O BOLO DA DEMOCRACIA

BOLO DA DEMOCRACIA

Povo participando da Democracia
Foto: Guia da Semana
Engredientes:
100 mau caracteres;
100 caras de paus;
1.000 políticos safados;
100 kg Gordas verbas federais;
100 de delatores;
10.000 ladrões do erário;
10.000 falsários;
10.000 infratores;
10.000 traficantes;
10.000 “di-menores”;
100.000 votos nulos/brancos;
1 t de reformas;
100 t corrupção;
10.000 máquinas lavagem de dinheiro;
10.000 máquinas para contagem de dinheiro;
100 juízes bem corruptos;
10.000 l gasolina cara e suja;
10.000 kg projetos políticos;
10.000 Obras paralisadas;
10.000 escolas fechadas;
10.000 hospitais fechado e com salários atrasados;
100 frigoríficos podres;
100 kg pega-pega ladrão;
10.000 l águas estagnadas com mosquitos e doenças;
10.000 kg Remédios vencidos;
100 Estadões falidos;
100 partidos corruptos;
1 dólar pagamento impostos dos ricos empresários;
100 Verbas fundão partidos;
100 kg canela de pobre vencida;
100 kg cravo ferradura para ferrar todo mundo;
100 t Maconha Paraguaia;
100 t cocaína Colombiana;
10.000 lava-jatos, uma em cada cidade;
100 tanques de guerra enferrujados para conter a patuleia;
100 bancos falidos;
100 bilhetes premiados da Mega sena;
100.000 l água da Estatais;
1.000 kg Mandioca da Dilma;
3 mulheres sapiens;
10.000 l de vento estocado;
30 canais de TV só para faroestes;
1 Prato vazio do Programa Fome Zero;
100 pinguelas para futuro, é pouco;
100.000 cabeças de bois iguais aos da JSS;
100 bi para rombo orçamento;
153 deputados que ficaram na cadeira do presidente;
100 deputados levando marmitas para reunião;
100 refinarias enferrujadas como aquela dos EUA.
Misturar tudo com cimento de massa rápida.
Assar na forma da Gerdau, neste caso pode partilhar entre vários altos fornos que estão desmatando o país.
A cereja do bolo: um dólar devolvido por um Político honesto.

OPERAÇÃO ÉDEN

OPERAÇÃO ÉDEN

Bom Jardim – Maranhão

Loura, bonita, 25 anos, Prefeita; a Lili está foragida desde a semana passada.

Ela é suspeita de desviar milhões em verbas dos públicos de um pequeno município do interior.

Com sobrenome de Leite, vendia leite na porta da casa da mãe para sobreviver na pequena cidade de Bom Jardim, no Maranhão.

Estudou apenas até completar o ensino fundamental. Valia-se da simpatia e da boa aparência para atrair a freguesia e acabou chamando a atenção de Humberto Dantas dos Santos, o Beto Rocha, fazendeiro de Lagarto (SE), com quem iniciou o namoro que mudaria sua vida para sempre.
Com patrimônio em torno de R$ 14 milhões, incluindo fazendas, caminhonetes de luxo e apartamentos em São Luís, o fazendeiro Beto não mediu esforços até agradar aquela jovem linda.

Ele já estava sendo investigado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciado à Justiça por prática de “captação ilícita de sufrágio” (compra de voto).

Beto então renunciou e lançou a candidatura da namorada acabou elegendo-a com 50,2% dos votos válidos (9.575) frente ao principal adversário. Beto então assumiu a Secretaria Municipal de Assuntos Políticos.

No entanto acabou preso na “Operação Éden”, por problemas nas licitações do Município.

A rotina da jovem:  viagens, festas, roupas caras, veículos e passeios de luxo é incompatível com o salário de pouco mais de R$ 12 mil que Lidiane recebia como prefeita de Bom Jardim e passou a compartilhar por meio de fotos nas redes sociais.
E até respondeu para algumas colegas: –“Eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”.
Em outro post, ela diz: —“Devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro tá sobrando (sic)”.
E aquela cidadezinha do interior de Maranhão é considerada a segunda pior cidade para se viver no Vale do Pindaré, composto por outras 22 localidades.

Ela desviou muito dinheiro e provocou muitas fraudes: “contratos firmados com “empresas-fantasmas, nas licitatórias, transferências bancárias suspeitas e desvio de dinheiro da merenda escolar.”

Agora está sendo procurada pela Polícia Federal que montou um esquema de vigilância em rodovias, portos, aeroportos, rodoviárias e até em fazendas de amigos, onde ela poderia estar escondida, mas ainda não conseguiu encontrá-la.
Ela montou pistas falsas para enganar a Polícia e continua gastando o dinheiro retirado dos pobres daquele município.

