OS PEITINHOS DA PRINCESA


OS PEITINHOS DA PRINCESA
E A BUNDA DAS BRASILEIRAS
Coitada da Princesa, não pode nem mostrar os peitinhos. Aqui elas mostram as bundas todos os dias e não acontece nada, o povo já está acostumado com tanta abundância.
Coitado do povo brasileiro, que mesmo vendo bundas todos os dias, nos jornais, na TV, na internet e tudo continua naquela merda.
O Careca do Mensalão disse que está com medo de morrer. Tem que estar mesmo, mexeu num vespeiro. Ali tem vespas velhas na política, que estão por lá por mais de 30 anos e não largam o poder nem com muita reza “braba”.
No Rio e São Paulo, das caras & bundas, quem mandam são os bandidos. Não vai haver carnaval no ano que vem. Os bicheiros e traficantes não vão financiar as escolas. Agora estão substituindo até a justiça, matando jovens que nunca tiveram nada com a polícia.
E sai o livro “O País dos Petralhas II,” de Reinaldo Azevedo; já li o primeiro e quase morri de indigestão com tanta bandidagem no meio da política. Imagino como deve ser o II.
Não faça tatuagem com o nome do namorado, pode arrepender-se quando tudo terminar. Além do alto preço para apagar é mais dolorido do que para fazer. O ator Johnny Depp, do memorável filme  “Piratas do Caribe,” sofreu muito. Tatuou o nome da namorada: “Winona Forever,” terminou o namoro logo a seguir. Foi mais inteligente de todos, não apagou todas as palavras, apenas duas letras, transformando Winoma para sempre em Wino Forever que quer dizer: Bêbado para sempre. (Veja)_
Vi nuns vídeos da internet umas tatuagens num locais que não posso nem dizer. Muito pornográficos. O que move estas pessoas a fazer uma coisa dessa só Deus sabe por quê.
E por falar na revista, Veja nesta semana a história completa do Mensalão e o envolvimento do ex-presidente. Pretendiam criar um banco para fazer o que as financeiras estão fazendo: emprestar dinheiro aos aposentados e funcionários públicos para descontar em folha de pagamento. Que mina de dinheiro fácil, hein?
E aquelas bobagens do Facebook denominada “meme”, cada vez invadem a diversão dos jovens. Tanto tempo perdido por nada! Deveriam inventar uma coisa mais construtiva.
E o Fantástico conta a história de uma grande pedra semipreciosa, que desapareceu para sempre no meio da bandalheira do contrabando das pedras brasileiras.
E quem diria? O Chávez está metido noutro caso contra o nosso país.
Agora foi encontrado na Venezuela 18 toneladas de tantalita retirada de um garimpo de Guajará-Mirim, em Rondônia. Acredita-se que seria utilizada no programa nuclear do Irã. Imaginem o que estarão fazendo com o nosso urânio.
E a briga sobre o filme, que ainda nem foi feito, sobre Maomé? Dizem que até o trailer foi falsificado pelos fanáticos seguidores do Islamismo. Será?
E o novo livro da autora de Harry Potter, nem é para crianças. J.K. Rowling se separou de Bloomsbury, a editora britânica que a deixou milionária e vai lançar: “The casual vacancy”.
E eu nem falei na corrida para comprar o cobiçado Iphone 5, da Apple. A versão de 64 GB. vai custar 399 dólares, nos EUA, por aqui, com impostos e tudo mais, vai sair acima de mil dólaress. Já tem gente até criticando o aparelho pelo seu tamanho em relação aos outros.
E a Apple já está na briga para venda de e-books no Brasil, reunindo as nossas maiores editoras. Não se assustem com os preços. Ninguém está entendendo nada, não era para ser bem baratinho? Ah! A mamata não pode acabar, tem que roer até o osso!
Ô semaninha difícil!
Manoel

Fonte: Jornal Agora de Divinópolis, Programa Fantástico (Globo), Revistas Veja e Isto É, Jornal Estado de Minas, Folha de S. Paulo, The New York Times, The Washington Post  The Guardian.

 

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

ENTREVISTA COM HARRY POTTER

Num barzinho da cidade, Osvandir resolveu fazer uma mini-entrevista com Harry, antes de sua partida:
1 – Quem é Tom Riddle? Tom Riddle é Voldemort, o Bruxo das Trevas, que matou os pais de Harry. Chamado pelos bruxos normalmente de Você-Sabe-Quem. Ele também é um “sangue-ruim”, mas tem ódio disso. Se tornou um bruxo poderoso com o idealismo de criar uma raça pura. Dividiu sua alma em sete partes para se tornar imortal pois tem medo da morte.

