OS DOZE TRABALHOS DE OSVANDIR

OS DOZE TRABALHOS DE OSVANDIR
1- No Pelopneso Hércules estrangulou o Leão de Nemeia, aqui focalizamos o Caso do leão Cecil, morto em safari na África, por um dentista. Osvandir protesta sobre estes tipos de caças que rendem milhões para alguns afortunados africanos.
2 – A Hidra de Lerna é a inflação com suas 9 cabeças. Inflação oficial vai a 9,56 % em 12 meses, maior nível desde 2063, anunciam os jornais.
3 – A rapidez das mentiras do governo se comparam a corça  de Cerineia, um animal lendário, com chifres de ouro e pés de bronze.
4 – Os JAVALI DE ERIMANTO se comparam aos Javaporcos, cria de Javali com porcos,  que devastam as regiões Sul e Sudeste, já mereceu um capítulo especial de Osvandir: http://osvandir.blogspot.com.br/2014/06/javaporco-fera.html
5 – As Grandes fazendas de criação de gado para corte, são como os bois do rei Aúgias, só se prestam para o enriquecimentos das empresas envolvidas na exportação. Só ficamos com o osso. Nem o osso, que é moído e vira ração.
6 – Os lagos de Minas e do país são como o lago de Estínfalo,.outrora extensos, mas que as flechadas envenenadas das secas e das irresponsabilidades dos políticos, estão secando a cada dia que passa.
7 – Osvandir como Hércules, cumpriu a sétima tarefa levando até Brasília, Touro de Creta,  Trata-se  dos políticos e partidos que aterrorizam o povo com ameaças.
8 – O fogo das queimadas que destrói vários metros quadrados por dia é como os cavalos de Diómedes (Rei da Trácia), que vomitavam fumo e fogo.
9 – O Rio Amazonas não é mais o mesmo, falta água e a poluição atinge níveis nunca antes imaginados. Precisamos das Amazonas com seus cinturões mágicos para proteção do meio ambiente.
10 – Operação Lava Jato combate a corrupção que  é como o gigante Gerião, monstro de três corpos, seis braços e seis asas.
11 – O dragão de cem cabeças é a PROPINA que se alastras por todo lado, apesar de ser combatida sempre. O dinheiro das Propinas são como os pomos de ouro do Jardim de Hespérides.
12 – Cérbero era um cão com várias cabeças que rondava as portas do inferno, para nós é considerado  a má política praticada pela situação que leva o país a bancarrota. .
Para conhecer melhor os doze trabalhos de Hércules, veja o link:

Manoel Amaral

ROUBANDO O PRÓXIMO

GANHE DINHEIRO ROUBANDO DO PRÓXIMO

Não estou aguentando tantos pedidos de dinheiro na internet, no Facebook, ou através dos e-mails. Penso até em trocar meu e-mail comercial.

Todos os dias são correntes, pirâmides, Marketing Multi-nível, Trabalho em Casa, sei lá mais o quê. Tantos títulos (para enganar as pessoas), mas no fim é a mesma coisa: arrancar dinheiro do seu bolso.

Não precisa nem abrir estes e-mails, vai excluindo ou jogando no spam, ou simplesmente faça como eu, deixe lá, não mexa!

Ainda mais que pode ser um vírus, como saiu um terrível estes dias… (por isso que sua máquina estava ficando cada vez mais lenta.)

Muitos só a fim de fincar a mão no seu bolso e pegar uns trocadinhos.
Tem hora que estão pedindo uns trocadões, muito dinheiro mesmo por um curso que eu cobraria R$100,00 eles estão querendo faturar logo U$200,00 (isso, duzentos dólares), a moeda brasileira nem vale nada para eles.

E é tudo repetido, um vai copiando do outro e roubando até as imagens fabricadas nos Google, Flickr e outros arquivos de imagens gratuitas. Não querem nem gastar dinheiro com pagamento de royalties.

Todos agora são professores, até jovens de 14 anos estão dando cursos para adultos ensinando a ganhar dinheiro na internet, trabalhando em casa.

Isto deu muito certo nos EUA, mas saturou por lá, agora acharam por bem infestar nosso país com esta praga (pior que Gripe Suína que foi fabricada em laboratório lá no México).

