas logo foi requisitado pelos cientistas de plantão para apresentar a sua solução para mais este caso.

Entre vai e vem, conversa pra lá e pra cá, mais um cafezinho ou uma taça de vinho, os cientistas acabaram concordando com as idéias práticas do nosso herói internacional.

Seguindo suas instruções, assim que o avião pousasse, apenas o piloto, co-piloto e a aeromoça que não estavam infectados, deveriam descer.

Acontece que anteriormente, em laboratório brasileiro, Osvandir pode observar que um mosquito da Dengue quando picava alguém que estivesse acometido de gripe suína, H1N1, ou gripe A, por incrível que pareça, essa pessoa, não morria. O mosquito levava o vírus junto com o sangue sugado.

Então agora todos já sabem que dentro daquela maleta transportada por Osvandir estavam dezenas de mosquitos da dengue.

Com o esquema todo montado, assim que o avião pousou, com toda precaução, a caixa foi injetada no seu interior. Um breve silêncio se ouve, depois os passageiros ficaram apavorados, mas foram tranquilizados e que não precisariam ficar preocupados pois sairiam dali com vida.

Os mosquitos da dengue, daqui de nosso país, cumpriram a sua missão, sugaram o sangue de todos os passageiros.

Depois de uma hora, um a um, foram descendo daquele avião, já com melhoras visivelmente notada em seus rostos.

Terminada a missão, o avião foi totalmente desinfetado por inseticida.
Alguns mosquitos escaparam para a floresta mais próxima.

Dias depois Osvandir leu uma notícia preocupante num jornal:
“Dr Leonard Horowitz , cientista, denuncia que vírus da gripe suína foi fabricado em laboratório, combinando pelo menos três cepas de temíveis vírus, inclusive, o da gripe espanhola.”

Outro jornal completava o assunto:
“O surto está sendo provocado por uma combinação jamais vista, um super vírus (H5N1) formado por quatro tipos diferentes combinados em apenas um supertipo, o super vírus é composto por um vírus aviário, um humano e dois suínos (um de origem europeia e outro asiático).”

MANOEL AMARAL

A GRIPE ESPANHOLA

A GRIPE ESPANHOLA
“Não hay medicina para el miedo”
Provérbio Escocês
Logo depois da 1ª. guerra mundial, já na década de vinte, a gripe espanhola matou muita gente.
Em S. Gonçalo Velho, distrito de Pará de Minas a gripe ou peste, como era conhecida, assolou a região. O cemitério não comportava tantas covas.
Nos Povoados de Braúna, Campo Alegre, Prata, Quilombo, Venâncios, Moinhos e Curral, em toda a zona rural, em geral, os velhos e as crianças eram os primeiros a tombarem.
Muitos se salvaram como foi o caso do Senhor Marciano, pai do Senhor Matozinho Silva, lá do Povoado de Braúnas.
Numa manhã de junho ele amanheceu tossindo e com febre alta, ficou uma semana doente, cada dia piorando mais. Não saiu da cama. Dizia que tinha fogo por dentro. Os intestinos ardiam, queimava o estômago. Não conseguia nem fumar.
Os sintomas eram muito parecidos com a gripe comum: febre alta, cansaço, dores musculares, tosse, fadiga, surgiram pessoas com vômitos e diarréias.
Só uma água geladinha que vinha da grota, era aceita pelo corpo.
A dor de cabeça aumentava, ficava latejando. As juntas doendo e fogo por dentro.
O médico receitou alguns remédios e os chás caseiros também, nada adiantou, o seu corpo só debilitando.
Naquela manhã, depois de várias noites em claro, tomou uma decisão.
_ “Mulher, prepare uma cuia cheia de sal amargo com água da grota”
A mulher lá foi buscar a água, desceu com dificuldade as trilhas da fazenda encheu a cabaça e subiu o morro. Em casa procurou a cuia, pegou o vidro de sal amargo, tirou umas quatro colheres pôs junto da água.
Senhor Marciano bebeu aquela “coisa ruim”, que desceu a garganta abaixo como bombeiro apagando o fogo. Foi “tiro e queda” no outro dia o homem estava de pé na cozinha, as 5 horas, querendo o café da manhã.
Sua esposa fez logo um cafezinho, trouxe o queijo e biscoitos. O homem devorou tudo, depois daquelas férias do estômago…
As dez horas já queria o almoço. Um franguinho caipira foi abatido, o angu e o quiabo já estavam à mesa.
_ “Meu pai comeu até não poder mais, não teve mais nada, viveu o resto de seus dias sem nenhuma doença grave”, afirmou o nosso amigo Matozinho.
MANOEL AMARAL