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2015 – O Ano do Fim
Capítulo
O Inferno

“O fim do mundo começou…” (Avô do Osvandir)
O ano de 2015 estava chegando, um grande planeta aproximava-se da terra. Isto fora previsto há uns 30 anos atrás, mas ninguém deu ouvidos para o fato. Não tomaram medidas para alterar o curso do astro.

A lua saiu da sua rota,sinais no céu e na terra, o cataclismo alterou os polos da terra. O polo Norte estava em outro lugar; grande choque na crosta terrestre. As calotas polares derreteram-se e aumentaram o nível das águas do mar. As cidades litorâneas desapareceram. Minas Gerais virou mar, lindas praias apareceram por todo lado, crianças inocentes brincando na praia, alheias aos acontecimentos.

Vários eventos acontecendo: bolas de fogo caindo por toda parte, sol soltando labaredas de milhares de quilômetros, clima insuportável.

Ninguém saberia dizer se faria sol ou chuva. Chuva de granizo por todos os cantos da terra.

Os vulcões, gêiseres, maremotos e terremotos agitavam os continentes.

Até vulcão extinto voltou a soltar fumaça de quilômetros e lava correndo para o mar.

Na China, Japão e em toda Ásia não passava um dia sem um terremoto. A população em polvorosa, um desastre difícil de narrar. Ondas gigantes destruindo cidades inteiras, milhares de mortos por todos os lados.

A crise financeira mundial viu bancos quebrando, empresas falindo, comércio retraindo e empregos sumindo. O Dólar e o Euro sofriam desvalorização diária. Os países ricos, de repente se tornaram pobres. Por incrível que pareça o Real continuava como a única moeda estável. O emprego moderno desapareceu, muitos voltaram para a zona rural, praticando aqueles trabalhos de seus avós.

O Presidente que daria solução para o mundo, não estava aguentando tantos problemas.

As doenças chegaram a todos os países, cada vez mais fortes. Gripes Suína, a influenza A (H1n1) e a Gripe Canina (Ch1n4) com origem na China e outras desconhecidas, sarampo, meningite, febre, alergia, AIDS, vaca louca, um vírus novo, criado na internet, atacava quem ficava muito tempo no teclado e uma série de males para atormentar o povo, já quase sem esperança.

A mudança climática já se fazia notar em toda parte. Bactérias causando temporais de chuva ácida espalhando o terror pelo planeta.

Na África grandes incêndios queimando milhares de quilômetros quadrados, deixando para trás um calor arrasador e um chão completamente limpo, sem nenhuma vegetação, só cinzas. Centenas de  pessoas desaparecidas e animais completamente torrados.

Na América do Sul grande perda com a produção agropecuária ameaçada pela seca mais grave dos últimos 50 anos, cujo prejuízo  chegou a bilhões de dólares, causando conflito entre produtores e Governo. O que sobrou, veio a chuva e levou.

Intensa onda de calor que atingiu a Ásia e a Austrália, provocando caos total,  deixando sem eletricidade milhões de  pessoas, afetando a circulação dos trens e o trânsito em geral.

Grande parte do mundo já sentia as consequências da falta de água doce. A Amazônia já estava suprindo o resto do mundo. Navios de vários países  vinham aqui buscar água.
Capítulo II
O Olho que tudo vê


A internet virou um mundo à parte. Os spans enchiam as caixas dos internautas e ninguém sabia de onde vinham, aquilo virara um inferno, tudo cruzando na tela do computador. Os atuais foram engolidos por outros softs maiores e melhores, dos próprios governos. Cada qual queria alcançar o internauta primeiro. A era do “olho que tudo vê” havia chegado a tal ponto que tudo girava em torno do computador. Todos recebiam uma senha implantada na testa ou mão direita e começava pelo número 666.

A guerra agora era praticada na rede. Não precisavam de exército, tanques, soldados e nem canhão. Os hackers mandavam foguetes para onde queriam, uma espécie de Guerra do Golfo, ampliada, alcançando o mundo inteiro. Era um Apocalipse Total!

As grandes agências mundiais de espionagem não precisavam mais viajar, pesquisar, estava tudo na internet para quem quisesse ver.

Um brasileiro de 14 anos, inventou um simples programinha que engoliu os grandes softwares  financeiros. Ele tinha a capacidade de retirar de cada banco e cada conta bancária um valor predeterminado e transferir para outras contas indicadas. O menino ficou bilionário e nem foi preso.

