O beijo de língua do til, na portuguesa

Ou o beijo do til e a língua portuguesa

A Sátira e a Paródia, sarcásticas, saíram juntas com o Humor Negro, que agora havia mudado de nome para Humor Afro-Descendente, por questões raciais; estavam em festa de estranhos.

O C saiu abraçado com a , (cedilha), fazendo a maior festa.

O Q estava encostado no muro parecendo um gato perdido na noite, a procura de sua gata.

Os estrangeiros K, W e Y estavam querendo entrar de penetra na festa. Alguém até gritou:
__ Pegue este aí do meio, que parece uma âncora de navio inglês e fica querendo botar banca por aqui, ora!

O Y pegou o (travessão) e partiu para cima do _ (underline). Se não fosse a intervenção do K a coisa tinha ficado feia.

A ? (interrogação), com aquela mão de Capitão Gancho, saiu interrogando todo mundo, queria saber onde estava a ! (exclamação), que não parava de dar saltos e ficar com a cabeça para baixo.

A @ (arroba) juntou-se com $ (cifrão) e foram tomar uma cerveja no bar do % (por cento).

Nesse meio tempo chegou o ¨ (trema) e reclamou para os : (dois pontos) que ninguém queria sair com ele, estava abandonado.

O + pensando melhor resolveu se juntar ao = para promover a união entre as pessoas.

Quando * (asterístico) apareceu, o & (tironiano) ficou impressionado com tanta beleza.

Os ( ) (parênteses) que não tinham mais parentes por ali, aproveitaram para fazer a maior farra.

As { } (chaves) e os [ ] (colchetes) largaram a matemática num canto e foram namorar num lugar mais escuro.

O § (parágrafo) e Item perguntaram para a / (barra) como estava a barra, esta respondeu que ia tudo bem.

A (reticência), toda inocente, ficava no escurinho cochichando com o etc.

O ~ falou para o “a” e o “o” que poderiam perder a esperança que ele não iria mais ficar em cima deles. Sabendo desta decisão, o ^ também disse ao “e” e ao “o” que não iria posar de chapéu só para embelezá-los.

O . falou para “,” sair de baixo, não formariam mais o ;.

Ele o # (sustenido, mais conhecido por cardinal ou popularmente por joguinho da velha) não era um bom músico, por isso o ´ (agudo) e o (grave) disseram que não poderiam sair juntos, foi apenas uma desculpa, eles havia arranjado duas garotas, as “” (aspas).

As bebidas foram diminuindo, os ânimos crescendo e novamente o K, o W e o Y apareceram para arranjar confusão. Queriam entrar de qualquer jeito.

Quando tudo parecia perdido chegou um baixinho, preto e redondinho e resolveu a situação. Apagou as luzes e mandou todo mundo ir embora. Era o valente ponto final.
Foi aí que Osvandir percebeu que havia cochilado em cima do teclado do computador.

Manoel Amaral 🙂

Untitled

Convite

Lançamento E-book:
OSVANDIR E LUA CHEIA
Vampiros, lobisomens
& assombrações
de Manoel Amaral

Conversa com o autor.
Não haverá venda de livros.
Sexta-feira, dia 13, agosto
Início: às 19h30m.
Encerramento: 20h30m.
Local: Bib. Pública A. Lago
Av. Sete Setembro, 1160
Divinópolis-MG

OSVANDIR, OS LOBISOMENS E OS VAMPIROS

Capítulo I
A LUA CHEIA
“Mulher, tal qual lua cheia
Me ama e me odeia
Meu ninho de amor.”
(Raul Seixas)

Joanna, era diferente de outras jovens, com 21 anos, linda, loura e de pele muito clara. Era avançada para o seu tempo. Sabia de tudo. Informática então, ela adorava. Estava definitivamente fora de sua concha, bem diferente do sistema de vida local. Acabara de mudar-se de uma cidade grande para aquela ensolarada cidade do interior.

