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OSVANDIR E A DOBRA DO TEMPO
Marleno Moura

No inicio deste ano, Osvandir recebeu um telefonema do seu amigo Rui, perguntando-lhe se queria aproveitar seu avião para ir até Itumbiara, onde mora seu tio Osmair. Imediatamente aceitou o convite, pois não via seu tio há algum tempo, apenas falara com o mesmo sobre sua visita ao seu filho Zeca. Soube que iria passar no máximo um dia e não precisaria acertar algum negócio imobiliário, pendente.

A data foi marcada e se encontraram no Aeroporto Santa Gênova. Osvandir acompanhou Rui até seu avião, um Cessna – 150, depois que seu amigo comunicou-se com a Torre de Controle e acertaram o plano de vôo.

Rui aguardou a ordem de partida, taxiou, aumentou a velocidade e logo estavam nas alturas. Depois de uns minutos de vôo, o aparelho entrou em uma nuvem cinzenta, que é comum na região. Depois que entrou abriu-se um túnel largo, um vórtice, com relâmpagos como flashes de máquinas fotográficas. Rui olhou para a bússola e viu a “agulha” girar para ambos os lados, aleatoriamente. Ele sentiu o manche muito leve e notou que os flaps não controlavam a altitude do avião.

Osvandir nunca havia imaginado isso, nem Rui. Este manteve o sangue frio, pois só ele sabia conduzir a aeronave.

Osvandir não notou medo na expressão do amigo e por isso também se manteve calmo para ver o que aconteceria. Não passou muito tempo e o avião estava se aproximando de uma cidade, que parecia ser desconhecida por Rui. Este observou que bússola estava normal e que o aparelho estava se dirigindo para o NE. Rui contatou a Torre, perguntou o nome da cidade e pediu para aterrissar. A cidade era Portelândia a leste de Goiânia.

A Torre lhe deu um prazo para aterrissar; O avião deu 4 voltas ao redor do campo, para pousar, uma vez que havia um avião pequeno que estava de partida. Rui obedeceu, diminuiu a velocidade e a altitude. Desceu o trem de aterrissagem e foi pousando levemente no campo, como o faz qualquer falcão apanhando uma presa. .

Rui perguntou as horas à Torre e esta respondeu que eram 8:00 h. Rui tomou um susto, bateu com seu dedo indicador no vidro do relógio e notou que eles gastaram apenas 3 minutos de Goiânia para esta cidade, distante mais de 200 km. Nada entendeu e comunicou o fato a Osvandir, que ficou ainda mais embasbacado, examinando, também seu relógio, disse:
– Pare, ou estamos ficando loucos ou nossos relógios estão malucos. Mas logo os dois?
– E melhor não informar nada ao Controlador, pois ele não vai acreditar e colocar a culpa nos nossos relógios e na bússola do avião, disse Osvandir, procurado a anuência do amigo.
– Você tem razão. Eu ia para o sul e estou a leste. Agora tenho que seguir vôo para Itumbiara; novamente..
– De avião eu não vou mais. Vou alugar um carro na cidade e seguir para Goiânia. Depois eu pago alguém para retornar com o carro para cá. É mais caro que passagem de avião, mas não há outro jeito. Assim sendo, boa viagem para você e dê um forte abraço no meu tio. Não lhe conte o que aconteceu. Ela não irá acreditar, nem ninguém. Façamos de conta que isto não aconteceu. Não contarei nem a meu amigo Pepe Chaves. Ele diria que isso é fruto da minha ufologia maluca.

Abraçaram-se; Rui entrou em contato com a Torre pedindo permissão para o vôo. Logo depois viu o avião de Rui subir ao céu.

Osvandir tomou um táxi e foi a uma agência de aluguel de carros. Alugou uma Peugeot 1.4 para não gastar muita gasolina.
Entrou na rodovia GO-153, andou poucos minutos e seus olhos começaram a fechar com maior freqüência.

Abriu os olhos e estava na rodovia para Abadia de Goiânia, na entrada ao sudoeste da Capital. Achou que gastara pouco tempo, pois saíra da agência de automóveis de Portelândia às 09h28min , conforme anotação da gerência do estabelecimento. Seu relógio marcava 09h44min. Ele calculou que deve ter gasto uns 10 minutos para entrar na rodovia BR-060, rumo a Jataí para chegar à Capital, distante uns 200 km. Andou uns 5 minutos na estrada até ficar com sono. Então gastou uns 4 minutos para a entrada pelo sudoeste de Goiânia. Seu carro estava estacionado no acostamento da rodovia BR-060, na região da Abadia de Goiânia.

