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OSVANDIR EM: DRAGA É UMA DROGA!
“Uma chave de ouro abre todas as fechaduras.” (Christoph Martin Wieland)

Já há algum tempo Osvandir foi passear na casa de sua avó, nos dias de folga do carnaval.
Ficou impressionado com o número de carretas que passava por dia em frente a casa da velhinha.
Contou aproximadamente 50 carretas por dia com nomes de várias empresas, mas todas carregando toneladas de areia.

Perguntou para um vizinho de onde vinha e para onde ia, ele informou que tudo aquilo saia da Fazenda das Tabocas ia para Belo Horizonte, para a construção civil.

Fez os cálculos: cada carreta carregaria entre 20 a 50 toneladas, na média umas trinta toneladas cada uma. Trinta multiplicado por 50 carretas, daria umas 1.500 toneladas diariamente.

Era muita areia para vender! Osvandir resolveu ir até o local da extração. Pegou emprestado, um fusca 1500, ano 1972, azul da cor do céu e saiu para a beirada do rio.

Quando lá chegou deparou com 20 dragas retirando areia do fundo do rio, dia e noite, e uns 5 tratores de esteira revirando os barrancos.

O estrago ambiental era de grandes proporções. O rio já estava quase sem água na época da seca. Só se via pedras e árvores caídas por todo lado.

Conversando com o administrador ficou sabendo que a empresa tinha todos os documentos para extração. Resolveu ir até o escritório e verificou que na realidade ela tinha apenas um velho alvará da Prefeitura local.

Indignado com tudo aquilo foi até a Prefeitura e conversou com o Prefeito, um tipo bonachão que deixava todas as riquezas do Município irem embora sem nada em troca.

O que a empresa deixava no Município? Praticamente nada! Pagava somente um valor ridículo, por ano, para renovação do alvará.

Osvandir quis saber dos projetos de recuperação da área degradada do rio e o Prefeito informou que não existiam nada na Prefeitura. E ainda falava: “a natureza é pródiga, dentro de alguns anos tudo voltará como era antes”.

Devido ao volume de extração por dia, Osvandir ficou meio desconfiado e voltou novamente no local da extração. Desta vez não estava presente aquele Senhor que administrava. Apenas um rapaz de dentes cariados, rosto queimado, chapéu de palhas, descalço e um sorriso amarelo.

Ele muito tímido, levou o Osvandir para tomar um cafezinho no rancho de sapé.
__ Foi coado ainda há pouco, quando acabamos de almoçar. O que Senhor deseja saber?
__ Queria apenas o endereço da empresa em Belo Horizonte, pois pretendo comprar alguns caminhões de areia.

O rapazola saiu com um pedaço de papel onde tinha o telefone e o endereço completo da empresa.

Depois do carnaval, quando a purpurina já havia desaparecido dos salões, apenas alguns sinais de confetes e garrafa pet entupiam os bueiros de enxurradas, Osvandir resolveu ir até a capital.
O bairro era meio afastado, a segurança era total. Ninguém poderia entrar ou sair, sem autorização, devido os altos muros.

Na portaria conversou com um sorridente guarda, sinal que ganhava muito bem. Ele informou que naquele horário não tinha ninguém no escritório.

De relance pode notar que havia no centro do pátio umas máquinas esquisitas, parecia muito antigas, mas rodavam fazendo uma barulheira danada.

Curioso, resolveu bater um papo com o sorridente serviçal. Notou que ele adorava futebol, coisa que Osvandir detestava, mas tinha um pequeno conhecimento devido a leitura de jornais diários.
Falaram muito sobre a situação do Cruzeiro e do Atlético e de outros grandes times de Minas.
O guarda estava muito empolgado por uma cervejinha gelada adquirida por ali mesmo, foi falando tudo que Osvandir desejava saber dos movimentos da empresa. Disse que a areia não vinha só daquele local que ele visitou, mas de vários rios de Minas, principalmente do Centro-Oeste.
__ Mas e aquelas máquinas grandes, para que servem?
__ Ninguém aqui pode saber, mas vou revelar para você, que parece ser gente fina. Elas extraem ouro das areias dos rios.
__ Ouro? Como assim! Então não tem nada de construção civil no meio?
__ Não! O patrão vende a areia lavada por um preço baixíssimo. E se for pouca quantidade não precisa nem pagar, pode levar de graça…
__ Muito bom este seu patrão, hein?
__ Ele é inglês mas já está falando bem o português e foi para o Rio neste o carnaval.

Osvandir saiu dali injuriado. Então aquele esperto cidadão inglês estava saqueando o nosso ouro, como antigamente e portando-se como um simples empresário vendedor de areia para construção civil.