A sua família era um verdadeiro mistério. Uma mãe generosa nos atributos, loura de cabelos esvoaçantes e um pai severo, tipo nórdico, que desconfiava de tudo.

Ela ficou conhecendo alguns amigos na faculdade e entre eles se destacava quem ela achava que poderia ter um relacionamento mais íntimo: Osvandir, jovem lindo, sensual, pele queimada pelo sol abrasante, do interior, cabelos de cor negra; trará um universo desconhecido para Joanna, transformando completamente o curso de sua vida e ficando a sua história muito mais emocionante naquele marasmo de cidade pequena.

O que Osvandir não sabia, é que quanto mais se aproximava de Joanna, mais perigo corria em sua vida. Um perigo para si e para a população com quem convivia e que tanto amava.

O que ele nem imaginava que entraria num mundo totalmente diferente do seu. Algo assim sobrenatural, cheio de idas e vindas no espaço/tempo.

Joanna, naquele vestidinho escuro, curtinho, com um par de pernas longas de fora, parecia até uma bela garça ciscando na beira do rio. Mas o que ninguém sabia é que ali morava o perigo. Mas que é o perigo? Uma cobra coral num buraco de cupim, atacando um rato silvestre? Ou seria um jovem desprevenido entrando num mundo totalmente diferente do seu?

Muitas perguntas poderiam ser feitas a respeito daquela jovem linda, branquinha, pele lisa e macia.

Naqueles dias ela estava causando uma comoção nacional. É que foi a faculdade com um vestido cor-de-rosa tão curto que a maioria dos rapazes ficaram no pé da escada para vê-la subir. O resto da moçada enciumada trataram de cortar o mal pela raiz. Solicitaram ao Diretor que tomasse uma providência imediata. Exigiam a expulsão da garota daquela entidade.

Os jornais ficaram ao seu lado. Foi notícia no mundo inteiro, até no New York Times. Aquelas revistas inglesas de fofocas exploraram o caso como fizeram quando da morte de Diana, a Princesa de Gales. Aquela imprensa nojenta que tira proveito de qualquer fato com a finalidade de vender os seus jornais ou revistas.

Mas Joanna não se importava, seguia sua carreira, seu curso na história. Muitas coisas diferentes destas briguinhas de escola, iriam ainda acontecer em sua vida.

Noite de lua cheia, céu coberto de nuvens sombrias, uma cabana no meio do mato. Alguns raios, sinal de chuva forte naquela região. Um carro preto parara na porta. Entraram rápido para não molhar as finas roupas que vestiam. Joanna e Osvandir, marcaram ali a sua primeira noite de amor à luz de velas.

Tudo estava sombrio, escuro o céu. As árvores molhadas pela chuva, deixavam soltar uma leve bruma que cobria toda a região.

Osvandir foi o primeiro a notar que tudo por ali estava tão arrumadinho. Estranhou. Costumava passar por aquele local e sabia que aquela casa era abandonada há muito tempo.

Receoso de alguma armadilha tomou todas as precauções que julgava necessário. Trancou a porta, acendeu a lanterna, ligou o rádio e a TV. Queria algum barulho para saber se tudo aquilo era realidade ou fantasia. A sua mente imaginava as melhores coisas por acontecer.

MANOEL AMARAL

ANTOLOGIA LIVRE, em e-book, link: http://antologialivre.blogspot.com

OSVANDIR E O LCROSS NA LUA

Imagem Google

“Mesmo partida a lua jamais deixará de brilhar”
(Simair, primo de Osvandir)

Outubro de 2009

Foi quando o Lunar Crater Observation and Sensing Satellite (LCROSS), atingiu a lua pela primeira vez, levantando uma poeira de vários quilômetros, em 09 de outubro de 2009, perto da cratera de Cabeus, onde tudo começou.. Com objetivo de estudar a possibilidade de encontrar água na lua os cientistas começaram a enviar cada vez mais satélites de observação para aquele astro.

