OSVANDIR E O METEORITO

BOLA DE FOGO NO CÉU
Foi só um pesadelo… que passou… que não volta mais…
enviei ele para infinito e trouxe para mim de volta…
o brilho das estrelas… o sonho da lua… o calor do sol…
(http://br.geocities.com)

Osvandir ouvia de seu tio, o relato da queda de um meteorito há muito tempo, na região central de Minas Gerais, próximo de Martinho Campos – MG.

Disse que o povo ficou muito assustado, parecia uma bola de fogo que caía do céu.

Cidades como Lagoa Dourada, Contagem, Belo Horizonte, Arcos, Araújos, São Gonçalo do Pará, Luz, Dores do Indaiá, Pitangui, Sete Lagoas, Pedro Leopoldo, Paraopeba e Martinho Campos deram notícia de tal fato.

De São Gonçalo muitas pessoas avistaram um grande “Z” no espaço e logo após um estrondo muito forte.

Anos depois o povo ficou sabendo que aquele clarão e estrondo fora provocado por um meteorito que recebera o nome de Ibitira.

Ele havia caído exatamente em 30 de junho de 1957, as 5:00 horas naquele local.

“Era um meteorito de cerca de 2,5 kg com uma camada exterior preto brilhante típica de alguns tipos de acondritos, embora a estrutura interna vesicular diferia de todos os meteoritos conhecidos até então.
O Ibitira é um meteorito único de extrema raridade. Quarenta anos após sua queda, foi vendido por uma pequena fortuna, pelo Centro de Estudos Astronômicos César Lattes .”

Osvandir acabou de ouvir do tio aquela interessante história quando ligou a TV, uma notícia em especial chamou-lhe a atenção:

Bola de fogo assusta população de Rondônia
A reportagem falava de uma bola de fogo que caira numa noite de quarta feira, às 19h, dia 10 de junho deste ano, avistada por moradores e indígenas do distrito de Surpresa, na Rondônia.

Osvandir preparou as malas, seguiu para Brasília e depois tomou rumo da região tendo como direção principal a Capital de Rondônia.

A duração do vôo entre Brasília e Porto Velho (2.589 Km ) é de aproximadamente 3 horas.

Descendo no aeroporto internacional de Porto Velho, seguiu de barco para o município de Guajará-Mirim que dista da capital cerca de 329 Km.

Colheu depoimento de alguns cidadãos em Guajará que indicavam a direção que o bólido tomou naquela noite. Uns diziam que viram uma “bola de fogo com cauda”. Outros ouviram um estrondo.

A população não estava nada satisfeita com uma reportagem do SBT e o site da Prefeitura até publicou uma nota: “A Prefeitura Municipal de Guajará-Mirim manifesta veementemente seu repúdio com relação à série de reportagens veiculadas pelo SBT e disponibilizadas amplamente nos portais de internet. Nem todas as informações apresentadas condizem com a realidade, já que Guajará-Mirim não está em total abandono, nem tampouco tem metade de sua população vivendo na miséria.”

A cidade enfrenta vários problemas de fronteira, como outras da região, mas recebe bem os turistas.

Para chegar, com muita dificuldade, até o distrito de Surpresa, na vasta região de Sagarana, Osvandir teve que utilizar vários meios. Região alagada, de difícil acesso, ainda com floresta muito densa.

O local da possível queda do meteorito só seria alcançado por um helicóptero ou pelas águas.

Contratou um experiente guia e seguiu floresta afora. Muitos quilômetros a pé, outros tantos de barco.

Encontraram uma tribo indígena que deu algumas informações mais próximas da realidade.

À noite, no acampamento, céu estrelado, de repente um clarão. Seria a mãe-do-ouro? Seria um novo meteorito? Osvandir e seus companheiros não ficaram sabendo.

Ouviram muitas histórias fantásticas e de muitas luzes na floresta e nas águas.

Na manhã seguinte pesquisaram vários locais, alguns até surpreendentes. Nada de rastro do meteorito.

Mediantes tantas informações contraditórias, voltou para Guajará-Mirim, com as anotações.

O que Osvandir pode constatar foi que este País é muito grande e descobrir uma pequena pedra, no Estado de Rondônia, em Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, seria uma coisa praticamente impossível.

MANOEL AMARAL

Para saber mais:
http://br.geocities.com/sady_mac/frases.htm (*)www.viafanzine.jor.br/ufovia

OSVANDIR E O METEORITO

CAOS NAS PREFEITURAS
“Política é um charco. As pessoas de bem têm de andar com lenço no nariz.”
Jefferson Peres

No início do mês de março Osvandir estava em Pirenópolis (a 140km de Brasília), quando avistou nos céus um facho de luz em tom verde que iluminou o céu da região Centro-Oeste em alta velocidade.

