OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA IV

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA IV
Capítulo IV – Final

O TESOURO ENTERRADO
Osvandir trazia um prospector de mineração, importado dos EUA. Comprou através de um colombiano. Estava novinho, era a primeira vez que iria usá-lo.
Ligou o aparelho, toda a área, com 30 metros de profundidade, era registrado na tela. Quando havia a presença de qualquer metal o aparelho dava um sinal.
Havia um multi-sensor integrado que oferecia as imagens em 3D, em alta resolução, aquele equipamento era de última geração, moderníssimo.
Um GPS estava acoplado ao aparelho para registrar o local exato dos metais. Tudo era registrado naquela diminuta tela digital.
Com o seu tablet (leitor de livro digital) de 10 polegadas, Osvandir ia fazendo as anotações registradas e acompanhando todos os detalhes das representações gráficas.
Um sinal no sensor, uma parada, e ali naquela tela estava registrado qualquer coisa interessante.
Mais um pouco para direita, esquerda e pronto. Era mesmo onde tudo estava enterrado.
Agora era escavar com todo cuidado.
Pararam para um pequeno lanche e depois um longo trabalho de tirar terra. Parece que tudo estava enterrado a mais ou menos 5 metros de profundidade.
Senhor Olívio, muito emocionado, não conteve as lágrimas. Depois de muita pesquisa estava quase chegando ao tão falado tesouro do Garimpo das Duas Serras.
O primeiro que apareceu foi uma sacola de couro, cheio de pedras brutas, mas muito brilhantes ao sol. O velho garimpeiro foi logo dizendo:
―São diamantes e dos redondos. Que maravilha! Devem valer uma fortuna.
Osvandir olhou aquelas pedras, se fosse ele o garimpeiro nem reparava que elas valessem tanto.
Foi até a sua mochila, apanhou uma pequena lupa, examinou e disse:
―São muito puras, sem nenhum trinco ou qualquer mancha.
Olívio, naquele momento sentiu um batida forte no coração e caiu no meio daqueles cascalhos.
Quando Osvandir colocou a mão sobre a sua boca, tocou a veia jugular, notou que ele esta morto!
E agora? O que fazer com aquele tesouro todo? Como impedir que aquele local sofresse uma invasão de garimpeiros e outras pessoas?
Osvandir continuou a cavar mais um pouco e encontrou um vidro de um litro cheio de pepitas de ouro. Algumas bem grandes.
Fez prospecção mais abaixo, mas não encontrou mais nada.
Pegou tudo que havia encontrado, guardou em lugar seguro.
Foi até a aldeia dos índios Cinta Fina, comentou os fatos com o cacique. Este não entendeu direito a proposta de Osvandir.
Ele queria passar para tribo todo ouro e diamantes encontrados na caverna.
Não queriam de maneira alguma aceitar aquela riqueza toda, achavam que Osvandir deveria ficar pelo menos com 10% do total de tudo.
Para não haver confusão, aceitou aquela oferta, pediu ao cacique que isolasse o local, apagasse todas as pistas e enterrasse o corpo do garimpeiro Olívio.
Chegando ao povoado, colocou fogo em todos os documentos relacionado com aquela aventura.
No dia seguinte, viajou para a capital e finalmente em casa pode resolver o que fazer com os diamantes e parte das pepitas que recebeu dos índios.
Depois de muito pensar fez a doação para o Museu do Ouro e Pedras Preciosas, de uma grande capital do país.
No local onde Olívio vivia, lá na mata, um astuto garimpeiro, encontrou num buraco, um mapa de pele humana, envolvido em vários tecidos…

Manoel Amaral

OSVANDIR E O MISTÉRIO DA CIDADE PERDIDA

Aqueles círculos foram aparecendo nas areias do deserto como os que apareceram nos trigais da Europa.

Primeiro um círculo, depois desenhos mais complicados. Rostos enigmáticos pequenos, grandes e de todos os tipos.

Quando estes sinais encheram a imprensa impressa, TV, internet e todos os meios de comunicação de massa, o povo foi perdendo o interesse, aí um novo mistério surgiu nas areias do deserto.

Eram estátuas misteriosas que apareciam da noite para o dia. Antropólogos, sociólogos, arquitetos, arqueólogos e uma série de cientistas e estudantes de outras áreas estudaram aquele conjunto de pedras que formavam magníficas construções.

Ninguém soube precisar a origem daqueles blocos de estátuas e construções que ali estavam.

No outro dia, esculturas lindas de seres humanos e animais lá estavam para todos verem.

Mais e mais casas e palácios surgiam como num passe de mágica.

Até o Osvandir foi apreciar as belezas daquela cidade perdida, que rapidamente se transformaria em ponto turístico.

Tentando solucionar aquele mistério, instalou câmaras em vários locais.

