MULHER FOI ABDUZIDA

MULHER FOI ABDUZIDA

Desenho de Luíza Lima


Aquela mulher bonita, casada, de repente virou manchete no Brasil inteiro.
É que todos estavam saturados de tanto petrolão, confusão, mensalão, aí a história diferente cativou a todos.
A ideia era ir para praia com o marido durante o carnaval.
O com a demora da amada, sem saber de nada, acionou a polícia que logo encontrou o carro na beira da estrada.
As malas da esposa não estavam e as do marido ficaram no porta-malas.
Na quarta-feira de cinzas a mulher apareceu no mesmo local em que desapareceu e não encontrando o carro que havia sido rebocado para o pátio da delegacia; fez uma ligação para o marido buscá-la.
Como estava com algumas escoriações pelo corpo o seu parceiro quis saber sobre o seu desaparecimento.
Ela disse que um fato estranho aconteceu: quando passava pela rodovia teve o carro parado por uma luz, era uma nave espacial.
E que homenzinhos verdes e com estatura baixa, a levaram para nave espacial de cor prata.
Ela informava ainda que estava com medo de estar grávida devido as várias experiências que os Ets fizeram com ela.
O delegado está investigando, mas achou uma coisa muito estranha: os Ets deixaram um cheiro muito forte de cerveja nas roupas da moça.
Mas ninguém saberá os resultados desta investigação! A notícia é falsa e também a foto utilizada, como muitas que povoam os blogs e páginas do Facebook.
Manoel Amaral

THE NEW WEST – IV – A CAIXA DE PANDORA


THE NEW WEST – IV

A CAIXA DE PANDORA

“Operação Caixa de Pandora, foi criada em 2009, para reprimir fraudes em licitações no governo do Distrito Federal.”

Envolvimento de servidores públicos, empresários e até integrantes do Judiciário.

“A Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, acabou com o Mensalão de DEM em Brasília e levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda”

Foram apreendidos computadores, mídias, documentos, além de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros. Foi uma de maior impacto da PF.

“O esquema de corrupção seria uma espécie de “pedágio” que Arruda cobrava de empresas interessadas em conseguir contratos com sua gestão. O dinheiro arrecadado, segundo o inquérito da Polícia Federal, era dividido entre ele, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários e assessores.”

De acordo com a operação da PF, o dinheiro que Arruda repassava a políticos vinha de empresas privadas que prestavam serviço ao governo do DF. Aqui uma coisa interessante, o dinheiro distribuído não saía da área pública.

“As empresas pagavam “por fora” para garantir a os contratos e continuidade dos serviços. O ex-governador, por sua vez, pagava aos aliados e adversários políticos para garantir estabilidade no governo e aprovar os projetos que queria. Com o apoio político, facilitava os contratos e licitações das empregas que forneciam o dinheiro.”

“Entre a pilha de coisas recolhidas, estavam agendas com anotações de pagamentos a políticos, livro-caixa com a contabilidade que os investigadores suspeitam ser de propina, dossiês sobre corrupção em empresas públicas e secretarias, além de um mapa com loteamento político de mais de três mil cargos no governo do DF, remessas de dinheiro para o exterior e acertos para fraude em licitações públicas.”

Ao todo, o processo principal já tem cerca de 40 mil páginas, fora os apensos e os avulsos.


Manoel Amaral

Fonte: Do R7, em Brasília; Revista Veja; Folha de S.Paulo