O BOLO DA DEMOCRACIA

BOLO DA DEMOCRACIA

Povo participando da Democracia
Foto: Guia da Semana
Engredientes:
100 mau caracteres;
100 caras de paus;
1.000 políticos safados;
100 kg Gordas verbas federais;
100 de delatores;
10.000 ladrões do erário;
10.000 falsários;
10.000 infratores;
10.000 traficantes;
10.000 “di-menores”;
100.000 votos nulos/brancos;
1 t de reformas;
100 t corrupção;
10.000 máquinas lavagem de dinheiro;
10.000 máquinas para contagem de dinheiro;
100 juízes bem corruptos;
10.000 l gasolina cara e suja;
10.000 kg projetos políticos;
10.000 Obras paralisadas;
10.000 escolas fechadas;
10.000 hospitais fechado e com salários atrasados;
100 frigoríficos podres;
100 kg pega-pega ladrão;
10.000 l águas estagnadas com mosquitos e doenças;
10.000 kg Remédios vencidos;
100 Estadões falidos;
100 partidos corruptos;
1 dólar pagamento impostos dos ricos empresários;
100 Verbas fundão partidos;
100 kg canela de pobre vencida;
100 kg cravo ferradura para ferrar todo mundo;
100 t Maconha Paraguaia;
100 t cocaína Colombiana;
10.000 lava-jatos, uma em cada cidade;
100 tanques de guerra enferrujados para conter a patuleia;
100 bancos falidos;
100 bilhetes premiados da Mega sena;
100.000 l água da Estatais;
1.000 kg Mandioca da Dilma;
3 mulheres sapiens;
10.000 l de vento estocado;
30 canais de TV só para faroestes;
1 Prato vazio do Programa Fome Zero;
100 pinguelas para futuro, é pouco;
100.000 cabeças de bois iguais aos da JSS;
100 bi para rombo orçamento;
153 deputados que ficaram na cadeira do presidente;
100 deputados levando marmitas para reunião;
100 refinarias enferrujadas como aquela dos EUA.
Misturar tudo com cimento de massa rápida.
Assar na forma da Gerdau, neste caso pode partilhar entre vários altos fornos que estão desmatando o país.
A cereja do bolo: um dólar devolvido por um Político honesto.

VENENOSA

VENENOSA
Imagem Google

Há uns tempos não combinava mais com o marido. Viviam brigando.
Tudo era motivo para discussão. Senhor Toninho já não aguentava mais, estava cansado de tanta confusão.
Não podia nem sair e tinha que dar explicações para onde ia e que horário voltaria.
Aquilo se foi tornando crônico, até para ir a farmácia comprar os seus remédios e os dela, havia uma longa conversa.
Se chegasse atrasado do banco, do supermercado, por conta das filas, o xingatório era certo.
E ali entrava tudo sobre o relacionamento dos dois. Ciúmes, ciúmes e mais ciúmes. Ela estava transtornada. Seria por causa dos remédios?
Ela dizia que era por causa da mocinha do caixa dois do supermercado. Uma loirinha muito atenciosa com os idosos, nada de mais.
Até para dormir, devido a sua agitação, tinha que tomar um medicamento em cápsulas.
E ela morreu misteriosamente, para a polícia foi morte natural. Sofria de diabetes.
Osvandir resolveu investigar aquele caso. Solicitou uma autópsia do corpo e ficou constatado morte por envenenamento por cianureto.
Aquele veneno causa parada respiratória e debilita o sistema nervoso central.
Agora era saber como foi que tudo aconteceu.
Pega um documento aqui, outro dali e achou um texto marcado,
no quarto, de uma revista que dizia o seguinte:
A Mandioca Mansa e a Mandioca Brava
“Melhor, se arrepare: pois num chão, e com igual formato de ramos e folhas, não dá mandioca mansa, que se come comum, e a mandioca-brava, que mata? Agora, o senhor já viu uma estranhez? A mandioca doce pode de repente virar azangada – motivos não sei; às vezes se diz que é por replantada no terreno sempre, com mudas seguidas, de manaíbas – vai em amargando, de tanto em tanto, de si mesma toma peçonhas. E, ora veja: a outra, a mandioca-brava, também é que às vezes pode ficar mansa, a esmo, de se comer sem nenhum mal. (…) Arre, ele (o demo) está misturado em tudo (2001, p.27)
(Grande Sertão: Veredas- Guimarães Rosa)”
Pesquisando mais um pouco Osvandir ficou sabendo que o Cianureto pode ser conseguido das folhas da mandioca.
Na gaveta do quarto ainda encontrou quatro cápsulas do remédio onde foram colocado cianureto em pó.
Encerrada as investigações tudo foi ficando mais claro. O velho já não aguentava mais aquela velha.
A Polícia prendeu o marido como principal suspeito.