Posteriormente ficou sabendo que o dito Senhor, vermelho como ele só, pelo escaldante sol da região, tinha um esquema montado, com máquinas mais modernas, no estado do Mato Grosso.
Procurando mais informações em Prefeituras do Estado recebeu notícias que ele já estaria atuando também no Amazonas.

Por aí vocês vêem como é fácil sair de nosso país com qualquer mineral valioso…

Manoel Amaral

OSVANDIR E O UFO DE ITAÚNA

O UFO DE ITAÚNA
Foi em 2006, em Itaúna, quando estávamos no seminário sobre ufologia, um ufo apareceu para o Paulo Aníbal e o Rafael Amorim, bem no centro da cidade.
Era discóide, branco, não expelia fumaça e nem fazia barulho. Ia tranqüilo de Leste para Oeste, em linha reta, sem nenhuma alteração.
De posse de um possante binóculo Paulo Aníbal vasculhou o espaço a procura de mais detalhes e foi logo dizendo:
__ Ele está passando agora entre aqueles dois fios do poste, mas muito alto, agora foi coberto por uma nuvem. No momento aproxima-se da Serra mais alta da cidade.
Ia por aí descrevendo os mínimos detalhes do objeto voador que atravessava a cidade.
Fomo ouvir as palestras de Dra. Lígia, do Pepe Chaves, do Márcio Mendes e o ufo foi esquecido, mas Aníbal ficou lá…
Saltando para a data atual, vimos pela TV e Jornal Estado de Minas, que a Prefeitura de Belo Horizonte, acaba de aprovar Lei proibindo o uso de sacolas plásticas no Município.
Em Cuiabá já existe tal lei desde 2005, no Rio de Janeiro também, nos EUA, no Japão e alguns países da Europa já existe esta proibição há muito tempo.
A cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, tornou-se a primeira metrópole americana a proibir o uso de sacolas de plástico em grandes supermercados e farmácias.

O plástico é elemento altamente poluidor do meio ambiente, estimando-se em décadas a sua decomposição.Acrescente-se a isto o fato de contribuir enormemente para o entupimento das galerias de água pluviais, provocando inundações e investindo negativamente contra o bem estar da população.

Em Belo Horizonte a notícia agradou ambientalistas, mas recebeu críticas de empresários e de pessoas mais conservadores, que desconfiam das políticas de esquerda da cidade.
As sacolas plásticas são difíceis de reciclar, poluem parques e rios e ocupam cada vez mais espaço em depósitos de lixo. Os plásticos entopem o sistema de esgoto das cidades e contribuído para um aumento em inundações.

Alguns se preocupam, no entanto, com a possibilidade de que os supermercados adotem sacolas de papel, que afetariam o meio ambiente de outra forma, já que mais árvores teriam de ser cortadas para atender à demanda.

O único recipiente “ecológico” disponível atualmente é a sacola de plástico oxibiodegradável. Ela é produzida da mesma forma que a tradicional, a partir de derivados do petróleo, mas contém um aditivo que acelera a deterioração. Em vez de se decompor em até 400 anos, leva de três a 18 meses para se esfarelar. A diferença é que o material se desintegra em milhares de pequenas partículas, em vez de continuar inerte. “Na prática, espalha-se com mais facilidade e pode contaminar rios e plantas”, afirma a gerente do Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), órgão do governo paulista, Eloisa Garcia.
Secretário-executivo da organização não-governamental Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), dedicada à promoção do reaproveitamento de resíduos, André Vilhena esclarece que o aditivo – uma espécie de catalisador – contém metais pesados, como chumbo e cadmio. “Por isso, esse tipo de sacola pode ser ainda mais tóxica”, diz, acrescentando que a solução mais adequada é estimular o consumo consciente das embalagens e aumentar o percentual reciclado no país.
A intenção é sinalizar para o comércio a necessidade de adotar embalagens que causem menos impacto à natureza.
Osvandir, lendo isto tudo lembrou dos velhos tempos de seus pais e tios em Goiás e disse:
__ Se a intenção é causar menos impacto à natureza que tal voltar a usar as sacolas de papel e de tecido? O plástico é terrível, aonde o homem ainda não chegou, ele já está lá!
Voltando a 2006, Paulo Aníbal, com toda sua sabedoria ufológica descobriu os segredos do Disco Voador:
__ Trata-se de uma sacola plástica inflada pelo vento. Só descobrimos porque ela caiu ali perto da linha de trem de ferro.

Manoel
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Temos o modelo do Projeto de Lei sobre proibição das sacolas plásticas, caso alguém se interesse pelo assunto, é só contatar-nos: manoel.amaral@gmail.com