Seria um disco voador? Ficou na dúvida e na manhã seguinte ficou sabendo pelo Correio Briziliense que era apenas um meteorito de acordo com os astrônomos.

Mas seguindo viagem pelo Estado de Goiás, de passagem por pequenos municípios, resolveu visitar os Prefeitos e as Câmaras, para ouvir histórias sobre como encontraram o Município no dia da posse.

Coisas inacreditáveis contaram para ele naquele estado. Achou que seria só para aquelas bandas e resolveu tocar no assunto quando passava por Minas Gerais, aí a coisa piorou.

Vejam abaixo um pequeno resumo de tudo que ouviu. Omitimos o nome dos Prefeitos e dos Municípios, mas temos tudo arquivado, quem quiser saber mais é só entrar em contato.

PRÉDIO DA PREFEITURA: computadores queimados, HDS desaparecidas com os dados. Listagem de IPTU, dívidas, ISS totalmente destruídas. Computadores novos substituídos por velhos em quase todas as repartições. Notas fiscais escondidas e não lançadas. Contabilidade com dados zerados (um crime!). Nenhum estoque de papéis, cartucho tintas, tonners, impressoras quebradas. Cabos destruídos.

MERENDA ESCOLAR: “Toneladas de alimentos – entre eles café, açúcar, feijão, vinagre, ervilha, milho e farinha – estragaram e perderam a validade no galpão.” Geladeira estragada. Roubaram até as panelas.

PRÉDIOS ESCOLARES: Piso arrancado, vidros quebrados, carteiras inutilizadas, banheiros depredados, sem nenhuma condição de utilização pelos alunos. Cozinha sem condições de uso, “levaram até os botijões”.

FROTA VEÍCULOS: A maioria dos municípios visitados com problemas nesta área. Veículos completamente sucateados. Ambulâncias sem nenhuma condição de uso. O transporte escolar com péssimos ônibus, pneus carecas, enferrujados, sem assentos, motores em estado lastimáveis.

DÍVIDAS: Neste item é que os novos Prefeitos mais reclamam. Dívidas de milhões, que não foram declaradas (apresentadas) pelos ex-Prefeitos.

CONVÊNIOS: Muitos estão há meses vencidos.

SAÚDE/HOSPITAIS/POSTOS: Postos de saúde fechados, médicos sumidos, funcionários sem trabalhar por falta de equipamentos. Um dos setores mais sacrificados. “Medicamentos vencidos. Equipamentos odontológicos e móveis caríssimos jogados dentro de uma sala, sem nenhum uso.”

SERVIDORES FANTASMAS: muitos não foram encontrados até hoje.

PAGAMENTOS ATRAZADOS: Muitos Prefeitos não quitaram novembro, dezembro, 13º Salário. Engraçado: nas Câmaras Municipais, a maioria, com subsídios em dia.

CELULARES: Vários, distribuídos até para familiares.

TELEFONES FIXOS: Contas atrasadas desde outubro, a maioria cortados.

OBRAS INACABADAS: Obras inacabadas e já pagas.

LICITAÇÕES: Fraudadas, para ganhar quem fosse do interesse da Administração.

FUNCIONÁRIOS SEM CONCURSO: Foram encontrados Servidores da administração anterior, admitidos sem concurso em áreas proibidas por lei.

Os relatórios oficiais entregue aos prefeitos, onde nota as más condições e o desperdício encontrados, são de deixar qualquer um de queixo caído. “As alegações são de prefeituras sucateadas, cofres vazios, dívidas, servidores com salários atrasados e fornecedores loucos para receber do município.”

Agora os novos Prefeitos estão tentando “resgatar os desmandos de administrações anteriores que depredaram o patrimônio público, entravaram o desenvolvimento dos municípios e a melhoria da qualidade de vida do povo através da manutenção dos serviços básicos como saúde, educação, limpeza, pavimentação, dentre outros”.

Onde ouve candidatos à reeleição que perderam a eleição os novos Prefeitos encontraram o Município num verdadeiro caos. A reeleição é um verdadeiro poço de corrupção

Parece que meteoritos haviam caído em vários municípios brasileiros.

Mas dizem que não é para gente assustar não porque “Esta história começou com a chegada dos portugueses ao Brasil, onde implantaram seu modelo administrativo cheio de falhas”.

Manoel Amaral