O interessante é que aquele aparecimento se dava somente à noite.

No outro dia verificou que sempre que aparecia um novo prédio ou escultura no meio daquele deserto, havia uma nuvem de poeira que rebaixava o terreno.

Analisou todas as filmagens das câmaras e notou que uma pequena luz aparecia, com se fosse a lua, com um voo rasante sobre aquele local. Depois começavam os rodamoinhos e a areia era transportada para outro lugar.

Conversou com vários pesquisadores e alguns datavam a cidade de 10.000 a.C.

De fato ali existiam enormes estátuas de mármore e outras pedras que estariam sendo analisadas. Os vasos eram muito bem trabalhados. Tudo estava incrivelmente bem conservado.

No primeiro dia que Osvandir esteve naquele local, uma enorme torre circular apareceu e se destacava do conjunto, toda construída de pedra lapidada, com uma escadaria interna. Os cientistas não conseguiram definir a utilidade daquela construção.

Andando por aqueles amplos salões, quartos e vastos jardins que poderiam existir, daria para imaginar o poderio daquele povo.

O turismo tomou conta daquele local, gente vinha dos confins do mundo para visitar aquelas magníficas raridades.

Os rodamoinhos aconteciam somente à noite. Todos dormiam nas cidades e povoados mais próximos.

Começou a cair granizo naquele deserto que há muitos anos não via água de chuva.

As estradas ficaram intransitáveis, as pontes caíram. Atingir a cidade desconhecida, que surgiu no meio do deserto, ficou praticamente impossível.

Como do nada apareceu, da noite para o dia tudo aquilo desapareceu, foi recoberto pela areia escaldante do deserto.

Aviões, com os mais modernos equipamentos tentaram descobrir alguma coisa, mas tudo em vão. Havia apenas areia e mais areia naquele local, como se nada tivesse existido por ali.

Analisando novamente as filmagens que fizera à noite com as câmaras ali instaladas, Osvandir só viu areia e mais nada.

Teria acontecido apenas uma miragem? Ou foi uma histeria, uma ilusão coletiva? Ou um teletransporte vindo do passado? Quem sabe até um meio de projeção do futuro?

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL II

Capítulo II
A Organização
A democracia é um instrumento com o qual uma
minoria bem organizada governa uma maioria organizada.”
(Vassili Rozanov)
O local foi crescendo em construções, tudo foi aumentando na cidade mais próxima. Os problemas se multiplicando.

Foi convocada uma reunião de nobres engenheiros e sábios para iniciarem os trabalhos da criação de um núcleo que futuramente se transformaria numa linda cidade.

Analisando o terreno, através de fotos aéreas, um engenheiro, coincidentemente chamado Cristalino, teve a brilhante ideia de fazer um desenho do núcleo em formato de um hexágono e denominar o local de Povoado da Senhora de Cristal.

No centro ficaria o Santuário (onde está localizado a gruta), no sopé da serra, local bem alto, contra enchentes.

Dotada de um subsolo rico em minerais e situado entre várias montanhas, com magníficas nascentes e uma área privilegiada geograficamente por rodovias e hidrovias, ponto de intersecção das rotas de transporte e escoamento da produção agro-industrial.

Devido à altitude, o clima é ameno entre 10 e 26 graus e a precipitação é considerada boa. Suas terras de pura cultura de primeira, são planas, ricas em águas.

O Povoado transformaria num centro produtor e comercializador de pedras preciosas, objetos de adorno em pedras. Tudo ali é feito de cristal, é uma fobia. Daí o nome de Povoado da Senhora de Cristal.

Como é sabido os Cristais são minerais dotados de energias puras. Eles possuem um campo atômico e emitem um tipo de energia sutil inesgotável, usada para auxiliar na cura de doenças físicas e mentais.

Assim foi que o Povoado da Senhora do Cristal, nos primeiros dez anos, encheu-se de moradores por todos os lados.

Necessário se fez tomar o cuidado de um planejamento para o futuro. Fez-se o Plano Diretor.

O mapa do povoado era até, de certa forma, muito interessante.
Tinha uma rua que circundava todo o perímetro, várias partiam do centro indo terminar nela. As quadras, eram irregulares, como retângulos de base mais comprida e a parte superior menor.

Como se um triângulo fosse cortado na parte superior. Essas quadras começavam maiores e iam diminuindo de tamanho a proporção que chegavam ao centro, na praça central do povoado.

As ruas não se cruzavam, passavam uma por baixo da outra. A foto aérea é que dava uma visão melhor.

Os serviços de água, esgotos, energia, telefones, internet passavam todos na mesma canaleta, debaixo dos passeios. Tudo muito bem planejado. A internet era por energia elétrica e todas as casas eram muito bem servidas. Era só ligar e divertir. Conta de Telefone? Ninguém pagava, era tudo via computador. A cidade bebia a super água da gruta.