As grandes profecias dos Maias, Nostradamus e dos Profetas Bíblicos se cumpriram. A terra estava um verdadeiro inferno, um Juízo Final!

No meio de tanta desgraça, Osvandir resolveu consultar um Profeta do Cerrado de Mato Grosso. Pegou o carro elétrico, pois não existia mais gasolina como combustível, seguiu para uma pequena cidade do interior e lá estava o Profeta falando para o povo.

Aguardou até que ele terminasse o discurso e foi perguntar-lhe o que seria do mundo.

–Quando teremos uma pausa de tanto sofrimento pelo mundo?                               
–Haverá uma reunião para a Nova Ordem Mundial entre os grandes líderes e aí aparecerá o Grande Irmão (Big Brother), um fato novo será anunciado e todos os povos terão paz.

–Mas quem é este Grande Irmão?

–Ele não é deste mundo. Ele virá para trazer a tranquilidade para o povo.

Osvandir saiu dali pensando: seria o Grande Irmão um ET? Foi consultar no computador mais próximo. Clicou no buscador e lá saiu: O “Grande Irmão” (ou “Irmão Mais Velho”, em inglês: “Big Brother”) é um personagem fictício no romance 1984, de George Orwell.

Não satisfeito pesquisou em vários sites e chegou a conclusão que o Grande Irmão era o Facebook, que tem os dados de todas as pessoas do mundo e sabe o que todos querem comprar ou vender, namorar, casar ou enrolar. Sabe de tudo da vida de cada cidadão.

De repente, quando estava chegando a esta conclusão conclusiva, sentiu uma coisa pesada cair em sua testa. Assustou-se. Acordou.

Estava debaixo de um pé de jaca, próximo de uma igreja, no interior de Minas, onde pesquisava o aparecimento de um estranho Disco Voador em formato retangular, que aparecera em um canavial.

Por via das dúvidas levantou-se, entrou na igreja e foi rezar.


Manoel Amaral

(site de minha netinha de 11 anos e já escritora)

O SOLDADINHO DE PLÁSTICO

O SALDADINHO DE PLÁSTICO
Imagem Google

Naqueles tempos, onde não tinha apagão e nem Ministro Lobão, um velho General, grande herói de guerra, resolveu fazer vinte e cinco soldadinhos, com espingardas ao ombro, todos  de sucata de garrafa pet, para dar de presente ao seu netinho.

O aniversariante abriu a caixa de presente e foi colocando-os enfileirados. Eram quase todos idênticos, um deles tinha apenas uma perna, porque o plástico acabou e não deu para completar o bonequinho, mas isso não impedia que ele ficasse em pé junto aos outros.

Ali naquela sala tinham vários brinquedos caros, da indústria nacional e outros bem baratinhos vindos da nação vizinha.

Mas o que mais chamava a atenção do soldadinho de plástico era uma bela garotinha, que estava à porta de um castelo de papelão com um lindo vestido de bailarina, de tecido de TNT e um xale cheio de pedrinhas brilhantes de biju.

Ela tinha os braços e uma perna levantados e ficava a dançar ao som de uma música eletrônica; o soldadinho de plástico mal conseguia parar em pé, mas nem lembrava que só tinha uma perna de tanta emoção.

Morador de uma caixa de tênis, o seu batalhão, vivia marchando prá lá e pra cá.

Em noite de lua cheia, quando não havia queimadas, nem outras fumaças no ar, fazia chorosas serenatas para sua amada.

No meio da festa apareciam juntinhos e ele sempre olhando para aquele belo rostinho.

De outra velha caixa de sapatos surgiu um ser estranho, que foi confundido com o Saci Pererê, mas este tinha as duas pernas. Ele ficou nervoso e gritou com o soldadinho de plástico:
― Pode largar a minha bailarina!

O Soldadinho nem deu atenção, só ficou agarrado à linda mocinha.

Aí o feioso personagem gritou com mais força ainda:
― Depois da meia-noite você vai ver!  As coisas vão ficar pretas!

Quando chegou meia  noite o velho relógio de parede da mansão bateu: dim, dom; dim, dom.

Depois da última badalada tudo escureceu! Apenas uma luz de um raio no céu e o barulho do trovão.

O soldadinho foi atirado na rua e aquela chuva forte provocou uma enorme enxurrada que tudo levou. Grande quantidade de terra e pedras  desceram das encostas.

E o pequeno soldado de plástico seguia acompanhando a águas. Deu sorte, pois no meio do rodamoinho havia um bueiro, aí  ele conseguiu voltar ao ponto de  onde caíra.