Manoel Amaral

PARA BANDIDO TODO DIA É DIA DE ABRAÇO

PARA BANDIDO TODO DIA É DIA DE ABRAÇO

http://radiosuperfm.net/

Se vocês, minhas jovenzinhas de 15 a 18 anos, estão numa bela festa e um bonito rapaz vem com os braços abertos anunciando um abraço, saia fora. Estará prestes a ser roubada.

Eles aparecem, geralmente são bonitões, começam conversando, depois querem abraçar a todos. No ato do abraço eles vasculham suas bolsas e bolsos.

Só numa festa destas daí, contou-se mais de mil Smartfones roubados. 

Contados apenas as pessoas que reclamaram na direção.

Então, se estiver numa festa chique, daquelas 0800, onde você pode beber todas e não pagar nenhuma, tome mais cuidado ainda. Seus pertences desaparecerão frente aos seus olhos e perceberá somente quando já não tem mais condições de reclamar com mais ninguém.

Na rua, quando tem muita gente olhando demonstrações de alguma coisa, tome mais cuidado ainda com sacolas, celulares, carteiras.

Eles estão ali observando e sem você perceber lá se foi o seu suado dinheirinho.
Os punguistas de hoje estão muito mais espertos que os do passado. Batem a carteira na sua cara e você nem percebe nada.

Enfiam a mão no seu bolso e leva o seu dinheiro. Abre e vasculham as bolsas femininas e levam só as coisas caras. Eles têm olhos nos dedos.

Se estiver indo ao banco para sacar uma quantia maior, é sempre bom levar uma pessoa consigo.

Não saia acompanhada de crianças, elas poderão distrair a sua atenção e lá se foi um prejuízo.

Nos supermercados, shoppings, grandes lojas, a atenção deve ser redobrada. Não pare na rua parecendo uma barata tonta, porque quando voltar ao normal estará de mão vazias.

Não dê papo para quem você não conhece. Se te fizerem uma proposta muito boa, pode ter a certeza que é roubo.

Não caia mais no “conto do vigário”, “conto do paco”, “conto do bilhete premiado”, isso é coisa do passado. Chame a polícia.

Fuja do “Hoje é dia de abraço grátis”, por trás disto por estar um caloteiro.

Manoel Amaral

www.afadinha.com.br

O ABRAÇO DA VELHINHA

O ABRAÇO DA VELHINHA

“Os aduladores são como as plantas parasitas que abraçam o tronco e
ramos de uma árvore para melhor a aproveitar e consumir
.” (Marquês de Maricá)

“Cuidado com abraço no meio da rua você pode perder alguma coisa,” sempre diziam aqueles policiais naquela esquina.

Mas era final de ano, cidade cheia de turistas, todos ávidos para comprar alguma coisa para os parentes.

O povo não queria prestar atenção a essas recomendações. Uma conversa aqui, outra acolá.
Lojas sempre cheias, pessoas com os bolsos cheios de dinheiro para gastar naqueles dias.

O Governo Federal e o Estadual já haviam recheado as contas dos Funcionários com o 13º e o 14º. Os Municípios já depositaram a primeira parcela e só iriam efetuar a segunda depois do Natal.

Todas as pessoas estavam alegres e caridosas naqueles dias, ao invés de darem moedinhas para os mendigos, abriam seus corações e tiravam dos bolsos as notas de dois reais.

Naquela esquina mais movimentada da avenida uma velhinha de cabelos brancos estendia a mão e dava um forte abraço nos passantes. Escolhia as pessoas mais velhas.

Estava sempre mudando de esquina, começou lá no alto da rua comercial da cidade. O movimento de gente era muito grande, quase ninguém reparou que ela carregava uma grande bolsa vermelha e grande.

Um senhor de bigode branco e mancando de uma perna, até gritou que havia perdido a sua carteira, mas que não prestara atenção onde isso ocorrera. Ele vinha descendo a rua principal a procura de umas cuecas e brinquedos para seus netos. De nada adiantou as suas lamentações para os guardas; procurar a quem?

E aquela velhinha continuava abraçando as pessoas e com aquela bolsa vermelha de lado. Fez apenas uma pausa para tomar um cafezinho e comer um salgadinho. Quando foi efetuar o pagamento, sacou da bolsa uma carteira preta cheia de notas de cem reais. Tirou uma de vinte e foi pagar, o balconista disse que não tinha troco, ela mandou guardar o resto, estava com pressa. Ele estranhou, mas guardou.