Os cientistas estavam bastante contentes com a quantidade de dados que recebiam.

Muito sensível, ele fotografava, analisava o solo, enviava um mapa do calor e outros dados de suma importância para as futuras viagem dos astronautas da NASA.

Em alguns meses, todos os dados analisados, para perceberem se havia moléculas de água, constando uma camada de gelo na superfície.

Muitos esperavam imagens fantásticas, mas foram surpreendidos por fotos de simples poeira lunar, levantada pelo impacto daquele aparelho.

Os cientistas, preocupados com a infinidades de dados recebidos, nem se atinavam por possíveis falhas nos sistemas de informações.

Naquele mês o Presidente da maior nação do mundo recebera o Prêmio Nobel da Paz, muitos não entenderam a finalidade daquele título. Até o nome do Presidente Lula fora cogitado, mas a turma de puxa-sacos maior, pendia para o Norte Americano. “Aquele era o Homem!”

Setembro de 2010

Todos estavam preocupados com guerras, fome, falta de alimentos, transtornos na natureza. Furacões, maremotos, chuvas, desmonoramentos, pessoas sem teto; anunciando péssimas notícias para os próximos anos. No Brasil aquela marolinha, com eleições para Presidente.

As experiências na Lua continuaram. Mais uma vez ninguém verificou os efeitos danosos provocados no satélite.

Os foguetões continuaram subindo e impactando o solo lunar. A poeira continuava a subir num espetáculo, cada vez mais observado por astrônomos e cientistas da NASA.

Agosto de 2011

Neste ano muito sucesso foi obtido com o lançamento de dois foguetes contra uma cratera na superfície da Lua.

“O objetivo da missão continuava o mesmo, testar os detritos criados pelo impacto para verificar a presença de água no solo lunar.”

“A comprovação da presença de água congelada no satélite facilitaria a instalação de uma futura base para a exploração na Lua, diziam os cientistas.”

Alguns astrônomos que observavam o impacto a partir de telescópios ainda continuavam decepcionados com as imagens captadas.

“Os cientistas esperavam que cada lançamento criava cerca de 350 toneladas de detritos, jogados a uma altura de até dez quilômetros.”

As missões do Satélite de Sensoriamento e Observação de Crateras Lunares (LCROSS, na sigla em inglês) com um custo estimado de US$ 79 milhões (cerca de R$ 138 milhões) cada, continuaram a seguir para a lua.

E o objetivo era sempre o mesmo: “ajudar a abrir o caminho para o retorno de astronautas americanos à Lua até 2020.”

Novembro de 2012
Tudo estava indo muito bem, até que numa observação de rotina, nos foguetes, encontram uma bomba no meio daquelas fiações quilométricas.

Era uma sabotagem de alguns paises do “eixo do mal”, que desde os primeiros lançamentos já estavam enviando essas bombas de alto efeito no solo.

Em pouco mais de dois anos, várias bombas de alto poder destrutivo estavam sendo enviadas para nosso satélite e ninguém sabia de nada.

Até que um dia a lua começou a sentir os efeitos destas explosões e vários pedaços de granito foram atirados ao espaço e ela dividiu em duas partes. A menor subdividiu-se em vários pedacinhos, girando, como aqueles asteróides que estão entre Marte e Júpiter.

Os poetas ficaram tristes, olhar para o espaço e ver a lua partida, partia os corações. Não havia mais lua cheia, apenas meia lua.

Agora que tudo estava mudado, a NASA e seus cientistas começaram a lancar foguetes com possantes câmeras para estudar… o cinturão de asteróides de Marte…:

Nasa lança sonda para estudar asteróides

“Cabo Canaveral – Uma sonda pioneira, que pode servir de modelo para futuras missões interplanetárias, subiu ao céu na quinta-feira a bordo de um foguete não-tripulado Delta 2, com o objetivo de explorar dois asteróides entre Marte e Júpiter.”