2 – Quem foi Dumbledore? Dumbledore foi o maior bruxo de todos os tempos. Também diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts durante anos, aonde preparou Harry para a batalha final – para derrotar Voldemort.
3 – Quem são os “Trouxas” ? Os “Sangue-ruins”? Trouxas são pessoas normais, que não são bruxas. “Sangue-ruins” são pessoas que tem um dos pais bruxo e o outro “Trouxa”.
4 – Quando Harry nasceu? Ele nasceu em 30 de Julho de 1980.
5 – Como JKR teve a idéia de criar HP? De acordo com ela, Harry simplesmente apareceu em sua cabeça, enquanto ela fazia uma viagem de trem para Londres.
6 – O que é Orcrux? Horcrux é o objeto aonde se deposita uma parte da alma, para que o objeto possa arranjar um modo de voltar à vida após a morte do indivíduo. Voldemort dividiu sua alma em sete, sendo uma delas o Diário que pertenceia a Gina em Harry Potter e a Câmara Secreta. O Diário sugava a alma da Gina enquanto ela o usava. Quando Gina morresse, Voldemort voltaria.
7 – Nome dos livros: HARRY POTTER e a Pedra Filosofal – HARRY POTTER e a Câmara Secreta – HARRY POTTER e o Prisioneiro de Azkaban – HARRY POTTER e o Cálice de Fogo – HARRY POTTER e a Ordem da Fênix – HARRY POTTER e o Enigma do Príncipe – HARRY POTTER e as Relíquias da Morte
8 – Nome dos Filmes já lançados: HARRY POTTER e a Pedra Filosofal – HARRY POTTER e a Câmara Secreta – HARRY POTTER e o Prisioneiro de Azkaban – HARRY POTTER e o Cálice de Fogo – HARRY POTTER e a Ordem da Fênix. Filmes que vão lançar: – HARRY POTTER e o Enigma do Príncipe – HARRY POTTER e as Relíquias da Morte (parte 1) – HARRY POTTER e as Relíquias da Morte (parte 2)
9 – Quem são os “Comensais da Morte”? Comensais da Morte são seguidores do Lord das Trevas, Voldemort. É um exército de Bruxos que seguem seus ideais a comando de Voldemort.
10 – Em que época HP foi para Escola da Magia, tinha quantos anos? Foi para Hogwarts pela primeira vez quando tinha onze anos, em 1991. O ano letivo começa em Setembro, e acaba em Maio do ano seguinte.
11 – Quantos anos ele tem hoje? Todos estão com 29 anos. Hermione Granger faz aniversário junto comigo (19 de Setembro de 1980), Rony Weasley faz aniversário em algum dia de março, nasceu em 80 também. Dumbledore morreu com quase 120 anos, em 1997.
12 – Como fazer para não misturar o ator do cinema com o personagem dos livros? No cinema eles são bonitos xP
13 – Qual a mensagem final da série para os jovens? Harry Potter deixa a mensagem sobre o amor e a amizade, que é a coisa mais importante que há. Nos ensina sobre a morte, dizendo que ela é como dois amigos separados pelo oceano, mas que vivem uns nos outros mesmo com a distância. Também nos ensina que a morte não é o fim, e quem nós amamos continuam a nos amar.
“Afinal, para a mente bem organizada, a morte é a próxima grande aventura.”
Harry Potter e a Pedra Filosofal
THALLES/Manoel

OSVANDIR & HORRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IX
A DESPEDIDA
Todos temos luz e trevas dentro de nós.
O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir.
Harry Potter e a Ordem da Fênix

Com a mala na mão, de novo perdidos no meio do mato, procuraram uma estrada, naquele local que tinha muita água. Deram sorte, avistaram uma rodovia asfaltada.

O primeiro carro que apareceu Osvandir pediu carona. Era uma linda mulher, que parou o carro no mesmo instante. Desconfiada, pensando ser assaltante, ela arrancou da cintura um 38, apontou para Harry e foi logo perguntando:
__ O que vocês querem?
__ Estamos procurando uma cidade qualquer, ficamos perdidos aqui no meio desta floresta, disse Osvandir.
__ Entrem, mas se tentarem qualquer coisa, podem se dar mal. Sou Delegada de uma cidadezinha aqui por perto e estou indo para Belém.
__ Está bem Doutora Delegada, não vamos tentar nada, só queremos chegar até onde você vai e tudo bem.

Osvandir deu graças à Deus de ter encontrado aquela mulher ali numa estrada de tão pouco movimento.

Acomodados num hotel em Belém, Harry e Osvandir procuraram descansar. Depois de um bom tempo, tomaram banho e desceram para almoçar.

A sugestão do dia era Tacacá, uma comida regional muito diferente, preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambu (planta considerada afrodisíaca). É um prato originário dos índios.

Tinha arroz, feijão de vários tipos, bife a cavalo (com um ovo frito em cima), batata frita, frango ao molho pardo, peixe frito e ao molho. Uma infinidade de comida diferente da que estavam acostumados no dia a dia.

Osvandir preferiu ficar com o tradicional mesmo, comeu alguma salada, depois um pouco de feijão, arroz e peixe frito.

Já Harry, experimentou alguma coisa diferente do que conhecia e até gostou do Tacacá.
Depois do almoço, uma breve passada pelo “Ver-o-Peso” para algumas compras de pequenos presentes, a seguir, uma caminhada pelo centro, a tarde preferiram andar de barco.

No outro dia Harry resolveu não ir para o Pantanal, depois que ficou sabendo por algumas pessoas que lá também tinha muita água.

Arrumou as suas malas e resolveu partir. Ir para sua terra. Como se daria isso não sabiam.
O sinal na sua testa de HP começou a sangrar e o implante atrás da orelha esquerda de Osvandir também começou a incomodar. Um magnetismo forte começou a pairar no ar.
Harry testou a vassoura e não obteve nenhum resultado.

Osvandir procurou pelo Gerente do hotel e perguntou sobre os esportes radicais nas proximidades de Belém e ele informou que um pessoal trabalhava com balões.

Ligaram e marcaram um encontro para um voo livre sobre um determinado local.

Osvandir explicou para Harry o que pretendia fazer: levá-lo até uma certa altura de balão, onde ele poderia desfrutar por alguns minutos da paisagem, depois pela sua vassoura mágica tentaria decolar, levando alguma de sua compras. Se tudo desse certo, ele poderia voltar para casa e Osvandir poderia sentir a emoção de voar e ainda olhar a linda paisagem do local.

Entraram logo no balão e seguiram para o mais alto possível. Parece que o tempo estava ajudando, uns raios fortes estavam descendo sem no entanto atingir o balão. Um rodamoinho começou a formar-se, Osvandir disse:
__ É agora ou nunca!
E ele saiu voando em sua vassoura penetrou nas nuvens escuras e sumiu.

O chefe da equipe do balão ficou impressionado, engoliu um seco ar das alturas e disse:
__ Mas como ele fez isso?
__ Ele é um bruxo, tem poderes mágicos.
__ Só vi isso no cinema! Se contar para meus amigos nunca vão acreditar.

Osvandir desceu do balão voltou para o hotel e de lá foi para o Aeroporto Internacional de Belém, de onde partiu para sua casa.

Passado alguns dias uma linda coruja branca pousou no quintal da casa do Osvandir com alguma coisa nas patinhas.

