BOB ESPONJA, PATRIC E LULA MOLUSCO

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E Bob Esponja tomou uma decisão: largaria aquele bar, junto com seu amigo Patric e Lula Molusco, resolveram subir para a superfície.

Depois de muitas bolhas avistou terra, terra que não acabava mais.

Ali aportando no continente, viram uns humanos quase pelados.

Os habitantes perguntaram pelos navios, os brindes, a comida e outras quinquilharias. Bob ficou surpreso, eles falavam a sua língua.

–Quem são e onde estamos ?

Disseram que eram os Canindés e que o local era a Terra de Santa Cruz.

Patric, o seu melhor amigo, encontrou um bom lugar para morar. Uma casinha redonda, como a sua, toda coberta de uns finos fios, um Senhor informou que era capim Sapé.

Lula Molusco ficou sabendo que tinha um índio muito parecido com ele nestas boas  terras das mulheres peladas.

Eles, os nativos, informaram ainda que haviam outras comunidades para dentro do continente.

Ficaram com aqueles anfitriões por alguns dias e depois partiram em busca do ouro perdido, isto é, da esperança perdida. Só que eles não podiam afastar-se muito das praias, pois toda hora deviam tomam um bom banho para recuperar as forças.
O Bob não estava nem ligando, mas seus companheiros não aguentavam nem um quilômetro sem entrar na água. Patric era o mais prejudicado.

Até que Lula Molusco estava adaptando-se bem naquelas terras. Com quatro tentáculos, subia morros e pulava pedras, com muita disposição.

Ao longe avistaram uma comunidade, bem maior que a do fundo do mar. 
Imaginaram: é ali que vamos passar uma boa temporada.

Lá chegando o Lula Molusco foi logo perguntando pelo índio seu Xará, mas ele vivia em outra tribo, muito longe dali.

Patric  estava muito feliz, arranjou muitos amigos humanos por ali. Corria na praia, voltava até onde estavam  morando.

Aquele reino não era o do seu mundo, ali tinha muitas mulheres bonitas, comidas a vontade, sem precisar trabalhar.

Até o Bob Esponja, que sempre vivia fabricando hambúrguer, agora adorava uma soneca naquelas redes.

O chefe “Beiço Comprido” da tribo dos Canindés ficara para trás, agora por aqui o cacique era “Boi Deitado”. Bonachão, não queria saber de briga com ninguém. Gostou daqueles três novos amigos.

Mas muita calmaria é sinal de perigo, uma tribo de índios antropófagos aproximava da região.

(Continua…)

Manoel Amaral

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IGAÇABA: URNA FUNERÁRIA DOS ÍNDIOS

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Na maioria dos estados brasileiros são encontradas urnas funerárias indígenas.

Ontem estivemos em Leandro Ferreira, M/G, terra do Pe. Libério e lá no museu dos milagres encontramos várias urnas funerárias indígenas.

Trata-se de um enorme pote (ou vaso) de barro em cujo interior os índios colocavam os ossos de seus ancestrais.

Em São Gonçalo do Pará, na mesma região, também existem algumas fazendas que têm estes tipos de vasos.

João Ferreira do Amaral, morador de São Gonçalo, tem vários artefatos: cachimbos, cacos de cerâmica, machadinhas de pedra, bolinhas de barro e um estranho botão de pedra. Tudo encontrado nas suas andanças como trabalhador rural na região.

Foi ele mesmo quem nos contou que sabe a localização de várias urnas funerárias naquela região.

Os fazendeiros não divulgam e nem gostam que pesquisadores revelem a localização de tais artefatos indígenas.

Eles têm medo que de repente os seus sítios se transformem em atração.

Merece mais atenção dos pesquisadores estes tipos de objetos indígenas.

Manoel Amaral
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OSVANDIR E AS TESTEMUNHAS