Pela segunda vez em um dia, sua mente perdeu senso de tempo-espaço.
Daria para explicar para alguém? Ninguém creditaria nele, nem o Pepe que entende de quase tudo o que é ufólogo. Ele achou que não percorreu nem 10 km.

Foi para seu apartamento, telefonou para a agência aonde havia alugado o carro e pediu para mandarem buscá-lo, pois ele pagaria toda a despesa, todos os custos.

Tentou dormir pensar em qualquer coisa, mas não pôde. Foi para o computador e pesquisou sobre “dobra do espaço” e “buraco de verme”. Só queria uma resposta lógica, mas não havia nenhuma. Ele não iria consultar ao Pepe para ele não lhe perguntar nada.

Ele achou que para melhor entender era necessário escrever suas suposições. E começou a pensar.
“- o avião do Rui foi sugado pelo túnel do tempo, seja ele qual for;
– seu automóvel deve ter sofrido levitação, pois ele não tem velocidade ultrassônica para percorrer uns 200 km em uns 4 minutos;
– algum extra-terrestre estava brincando comigo.”

Osvandir foi deitar já pela madrugada, procurando explicações. Finalmente adormeceu e com nada sonhou, pois tudo acontecera com muita rapidez. Ele só tinha medo de ser levado para a Sibéria, para o Arquipélago Gulag, por alguma espiã russa, loura.

(*) Moura é um de nossos colaboradores

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OSVANDIR E O FOGO QUE NÃO SE APAGA

Nada acontece por acaso!

Tudo começou com um muro que apareceu caído no início do mês de janeiro, num bairro de uma pequena cidade de São Paulo.

Outros fatos interessantes começaram a acontecer. Moedas desaparecendo das gavetas. Fogo queimando peças íntimas da empregada. Colchão pegando fogo e mesa girando na sala.

Lâmpadas elétricas da casa apagando sempre. Máquina de lavar ligando sozinha. Televisão mudando de canal sem ninguém mexer no controle remoto.

Estes fatos acontecendo deram origem a uma reportagem no jornal local. Muitas pessoas apareceram para presenciar os fenômenos.

Alguém pensou em chamar o Osvandir, mas quando estava lá na casa tentando acessar o blog para pegar o e-mail, uma coisa curiosa aconteceu: a tela começou a girar e mudar para outros sites.

Pensaram ser coisas do além, assombração, poltergeist e coisa e tal. Assustados foram para outra casa e comunicaram por telefone com o nosso herói.

Chegando ao bairro, ele procurou informar-se dos fatos com os vizinhos. A maioria já tinha presenciado um fenômeno qualquer. Somando o que anotou, verificou que a variação de fenomelogia era muito grande.

Consultou seu notebook sobre parapsicologia e foi catalogando cada um dos fenômenos que já havia acontecido naquela casa e bairro.

Estariam várias pessoas atuando e provocando estes fenômenos? Muito difícil de acontecer!

Procurou saber do Senhor Antônio a religião que cada um seguia e ficou sabendo que a família inteira era católica.

Cadastrando os membros notou uma mocinha de 15 anos, lourinha, olhinhos azuis claros, analfabeta, tímida, simples, vestindo uma calça jeans, quase branca, bem gasta pelo tempo e uma batinha nordestina, vermelha. Alguns adereços compunham a figura: um par de brinquinhos de cabacinha em ouro; alguns anéis e colares de pouco valor, bijuteria.

Um dos meninos tinha um defeito na perna direita, que parecia mais curta que a outra. Outro era muito magrinho, tinha um rodamoinho na testa que provocava o arrepiamento do cabelo naturalmente.

Ele era casado pela segunda vez. A menina era do primeiro casamento.