Era uma mensagem que dizia em código:
“3´ PO551V3L 3NCONTR4R 4 F3L1C1D4D3 M35MO N45 HOR45 M415 SOMBR145, 53 L3MBR4R D3 4C3ND3R 4 LUZ.”H4RRY POTT3R

MANOEL AMARAL

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo VIII
OS FEITIÇOS DE HARRY
“Não vale a pena mergulhar nos
sonhos e esquecer de viver.”
Harry Potter em
O Prisioneiro de Azkaban

Lá numa cabana Harry abriu sua mala e pegou a sua inseparável vassoura e disse uma palavra mágica “Accio vassoura“, a vassoura partiu em sua direção.

Foi aí que ele resolveu testar as outras palavras mágicas: Pegou a varinha e apontou para si mesmo e disse: Desilusio e ficou completamente invisível.

Então ali tudo tinha voltado ao normal, quem sabe ele estava próximo de casa?!

Falou logo a Osvandir sobre seus poderes, os dois saíram pela ilha, mais precisamente pela praia. Muitos peixes pulando na água. Uma canoa abandonado e com parte da madeira quebrada, logo que a viu foi dizendo:
__ Praia da Canoa Quebrada, este nome não me é estranho, disse Osvandir.
__ Seria alguma praia de seu País?
__ Sei não Harry. Deve ser, é uma associação que veio à minha cabeça.

Engraçado, apesar de saberem que ali era uma ilha fluvial, dava a impressão que estavam em alto mar. Não dava para enxergar o outro lado do rio.

Resolveram adentrar na floresta a procura de uma água mais limpa para beber.

Um urso polar, branco, vinha em desabalada carreira, quando encontrou Harry e Osvandir, perto de uma grande árvore. Os dois subiram rapidamente naquele grosso tronco, para fugir da fera.

Harry pegou a sua varinha mágica e gritou: Eks-Peli-Ármus, o urso deu um pulo para trás e foi parar muito longe.
__ Que animal é esse?
__ É um urso polar. Já fui atacado por animal parecido com este. Tenho até hoje os sinais de suas garras em minhas costas.
__ Vou tentar transforma-lo num animal amigo. Apontou a varinha para aquela fera e gritou: Expecto Patronum.

Uma fumaça preta tomou conta do local, não dava para enxergar nada. Parecia que algo estava se movimentando próximo da árvore.
__ Que é isso? Assustado, gritou Osvandir.
__ É um animal amigo, da minha terra da magia, trata-se do hipogrifo, ele poderá tirar a gente daqui deste local.
__ Mas como? Ele voa? É muito grande, tem a cabeça de uma enorme águia e o corpo de cavalo, nunca vi nada igual! Falou espantado, Osvandir.

Desceram os dois daquela árvore e fizeram uma pequena reverência demonstrando boas intenções. O hipogrifo retribuiu a reverência, indicando que os dois poderiam aproximar-se.

Assim que caminharam em direção do fabuloso animal, um Dementador apareceu, surgindo no meio de uma fumaça preta e jogou Osvandir ao chão e estava tentando sugar toda a sua felicidade. Aquele ser maligno é representante da depressão, dos maus pensamentos e da aflição.
Harry apontou a varinha mágica para aquela figura e gritou uma palavra que não foi compreendida por Osvandir.

Aquele vampiro de alma saiu do corpo do Osvandir e sumiu na mata.

A paz voltou a reinar naquele local, encontraram a água que procuravam e levaram o hipogrifo para o acampamento, recomendando a todos que não se aproximassem do animal.

Os náufragos ficaram maravilhados com o estranho cavalo com cabeça de águia e duas possantes asas.

O Dr. Jack, líder do pessoal que caíra do avião estava tentando entrar em contato com algumas autoridades, através de um aparelho de rádio que conseguiram nos destroços de um avião, mas só um barulho muito estranho é o que se ouvia.

Estava faltando comida, Osvandir disse para o pessoal que tinham encontrado uma fonte de água potável próximo dali, cerca de dois quilômetros.

Mediante o inusitado da situação e daquelas figuras malignas que estava aparecendo no local Harry resolveu sair dali através do hipogrifo.

Conversou com Osvandir, perguntando o que ele achava, este concordou. Os dois montaram no animal voador e saíram, primeiro em voo rasante, para ver se ele agüentava os dois rapazes.
Como a ave voou normalmente, resolveram despedir do pessoal e dizer que iriam mandar socorro quando chegassem numa cidade qualquer.

Assim foi dito e cumprido. Quando Harry e Osvandir encontraram a primeira cidade, desceram, esconderam o animal numa toca e dirigiram a Delegacia da cidade, notificaram ao Delegado e pediu que avisasse ao Prefeito e demais autoridades sobre o desaparecimento do avião 518.

Ninguém acreditou neles, achavam que estavam querendo publicidade.Retornaram ao local onde tinham escondido o hipogrifo não o encontraram. O que teria acontecido?

MANOEL AMARAL

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo VII
OS PERIGOS DA FLORESTA

“O que ele mais teme é o próprio medo”.
Dumbledore – O Prisioneiro de Azkaban

Seria bem mais fácil usar o método dos bruxos da Escola da Magia para o transporte, como em O Cálice de Fogo; Harry e seus amigos estavam no alto do morro e quando colocaram as mãos naquela bota gigante (que também é conhecida comO Chave de Portal) e foram parar onde estavam realizando-se o Torneio de Quadribol, mas estamos no Brasil e os poderes de nosso herói não funcionam por aqui. Então temos que usar o avião, apesar das chuvas e dos perigos de um pouso forçado.

Os dois entraram naquele moderno avião, onde cada passageiro podia ver um filme, ouvir músicas ou simplesmente dormir, se conseguisse.

O destino seria Belém, no Estado do Pará, mas… Sempre existe um mas, o tempo fechou novamente. Não havia condições de pouso depois de longas horas de voo.

Tudo escureceu, o avião balançando, as máscaras de oxigênio foram acionadas. As aeromoças dizendo que estava tudo bem, quando não estava nada bem.