Quem quisesse mudar para aquele local tinha que receber convite. Não havia mais vagas e uma lista enorme de nomes. Quando havia uma vaga por mudança, falecimento ou expulsão, ela era disputada, mas os dirigentes entregavam ao primeiro da lista, depois de uma análise de toda a vida do cidadão. Se ele não tivesse nada a contribuir, não era aceito. Critério? Os sete sábios do Povoado era quem decidiam.

Manoel Amaral

OSVANDIR E OS LADRÕES DE GALINHAS

“Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.”
(Osair, Tartaravô do Osvandir)
O primeiro caso, Osvandir tomou conhecimento pela internet. Lá para as bandas de Varginha – MG, na localidade denominada de Carmo da Cachoeira, onde um ladrão foi preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado:”desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?”
O ladrão tinha o apelido de “Rolinha”.

O interessante foi que o Juiz mandou soltá-lo exarando uma sentença em versos, abaixo apenas dois deles:

“Não deve ficar na prisão

quem furtou duas penosas,
se lá também não estão presas
pessoas bem mais charmosas.”
“Se virar homem honesto
e sair dessa sua trilha,
permaneça em Cachoeira
ao lado de sua família,
devendo, se ao contrário,
mudar-se para Brasília!!!”
Outro caso interessante veio de uma outra cidadezinha do interior. Muitas galinhas estavam sumindo dos galinheiros sem ninguém saber como.

Os policiais ficaram vigiando para ver se conseguiam prender alguém e nada. As galinhas continuavam desaparecendo, sem deixar vestígio.

Um dia, por acaso, foi encontrado de madrugada o Zé da Cachaça com quatro galinhas dependuradas num pau, dirigindo-se tranquilamente para sua casa.

O mistério foi resolvido, era ele mesmo o autor dos furtos. Mas uma coisa ainda intrigava o delegado. Como ele conseguia pegar as galinhas sem fazer nenhum barulho?

Foi o próprio ladrão que explicou:
__ Galinha é doida por poleiro, portanto já carrego este aqui, um cabo de vassoura. Chego no galinheiro coloco-o debaixo de seus pés e elas sobem sem nenhum barulho. Na rua amarro todas e levo para casa.
Esta história interessante aconteceu num povoado muito festeiro, no Norte de Minas. Toda semana acontecia uma galinhada na casa de alguém.
Foi numa dessas que Osvandir foi convidado a participar de uma, sem saber como tudo funcionava.
A casa escolhida foi a da Dona Mariazinha, gente finíssima, viúva. Perdera o marido há muito tempo e ia seguindo aquela vidinha de cidade pequena.
A turma matou, depenou e temperou a galinha, bem gordinha e levou para Dona Mariazinha cozinhar para turma apreciar durante a noite, como era de costume.
Quando a hora chegou, os quatro colegas e Osvandir seguiram aquelas ruas estreitas do Povoado e chegaram até a casa.
Tudo já estava bem preparadinho e que cheiro exalava daquela cozinha.

Todos devoraram aqueles pedaços de carne da saborosa galinha com arroz.

No final, o acerto de contas: eles deveriam dividir as despesas entre si.

Conversa vai, conversa vem e um deles falou:
__ Quem vai dar a notícia a Dona Mariazinha?

Notícia, que notícia? Osvandir foi ficando meio preocupado. Um deles se prontificou a resolver todos os problemas. Era o João Gordo, especialista em pilantragem.
__ Podem deixar, vou resolver tudo com Dona Mariazinha.
__ Dona Mariazinha! Venha até aqui, vamos acertar as contas, pagar o trabalho da Senhora…
Ela chegou de mansinho, disse que não ia cobrar nada pelo trabalho. Se quisessem, levariam depois apenas o arroz que foi gasto. Quando João perguntou pelo preço da galinha, o caldo engrossou:
__ Que galinha?
__ A que comemos, era aquela carijó, a mais gordinha de seu galinheiro.
A velhinha virou uma fera e saiu com um cabo de vassoura nas mãos espantando todo mundo da sala. Saiu gente até pelas janelas!
Foi aí que Osvandir ficou sabendo da tradição do lugar. Eles furtavam as galinhas a noite e no dia seguinte voltavam com elas preparadas para o cozimento, na própria casa do dono.

MANOEL AMARAL
Leia toda a sentença em versos aqui:
http://www.soleis.adv.br/sentencafurtogalinhas.htm

OSVANDIR E O OBJETO MISTERIOSO

“Uma vida sem festas é como um largo caminho sem pousadas.”
(Demócrito)
Osvandir saiu da cidade dos monstros peludos e continuou pelo o interior do Estado.