MANOEL AMARAL
osvandir.blogspot.com.br

OSVANDIR E A SEMANA SANTA

QUEM MATOU ESTE HOMEM?

“The State of Israel is at war with the Palestinian people,

people against people, collective against collective.”

Benjamin Netanyahu (primeiro ministro de Israel)


Pelos cálculos, ele nascera em 1976, em Belém-PA, Brasil. Tornara-se conhecido pela sua grande sabedoria. Desejava a paz das Nações. Vivia nas favelas ou periferia das cidades, em companhia dos pobres.


Viajava sempre para Israel e seus arredores. Visitava os palestinos, via as suas misérias, o muro, as bombas, os tanques, explosões a toda hora.


Ensinava ao ar livre, debaixo do que restou das árvores do território palestino, bem como atendia a pedidos para palestrar em grandes recintos fechados, com modernas técnicas de comunicação.


Pregava o igualitarismo radical, tanto em níveis socioeconômicos (alimentação e o uso da água para toda a população), como o religioso-político (liberdade religiosa e política). Essa combinação poderia ter levado a execução deste homem.


Vamos resumir a sua história: saiu do Brasil aos 30 anos. Perambulou pelo mundo, visitando a Índia, a China, a Rússia, praticamente toda Europa. Teve um carinho especial com aquele povo sofrido da África, visitando constantemente aquela região.


Conversou com grandes líderes do G20 para que ajudassem os países mais pobres.


Arrecadou e mandou toneladas de alimentos para o Haiti, Nordeste Brasileiro e onde havia falta de comida. Levou sua palavra de consolo a muitas regiões do planeta.


Pregou nos mais afastados recantos da terra. Atravessou, oceanos, rios e lagos a procura de alguém que precisasse de sua palavra, nestes tempos de aflição.


Passou uma temporada nos Estados Unidos, falando ao povo, em tempos de crise.

Pregou aos grandes como perdoar e fazer a caridade. Ensinou aos pequenos como suportar a dor e continuar vivendo.


Previu que grande crise mundial viria, mas que seria suportada pela população.

Disse aos barões da coca, traficantes, assassinos, colarinhos brancos, políticos e banqueiros corruptos, e demais bandidos que se não mudassem de vida, veriam seu mundo ruir num piscar de olhos.


Foi sentenciado de morte pelos poderosos, queriam que ele fosse banido de Israel. Passou a viver mais tempo do lado palestino, cuidando dos doentes e criancinhas abandonadas.


Criou e sustentou várias escolas e creches ao longo da Faixa de Gaza.

Ajudou muitos peregrinos que iam visitar Jerusalém e que encontravam-se em dificuldades.


Criticava as bases políticas, religiosas, sociais e econômicas de Israel.

Achava que o Rio Jordão e suas águas pertenciam a todos. Pregava sobre a desigualdade social.


O Povo Palestino em menor número, pobre, estraçalhado pelos foguetes de Israel, só poderiam revidar através de atos de terrorismo. A sua religião ensina as crianças a seguir seus líderes, transformando-se crianças em homens bombas.

Homem sereno e transcendental, sozinho, dolorosamente humano.


Naquele dia, numa sexta-feira, foi preso, carregado até o muro das lamentações, torturado, arrastado por jipes de guerra.


Levaram-no até aos portões de entrada para a Palestina. Pela lei dos Judeus seria o seu castigo o apedrejamento, no entanto foi amarrado numa cerca elétrica de arame farpado.


Colocaram uma coroa feita de arame de aço perfurante na sua cabeça e declararam-no Rei dos Judeus.

Quando estava agonizando um soldado israelense deu uma saraivada de balas com sua metralhadora e perfurou-lhe todo seu peito e informaram para a imprensa que o tiro partira de uma arma dos palestinos.


No muro ao lado uma frase: “Quem vive pelo fuzil, pela metralhadora morrerá!”


Manoel Amaral