TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO
O jovem descia a rua, pesquisando os números, iria comprar hidrogel com uma amiga.
Nem sabia da procedência, estava mais barato, para ele era isso que contava no momento de crises no país.
Aproveitou, passou numa farmácia mais próxima e comprou também uma microcânula, descartável, para injetar o medicamento.
No início doeu muito, mas explicaram para ele que era assim mesmo, depois viriam os sangramentos e inchaços. Não tinha nenhum conhecimento técnico para aquilo. O profissional habilitado para fazer o procedimento é um médico, de preferência um cirurgião plástico ou um dermatologista com treinamento em técnicas de preenchimento do corpo.
Só que ele não explicou para a vendedora onde iria fazer a aplicação.
Nos primeiros dias a sua namorada sentiu um grande volume no órgão. Até achou melhor a relação do que das noites anteriores.
Ele ficou satisfeito com o desempenho. Mas aquilo estava incomodando muito.
Na verdade o hidrogel é usado para aumento de volume em regiões como o bumbum e as coxas. Também é usado para o preenchimento de linhas e rugas no rosto e no pescoço.
No pênis ninguém nunca tinha experimentado e ele não tinha experiência nenhuma no caso e acabou pegando vasos, causando vários trombos que caíram na circulação sanguínea, foram até o pulmão, causando um quadro de embolia pulmonar.
Com aquele negócio muito roxo e passando muito mal, foi internado, mas não sobreviveu, sofreu uma parada cardiorrespiratória.
A namorada não estava nem aí. Não compareceu ao enterro que foi muito comentado nas redes sociais e serviu de piadas por muito tempo.
Não use medicamentos quando não sabe dos resultados finais. 
Tamanho não é documento.

Manoel Amaral

ROMANCE NA INTERNET TERMINA EM MORTE

ROMANCE NA INTERNET TERMINA EM MORTE
“Bandido bom é aquele que ainda não nasceu.
(Comentarista da notícia)

 

Numa escola com atendimento especializado, Pré-escola, Ensino Fundamental, Ensino Médio em Ituiutaba/MG, Bairro Setor Sul,  no Pontal do Triângulo, na tarde desta terça-feira, 22 de julho, tudo tranquilo.

Mil alunos circulavam no intervalo, uma conversa aqui, uma briguinha ali, um namorico acolá, tudo coisa normal.

Um jovem pulou o muro, num local com pouco movimento, penetrou naquele ambiente estudantil.

Não era aluno da instituição, morava na cidade de Capinópolis, próximo dali a uns 40 km.

Portava um facão, mas ninguém percebeu, cada aluno aproveitava os últimos momentos do intervalo para conversar com os colegas como sempre acontecia.

Aproximou-se de uma garota de 13 anos que ali se encontrava em conversa com algumas amigas.

Sacou a arma branca da mochila e foi logo arrastando-a para um refeitório, local isolado dos outros alunos.

Ameaçava cortar-lhe o pescoço, a razão ninguém ficou sabendo direito.
Os outros alunos observavam a cena em pânico.

Alguém foi até a Diretoria e avisou que tinha um jovem querendo matar uma menina na escola.

A polícia foi acionada, tentou negociar, fez de tudo para que ele largasse a arma.

Ele acabou ferindo um dedo da menina.

Não sendo possível, policiais tentaram segurar o facão com as mãos.

Um tiro certeiro se ouviu e um corpo caiu no chão, tentaram socorrê-lo, mas o rapaz não resistiu aos ferimentos na cabeça e faleceu.

A vítima foi encaminhada ao Pronto Socorro Municipal com um ferimento leve e passa bem.

Pela carteira de identidade ficaram sabendo que o agressor tinha 17 anos.

Eles se conheceram pela internet.

Manoel Amaral
www.afadinha.com.br

DESPERADOS

DESPERADOS
Libere o seu lado insano
Imagem Google
A cena: 10h30min, uma jovem mulher desce correndo a rua, entra numa padaria, abre a geladeira, tira uma garrafa long neck,  com um líquido dourado. Paga a conta a garota do caixa, vai até ao fundo, pega um abridor.
Um barulho se ouve: tinlintintim! A tampinha bate nos ladrilhos e vai parar debaixo de uma mesa.
Sai em disparada, esbarra no garçom, este se assusta, depois sorri. A garota é bonita.
Jogando aquele líquido goela abaixo ela passa próximo a um hotel, dobra a esquina e entra num carro muito chique.
Um senhor curioso para saber que tipo de bebida era aquela,foi logo perguntando a mocinha do caixa:
— O que era aquela bebida?
— O Senhor não sabe? É a nova cerveja que veio da França, com uma mistura de Tequila.
— Mas as mulheres saem bebendo assim no bico da garrafa, no meio da rua?
— Hiii! Velhinho, o Senhor não sabe de nada, elas fazem coisas muito piores!
— Ia para uma balada, com um sugestivo nome de “Os Desesperados”, lá pras bandas da mata virgem. Dizem que lá o bicho pega – foi logo dizendo uma jovem que estava fazendo compras.
— Hum, mas que coisa esquisita, como é o nome da cerveja?
— Desperados.
Não contente com todas as informações, foi até a geladeira e olhou a garrafa da bebida e lá estava: Desperados.
Aí um leitor mais atento que bicho de preguiça dirá:
— O  autor errou o título.
Não amigo, não errou, o nome certo é DESPERADOS.
Desperado em tradução, via google, quer dizer bandido, malfeitor. Mas pode também significar desesperado. Quem está desesperado pode fazer qualquer coisa para obter o que pretende.
E lá se foi o velhinho levando uma sacola de pães e horrorizado com o que viu e ouviu.
São os tempos mais que modernos e depois dizem que nós é que somos insanos.
Manoel Amaral