AS CINZAS DA QUARTA

QUARTA-FEIRA SÓ DEU CINZAS
Vários tons de cinza

Caí na bobagem de abrir o Face na quarta-feira e olha que arrependi.

Só deu cinzas voando por todo lado. Gente aprendendo a cozinhar miojo. Outros tentando ser escritor. Vários postando fotos dos passeios e da família.

Mas que lástima, panelas de comidas caseiras no fogo. As paisagens eram as piores possíveis.

Desencantei-me com o final do carnaval: uma montanha de lixo por todo lado. No Rio, São Paulo e Belo Horizonte os coitados dos garis tiveram que trabalhar dobrado.

Os brasileiros (e também os turistas) não têm um pingo de educação, com a lixeira logo a frente e eles jogam garrafas, latas, copos, pedaços de fantasia, tapa-sexos, tudo na rua.

E o que é pior, não estão nem aí, querem é saracotear.

Fiquei chateado, chateado mesmo. Entra ano e sai ano é tudo igual, a população não muda. Estão sempre fazendo a mesma coisa.

Os que vão para zona rural nem sequer recolhem o lixo. Atacam as nascentes, as cachoeiras e largam para trás as indesejáveis garrafas pet.

De volta para suas casas vão ao supermercado como se fossem para a guerra. Compram tudo que precisam e o que não precisam.

Fico imaginando se houvesse um apagão por um mês: as velas e muitos outros relacionados acabariam. O povo iria desesperar, sem carne, sem água, gasolina e gás. Voltaríamos a Idade Média, queimaríamos os restos das árvores da já desmatada Amazônia.

O comércio voltaria ao sistema de troca. Os pequenos agricultores, que produzem para sustento seriam os que se dariam bem.

Os grandes supermercados, shoppings e redes de lojas iriam fechar.
Uma coisa boa: voltaríamos a tomar o leite quentinho, da vaquinha do seu Joaquim.

Vou parar por aqui, depois faço uma série sobre o assunto.

Manoel Amaral

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ESTRANHO MEDICAMENTO

ESTRANHO MEDICAMENTO
Osvandir estava em São Tomé das Letras, em Minas Gerais, num local onde diziam que um portal levava as pessoas para o passado.
Não pensou duas vezes, ligou a sua possante moto, acelerou, tudo escureceu e ele foi parar no século XVII, caindo no Oriente Médio em pleno período do Império Otomano.
O império constava entre as principais potências políticas da Europa e vários países europeus.
A Europa estava envolvida na Guerra dos Trinta Anos, na mesma época.
O que se via eram campos de batalha e gente morta por todos os lados.
Osvandir levou o seu tablet e procurou saber de um dos guerreiros que guerra era aquela, tomou conhecimento que ali era parte do Império Otomano.
O homem não sabia informar com precisão onde estavam, o terreno era montanhoso e um rio passava logo abaixo.
Procurou um posto de tratamento de guerra e encontrou várias enfermeiras que cuidavam de muitas pessoas.
Ele queria um remédio para tratamento de um arranhão que sofreu quando caiu de sua moto.
Ela passou-lhe um líquido avermelhado, ele ficou com medo de passar e pegar mais infecção, mas a agente de saúde informou-lhe que poderia ficar tranquilo que aquilo acabaria com as suas dores.
Passeando por ali, encontrou várias pessoas sendo tratadas com um remédio muito interessante.
Ficou muito curioso para saber em que aplicavam este estranho medicamento.
A moça, com roupa de branco, informou-lhe que aquilo receitado para todos soldados que estavam com diarreia infecciosa.
Um tubo era inserido no ânus dos doentes e injetavam por ali o líquido, depois de alguns exames do paciente.
Informou a bactéria clostridium difficile, se é que ele entendeu direito, causava várias doenças intestinais.
As outras injetadas eram consideradas as bactérias amigáveis, sem elas o organismo pode desenvolver uma série de doenças nos intestinos humanos.
Osvandir pediu a mulher dois vidros do produto, colocou em sua bolsa e partiu para um local, no alto de uma montanha, acelerou a moto e partiu para o presente.
Ela informou que o produto deveria ser usado dentro de cinco dias, do contrário perderia a validade.
Naquele voo sensacional, que só ele pode fazer, foi cair lá na cidade de ouro preto, na entrada de uma velha mina de ouro.
Desceu para o centro da cidade e viu uma faixa anunciando:
XIII SEMANA BRASILEIRA DO APARELHO DIGESTIVO
Osvandir procurou um dos médicos e contou-lhe a sua história. Ele informou que o seminário era sobre o assunto.
Aproveitou e apresentou-lhe os dois recipientes com o “remédio”.
Em análise posterior ficou comprovado que aquilo era cocô humano.
MANOEL AMARAL