Foi resgatado por seus amigos do batalhão, olhou para um lado e para o outro e vislumbrou aquela menininha linda que chorava num cantinho.

De repente uma das crianças jogou o soldadinho na lareira e ele sentiu um calor envolvendo o seu corpo. Achou até que seria o imenso amor que sentia pela bailarina.      

Conseguiu, ainda, dar uma última olhada para sua amada. Ela retribuiu, atirando o seu xale o que piorou a situação, o fogo aumentou. Um  vento forte que vinha da janela da sala e sem ninguém soubesse como,  levou a bailarina para a lareira.

Uma luz azulada foi vista pelas crianças lá pelos lados da fogueira. Dos dois só sobraram algumas pecinhas de biju da bailarina e um pedacinho de plástico do soldadinho.

Manoel Amaral
www.osvandir.com.br

A GUERRA DA ÁGUA

Imagem G1

São Paulo sofre com a falta d’água, por aqui ainda vemos muitas domésticas lavando a calçada e marmanjos jogando água no carro.
O Sistema Cantareira já está no fundo do poço. Dizem que foi falta de investimento noutro local, para garantir no futuro, deu no que deu.
O Rio de Janeiro não quer deixar o Governador de São Paulo fazer uma ligação do Rio Paraíba do Sul, com medo de também ficar sem água.
É muita falta de inteligência dos administradores anteriores ter apenas um sistema de captação para uma cidade como São Paulo.
As guerras do futuro serão por causa da água. Há 4.500 anos, na Mesopotâmia já havia conflitos pela mesma razão. (UOL).

No Brasil a “Guerra da Água” vai começar já, o IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) quer: “O pagamento pelo uso da água é devido por atividades que fazem captações em cursos de água ou subterrâneas que superem 86.400 litros por dia. Também são cobrados o aproveitamento de potenciais hidrelétricos e o lançamento de esgotos e efluentes em corpos d´água.”

Possível redução de oferta de água potável em regiões subtropicais secas e aumento de disputas por água. Relatório divulgado mostra que os mais pobre sofrerão mais com o aumento da temperatura global. (O Tempo)

Enquanto isso a PF ataca doleiros na Operação Lava Jato, que prendeu muita gente por lavagem de R$90 milhões de reais, não economizando água. E o apelido do bandido é “Quadrado”.
Cada um no seu quadrado, sendo enquadrado e vendo o sol nascer quadrado.
A Polícia Civil do Piauí informou que os R$ 600 mil em notas falsas apreendidos nesta quarta-feira (26 de março) em Teresina foram comprados pela internet.
Para ganhar credibilidade, os falsários, velhos conhecidos da polícia, usavam crachás da Câmara dos Deputados e de outros órgãos públicos.
Eles vinham aplicando uma série de golpes utilizando as cédulas falsificadas. Em outra ocasião foram pegos em Brasília com a quantia de R$ 6 milhões também em notas falsas.
Com estas notas novinhas compravam imóveis no litoral e um deles comprou até 40 quilos de ouro.
Junto com o dinheiro falsificado foi encontrado uma coisa inusitada: o livro “Como convencer alguém em 90 segundos”  de Nicholas Boothman,  segundo o qual “é a garantia de uma comunicação de sucesso, transformando as conexões instantâneas em duradouras e pro­dutivas relações de negócios.”
Neste livro, o especialista ensina ainda como usar o rosto, o corpo, a atitude e a voz para causar uma primeira impressão marcante, estabelecendo confiança imediata e criando fortes víncu­los de credibilidade.
Estamos precisando deste livro para vender nossos livros…
Outra quadrilha que assaltava bancos com dinamites preferia aquecer as notas, mas se deu mal e foram presos pela polícia.
E a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos? Collor foi derrubado por muito menos, comparado com os bilhões perdidos nesta negociata da estatal brasileira.
Enquanto isso uma comissão interna diz que vai apurar as denúncias.
E a CPI da Petrobrás segue uma caminho tortuoso. Interessante que nesta semana as ações da empresa subiram de preço.
Vá entender o mercado de ações! Coisa de louco.
Manoel Amaral
Fonte: Folha de São Paulo
Jornal Estadão
Jornal Globo
Jornal O Tempo
Revista Veja
UOL

OSVANDIR E O GRANDE DESASTRE

Capítulo I

A AMEAÇA

“Não sei como será a terceira guerra mundial,
mas sei como será a quarta: com pedras e paus.”
(Albert Einstein)

Ouviu-se pela mídia que ataques simultâneos seriam desfechados por terroristas, em todo o mundo.