Um voo rasante sobre a floresta Amazônica, muito devastação lá em baixo. Criação de gado acabando com tudo! Índios da nação Raposa do Sol ficaram preocupados. O avião ia cair… Uma fumaça preta começou a aparecer na asa direita. Alguma coisa estava funcionando mal.

Um das turbinas despencou no meio da floresta, o avião inclinou, rodou, parafusou, o piloto fez de tudo para fazer um bom pouso, queria ser herói como aquele americano, mas ali não havia campo de aviação, só mato e água existente não oferecia condições para um pouso sem perigo para os tripulantes.

Gritaria geral. Parecia que estavam num campo de futebol em dia de decisão de campeonato. Choro por todo lado. Tudo despencando. Quando tudo parecia que ia pousar bem, o avião partiu ao meio (nada haver com Lost, aquele seriado onde ninguém entende nada) e arrastou-se por mais de cinqüenta metros.

A sorte foi que naquele voo existiam poucas pessoas, algumas cancelaram a passagem com medo da Gripe Suína (Gripe A).

Verificando os destroços, os números dos passageiros e outros detalhes, chegaram à conclusão que não havia nenhum morto. Apenas alguns com ferimentos mais grave, que foram atendidos por um médico chamado Dr. Jack.

Eram apenas 16 pessoas, incluindo o piloto e as aeromoças, todos perdidos no meio da floresta.
O Exército levou a cabo a maior operação de busca de todos os tempos, (frase linda essa) sem no entanto ter conseguido encontrar qualquer vestígio do avião.

Os passageiros e tripulação da Cinaeco 518-BR foram oficialmente declarados mortos, de acordo com as notícias da mídia oficial.

Esta afirmação parece ir contra aquilo que alguns blogs noticiavam dizendo que o avião tinha sido encontrado mas não existiam sobreviventes. No entanto, é possível que os acontecimentos tenham sido deturpados para desviar foco de outras notícias, como escândalos no Congresso, descoberta de grandes carregamentos de drogas, etc.

Outros afirmam que foram encontrados os sobreviventes e não os destroços do avião.
Existiam ainda os que diziam que eles tinham sido seqüestrados por uma tribo de índios desconhecida e que os destroços do avião foram habilmente camuflados por uma ramagem.
E diziam mais que pertences dos passageiros foram todos recolhidos e levados por tal tribo que chegaram como formiguinhas, carregando tudo para um local desconhecido.

Talvez existisse mesmo uma conspiração por parte dos poderosos, no sentido de falsear os acontecimentos com a intenção de desviar o foco das notícias.

Estaria aquele avião transportando alguma carga secreta? Ou tudo não passaria de obra de traficantes ricos, que não moram na favela e dirigem o tráfico em todo país?

No meio do mato os fatos eram totalmente diferentes. Os prisioneiros levados para uma ilha entre dois rios, onde os poderes de Harry, incrivelmente, começaram a funcionar. Ele sentia muita dor naquela cicatriz, em forma de raio, na testa.

Osvandir, que tem, também, três cicatrizes atrás da orelha esquerda, começou a passar mal. Os seus três pontinhos estavam entrando em ação como se fossem três chips mandando alguma informação para algum lugar. Ele sentia isso pela primeira vez, desde aquela abdução numa estrada que ia para São Paulo, quando viu um Disco Voador.

Aquela ilha era meio estranha, em sua praia dava para ver vários destroços de aviões, automóveis, caminhões, navios, lanças, canoas.Alguns destes objetos estavam bem velhos e outros muito recentes. Existia lá um pedaço de avião onde se lia as seguintes palavras: Tam, Tam, Tam! Não deu para Osvandir entender nada.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo VI
HARRY POTTER NÃO GOSTOU!
“A verdade é uma coisa bela e terrível,
por isso deve ser tratada com grande cautela.”
Harry Potter e a pedra filosofal.

Agora que Harry já estava lendo mais ou menos o português, Osvandir mostrou para ele o primeiro e o segundo capítulo de sua história no Brasil, que estava sendo publicada na internet em seu blog.

Ele leu, pediu algumas explicações ao Osvandir e disse o seguinte:
_ Vou pedir ao seu escritor que reveja os textos e sejam reformulados.

Ele escreveu a história como se eu fosse de um tempo diferente, e isso acaba sendo a linha de desenvolvimento da minha história.

__ Mas amigo, você é mesmo de uma época diferente. Estamos em 2009 e você saiu de sua terra há muito tempo, está no Brasil, um país totalmente diferente do seu.
__ “As pessoas que não gostam de mim, não vão ler – e as que gostam vão achar que você subestimou a inteligência dos leitores. A imagem que você tem de Harry Potter é a mesma que a maioria das pessoas que não leu, tem. Acham que era infantil, um menino que morava na cada dos tios e era maltratado… Mas de repente ele sabe que é um Mago e vai pra uma “maravilhosa Escola de Magia”. Não funciona assim, Osvandir. Harry é famoso por uma razão. E a razão se explica na profundidade da trama.”
“Os meus pais foram mortos pelo Lord das Trevas. Ao longo de meus livros, é explicado que Tom Riddle era um menino que foi criado num orfanato Trouxa (não-bruxo), sem saber que era bruxo. Seu pai trouxa morreu e sua mãe bruxa estava tão doente que preferiu deixá-lo no orfanato para a segurança do próprio bebê quando ela moresse. Ele cresceu junto aos outros garotos normais, mas ele tinha poderes que nenhum outro menino tinha. Para conseguir o que queria, ele machucava os garotos usando magia, roubava, queimava e torturava. Então Dumbledore, que já era professor em Hogwarts veio ao orfanato Trouxa para contar ao jovem Tom Riddle que ele era um bruxo de verdade.

