O MEDO



 “A diferença entre a polícia e o bandido é que o crime paga melhor.”  Ediel
Medo, medo de tudo, de viajar, trabalhar, abrir o portão da garagem.
Temos que fazer diversos trajetos ao sair de casa, tomar cuidado com o celular, o tablet ou o dinheiro no bolso, coisas que desaparecem num abrir e fechar de olhos.
Bandido hoje é mais equipado do que a polícia. Tem mais dinheiro que todo mundo. Pode pintar e bordar que não vai preso. Já nós, só bordar…
Em Aparecida do Norte, estando na rua fique com a mão no bolso por que lá o dinheiro desaparece como por encanto. Não é só lá em toda cidade grande e agora também nas pequenas. Não temos salvação, só mesmo jogando uma bomba atômica no país e depois começar tudo de novo.
Lembrei até de um filme, mas não o nome, onde quando encerra a guerra numa periferia de um grande centro, matando todos os líderes, uma criança de uns dez anos aparece e levanta um fuzil.
Significa que a guerra nunca vai acabar.
Estamos no fim do fim? Parece que sim, tem de tudo atualmente: muita liberdade, governo desgovernado, povo desesperado, bandido no comando e terminar não sabem quando.
As chuvas não vêm quando precisamos, quando vem saem arrasando tudo. A seca já atinge locais nunca dantes atingidos. Rios estão secando, geleiras derretendo, temperatura só aumentando. Terremotos, maremotos, tufões, vulcões, tsunamis cada dia aumentam mais, é o efeito dominó.
E o lixo só diversificando. O mar está todo poluído, os rios nem se fala, os córregos estão cinza-escuro. As nascentes estão secando.
A coisa está preta, pior que preta: pretíssima! O homem, principal responsável por isto tudo, continua poluindo cada vez mais.
E o país onde tem a maior reserva de água doce do mundo, está com falta d’água em vários locais.
São Paulo, a maior cidade da América Latrina, está pedindo água.
E aviões sumindo, navios afundando, carros batendo, trens descarrilhando e o ser humano desintegrando.
O povo está ficando cansado de esperar por liberdade e segurança, ensino e saúde, paz sem guerra e nada de bom vislumbra no horizonte.
O homem não pode nem exercer o seu sagrado direito de defesa que vão logo esquartejando e separando-lhe a cabeça.
A vida é dura, cruel, difícil de acreditar. O real ultrapassa a ficção.
É o produto ruim do homem, homem que devora o homem.
Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

DESPERADOS

DESPERADOS
Libere o seu lado insano
Imagem Google
A cena: 10h30min, uma jovem mulher desce correndo a rua, entra numa padaria, abre a geladeira, tira uma garrafa long neck,  com um líquido dourado. Paga a conta a garota do caixa, vai até ao fundo, pega um abridor.
Um barulho se ouve: tinlintintim! A tampinha bate nos ladrilhos e vai parar debaixo de uma mesa.
Sai em disparada, esbarra no garçom, este se assusta, depois sorri. A garota é bonita.
Jogando aquele líquido goela abaixo ela passa próximo a um hotel, dobra a esquina e entra num carro muito chique.
Um senhor curioso para saber que tipo de bebida era aquela,foi logo perguntando a mocinha do caixa:
— O que era aquela bebida?
— O Senhor não sabe? É a nova cerveja que veio da França, com uma mistura de Tequila.
— Mas as mulheres saem bebendo assim no bico da garrafa, no meio da rua?
— Hiii! Velhinho, o Senhor não sabe de nada, elas fazem coisas muito piores!
— Ia para uma balada, com um sugestivo nome de “Os Desesperados”, lá pras bandas da mata virgem. Dizem que lá o bicho pega – foi logo dizendo uma jovem que estava fazendo compras.
— Hum, mas que coisa esquisita, como é o nome da cerveja?
— Desperados.
Não contente com todas as informações, foi até a geladeira e olhou a garrafa da bebida e lá estava: Desperados.
Aí um leitor mais atento que bicho de preguiça dirá:
— O  autor errou o título.
Não amigo, não errou, o nome certo é DESPERADOS.
Desperado em tradução, via google, quer dizer bandido, malfeitor. Mas pode também significar desesperado. Quem está desesperado pode fazer qualquer coisa para obter o que pretende.
E lá se foi o velhinho levando uma sacola de pães e horrorizado com o que viu e ouviu.
São os tempos mais que modernos e depois dizem que nós é que somos insanos.
Manoel Amaral