Os paises com melhores meios de detecção de bombas ou outras ameaças, estavam em alerta.

O plano divulgado é que seriam detonadas várias bombas em todos continentes.

Na América do Sul: São Paulo (Brasil), em seguida Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia) e Belém (Brasil).

Cidades mais populosas da América do Norte: Toronto (Canadá), New York (EUA), México City e San Francisco (EUA).

Principais pontos da Europa: Roma (Itália), Madrid (Espanha), Londres (Inglaterra), estendendo-se para o lado de Varsóvia (Polônia), Moscou (Rússia) e Estocolmo (Suécia).

Pontos estratégicos da Ásia: Teerã (Irã), Nova Delhi (Índia), Hong Kong e Beijing (China).

Na África procuraram pontos representativos: Cairo (Egito), Dakar (Senegal), Porto Novo (Nigéria), Mogadishu (Somália) e Luanda (Angola).

No continente australiano apenas uma bomba-vírus disparada até Canberra, seria o suficiente para exterminar toda a população.

Os pontos já estavam todos assinalados por GPS, no mapa eletrônico de posse dos terroristas.

Quando começariam os ataques? Ninguém sabia! A tensão aumentava quando qualquer fato corriqueiro acontecia.

Os jornais impressos atingiram record de vendas diariamente. A mídia em geral estava em polvorosa. Na internet, determinados sites sobre guerra, tiveram milhões de visitações diárias.

Capítulo II

A BOMBA

“Triste época! É mais fácil desintegrar
um átomo do que um preconceito.”
(Albert Einstein)

Essas mini-bombas seriam enviadas por satélites e espalhariam milhões de vírus que exterminaria cada ser humano em 24 horas.

Era algo mais impactante do que qualquer bomba já fabricada.

Não haveria explosão, os animais e plantas não seriam afetados. Nem a terra ficaria poluída, apenas o ar, por um determinado tempo.

Os primeiros sintomas de quem fosse atacado pelo vírus seria “a febre muito alta e vômitos, olhos ficariam avermelhados, a pele do rosto adquiriria uma tonalidade amarelada e apareciam em seguida, manchas vermelhas que logo se transformariam em feridas, o corpo começaria a inchar e ficaria muito agressivo e confuso.”

Uma experiência foi realizada na África, em laboratório, o paciente “começou a vomitar sangue escuro e a sangrar sem parar pelo nariz. Movia-se de uma forma estranha, parecia fora de si, seus órgãos se desfaziam, estava morrendo aos poucos.”

Em outro laboratório a pessoa “sangrava por todos os orifícios de seu corpo. Quando o paciente morria, o vírus necessitava então de um novo hospedeiro e atacava o mais próximo.” As contaminações eram muito rápidas e pelo ar.

Qualquer coisa no DNA humano atraía o vírus pois só eles eram atacados. Os animais, mesmo convivendo com eles não ficavam infectados.

E essa bomba-vírus seria espalhada por todos os cantos da terra.

Tudo isso se transformou num quebra-cabeça para os dirigentes de todas as nações do mundo. Quem estaria por trás deste maquiavélico plano? E quem poderia impedir que tal guerra bacteriológica iniciasse?

Os mais modernos armamentos se tornaram inúteis nesta guerra espacial

Capítulo III

O EXTERMÍNO
“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana.
Mas, no que respeita ao universo,
ainda não adquiri a certeza absoluta.”
(Albert Einstein)

O extermínio seria total, apenas as pessoas que estivessem em voo, estariam salva enquanto no espaço, depois que pousassem seriam contaminadas.

Osvandir seguia para a Europa, a fim de participar de um seminário sobre Ufos, em Portugal, quando soube do plano.

Pensou em desviar este satélite de sua rota e colocá-lo em colisão com algum asteróide.

Ligou para NASA, procurou saber quais satélites tinha condições de lançar bombas sobre a terra. Agora que o monopólio acabou, quase todos os países estão lançando satélites para várias finalidades, ficou difícil classificá-los.

Somente alguns com estas condições, localizou logo qual seria o principal suspeito.

A Estação Espacial Internacional ajudou informando a rota do satélite. Feito os cálculos, Osvandir chegou à conclusão que poderia enviar um foguete da terra e colocar o satélite em chamas, mas mesmo assim correria o risco de alguns vírus se espalharem pela atmosfera terrestre.

