OSVANDIR E NAZTAR NA ÁFRICA DO SUL

Capítulo Final

O GOLPE DOS DIAMANTES
OU O DIA EM QUE AS VUVUZELAS SILENCIARAM

As famosas vuvuzelas, (no Brasil conhecida como corneta ou cornetão e em Moçambique como xipalapala), estavam fazendo um barulho ensurdecedor, parecia uma grande colméia de abelhas africanas. Amarelo, verde e laranja, eram as cores que se destacavam naquele evento.

Osvandir e Naztar estavam ali no meio daquela multidão enlouquecida. Fotos, sanduíches, bebidas, água, tudo no meio daquele movimento de vai-e-vem de todo mundo antes de começar o jogo.

Jogo iniciado no estádio Nelson Mandela Baya, Brasil e Holanda entraram em combate, foi mesmo uma guerra. Cada lado tentando colocar a bola na rede.

Um gol para o Brasil, depois o empate e a Holanda fez mais um, 2 x 1, aí os jogadores de nossa seleção perderam o rumo, ficaram, desorientados. Sem contar no caso do Felipe Melo que deu uma pisada em Robben, sem nenhuma necessidade e foi expulso de campo. Nossa Seleção já profundamente abalada acabou perdendo o jogo.
No final as vuvuzelas silenciaram.

Engraçado que Osvandir saiu normalmente do estádio e Naztar é que estava abalado com a derrota do Brasil.

No Hotel novo recado para os dois, entraram e saíram imediatamente, nem tiveram tempo para almoçar, tomaram um rápido lanche e foram saber direito do que se tratava.

Quando abriram o jornal, lá estava a manchete:

HOLANDÊS É SEQUESTRADO NA ÁFRICA DO SUL
Vítima de um golpe, ele foi sequestrado no aeroporto de Joanesburgo, – completava o título.
Com essa bomba nas mãos, lá estavam Osvandir e Naztar, tentando achar uma solução para o caso.

Foi aí que Osvandir lembrou que já houvera um outro seqüestro de um brasileiro, seria a repetição da mesma história.

Eles iludem as pessoas com e-mail, telefonemas e prometem fortunas depositadas em seu nome quando o negócio for realizado. É o famoso Golpe “419 scam”.
Vejam o destaque para este assunto que são dado por jornais na África:
“O chamado ” 419 scam “é um tipo de fraude dominada por criminosos da Nigéria e outros países da África. As vítimas do golpe éi prometido uma grande quantia em dinheiro, como um prêmio da loteria, herança, dinheiro depositado em alguma conta bancária, etc

As vítimas nunca recebem essa fortuna inexistente, mas são aliciadas para enviar seu dinheiro para os criminosos, que permanecem anônimos. Eles escondem a sua verdadeira identidade e localização usando nomes e endereços postais falsos, bem como a comunicação via e-mail gratuito, contas anônimas e telefones celulares.


Tenha em mente que scammers não usam seus nomes reais para fraudar e aliciar as pessoas. Os criminosos usam nomes de pessoas ou empresas reais ou inventam nomes ou endereços falsos. Qualquer pessoa real ou empresas a seguir mencionadas não têm ligação à scammers
!”

No caso do empresário holandês aconteceu o mesmo. Venderam para sua empresa, uma grande quantidade de diamantes brutos, por um preço baixíssimo.

Quando ele veio buscar a mercadoria, um negócio milionário, ao descer no Aeroporto Internacional OR Tambo, foi seqüestrado pela quadrilha nigeriana.
A polícia estava fazendo busca na região onde eles costumam colocar as pessoas seqüestradas e nada encontraram.

Osvandir e Naztar deram mais sorte, foram para região sul de Joanesburgo e numa casa “laranjada”, muito suspeita, localizaram cinco bandidos, fortemente armados. Chamaram a polícia e o comerciante holandês, inexperiente, foi liberado.

Ele confessou na delegacia que foi torturado com ferro de passar roupas e cigarro. Ficou sem alimentação por um dia e não pode tomar banho durante o período que ficou em cativeiro.

De volta ao Hotel Paris Hilton, encontraram uma famosa cantora do mesmo nome que foi presa por fumar maconha no recinto.