OSVANDIR E O PORTAL DO TEMPO – Cap. I

OSVANDIR E PORTAL DO TEMPO – I


Capítulo I
OSVANDIR E O PORTAL DO TEMPO

“Só um tolo deseja aquilo que não pode ter”.
Rei Arthur

Osvandir, agora com 32 anos, moreno claro, olhos azuis, corpo escultural, lutador de várias modalidades de artes marciais asiáticas, aprendidas com o Mestre Moura, no Ceará. E ainda a Capoeira, e o Vale Tudo, no Rio de Janeiro, sendo um exímio atirador com a sua pistola Beretta, de fabricação italiana, da época da segunda Guerra Mundial.

Seus pais Osvaldir e Osvandira, tiveram um fim trágico numa estrada do interior goiano. Os corpos nunca foram encontrados. A origem do nome de  OSV-ANDIR começou aí. Bem, agora devidamente apresentado vamos à aventura.

Há muito queria visitar a Porta do Sol, no Peru, a entrada para Machu Picchu no tempo do império, com uns 2.700 metros de altitude.

Como ele não é muito afeito a altura, começou a passar mal, sua moto perdeu velocidade. Bateu num barranco, saiu da estrada. Osvandir foi arremessado a mais de 200 metros morro abaixo. Por sorte, na queda, conseguiu agarrar-se numa raiz e voltou para o topo, depois de muito esforço e vários cortes nas mãos.

Os antigos descendentes dos Incas diziam que a Porta do Sol era na realidade um Portal do Tempo. E Osvandir não escondia de ninguém o que ele pretendia fazer.

Foi chegando mais perto, as trilhas piorando, até que numa curva de 180 graus quase perdeu a vida, se não fosse a perícia de um de seus colegas em alertá-lo, hoje ele não estaria por aqui.

Lá no alto o Portal todo imponente com a figura de um jaguar estilizado, no centro, ao alto da porta.

O monumento foi analisado de um lado e de outro. O lado escolhido para entrada foi por onde apareceria o jaguar.

O salto foi preparado para o nascer do sol do dia seguinte. Mochilas e barracas foram retiradas das motos e após alguns minutos estava tudo armado. Seria uma noite de muitas histórias lá no alto daquele ponto turístico do Peru.

Nem bem amanheceu Osvandir já estava pronto para a partida. Os seus colegas estavam curiosos com o que poderia acontecer.

Acelerou ao máximo a sua moto Harley-Davidson, a distância era pequena. Numa manobra suspendeu a roda da frente e deu o salto para o desconhecido.

Os seus colegas foram do outro lado e Osvandir tinha desaparecido com a moto e tudo, só ficando para trás um lenço azul, para pescoço, em tricô, feito por sua avó. 

Assombrados, eles partiram em busca de informações e chegaram a conclusão que ele atravessara mesmo o Portal do Tempo.

Onde fora parar?

(Continua…)

Manoel Amaral

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Capítulo II
OSVANDIR E UM SALTO NO ESCURO

“Não existe morte pior que o fim da esperança”
Rei Arthur

Osvandir caíra num monte de feno, numa velha estrebaria, ao lado de um magnífico castelo.