Manoel Amaral

A MANDIOCA II

A MANDIOCA II

“Presidenta Dilma faz um culto a mandioca e revela a existência de uma nova subespécie humana: a mulher sapiens.” Senador Aloysio Nunes

O primeiro texto fez muito sucesso, mas muitos reclamaram que não tinha nenhuma receita da Vovó.

Pesquisando no velho caderno de minha mãe, encontrei várias de mandioca, isto é, de polvilho.

Com polvilho podemos fazer biscoitos, bolos, pudins, molhos, na área  industrial alimentos processados, têxteis, papel, tintas, medicamentos.

O polvilho azedo, é utilizado para fazer biscoitos doces e salgados, e o popular pão de queijo.

A mandioca produz raspas, farinhas de raspas, pellets e álcool. Outros produtos regionais beiju, tapioca, carimã ou massa puba, tucupi e tacacá.

Com polvilho azedo, podemos fazer produtos de confeitaria, na forma de biscoitos, sequilhos, pão-de-queijo e bolos.

Bolo de Aipim

Pode ser bolo de macaxeira, bolo de mandioca, ou seja lá como costumam chamar onde você mora. Não importa. O que interessa é que ele é muito fácil de fazer e muito gostoso.

Ingredientes
1 kg de aipim (mandioca ou macaxeira)
3 xícaras (chá) de açúcar
100 g de manteiga
200 ml de leite de coco
1 pacote de coco ralado
1 pitada de sal
1 xícara (chá) de leite
3 ovos

Como fazer
Ralar a mandioca descascada do lado grosso do ralador.
Coloque no liquidificador, o aipim, o leite, os ovos, o leite de coco e a manteiga.
Bata tudo em velocidade média por 1 minuto.
Acrescente o açúcar, o coco ralado e o sal e bata mais um pouco.
Despeje o creme em uma forma redonda e coloque a massa no forno por 35 minutos ou até que colocando o palito ele saia limpo.

Está aí a receita para todos

Manoel Amaral

Para ler a parte I da Mandioca:

A MANDIOCA

A MANDIOCA




 “Hoje estou saudando a mandioca. Acho uma das melhores conquistas do Brasil” Dilma Rousseff
Naquele terreno recém-preparado, o pessoal estava plantando mandioca.

Cada pé foi cortado em partes de uns 20 cm cada. A preferida é a Cacau. E para outros produtos também servia como as demais.

Cacau tem a casca roxa, cozinha facilmente e pode ser utilizada dentro de pouco tempo depois de plantada.

Ótima para fazer o prato “Vaca Atolada”, principalmente agora que a “Vaca foi pro brejo”. A carne bovina desfiada é melhor na confecção desta apreciada iguaria.

Na nossa região os fazendeiros usam esta qualidade de mandioca para fazer uma ótima farinha-de-pau.

E o mingau, que é muito delicioso, também apreciado pelos índios.

Croquete, Bolinho como molho de jabuticaba, Gratinado com carne moída, Quindim, Bolo caipira e coco, Creme com manga, Bolo com calda de maracujá, Escondidinho de costela, Nhoque recheado, Caribéu (com carne-seca), Tapioca de tomate seco, Creme com cogumelos e ovas de peixe. Tudo feito com a mandioca.

Nos bares da cidade podemos comer a mandioca frita, tomando uma boa cerveja.

Não podemos esquecer que o pão-de-queijo mineiro é feito com polvilho doce e está à venda até em NY.

Existem mais de 300 tipos de bolos de aipim, escolha o seu numa boa receita.
Nunca use a mandioca-brava se não souber bem a receita, ela é muito venenosa.

Ia esquecendo-me da Farinha Multimistura, que é composta da folha da mandioca bem torradinha. Ela possui uma das maiores fontes de vitamina A, aminoácidos e sais minerais encontrados em folhas.

A fraude da mandioca: O golpe aconteceu na cidade de Floresta, Pernambuco, entre 1979 e 1981, durante a ditadura militar e envolveu Banco do Brasil e Proagro.

Existem estudos para aproveitamento dos resíduos derivados da produção de etanol da mandioca para geração de eletricidade.

Aqui se produziu etanol a partir da mandioca, na década de trinta, na Usina de Gravatá, a primeira do Estado. No local, hoje funciona o Teatro Gravatá.

Vários são os nomes da dita cuja: Aimpim, Cacau, Candinga, Castelinha, chitinha, Macamba, Macaxeira, Mandioca-brava, Mandioca-doce, Mandioca-mansa, Manduba, Manioca, Maniva, Maniveira, Moogo, Mucamba, Pão-da-América, Pão-de-Pobre, Pau-de-Farinha, Tapioca, Uaipi e Xagala.

Na sua região podem existir ainda muitos outros nomes para ela.

Por esta razão eu também louvo a mandioca, e digo mais: “nesta terra, em se plantando, tudo dá”, como já dizia Pero Vaz de Caminha, na descoberta do Brasil.

Manoel Amaral