Aí os fatores externos entraram em ação. Um asteróide conhecido por uma sigla numérica, surgiu lento, em direção à terra. Prejudicou a rota de vários engenhos espaciais e finalmente atingiu o temido satélite numa explosão, ficou no céu, por várias horas um circulo de cor esverdeada.

Os crédulos dizem que seria obra de ETs de outras galáxias, ajudando aos terráqueos, mas quem observou direitinho, por telescópio, antes da explosão, um fino raio ultravioleta partiu de uma outra direção e atingiu o satélite.
Osvandir que foi um deles pensou: — De onde partiu aquele fino raio ultravioleta?

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL VI – FINAL

Capítulo VI – Final
O Fim da Cidade Senhora de Cristal


Aquele simples movimento tornou-se grande demais para os que o defendiam.

A luta foi cruel, grandes equipamentos ultra-modernos, nunca utili-zados, agora foram enviados para aquele rincão.

Até o Prefeito foi assassinado, bem como os grandes líderes. A popu-lação em polvorosa, sem saber para onde ir, muitos refugiaram-se na caverna da Senhora de Cristal.

A guerra acabou, a população foi totalmente dizimada por bombas, tiros de canhão e incêndios. Cinquenta mil soldados contra vinte mil pessoas totalmente desarmadas e indefesas. O massacre foi terrível. Não pouparam nem crianças e os velhos. Muitas mulheres com medo de cair nas mãos dos soldados, pulavam no grande desfiladeiro.

A cidade não se rendeu, lutou até o fim!
A desilusão para os vencedores foi muito grande.
Não havia ouro, só cadáveres,!

E lá na gruta, sobrou uma Senhora de Cristal, que ao meio-dia espalhava lindas luzes coloridas por todos os lados.

E um homem saiu da gruta, fortalecido, e começou a construir uma nova casa seguindo os antigos alinhamentos das ruas…
E tudo começou novamente…

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL IV & V

Capítulo IV
O MESSIAS
“E aquela voz foi ouvida, por sobre morros e vales.
Ante ao messias de fato, que jamais quis ser adorado.”
(Raul Seixas)

A internet disponibilizou alguns vídeos que chamaram a atenção do mundo inteiro e aquilo se transformou numa incrível fonte de renda e um verdadeiro inferno para o sistema de segurança da cidade.

Vinha gente da Inglaterra, tentando tirar algum proveito, alemães curiosos, japoneses querendo investir, chineses trazendo novas tecnologias e até do Canadá querendo vender alguns aviões.

Muitos recebiam o visto de entrada, outros nem chegavam à sala do Diretor do Departamento dos Imigrantes.

A União, o Estado e outros Municípios não resistiram aquele movimento de independência.

Diziam que havia muito ouro estocado na gruta, milhões de Reais, dólares e Euros.

Foi nesta época que surgiu um Messias, conquistando todo mundo. Tinha algumas chagas nas mãos e nos pés. Curava enfermos e a sua igreja progrediu, em cinco anos tornou-se conhecida nas redondezas, no país e até no exterior.

O fluxo de pessoas que entravam e saiam dificilmente era controlado, apesar do bom sistema de segurança. O Estado já tinha vários espiões de confiança atuando no centro da cidade.

Vários satélites já direcionavam seus equipamentos fotográficos para aquela cidade.

Fotos minuciosas foram feitas e digitalizadas pelo Google.
Todos, na internet, conheciam os pontos fracos da cidade, só eles não percebiam, até as saídas secretas.

Continuavam naquela luta inglória. Onde existia um indivíduo daquela terra, ele estava disposto a lutar com as suas próprias armas e a sua coragem.

Capítulo V

A Muralha Caiu

As muralhas não te protegem, te isolam.
(Richard Bach)

Vários destacamentos militares foram enviados para destruí-los. A nova ordem não podia aceitar que uma cidade do interior desafi-asse a União.

Grandes somas foram gastas para infiltração e colocação de bombas no entorno da muralha.

A um sinal tudo foi para os ares, não sobrou pedra sobre pedra. Aquela que era a grande muralha, tão cantada nas noites de lua cheia, virou um monte de pedras.

O boato, como sempre, espalhado pelos próprios militares que ocupava a terra era de que todos estavam fortemente armados.

Porém o que se via, era uma população completamente indefesa.