Perguntando a um assustado zelador onde estaria, este respondeu:
— Nas terras do pai de Arthur e ali o seu castelo. Onde foi que conseguiu uma armadura como essa? – Ele referia-se ao capacete, ao tênis Nike e o blusão negro do Osvandir.

— Vim do futuro! – Aí as coisas pioraram, o velho zelador Joseph do Morro Alto, ficou mais assustado ainda.

— Que máquina é essa aí, como isso anda em duas rodas deste jeito. Aqui os carros têm rodas paralelas.

— Isto é uma Moto, de Motocicleta, ou seja: veículo de duas rodas.

— Meu Deus, como este mundo está mudado! Isto só pode ser mágica do Mago Merlin.

— Onde posso encontrá-lo? – Quis saber Osvandir.

— O velho Mago? Ele vive no castelo do pai Arthur, mas para encontrá-lo basta dar uma volta pela floresta, a tardinha, ele está sempre por ali colhendo plantas medicinais.

Osvandir seguiu a orientação do velho Joseph, que só sabia lidar com cavalos.

Deu sorte, naquela tarde, depois de rondar o castelo, entrar na mata, viu um velho de barba branquinha. Bem diferente das figuras dos livros de sua juventude, mas era ele mesmo: o Mago Merlin! O mais famoso de todos os tempos.

A conversa não foi muito boa, Merlin não queria papo com um desconhecido. Quando Osvandir falou que era do futuro, aí o velhinho ficou entusiasmado. Queria saber uma porção de coisas.

— E esse belo sapato? Como foi feito? Que couro usou? – perguntou.

— Não usou couro natural, apenas uma imitação, é o couro sintético.

— Mas Nike, você veio como? Voando? Numa máquina do tempo?

A mocinha chamava Michael J. Fox,  de Calvin Klein, famosa marca de calças jeans dos anos oitenta, porque vira o nome gravado numa de suas calças, na história do filme “De volta para o futuro”.

— Mestre, o meu nome não é Nike, isto é apenas uma marca de tênis. Meu nome é Osvandir.


Com tantas coisas para perguntar, de ambas as partes, foram encaminhando-se para o castelo.

Logo na entrada encontraram o jovem Arthur.

(Continua…) Escrito originalmente em 25/07/2012

Manoel Amaral
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Capítulo III
O MAGO E OSVANDIR

Se queres prever o futuro, estuda o passado.
No interior do castelo, próximo da sala do trono, aquele jovem queria saber para onde Osvandir ia com aquela armadura toda. Se seria algum campeonato ou torneio de algum reino vizinho.

Osvandir informou que aquela vestimenta era apenas o equipamento de proteção para quem fosse usar um veículo do futuro.

— Futuro? Você disse futuro? Quem é este jovem, Merlin? – As preocupações tinham fundamento, naquela época poderiam aparecer espiões contando mentiras sobre outros reinos.

— Arthur, vou conversar direito com Osvandir, depois nós dois conversamos.
— Osvandir? Este é o nome dele? Nunca vi um nome tão estranho assim!

Chegando, no que seria assim como um laboratório, com tubos por todos os lados e muitas anotações até nas paredes, puderam conversar mais à vontade.

O Mago queria saber muitas coisas, principalmente onde estava a máquina que usara para chegar até aquelas terras.

Osvandir informou que não usara nenhum veículo, apenas um Portal do Tempo. Que vinha do Brasil, mais precisamente de outro continente. Devido a incredulidade do Mestre, Osvandir teve que leva-lo até a sua moto, que estava guardada na estrebaria.

Quando a viu ficou completamente pasmo. Amarelou, vermelhou e falou:
— Mas que raios é isso? Uma máquina do tempo? Como funciona? – E foi logo tomando o assento, ligando a chave de ignição e sem saber acelerou.

O tombo já era esperado. Não machucou-se porque ali só tinha feno.

— Quero dar uma volta e ir para o futuro!
— Não é bem assim Merlin. Vamos apenas dar uma volta.