“Quando Tom Riddle entrou na escola, ele tirava só boas notas e era um aluno exemplar. Então ele veio a descobrir que seu pai era “Trouxa” (Trouxa é quem não tenta ser feliz), e que seu pai abandonou sua mãe, a deixou morrer e o abandonou. Então ele começou a desprezar todos os “Trouxas”. Enquanto estudava em Hogwarts, ele estudava escondido sobre Magia Negra, e planejava um jeito de ser imortal – porque ele temia a morte.
Ele saiu da escola com um grupo de amigos que tinham a mesma idéia que ele, odiavam “Trouxas” – e consequentemente os descendentes de “Trouxas” – chamados vulgarmente de sangues-ruins, ou sangue-de-lama. Ele cresceu, aprofundou-se na magia, então descobriu um feitiço chamado Horcrux. A Horcrux era uma garantia de vida “eterna”. Quando alguém faz uma Horcrux, ela “salva” sua alma num objeto para quando seu corpo venha falecer, o outro pedaço de sua alma ainda continue na Terra. Mas para fazer uma Horcrux, precisa-se de matar uma pessoa. Voldemort matou sete inocentes, apenas para certificar que dividiria sua alma em sete e que não haveria como ele morrer.””Então ele ascende e com seus ideais começa matar as pessoas “Trouxas” e “sangue-ruins”, afim de fazer uma raça pura. Uma raça só de Bruxos. Ele seria como o Hitler de nosso tempo.
Ele e seus soldados (chamados de “Comensais da Morte”) mataram muita gente. Tom se auto-nomeou Voldemort (é em latim, e a tradução literal é “Vôo da Morte”, porque ele escapou da morte). As pessoas porém temiam dizer o nome dele. Então um exército do bem, chamado A Ordem Da Fênix, lutou contra Voldemort durante a ascensão dele. Mas Voldemort foi atrás de um por um, para matar cada um deles. Até que ele ouviu uma profecia dizendo que o filho de um dos membros da Ordem da Fênix, que nasceria no dia 31 de Outrubro de 1980, derrotaria o Lord das Trevas.””Então Voldemort vai atrás da família Potter, para matar o pirralho. Mas algo dá errado, a mãe de Harry dá sua vida por Harry, e Harry ganha uma proteção.
Quando Voldemort lança o feitiço no pequeno Harry, de um ano de idade, o feitiço volta e faz com que Voldemort morra. (infelizmente ele tinha outros meios de voltar, como citei acima, as Horcruxes. Uma delas, você deve conhecer, é o Diário da irmã de Rony, em Harry Potter e a Câmara Secreta).””Agora, JK Rowling brilhantemente nos faz perguntar a nós mesmos, “Voldemort teria sucumbido se ele não tivesse dado ouvidos a profecia?”. Então Voldemort retorna (por uma Horcrux) no O Cálice de Fogo, e recomeça então a ascensão.”__ Agora Osvandir, olha a profundeza da história. O que vou contar aqui é sobre o final da série, então leia se quiser saber o final, mas não saia contando pra todo mundo…”

“Harry chega em seus 17 anos e sai da escola. Sua missão, como Dumbledore deixou antes de morrer, era destruir todas as Horcruxes. O momento mais profundo e filosófico da série é, quando Harry descobre que ele vai ter que matar Voldemort. E no final de tudo, ele descobre que sem querer Voldemort deixou uma parte da alma dele dentro de Harry. Se Harry não se sacrificasse, ele seria possuído por Voldemort. Harry dá a própria vida, entregando-se a morte. O único jeito de Voldemort morrer era matando sua última Horcrux em Harry.”Harry se sente extremamente traído, antes da morte. Pois tudo que Dumbledore dissera fora para prepará-lo para esse final. Ele se sentiu como se tivesse sido criado para ser morto no final, como um boi para o abate.”

Depois destes esclarecimentos Harry cansado e emocionado disse:__ Viu??? Essa é a história de Harry Potter, não aquilo que você ouve ou vê na TV. Se for continuar escrevendo sobre Harry Potter tem de mostrar esse lado da história. Do contrário será apenas mais uma ofensa aos fãs da série, que já são contrariados demais com os filmes.__ Vou imediatamente comunicar com o Manoel e solicitar as correções…
__ Não estou dizendo que não gostei da sua história. Mas agora que você sabe da verdade, o ângulo de sua história não muda? Desculpe se te ofendi de alguma forma, ou o desapontei. Eu realmente achei as suas histórias muito boas. Mas além do erro “temporal”, a imagem de Harry Potter está errada, e não é só na sua cabeça, e sim na cabeça de todos que não leram a série.__ Beleza Harry, vamos corrigir tudo. Vou mandar retirar as palavras e textos que não dizem a verdade. Nem todos os nossos leitores conhecem a sua verdadeira história, foi muito bom o seu esclarecimento.

Quando olharam pela janela já estavam chegando a Belém. O tempo passou tão rápido que nem deu tempo de perceberem.

Thalles/Manoel

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo V
UMA NOITE DE AMOR

“As conseqüências dos nossos atos são sempre tão complexas,
tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil”
Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban.

Para quem não conhece, Salvador é a terra da música, da comida picante, belas mulatas, praias lindas, teatro, cultura. Um povo acolhedor, trata muito bem os turistas, principalmente nas cidades litorâneas.

Foi nesta terra, que Cabral primeiramente aportou em 22 de abril de 1500. O Monte Pascoal, o primeiro avistado, depois aquela praia linda de Santa Cruz de Cabrália que fica acima de Porto Seguro e foi onde os portugueses realizaram a primeira missa no Brasil.

Mas eles estão em Salvador e a sua orla marítima é uma das mais extensas do país. Divididas entre cidade alta e cidade baixa, são cerca de 50km de praias. São muito boas para mergulho, pesca submarina, natação e esporte à vela, além da prática do surfe. Tem ainda alguns locais com piscinas naturais com os tradicionais coqueiros, muito abundante na região.

Osvandir e Harry, foram direto para a praia do Cristo que fica localizada entre a praia da Barra e a praia de Ondina. Lá no alto do morro tem uma estátua do Cristo, razão pela qual ela é assim chamada.

Muita gente frequenta esta praia, mas mesmo assim é bastante tranquila. Muito bonita e serve para ver o por do sol que fica muito lindo entre os coqueiros.

