A RAINHA VAI A ROMA

A RAINHA VAI A ROMA

“O Papa é argentino, mas Deus é brasileiro”
(A Rainha)
Aquela princesa que morava nas Gerais, agora virou Rainha.
Seu castelo tinha lagos e cachoeiras, mármore por todo lado, reservas e parques, estava nos noticiários diariamente.

Na parte superior um enorme salão, em baixo pequenas salas para jogos com capacidade para várias pessoas.

Só a adega cabia oito mil garrafas de vinho e estava abarrotada, não existindo lugar para mais nada. Tinha um pequeno setor dedicado as mais finas cachaças.

No andar superior, 32 suítes cada uma com um closet e um banheiro com arquitetura bem diferente uma da outra. As mais importantes ficavam nas torres do castelo.

No último andar da torre, a suíte do Rei. Cada cômodo tinha o exagero de 100 m² – maior que muitas casas do Reino – com espaço para sala, banheiro, antessala e finalmente aquele luxuoso quarto.

Grandes espaços para os salões de festas, ginástica, jogos, eventos diversos, reuniões, dois elevadores, piscinas, saunas, lagos para pescaria, campos de golfe, jardins e áreas de relaxamento.

Pois é, dona de um castelo desta dimensão, a Rainha resolveu visitar o Papa Francisco, no Vaticano, Itália.
Ao chegar com a  sua comitiva se hospedaram no luxuoso hotel Westin Excelsior, na Via Veneto. Só ali ocuparam 30 quartos.
A equipe de apoio hospedou-se no hotel Parco dei Principi” onde foram alugados 22 quartos.  A diária da suíte presidencial de R$ 7.700, não assustou a Rainha; o quarto mais barato saiu por R$ 910. “Uma ninharia”, – segundo ela.
Os repórteres não perderam tempo, foram à cata de notícias e descobriram que “a frota alugada incluiu sete veículos sedã com motorista, um carro blindado de luxo, quatro vans executivas com capacidade para 15 pessoas cada, um micro-ônibus e um veículo destinado aos seguranças.”
Apenas para o transporte de bagagens e equipamentos, a Rainha contou com um caminhão-baú e dois furgões”, descobriu outro jornalista.
Acontece que a Rainha “não tinha agenda nenhuma na capital italiana que não assistir à missa de entronização do papa Francisco no Vaticano,” – foi logo alfinetando uma cronista do “Esta não”, um jornal de oposição lá no seu do Reino.
A nossa Rainha como não tinha nada para fazer, (mesmo) em Roma ou no Vaticano “acomitiva fez um esforço para arrumar ocupação para ela: visitou uma exposição de Ticiano,” encontrou-se com artistas, visitou museus, deu entrevistas.  “Na terça, houve até um papo-relâmpago com uma Princesa de um reino vizinho, que chegou sem avisar.”
“A viagem da Rainha ao Vaticano para a missa inaugural do papa Francisco custou aos cofres públicos 125.990,00 euros (cerca de R$ 324 mil), informou nesta quarta-feira ao jornal “O Estado de S. Pedro”
A oposição ficou nervosa, quer explicações sobre as despesas da comitiva da Rainha. Logo eles que vivem viajando por todo reino.
Mas ela nem se tocou, informou aos jornalistas que gostou muito do Papa Francisco e até citou uma frase que todos já conhecem desde os velhos tempos lá no Reino:
O Papa é Argentino, mas Deus é Brasileiro.
Manoel Amaral
Osvandir.blogspot.com
Fonte Pesquisa: 1 – A frase “Deus é brasileiro,”  é uma citação da última página do livro “O anjo”, editado em 1934, do romancista, poeta e pintor alagoano Jorge de Lima.
2 – Em 2009 escrevi a “Princesa e o Grande Castelo”, uma sátira a um castelo de Minas Gerais, veja o link: http://osvandir.blogspot.com.br/2009/10/princesa-do-grande-castelo.html
É de lá justamente a introdução desta matéria.
3 – Jornais: Estadão, Folha de S. Paulo e Revista Veja.

OSVANDIR & NAZTAR, O NETO DE TARZAN I

A MINA DE OURO

Imagem Google

Mrs. John Wassman, o lendário Naztar, neto de Tarzan, percorre as selvas ainda restante do devastado continente africano, protegendo-a da ganância dos países exploradores.