Osvandir escolheu um pequeno trecho da estrada, foi e voltou, para a decepção do velhinho. Ele queria ir para o futuro.

O quarto que foi destinado ao novo hóspede, era bem próximo do laboratório.

Abriu a sua mochila, sob os olhares do Mago, que observava tudo. Retirou duas garrafinhas de 200 ml de Coca Cola e deu uma para ele provar.

— Hummmmm! Parece xarope. Para que serve?

— Não, isso não é remédio é refrigerante, uma bebida de nosso tempo.
— Vou pesquisar os ingredientes.

Osvandir guardou a outra junto com os seus equipamentos e pediu ao seu novo amigo que o levasse até onde estava enterrada a espada Excalibur.

(Continua…)

Manoel Amaral
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EXCALIBUR


“Excalibur, o mito, a espada
Que numa rocha foi enfiada
E Artur provou o 
seu valor
Quando da pedra a arrancou.”

Ibernise M. 
Morais Silva. Indiara (GO),
O mito, a lenda, lá estava aquela linda espada toda cravejada de brilhantes e com o cabo em ouro maciço, enterrada até a metade numa rocha.

Se fosse no Brasil já tinha quebrado a rocha de qualquer jeito para roubar a espada, mas naquele reino onde contaria mesmo era a honra, a honestidade e a lealdade, o jovem teria que retirá-la com as suas próprias forças, para tornar-se rei.

Osvandir olhou de um lado, de outro, ela estava numa pedra grande, de granito. Balançou-a, experimentou arrancá-la, nada! Ela estava profundamente enfiada numa rachadura.

Voltando ao castelo, foram almoçar.

Perguntando sobre vinagre, alguém lhe passou um pequeno recipiente de vidro com um líquido escuro. Era o mais puro vinagre balsâmico que usavam nas refeições naquele tempo.

Guardou o vidro junto com a coca cola. Estava pensando numa maneira de ajudar o jovem Arthur.

Na primeira noite fez uma mistura líquida, foi até a espada despejou um pouco em todo contorno da lâmina. Balançou-a mais um pouco e nova dose daquele líquido misterioso.

Na noite seguinte fez o mesmo e assim foi durante uma semana.

No sábado Arthur iria tentar retirar a espada. A festa estava toda pronta. Um dos mais belos cavalos fora escolhido para levar o jovem Arthur até o local.
A multidão aglomerara em torno daquela famosa espada, a Excalibur.

Quem conseguisse retirá-la tornar-se-ia o rei. Muitos tentaram, mas em vão, agora pela última vez era permitido ao jovem exercer este direito.
Foi aproximando-se aos poucos, o sol batia naquela lâmina de aço e refletia nos seus olhos.

Posicionou com um pé direito próximo da base da espada, com as duas mãos fez um primeiro esforço, nada! Na segunda tentativa a espada se moveu, estava saindo da pedra. Na terceira ela soltou-se totalmente e foi erguida.
Um grito partiu da multidão. Logo as festas começaram. O povo festejou até o raiar do dia.

A coroação do rei estava marcada para as 10h00min, tudo acertado.

Osvandir ia partir. O Mago Merlin estava ao seu lado indicando que o melhor local seria um portão nos fundos da muralha do castelo, que diziam onde as pessoas desapareciam.

A máquina roncou, as rodas da frente estavam no ar, Osvandir sentiu um friozinho na barriga. Partiu!

Já do outro lado caiu perto de um portão de cemitério de uma antiga igreja de cidade histórica de Minas.

Repetindo a história para os seus colegas a sua volta eles não entenderem uma parte:
— Osvandir, mas que líquido misterioso era aquele que você usou para ajudar o Arthur a extrair a espada da pedra.

— Um dia eu colocava um pouco de vinagre, outro dia coca cola. É que li numa dessas histórias romanas que um rei dissolveu as pedras de uma montanha, com vinagre, para passar com o seu exército, lá na Itália; fiz o mesmo com a pedra, para liberar a espada.