É o melhor local para deliciar-se com uma boa água de coco e comer um acarajé servido na hora, bem quentinho.

Muita gente andando pela praia, o que aguçou a visão de HP, nunca viu em sua vida tantas moças lindas, com pouca roupa, num só local, sem fazer nada, despreocupadas da vida.

Voltando da praia, resolveram ir para o Centro Histórico de Salvador e o guia explicava que “ele é um dos principais pontos turísticos do Brasil, com o maior acervo barroco fora da Europa. Está dividido em três áreas principais: da Praça Municipal ao Largo de São Francisco, Pelourinho e Largo do Carmo, finalizando com o Largo de Santo Antônio Além do Carmo”.

Na hora do almoço, foi procurado um restaurante ali por perto. Com a recomendação de que prestasse atenção a comida que geralmente é muito apimentada. Mas HP não seguiu a orientação de Osvandir e colocou no prato tudo de vermelho que encontrou na mesa.

Quando terminaram a refeição um delicioso sorvete de frutas foi servido de sobremesa. Outras frutas estavam expostas sobre uma longa mesa, com uma visão paradisíaca. Vários animais e pássaros estavam representados naquela fileira de abacaxis, melancias, cajus e outras frutas caraterísticas da região.

Muitas frutas foram provadas por HP e abandonadas. Algumas muito azedas ele não gostou. Os sucos ele tomou os de cores mais fortes, como o de laranja, mamão e um de acerola com leite.
Satisfeitos, seguiram para o hotel onde constaram que haviam trocado de quarto, para um melhor, com visão para o mar. Mais caro, é claro!

Quando o Gerente do Hotel descobriu que os dois tinham dinheiro para gastar e soube por terceiros de suas preferências, chamou logo duas lindas mulheres para servirem de guias, despachando o guia anterior.

Harry ficou muito feliz com aquelas mulheres a seus pés, atendendo a tudo que ele solicitava, com tradução do Osvandir, porque elas que falavam fluentemente o inglês, não conseguiram entender quase nada do que aquele jovem falava. A sorte é que o Net Book estava ali para salvar a ambos de qualquer embaraço. Para piorar a situação tinha ainda as gírias da Bahia e aquele linguajar arrastado que só o povo de lá entende.

Para “olá amigo”, vejam só a quantidade de variantes que eles usam: ‘Colé, meu bródi!’ – ‘Colé, misera!’ – ‘Colé, meu peixe!’ – ‘Colé, men!’ – ‘Diga aê, disgraça!’ – ‘Digái, negão!’ (independente da cor do amigo) – ‘E aí, viado!’ (independente da opção sexual do amigo) – ‘E aê, meu rei!? ‘Ô, véi!’

Assim meu ‘bródi’, fica difícil explicar para alguém, mesmo morando aqui no Brasil, imaginem para um jovem que veio de outro país, não é fácil não.

Mas as meninas aprenderam rápido e ele também, ao final da tarde já estavam até conversando direto.

O pior (ou o melhor?) é que uma delas tinha uma leve aparência com a sua amiga do passado, a Hermione. Tudo complicou, ela muito solícita, pensando nas gordas gorjetas, estava sempre ao lado dele.

À noite, nuns vestidos pretos, colantes, compridos, sensuais, elas os convidaram para uma noitada num clube local, com a caraterística música baiana, o axé. Um importante conjunto da região ia tocar a noite inteira.

Foram e HP gostou tanto que no final da noite já estava dançando perfeitamente como qualquer outro cidadão turista.

Chegou a hora de ir embora, mas num piscar de olhos, já estavam os dois bem agarradinhos na porta do quarto, pronto para entrar. Osvandir atrasou-se propositadamente para deixar os dois a sós. Inventou que teria de ir ao bar do hotel para tomar um vinho antes de dormir. Ficou por lá por quase uma hora. Quando chegou ao quarto o HP já tinha despachado a garota e estava lá com aquele ar de felicidade total.

Muitas histórias ele teria para contar para seus amiguinhos, sobre tudo que viu nesta terra brasileira, nosso povo, nossos costumes, nossa língua.

Mas nem tudo são flores e o roteiro precisava ser seguido, se queria conhecer parte do país, teriam que seguir para outro estado.

As malas estavam prontas e seguiram novamente para tentar chegar até Belém, se as chuvas deixassem.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IV
MULHERES NA PRAIA

“Para uma mente bem estruturada,
a morte é apenas uma aventura seguinte.”
Harry Potter e as Relíquias da Morte

No Rio de Janeiro procuraram um hotel beira-mar, muito conhecido pela sua história, desde 1923. Queriam estar próximos da Praia de Copacabana. Era a intenção de Osvandir mostrar ao Harry apenas as belezas daquela cidade maravilhosa.

Ao ver aquelas águas azuis, as ondas, a areia da praia, as lindas moças de biquíni, Harry ficou muito excitado.

__Aqui no Brasil, os jovens vão a tais lugares para “pegar uma cor”, namorar, beber e gastar. Disse Osvandir, quando estavam chegando a praia.
__ Sei muito bem disso! Já li nas revistas de vocês. Respondeu Harry.

Pediu uma água de coco ao vendedor, uma mesa e uma sombrinha de praia foram providenciadas. O local estava totalmente loteado pelos ambulantes. Tudo ali era alugado, até óculos escuros.

Uma garota passou, olhou, sorriu e o nosso amigo derreteu-se como um sorvete. Aquela pele dele não era boa para resistir ao sol intenso, razão pela qual, quando estava aproximando das dez horas voltaram para o hotel.

O roteiro da parte da tarde seria uma visita ao Cristo Redentor e ao Pão de Açúcar. Seria… Mal atravessaram uma avenida, num sinal de trânsito foram vítimas de seqüestro relâmpago.