Todas elas (as correntes, as aplicações, as pirâmides) prometem dinheiro fácil para todos.

Ganhar dinheiro sem trabalhar, com muita facilidade, pode desconfiar. A vida é dura, para vencer tem que trabalhar, o maior problema é que com tanto incentivos e bolsas, os mais jovens e os marmanjos também, não querem saber de “pegar no pesado.”

Já avisei não aviso mais: DINHEIRO NÃO DÁ EM ÁRVORES E NEM CAI DO CÉU, principalmente em céu brasileiro.

Salve-nos Santo Expedito e Santa Catarina! Os protetores dos aflitos.

Manoel Amaral

OSVANDIR E A COBRA GRANDE

Capítulo II
O CÃO DO INFERNO

Ao correrem apavorados, Zeca puxou o crucifixo grande, de madeira, que estava pendurado no seu pescoço por um pedaço de cordão de algodão. Lançou-o no chão. Ambos continuaram correndo, mas o cão estacionou diante do crucifixo. Depois de uns 5 minutos de corrida chegaram ofegantes, à casa do Zeca

Zeca ao entrar na casa mandou Zilda fechar todas as portas e não perguntar nada.

Ambos não conseguiram dormir e ficaram conversando na varanda.
– Só corri porque você correu, – disse Osvandir, muito sério.
– Também corri porque você correu! – Respondeu Zeca.

Ambos riram bastante.
– Se fosse um cachorro doido eu o teria abatido com a alavanca! Mas era o cachorro do demônio! – Disse Osvandir, como um desabafo.
– Pra mim tanto faz um como o outro eu não teria coragem para tanto! O crucifixo ajudou um pouco. O danado parou.
– Que isto fique entre nós dois! – Disse Osvandir, desejando uma confidência e cumplicidade.
– É claro! Disse Zeca, também tive muito medo!
– Então estamos de acordo.

Osvandir comprou passagem em um navio de pequeno porte que aportou no trapiche da fazenda do Zeca; para receber também um carregamento de pirarucu. Despediu-se de Zeca com um forte abraço e gargalhadas. Zilda não sabia do que se tratava. Ficou séria, apenas olhando para ambos. Já eram 17h30min. Osvandir se despediu da família. Iria contar a história um pouco de frente com pai do Zeca, a seu tio Osmair.

Entrou no pequeno navio branco. Colocou sua maleta à sua frente e sentou-se no primeiro banco comprido que comportava uns 5 passageiros sentados lado a lado.

Ao passarem pelo lado esquerdo do rio Manacapuru, em direção ao rio Solimões, na frente da ilha de Monte Cristo a proa do barco chocou-se com algo sólido e volumoso. Osvandir foi lançado para frente, no convés, batendo a cabeça em uma caixa de papelão cheia de algo macio.

Várias pessoas forram jogadas para frente e alguns se feriram na cabeça e em outras partes do corpo.

Do convés superior do navio Osvandir ouviu um clamor do operador de rádio pedindo socorro de Manacapuru, onde havia várias embarcações, por ser um entreposto de pesca bastante concorrido. O pequeno navio foi adernando pela proa. Muitos passageiros sabiam nadar. Nadavam para a margem, mas a correnteza os levava para o rio Solimões.

Osvandir ouviu o operador comentando que um tronco comprido, muito grosso e sinuoso atravessava o rio em direção à ilha. Enquanto o barco mergulhava de proa para dentro do rio escuro, embarcações e vários tipos e tamanhos vieram se aproximando para apanhar os náufragos. Osvandir nadava de lado segurado a maleta com mão esquerda. Era muito cansativo e muito pouco era o avanço para a margem do rio. Uma canoa passou perto dele e duas mãos seguraram o braço esquerdo que estava fora da água, outra foi pegando a maleta. Logo que ele começou a ser suspenso outras mãos segurando sua camisa e cintura, o puxaram para dentro da canoa.
-Você está bem? – Alguém perguntou.
– Estou salvo graças a vocês, – respondeu sorrindo agradecido.
Os navegantes da canoa grande recolheram outros náufragos.

Autor: Moura