OSVANDIR E AS TESTEMUNHAS
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“A caçada para o índio, representa uma luta até as últimas
consequências, com o objetivo da matança”.
Rosane Volpato
Numa daquelas noites, depois do trabalho duro na mata, à beira da fogueira, Osvandir ouviu do Pajé Katimbú esta história:
“Foi há muito tempo, quando tudo era só mata fechada naquela região. Os índios tinham como costume iniciar os jovens guerreiros em uma caçada no meio da floresta.
O primeiro grande animal que aparecesse era para caça do índio iniciante. Ninguém podia atacá-lo, salvo em caso de perigo eminente para ele.
Assim foram preparados para o grande dia, as cerimônias de iniciação dos jovens. O Cacique da tribo acompanharia a todos nesta caçada, pois seu filho também estaria entrando na fase de jovem para guerreiro. Era o ritual tradicional da caça. Alguns pintavam o corpo, destacando-se o vermelho e preto e usavam o termo “mrü kubin” que quer dizer “matar caça”.
No centro da mata, um barulho forte de um grande animal correndo. Todos de armas em punho. Era hora de demonstração de força, ação e reação. Luta corporal para vencer ou ser derrotado.
O guerreiro partiu de um lado, do outro a onça pintada, faminta, sem saber por onde atacar.
O ponto de encontro seria numa velha árvore próximo de um desfiladeiro.
A visão do animal um pouco embaçada, ia mais pelo olfato, de acordo com o vento.
O homem, também com visão prejudicada, via com os sentidos, pelo tato.
Ela ouviu um grito, ele ouviu um urro. Lança em punho, garras estendidas.
A luta era eminente. Ela sentiu um gosto de sangue na boca, ele um estranho contorcer do estômago.
Eles nem perceberam que por ali estavam mais sete guerreiros da tribo.
Um bem próximo da cena, outro bem afastado. Aquele lá embaixo no desfiladeiro e além, o do alto da pedra gigante. Um na frente e outro atrás.
A luta ia começar quando o valente guerreiro caiu sobre o animal que também estava morto.
A testemunha que estava próxima afirmava que tinha visto tudo. O Valente guerreiro transpassara o animal com a sua lança, mas recebera uma flechada de outro guerreiro que assistia a cena. Só que a flecha era para o animal.
A segunda testemunha que se encontrava mais distante disse que tudo ocorrera ao contrário. O animal foi morto pela lança do guerreiro e que uma faca atirada na onça por outro, acertou o índio.
A terceira foi mais objetiva, ela observava do alto da pedra gigante; disse que ao atacar, a onça se espetou sozinha na lança e o guerreiro caiu em cima de sua faca.
A quarta que estava lá no fundo da grota informou que o fato se deu da seguinte maneira: o guerreiro veio correndo tropeçou numa moita ao atirar a lança, esta atingiu o animal que lhe deu uma dentada na veia jugular.
A quinta veio da frente falou que tanto a onça como o guerreiro, deram uma trombada, a lança espetou-se no animal e o guerreiro com a faca na mão cortou o outro pulso e morreu.
A sexta que estava atrás da moita, disse que não pôde observar direito porque o mato atrapalhou a sua visão, mas o que viu por último foi os dois caindo, primeiro a onça e depois o guerreiro.
O pajé que tudo ouvia, sem nada dizer, resolveu chamar a alma do guerreiro. A fumaça branca subia pelo céu azul, um cheiro forte de alecrim e outras plantas pairava no ar.
Aos poucos uma pequena imagem, parecida com holografia, foi se formando ao lado de um arbusto. Todos em silêncio. Uma fina brisa caía sobre a mata.
Pajé Katimbú fumava um cachimbo indígena, feito de barro; cada baforada trazia uma nova mensagem, segundo suas crenças.
Daí a um certo tempo ele contou como tudo aconteceu segundo lhe foi revelado pela alma do índio.
“Eu vinha correndo em direção ao animal para matá-lo. Atirei a lança, que acertou em seu coração. A minha faca caiu ao lado da onça. Ao ver a caça ali no chão, sofri um ataque cardíaco de tanta emoção. A morte foi instantânea. Este é o meu depoimento”.
O sábio Pajé da mata levantou-se, bateu a poeira, deu um espirro e falou:
__ Nem tudo é o que parece ser, nesta grande floresta.
Manoel Amaral
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OSVANDIR NA AMAZÔNIA

OSVANDIR NA AMAZÔNIA
M. F. Amaral

Iamgem: Jossi Borges

Sinopse

OSVANDIR NA AMAZÔNIA
Autoria de M. F. Amaral

SINOPSE


Osvandir é uma pessoa incomum. Um grande aventureiro, um verdadeiro “detetive do fantástico”, ele está sempre buscando a verdade, seja onde for… Suas aventuras são as mais incríveis e na sua longa jornada como caçador de aventuras extraordinárias, ele atravessa o Brasil e se depara com criaturas do outro mundo, mitos que surgem como realidade palpável, índios perigosos, tesouros perdidos.
Esta é apenas a primeira das suas aventuras. Preparem-se para as próximas, que logo virão!

Link para aquisição do e-book: http://www.amazon.com/dp/B00GLAOGMQ