Osvandir mais calmo com a situação, já conhecia o ambiente. Harry nem sabia o que estava acontecendo. Foi necessário explicar-lhe a situação:
__ Aqui ele pegam a gente e o carro e levam para outro local, com a finalidade de pegar os seus pertences.
Harry só ouviu e resmungou:
__ Huuummm…

Os bandidos estavam interessados no veículo e seus equipamentos. Os passageiros foram deixados, a pé, num local ermo.

Osvandir chamou um táxi, voltaram ao hotel para refazerem-se do susto! Osvandir avisou a locadora do veículo, que lhe informou para não preocupar-se que o mesmo estava equipado com chip para fins de localização por GPS, via satélite. Tudo estava no seguro.

Ao ouvir estas palavras solicitou-lhes que emitissem a fatura, porque dali para frente iriam de avião devido as longas distância e o tempo curto.

Ao chegar no quarto, HP estava separando presentes e marcando num papel os respectivos donos.

Perguntou-lhe se estava com disposição para ver alguma coisa no final da tarde e ele disse que não. Preferia ir jantar em algum lugar ali por perto onde pudessem ir a pé.

O jantar decorreu tudo em ordem, não fosse um pequeno deslize de Osvandir que comeu uma moqueca de camarão que acabou estragando-lhe os intestinos.

Na manhã seguinte saíram cedo rumo ao aeroporto do Galeão, o mais apropriado para o voo que estavam pretendendo.

As passagens haviam sido reservadas com antecedência, mas estava tudo atrasado, como sempre.

Estava muito difícil explicar-lhe como chegariam a Belém, no Pará. Sendo o Brasil o quinto país do mundo em extensão territorial, e que é praticamente do tamanho de continentes, seria uma coisa praticamente impossível.

__ Temos aproximadamente 170 milhões de habitantes. Disse-lhe Osvandir.

Iriam viajar de avião devido a grande distância a ser percorrida. Quando Harry viu o avião na pista, ficou receoso de entrar no túnel de passageiros. Parece que ele sentia algum presságio. Ficou inquieto.

Já no avião, ficava olhando pela janela. As nuvens branquinhas iam passando aos nossos olhos. Sentia saudade de seus amigos.

Uma escuridão tomou conta, de repente, de todo espaço. Um grande temporal vinha do lado norte. O avião começou a balançar, subir e descer. Até o Osvandir foi ficando receoso. O nosso herói já estava com o coração nas mãos.

A aeromoça avisou que devido a tempestade não iriam prosseguir, retornariam e tentariam pousar em Salvador.

Graças aos deuses tudo deu certo e o avião pode deslizar suavemente nas pistas do aeroporto Luis Eduardo Magalhães, anteriormente conhecido por “Dois de Julho”.

Um táxi foi fretado para levá-los ao hotel do centro de Salvador.

Ao descerem do veículo, Harry ficou espantado com tanta gente de cor negra e aquele cheiro de azeite de dendê em todas as barracas de ambulantes.

As pessoas os receberam muito bem e ofereceram guias para conhecerem toda a cidade.

Manoel Amaral

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo III
A VIAGEM
“Você vai encontrar muitos inimigos em seu caminho,
mas também vai encontrar amigos,
poucos, mais verdadeiros.”Harry Potter

Tudo estava preparado para a grande viagem a maior cidade brasileira.
Harry iria conhecer um grande centro urbano, mas também apreciar as matas, córregos, rios e a natureza enfim.

Seguiriam para a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, onde de avião chegariam rápido a São Paulo. Mas na última hora resolveram ir de carro, para parar quando fosse preciso, atendendo as prioridades do visitante.

A distância bem longa, cerca de 500 km, umas seis horas de viagem, rodando devagar para apreciação das paisagens, uma exigência do ilustre passageiro.

O roteiro bem planejado com paradas nas principais cidades apenas para tomar um cafezinho ou uma leve refeição.

Deveriam passar por Carmo da Mata, Oliveira, Lavras, com parada estratégica em Varginha para almoço. Nesta cidade foi passada ao nosso herói a famosa história do ET, difícil foi explicar-lhe o que seria um Extra Terrestre como este, de saliências na cabeça e de cor marrom.

Outra parada em Pouso Alegre, ainda em Minas, para um cafezinho rápido e observação da paisagem.

Finalmente, depois de mais de seis horas de viagem, ver carros e mais carros na estrada. Acidentes por todo lado, foi interrogado pelo Harry:
__ O que são estas latarias velhas na beira da estrada?
__ São resultado da imprudência, meu caro! O motorista quer passar um dia na praia e acaba passando o resto da vida no cemitério.

O assunto estava ficando fúnebre, então uma música para animar o ambiente. O DVD foi ligado e muitas imagens e emoções foram passadas para aquele jovem ávido de informações sobre o nosso povo.

Aproximando da grande cidade, o movimento aumentando mais ainda. O hotel escolhido foi bem no centro da capital. A ideia era visitar os pontos principais, algumas atrações turísticas. Chegar na Av. Paulista numa sexta-feira, de manhã, aquele movimento todo. Barracas por todo lado. Turistas comprando tudo que encontravam pela frente. Um espetáculo que nenhum visitante poderia perder.

Acomodados num bom hotel, que curiosamente estavam dando um desconto de cinqüenta por cento de desconto para quem ficasse hospedado por mais de três dias.

Lá do alto do edifício, Harry e Osvandir olhavam a paisagem e o primeiro ficava extasiado com tantas construções e o movimento nas ruas. Chegou até a comentar sobre o assunto, mas logo esqueceram, pois o garçom avisara que estava na hora do almoço.

A dificuldade maior de sair com HP era que ele queria comprar muitas coisas, sem saber preços nem nada. Ia só pegando e Osvandir pagando com o Mega Card de Ouro. No fim das contas, no hotel já tinham uma mala cheia só de compras. As jóias eram as preferidas, depois cinturões de couro, sapatos, tênis, camisas, calças e até um blusão muito moderno, com escudo e tudo mais. Comprou algumas roupas de mulher, dizendo que eram para a sua amiga Hermione Granger. Como ele iria levar isto tudo para casa já era outra história.