Perguntou para o chefe da família quando começaram os problemas na casa, ele informou que foi a partir de janeiro.
__ Senhor Antônio como foi o primeiro fenômeno que aconteceu?
__ Eu vinha vindo do serviço mais ou menos as 17,00 horas, atravessei a cidade e ao chegar perto de minha casa notei um muro caído. Procurei informar mas ninguém soube explicar direito como aquilo aconteceu.
__ Mas o que tem haver a queda do muro com as coisas que andam acontecendo em sua casa?
__ Primeiramente eu pensei que não tinha nada haver, mas depois fiquei sabendo que quando o muro caiu houve alguns sons esquisitos vindo lá de casa. Os cachorros acuaram e depois correram todos e foram cada um para suas casas com os rabos entre as pernas. Os gatos saíram em disparada e se esconderam numa moita de amurici.
__ E aí o Senhor concluiu que alguma coisa estava acontecendo em sua casa?
__ Isso mesmo! Fiquei meio arrepiado ao chegar lá. Uma cadeira estava no teto. A porta fechava e abria, lápis, canetas e pequenos objetos ficaram esparramados pelo chão. Fiquei sabendo pela minha mulher que as moedas que estavam nas gavetas sumiram todas. Algumas peças íntimas também desapareceram.
__ O muro pode ter caído, ou alguém derrubado, não é mesmo?
__ Pode, não sei por que mas eu lembrei logo da Bíblia: “Os muros de Jericó caíram ao som das trombetas da oração”.
__ O Senhor é muito religioso…
__ Sou! Participo de quase tudo aqui na Paróquia.
__ Hoje está bem calmo por aqui. O que será que acontec…

Nem tinha terminado de falar e um garfo saiu voando em direção à porta de sucupira e ficou fincado naquela madeira dura.

Uma luz acendeu e apagou-se e uma seqüência de fatos inexplicáveis aconteceram bem na frente do Osvandir. Ele ficou boquiaberto.

Quando ia entrando num quarto para fugir das facas que vinha para seu lado tropeçou numa colher, destas grandes, de servir comida. Estava toda retorcida que ele até lembrou do Uri Geller, que quebrava os cabos das colheres na TV.

Osvandir quis saber de onde vinham as forças que comandavam todas essas ações. Novamente teve lançar mão do seu velho companheiro notebook.

Notou que só quando Maria estava presente as coisas aconteciam.

Cada vez que passava por um poste, a luz apagava bruscamente. Quando estava presente, as agulhas das bússolas giravam descontroladamente, alguns tipo de relógios eletrônicos paravam.

Osvandir pegou um cabo de vassoura e bateu no forro, várias moedinhas caíram lá de cima. Ela as transportava para cima do forro da casa através do fenômeno conhecido por telecinésia.

Contaram-lhe que certa vez quando quebrou o braço os médicos ficaram assustados, no raio-X tinha agulhas, alfinetes e outros objetos.

Pedras e cacos de telha caiam dentro de casa, atravessando paredes ou telhado. Isto é considerado pela ciência como Aporte um fenômeno Parapsicológico em que a telergia exteriorizada desmaterializa e depois materializa novamente objetos.

Osvandir ficou sabendo que ela praticou a levitação e sustentava o corpo no ar a uma altura de um metro, este fenômeno é conhecido como Telergia.

Quando passava, todos poderiam perceber um leve perfume no ar, aquilo que os cientista chamam de Osmogênese.

Transformava a energia de seu corpo provocando fogo espontâneo onde queria. Sempre dirigia o fogo para peças íntimas que estavam no guarda roupa da sua madrasta ou da empregada.

Fazia uma espécie de tatuagem nas pessoas, queimando, de leve, a pele formando e o desenho.

Uma vez chegou a imprimir uma figura numa máquina digital, fenômeno conhecido como Escotografia.
Osvandir perguntou se podia repetir este fenômeno na sua frente e ela tentou, tentou e não conseguiu nada, aparentemente…

Comprovado que todos os fenômenos partiam da garota e seria um caso sem solução se ela permanecesse ali, pediu a seu pai que a mandasse para a casa de sua avó.

Ao chegar em casa Osvandir foi passar as fotos para o computador e ficou muito surpreso. Na última foto tinha um objeto que ele não tinha fotografado!

Manoel Amaral

Fontes:
http://www.youtube.com/watch?v=lefiHhUYtyE
http://oepnet.sites.uol.com.br/fenomenosparapsicologicos.htm
www.viafanzine.jor.br/ufovia – Artigo Reinaldo Coutinho – O Fogo Maldito

Imagem: Ana Luisa Cid – Ufóloga do México