No outro dia, agora véspera de Natal, a velhinha lá estava na rua de cima começando a abraçar as pessoas.

Uma velhinha recebeu o abraço forte da outra velhinha e não acreditou muito na sinceridade do seu sorriso amarelo.

Até um rapaz ficou meio desconfiado, mas depois abraçou-a fortemente. Havia rendido aos apelos de terceira idade.

Aquele velhinho do bigode branco que mancava de uma perna voltou em cena e foi fazer compras na mesma rua e no mesmo local em que achava ter perdido a carteira. Não encontrou nada, só aquela velha de cabelos grisalhos que continuava abraçando todo mundo.

Chegou perto dela e abriu também os braços, num forte abraço. Quando notou que duas mãos estranhas saqueavam os seus bolsos, segurou imediatamente a bolsa vermelha da velha e gritou:
– Pega ladra! Pega ladra!

Ela saiu correndo, mas não conseguiu levar a bolsa que soltou-se de suas mãos, voando no espaço indo parar num galho de uma árvore.

Quando a polícia chegou, ninguém viu mais aquela velhinha do abraço e da bolsa vermelha. O velhinho de bigode branco e manco prestou o seu depoimento ali mesmo no meio da rua e mostrou a bolsa vermelha dependurada num galho da velha flamboyant, que nem é árvore própria para se plantar nas calçadas.

Com um bambu o jovem policial retirou a pesada bolsa do galho seco.

Dentro da bolsa vermelha havia carteiras pretas, com identidade de outras pessoas e muito dinheiro.

O esperto velhinho do bigode branco e manco é o mais velho dos quatro tios do Osvandir
Caso resolvido. E a polícia continuava avisando:
– Tome muito cuidado com seu dinheiro, a cidade está cheia de punguistas, os batedores de carteiras.

Na esquina do final da rua uma velhinha abraçava a todos com sua grande bolsa amarela…

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

Untitled

A QUADRILHA

Capítulo I

CONEXÃO INTERNACIONAL

Osvandir estava ali naquele restaurante, de um país não tão distante, tomando uma Pepsi, fazendo hora para almoçar, quando ouviu uma conversa muito interessante entre dois jornalistas que estavam preparando matéria para uma revista.

Chegou próximo aos dois, pediu fogo, acendeu um cigarro e sorrateiramente deixou sobre a mesa a sua caneta espiã.

Nesse meio tempo os dois, sem desconfiar de nada, falaram sobre a origem, planos e conexões da Quadrilha. Tudo foi gravado por quase duas horas.

Quando eles estavam acertando a conta, Osvandir foi até a mesa e pegou a sua caneta que estava bem escondida ao lado de um prato.

Pelo que ouviu e anotou, somando ao que estava gravado, o assunto iria dar manchete de primeira página nos jornais ou então capa de revista semanal.

Nem almoçou direito, pagou a conta e seguiu correndo para o carro alugado. Quase bateu numa ambulância que fez ultrapassagem, bem próximo de um sinal. Um carro de coleta de lixo passava do outro lado, por pouco morreria imprensado.

No seu apartamento do Hotel, jogou algumas fotos no notebook e separou o vídeo, colocando-o no Desktop para encontrá-lo facilmente. Ouviu a gravação com mais calma e ficou com os pelos dos braços arrepiados. A coisa era mesmo de assustar a qualquer um.

Se aquilo já vinha sendo planejado há muito tempo, então teríamos o Executivo, Legislativo e o Judiciário, nas mãos dos bandidos.

Resolveu juntar mais material na internet, para confirmar alguns detalhes e ficou completamente abismado. O que eles descobriram era apenas uma pontinha do iceberg. Vamos dizer assim: apenas 10% da realidade. Havia conexão internacional, elementos de vários países participavam dos saques, bem como providenciavam os depósitos em contas no exterior e desaparecimento de bandidos no momento certo.

Com aquele material nas mãos, ficou esperando a publicação para verificar se sairia mais algum detalhe, porém nada foi publicado nos dias seguintes, pelo que ficou sabendo a Quadrilha com todos os informantes que tem no submundo do crime, tomou conhecimento da reportagem antes e pagou uma fortuna aos dois jornalistas para que não publicassem a matéria. Os dois foram convidados a fazer parte do esquema da organização, em trabalho de pesquisas, percebendo uma participação bem melhor. Se aceitaram ninguém sabe. O certo é que não se ouviu mais falar sobre o assunto.

As férias do Osvandir foram prorrogadas por mais alguns dias.

Manoel Amaral

Imagem: Google