Estava separando tudo de acordo com seus principais amigos. Ele disse que achava muito prática as sacolas de plástico, que lá no seu pais eles usam mais as de papel, Osvandir que tinha verdadeira aversão ao produto, explicou-lhe que a origem da maior parte da poluição da terra e das águas do Brasil, estava nestas inocentes sacolas de supermercado.

Visitaram museus, livrarias, foram ao teatro, cinema e até divertiram muito num grande parque. Queria entrar em todos os brinquedos, até no trem fantasma. A montanha russa assustou-o um pouco. Levou um grande choque na hora em que estavam fazendo o loop.

Quando estavam saindo pela última vez, daquele centro tumultuado, perto da Praça da Sé, sentiu pela primeira vez o efeito de um “arrastão”, os bandidos levaram quase tudo que eles tinham comprado. Harry e Osvandir tentaram reagir, mas foram avisados por outras pessoas que não se deve fazer nada porque aqueles bandidos estão sempre bem armados. Osvandir não compactuava com estes pensamentos, mas não falou nada. Saíram dali o quanto antes.

Com a sua estadia ao fim, Osvandir procurou pagar as contas do hotel. Recebeu um livreto-guia com todos os locais mais importantes de São Paulo. Ele achou engraçado, não deveriam dar este folheto na chegada do hóspede?

De carro, ainda, seguiram para o Rio de Janeiro.

Manoel Amaral

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo II
HARRY E SEU TESOURO
“Porque onde estiver o vosso tesouro,
aí estará também o vosso coração.”
Harry Potter e as Relíquias da Morte

Tinha numa bolsa de tecido de linho grosseiro, um tesouro: 100 Galeões, moedas de ouro; 80 Sicles, de prata; 10 Niem, de bronze, algumas Harry ganhou no prêmio do torneio Quadribol, realizado nas vésperas de sua partida. Este esporte é muito admirado pelos jovens da terra de HP.

Osvandir deu uma chegadinha com Harry até a casa de seu tio para a primeira troca de roupas.
Algumas serviram como uma luva, outras achou muito apertadas. Jogou a sua sandália de couro debaixo da cama e passou a mão num big tênis, todo colorido. Experimentou, um pouco grande; puxou o cadarço, este ajustou-se ao seu pé. Uma camisa xadrez foi a que mais gostou. Era de um algodão leve. Quis levar um blusão de couro, da Argentina, mas estava fazendo muito calor. Pegou uma calça jeans de marca muito conhecida em sua terra, achou uma maravilha, ajustou perfeitamente ao seu corpo. Conferiu aqueles bolsos fundos e passou a mão sobre os rasgados e remendos próprios da confecção e adorou.
Voltaram para o Hotel JKR, ali no centro onde estava hospedado. O carro seguia normalmente e ele não cansava de escutar as música e ver os vídeos no mini DVD.
Ao chegarem ao hotel o Proprietário, todo solícito, estava a espera para contar as últimas novidades. Ele havia contatado o Banco, para conseguir um Cartão Mega Ouro, sem limites de crédito. Confiando no Osvandir, é claro!
Mas a chegarem ao banco notaram certo alvoroço. O Gerente estava esperando-os e disse-lhes que dois bandidos mascarados acabavam de levar alguns milhões de um Senhor que ia fazer um depósito para sua empresa.
Conversando com Harry, Osvandir pediu-lhe que mostrasse as moedas de ouro (galeões) para o especialista avaliar.
Se fosse pelo peso, cada moeda pesou 25 gramas o que equivaleria a R$1.320,00 cada uma, ou seja, a um preço de R$53,00 por grama, em preço atual. Mas devido ao valor histórico o preço subiu astronomicamente.
O problema crucial para o banco é que não encontraram no seu catálogo nenhuma referência para aquele tipo de moeda. Foi chamado um experiente ourives para medir o grau de pureza. Este ficou maravilhado com a moeda que apresentava 99,0% de puro ouro.
As moedas de prata, também eram muito puras. A prata tinha um preço de mercado a uma base de R$2,00 o grama. Mas também estas pareciam diferentes e o valor histórico fez com que o seu preço ficasse nas alturas.
O Gerente, já um pouco vermelho de tanta emoção, louco para por as mãos naquele ouro todo, cerca de 100 moedas, foi logo liberando a conta especial, com vários cartões de crédito Mega Ouro, inclusive um internacional, outro para viagens aéreas e aquelas baboseiras como canetinhas de brinde, chaveiros, agenda, bolsa de legítimo couro de jacaré do Pantanal, criação exclusiva para aquela entidade.
Com os cartões de crédito em mãos, Osvandir levou HP para um passeio pelos shoppings da cidade.
Tudo que via de diferente, queria pegar, experimentar, cheirar. Aquele jovem, com cara de inglês, meio avermelhado e com algumas sardas no rosto.
Quando viu a escada rolante, ficou com medo de subir, achou-a um pouco diferente das que conhecia.
Numa grande loja com nome em letras bem vermelhas, fez a sua primeira compra: um livro. Adivinhem o título: O sétimo e último nosso conhecido, denominado Harry Potter and the Deathly Hallows, (Harry Potter e as Relíquias da Morte).
Leu alguma coisa, sacudiu a cabeça, parece que entendeu pouco. Fechou o livro e colocou naquela bolsa de couro que ganhou (ou que pagou) daquele banco.
Tentou pedir ao Osvandir alguma explicação, mas sem computador na mão ficou difícil a conversação.
Comprou outras coisas como colares de ouro puro, medalhões e ficou encantado com algumas malas, acabou comprando três, de tamanhos variados.
Convidado a comer alguma coisa, adorou a batatinha frita e alguns tipos de carne. Bebeu guaraná depois um bom vinho do Sul do país.
Retornando ao Hotel JKR tirou uma boa soneca, sonhou coisas terríveis, com aqueles monstros, da sua Escola de Magia. Acordou duas horas depois, tomou um bom banho e encontrou Osvandir ali no Net Book, pequeno objeto de desejo de muitos jovens.
No outro dia a grande viagem para São Paulo.
Manoel Amaral