De manhã Osvandir voltou ao Brasil e Naztar ficaria por lá mais alguns dias, na esperança de ver o seu país (EUA) Campeão da Copa.

Manoel Amaral

OSVANDIR & NAZTAR, O NETO DE TARZAN

Capítulo IV
UM SAFÁRI NO SERENGETI

Serengeti vem da palavra Masai, Siringit, “que significa o lugar onde a terra vai durar para sempre” e remete para as planícies relvadas, que compõem cerca de um terço do mais antigo parque da Tanzânia.

Tanzânia, cuja capital fica em Dodoma, é um país de vastas planícies, montanhas e grandes lagos.

Mas Osvandir e Naztar não estavam num safári no Serengeti, apenas atravessaram parte do parque e se dirigiram para bem próximo do Monte Kilimanjaro, com 5.985 m de altura, uma das maiores montanhas do mundo, que durante a maior parte do ano o pico fica coberto de neve. Foram para resgatar dois turistas ingleses e três americanos.

Eles estavam perdidos no emaranhado de Ngorongoro Crater, à beira da famosa Cratera Ngorongoro, no extremo leste do Serengeti, na Tanzânia do norte.

Para atender ao pedido mais rapidamente, Osvandir e Naztar foram de jipe até certo ponto, depois partiram de balão sobre a planície, que permitia uma visão diferente da vida selvagem e da paisagem.
De câmara digital nas mãos iam fotografando tudo. De vez em quando um leão aparecia faminto, devorando uma gazela ou um antílope, caçado pelas fêmeas. Os gnus estavam em toda parte.
Viram Leões, leopardos, crocodilos, guepardos, rinocerontes, gnus, zebras, impalas, javalis, topi (ou antílopes), gazelas e hiena, chita e caracal (ou lince-do-deserto, é um carnívoro da família dos felídeos). Predadores e presas todos ali juntos, numa visão sem igual.

Serengeti é sinônimo de vastos rebanhos de variados animais selvagens que realizam movimentos migratórios ao longo do ano e que podem ser observadas nas planícies de mais de 14 mil km² do parque.

Era hora de descer do balão e seguir a pé, até o sopé da montanha.
Um vento começava a soprar do leste e um friozinho a congelar as mãos.

Um javali assustado, com cria nova, ameaçou atacar Naztar, mas a perícia de Osvandir afastou-o da vítima.

Um javali pode pesar mais de cem quilos e é considerado na África como símbolo da força, da coragem e da bravura, sua presas eram utilizadas como amuletos em longos colares pelos povos primitivos.

Seguiam os dois distraidamente, conversando sobre o próximo jogo do Brasil contra a Holanda, no campo do Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, quando esbarraram numa jibóia conhecida sob o nome indígena de «Iran Cego». Um pulo por um lado e uma observação, ela estava devorando um pequeno mamífero.

Agora ficava mais difícil, subir uma rampa cheia de pedregulhos, atravessar um cem número de buracos e equilibrar sobre precipícios.
Numa altitude já bem avançada, encontraram sinais de um acampamento. As cinzas de uma fogueira, ainda quentes, indicavam que estiveram por ali.

Um escorregão e Naztar foi parar lá em baixo, numa queda de uns 15 metros, rolando mato abaixo. Muito preocupado Osvandir perguntou se havia algum ferimento e este respondeu que estava bem.

Seguiram dali mesmo por uma trilha e tiveram a sorte de ouvir alguns gritos. Eram os malfadados turistas perdidos.

Foi Naztar que entendeu melhor o pedido de socorro, vinha de uma matinha próxima. Um helicóptero de busca acabava de sobrevoar aquela região.

Encontrados os turistas, foram alimentados com algumas barras de chocolate e cereais, por Osvandir.

Através de sinais no solo conseguiram atrair a atenção do piloto. Embarcaram todos para a cidade mais próxima, colocando fim em mais uma frustrada escalada de montanha na África por turistas inexperientes a procura de aventura selvagem.

Chegaram ao hotel cinco horas antes do jogo do Brasil x Holanda e o barulho era enorme. O amarelo e o vermelho dominavam todas as cores naquela manhã.

Manoel Amaral

Fonte Pesquisa: www.serengeti.org/, safari.go2africa.com/tanzania/serengeti-safari.asp,
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