Em Angola, Congo e África do Sul, enfrenta grandes problemas contra a cobiça internacional por causa da extraordinária riqueza mineral existente em seu subsolo. Dos 48 minerais considerados estratégicos pelo mundo industrial de alta tecnologia, a África monopoliza não menos que 38.

As grandes potências mundiais, China, Japão, a Coréia do Sul, a Índia, a Turquia, o Irã França, Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, mas ainda da Alemanha, da Rússia e até da Polônia, incluindo o Brasil
estão todos na disputa por um pedaço de terra na sofrida África.

Todos querem avançar, atirar, matar e arrancar o que resta de riqueza no subsolo.

Isso representa riscos para o continente africano, para o meio ambiente e a população. A China há muitos anos já monta um esquema de exploração e aquisição nos 53 países africanos, interessada em materiais estratégicos.

A população muito pobre, ditadores muito ricos, guerras civis, exploração religiosa e tudo mais para agravar a situação.

É neste cenário em que entra Naztar, o neto de Tarzan. Ele chegou para acabar com a exploração.

Saiu de New York e foi direto para Johanesburgo, onde uma mina de ouro com mais de três mil trabalhadores, estão sofrendo com os constantes desabamentos.

O Governo da África do Sul quer fechar a mina, pela falta de segurança, as empresas continuam explorando os mineiros.

Num recente acidente, mais de cinqüenta pessoas faleceram, ficaram enterrados para sempre, no meio daquela riqueza.

A chegada de Naztar foi muito aplaudida, ele tentaria solucionar alguns problemas naquele local.

Entrou logo em contato com os administradores, mandou reforçar os escoramentos, solicitou colocação de mais iluminação e ventilação, o que não agradou nada aos proprietários.

A empresa “Desharmony”, responsável pela mina não quer aumentar gastos, ao contrário, pretende reduzi-los. Enquanto isso os três mil mineiros correm riscos constantes.

Todos os dias novos acidentes. Ainda ontem os mineiros ficaram presos na com a queda de uma coluna sobre o fosso do elevador principal, que ficou parado, depois que as conexões elétricas foram destruídas.

Um dos mineiros informou:
__ A infra-estrutura do poço tem problemas, porque é muito velha e nunca recebe manutenção.
__ Trabalhar ali é correr alto risco de vida – falou outro mineiro exaltado.
__ Nos últimos dois anos, – informou o Presidente do Sindicato dos Mineiros – a região mineradora custou a vida de dezenas de mineiros em deslizamentos de rochas e outros acidentes.

Naztar, ouvia tudo isso e procurava mais informações sobre a grande empresa mineradora, a “Desharmony”. A mina fica em Johnyville, perto de Johanesburgo. A Desharmony é uma da maiores extratoras de ouro do mundo e uma das maiores empresas da África do Sul, o maior produtor mundial de ouro e que tem a mineração como o principal pilar de sua economia.

Nem bem acabara de obter essas informações e novo desabamento foi anunciado e vários mineiros ficaram presos entre num setor de dinamitação e a saída da mina.

Osvandir chegou para a Copa do Mundo, nem teve tempo de ver treinos do Brasil, foi chamado para ajudar Naztar.

Naquele hotel de Johanesburgo os dois se conheceram;
__ Mas que prazer conhecer tão ilustre figura do Brasil – disse Naztar.
__ Eu é que estou encantado com o seu trabalho aqui na África, há muito que pretendia realizar alguma coisa para ajudar este sofrido povo e essa é a hora, – falou Osvandir.

Enquanto os dois conversavam, novos equipamentos de segurança eram fornecidos, mas as maneiras antigas de exploração, a idade da mina com mais de 30 anos, tudo isso conjugado provocam acidentes quase todos os dias.

Naztar fazia um grande esforço, solicitando aos encarregado que trouxessem a perfuratriz para que abrisse um poço paralelo, com a finalidade de entrada de ar e com sua ampliação, para a saída dos pobres mineiros.

Enquanto Osvandir ajudava no resgate de alguns mineiros que eram levados à superfície, aplausos foram ouvidos para aquele jovem descompromissado, que veio até a África do Sul trabalhar em prol de um mundo melhor.

Os mineiros resgatados chegavam traumatizados, com sinais de cansaço, fome, cãibras e, em alguns casos, desidratação e claustrofobia.

Enquanto isso o Administrador dava entrevista informando que os os mineiros resgatados estavam bem de saúde.

MANOEL AMARAL