O Messias apareceu no centro da cidade, mas foi brutalmente as-sassinado por um agente infiltrado e ainda jogou toda culpa num pobre coitado que foi terrivelmente trucidado pela população.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR & O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU II

Capítulo II

JERICO

O termo “ideia de jerico”, seria uma má ideia. Ideia tola.
Na Região Nordeste do Brasil, jerico é o mesmo que mula.
Ou seja, seria o mesmo que ideia de burro, de mula.
(Google, pai dos burros)
O certo é que o povoado de JERICO (sem assento no “o”) estava bem mais desenvolvido que muitos outros, então Osvandir resolveu ir para aquele local. Levou seu assessor, porque depois da luz azul, os escritores não tinham valor. Todos foram plantar ou colher cebolas. Outros mais rebeldes foram enviados para as plantações de canas, para combustível, no setor de capina. Só quem conhece sabe o sacrifício que é!

Viajaram cerca de 300 km e chegaram a terra prometida. Um portal de concreto na entrada, com letras grandes, JERICO. Poucas casas boas, a maioria simples e muitos barracões.

A casa do Prefeito, como sempre, era a maior de todas. Deveriam encontrar com um tal de Jeq,(pronuncia-se “Jeque”), o rapaz que estava sempre tomando decisões. Osvandir pensou logo em “Jegue”, aquele jumentinho, que também é chamado de Jerico. Seria por causa dele o nome do Povoado?

Ele mostrou para os visitantes o que já tinham conseguido sem auxílio da energia elétrica.

Monjolos, engenhos, moinhos, todos funcionando com a água. Algumas peças foram retiradas de aviões velhos onde a abundância de alumínio é maior.

Existia uma fundição de alumínio e outra de ferro, que não ficamos sabendo como era o funcionamento devido o sistema de segurança ser muito bem controlado.

Gostamos dos moinhos de vento, onde a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água.

Por estarem próximo ao mar, num local onde secara um lago, encontraram sal, estavam fazendo grande negócio com ele. Utilizavam os antigos sistemas de retirada. Vendiam o sal grosso ou em barra e já estavam preparando um moinho para o refino.

Tudo estava correndo as mil maravilhas se não fosse a grande quantidade de malandros que estavam sempre chegando e saindo do Povoado de Jerico (sem acento no “o”).

Jeq era filho do Prefeito, uma pessoa boníssima, já bem velho. Os jovens do local tinham uma ocupação normal dos adultos. Ninguém ficavam sem trabalho. Criaram até uma moeda própria, mas o comércio funcionáva mesmo era a base de troca.

Osvandir ficou sabendo, conversando com alguns membros da comunidade, que Jeq sumira por uns tempos e ninguém soube direito por onde ele andara.

Procurara saber dele próprio por onde andara e só ficou sabendo coisas esparsas, o que aumentou mais o mistério.

Uns diziam que ele vira uma nave espacial lá no pasto da fazenda de seu pai. Outros foram mais incisivos e informaram que ele fora raptado por um disco voador.

Com estas informações contraditória, Osvandir resolveu convidá-lo para uma pescaria. Tudo preparado, barraca, lanterna, binóculos, facas, anzóis e minhocas.

Acontece que Jeq não era dado a ficar quieto, estava sempre em movimento, o que prejudicava a pescaria. Largaram tudo e foram conversar. Osvandir contou-lhe que já fora levado por um disco voador e mostrou-lhe os três pontinhos negros atrás de sua orelha esquerda, que sempre acusava a presença de Óvnis.

Jeq ficou impressionado e quis saber outras histórias de sua viada. Perguntou se ele passara pelo FBI e pela CIA. Osvandir fez um pequeno relato do que já tinha vivido e suas andanças pelo mundo procurando Ufos, mas nunca tinha trabalhado para aquelas entidades. Sabia muitos truques por eles utilizados, mas não chegara a frequentar o meio.

O jovem inquieto acabou confessando que esteve na guerra do Iraque e que fora contratado por empresas não muito confiáveis, para trabalhos temporários.

Os dois tiveram uma vida mais ou menos parecida, só que Jeq ainda tinha os pais e Osvandir perdera os seus quando ainda era criança.

Voltaram ao Povoado, sem peixe nenhum, mas com várias informações de ambas as partes.

Estavam almoçando quando um rapaz veio correndo avisar que a comunidade estava sendo invadida por um grande número de famigerados bandidos.

(Continuará, se sobrevivermos)

Manoel Amaral

Leia mais Osvandir em: http://www.textolivre.com.br/component/comprofiler/userprofile/Manoel