— Mas o que tem a ver a coca cola com isso?

— Você nunca ouviu falar que coca cola com suco de abacaxi dissolve pedra nos rins?

Manoel Amaral

Fonte: 
Para ler todo o poema:
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D. CAIXOTE SEM MANCHA E SANTO PRANCHA III

Capítulo III
Cavaleiros Andantes
“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória!”
(Cavaleiros Templários)

Os cavaleiros andantes agora eram apenas andarilhos. Os animais foram roubados, algumas coisas de uso pessoal também. A fome era tanta que correram para o mato a procura de alguma fruta. Encontraram bacupari e alguns coquinhos cujas castanhas eram muito difíceis de retirá-las. As mulheres seguiram o seu caminho, a residência delas era num pequeno povoado a alguns quilômetros daquele local.


Com o estômago cheio de castanhas, o efeito intestinal, naquele sol, não foi dos mais agradáveis. Dom Caixote seguia pela estrada e daí a poucos passos, entrava no mato. Prancha passou a caminhar diretamente no mato, ficava mais fácil, era só agachar e evacuar.

Numa das agachadas o desastrado servo passou a mão nalgumas folhas para limpar-se e sentiu uma coceira dolorosa, era uma taturana venenosa. O pobre Prancha ficou sem poder sentar-se por um tempão. No povoado, um farmacêutico aplicou-lhe uma injeção para atenuar a dor anal.

As mulheres já haviam esparramado a notícia sobre o assalto aos dois e aumentaram bem o fato. Ficaram conhecidíssimos na região. História passada de boca-em-boca, cada um aumenta um pouco, chega até a virar romance, e que romance!

Todos queriam ver a armadura medieval de Dom Caixote e rir das desventuras do cavaleiro sem cavalo, o Prancha.

As viagens continuaram e cada vez mais, naquela alucinação, D.Caixote imaginava estar vivendo na idade média à procura de sua amada Teteia. Por onde passava era saudado ou apedrejado pelo povo.

Ele precisava manter aquele sonho: encontrar a sua doce namorada fictícia. A colocava no altar como uma santa.

Viajando por aquele grande Estado encontrou um rebanho de bovinos, confundindo-os com um exército inimigo avança contra os animais, mas é surrado pelos boiadeiros além de ser pisoteado pelos bois. No meio daquele pasto verde, ficou muito ferido e acabou perdendo alguns dentes, foi aí que Santo Prancha vendo aquele figura horrível, denominou-o de “O Cavaleiro de Triste Feiura”.

Mas o seu desejo de combater as injustiças e encontrar sua Dama segue viagem, sempre enfrentando situações ridículas e seguido por seu fiel escudeiro.

Pegam carona num camionete cheia de gente mal-encarada. Na próxima cidade eles assaltam um banco e nosso herói ajuda aos ladrões pensando estar libertando escravos.

No meio daquela confusão foi pego por alguns policiais, enquanto os ladrões fugiam com todo o dinheiro.

Na delegacia foi que o Delegado descobriu que Dom Caixote e Santo Prancha não tinham nada com o assalto, foram simplesmente utilizado com “Comissão de Frente”.

Finalmente encontram duas senhoras naquela cidade que ele imaginava ser uma a mãe e a outra a sua adorada e eterna namorada.

Alguns comerciantes deram aos dois alguma alimentação, até que a ambulância parou numa rua estreita, dois homens de branco desceram e os colocaram numas camisas de força e foram internados como loucos, num sanatório bem longe da cidade.

Dom Quixote ainda imaginava que aqueles dois eram enviados do Mago Merlim que viria para impedi-los de trabalhar contra as injustiças do mundo.

(Pode continuar, ou não.)

Manoel Amaral
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Leia:
Dom Caixote sem Mancha I – O Pangaré

Dom Caixote sem Mancha II – O Resgate dos Escravos

http://osvandir.blogspot.com.br/2011/03/d-caixote-sem-mancha-e-santo-prancha.html