Num restaurante de beira de estrada viu várias manchetes nos jornais: Jovem com gripe suína…
Jovem internada com bebê morto…
Jovem passou mal com sushi estragado…

As notícias não eram nada animadoras, mas seguiu cada vez mais para o interior. Queria fugir destes fatos que lotam os hospitais, postos de saúdes e farmácias.

Parou próximo a uma ponte, onde corria um rio de água cristalina e ficou por ali um bom tempo. Dizia que era para descansar o corpo e clarear a mente.

Olhou para frente, em linha reta e observou um pasto amarelado pelo capim seco. Lembrou dos tempos que fazia artes botando fogo nos lotes vagos de sua cidadezinha natal. Nem sei por que lembrou disto, talvez fosse pela cor ou mesmo o tipo do capim, o braquiária (brachiaria), que ele detestava. Esta praga africana, onde é plantada, não nasce mais nada.

Entrou no carro, seguiu tranqüilo por meia hora e aí encontrou dois veículos acidentados. Ajudou a transportar as vítimas para o hospital mais próximo. As enfermeiras perguntaram se estava envolvido no acidente, disse que não. Queriam saber se havia mais feridos, Osvandir informou que uma Van trouxera os outros.

Perguntou o nome do local, para um velhinho de barba branca e uma bengalinha nas mãos, ficou sabendo que era uma cidade famosa pelos fatos inusitados que saiam nos jornais do sul do estado.

Resolveu ficar por ali, quem sabe poderia registrar em sua possante máquina digital, as imagens de algum objeto não identificado.

Andou por ruas, becos, trilhas e cavernas, nada de diferente do que já vira em outros locais.

O povo era acolhedor, dado a festas de fins de semana, com churrasco e tudo mais. Belas garotas passeando nas pracinhas depois das aulas e à noite, nos locais denominados “point” pela juventude.

Osvandir até gostou, piscou os olhos para algumas, saiu com outras e tudo ia correndo muito bem. Local para divertir é que não faltava.

Num churrasco, regado a um bom vinho do sul, escutou histórias muito interessantes. Até a do cachorro e a viúva eles já sabiam…

Ficou conhecendo uma garota diferente, numa das festas, era a Flávia, uma jovem quietinha, saía de casa poucas vezes por semana. Suas amigas estavam sempre dizendo:
__ Você precisa sair mais menina. Vamos hoje para a festa de São João.

Ela não estava muito interessada. Dizia que iria ver um bom filme e deitar mais cedo. Outras vezes dizia que tinha prova na segunda-feira e iria estudar.

Assim passava os dias: estudando em seus livros, hora no computador, TV ou uma rápida saída para as ruas do seu bairro. Não estava muito interessada o que o resto da turma fazia ou deixava de fazer.

De tanto ficar em casa e ver estes filmes na TV, às vezes ficava excitada, tinha que correr para o banheiro e tomar um bom banho de água fria.

No sábado, Osvandir saiu com alguns amigos e notaram um movimento maior na casa de Flávia. De repente até a ambulância chegou. Pensaram: “a menina deve ter adoecido de tanto ficar em casa”.

No hospital uma aglomeração impedia Osvandir de aproximar-se e tomar conhecimento do que acontecia.

Como os enfermeiros não diziam o que se passava, ele resolveu aplicar aquele velho esquema dos filmes: vestiu um jaleco branco e foi entrando. As enfermeiras não entenderam nada. Muito menos Osvandir.

Em cima da mesa operatória estava a Flávia, nua, com uma coisa esquisita entre as pernas. Aproximando mais pode notar que era uma pequena garrafa de vidro.

As enfermeiras não sabiam o que fazer mediante aquele fato incomum. O jeito foi Osvandir tomar alguma providência: pediu uma tolha molhada, uma seca e luvas. Aproximou-se da garota e pediu um martelo. As enfermeiras ficaram apreensivas.

Osvandir estendeu a toalha molhadas cobrindo as partes íntimas da garota. Pegou uma placa de metal, colocou por baixo da garrafinha e cobrindo esta com a toalha seca. Deu uma só martelada e estava resolvido o problema. Os cacos foram retirados e o gargalo da garrafa soltou-se sozinho.

Desmaiada, a pobre não percebeu nada do que se passara. Acordou assustada sobre uma aconchegante cama de um hospital.

As enfermeiras queriam saber quem era aquele que fizera um bom trabalho em poucos minutos, parecendo ter caído do céu. Mas Osvandir já tinha tirado o jaleco e sumido na multidão.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E A GRIPE A

OSVANDIR E A GRIPE “A” NO MÉXICO

Capitulo IV
A MUTAÇÃO
Hoje, vamos apresentar somente vídeos para vocês conhecerem mais sobre a Gripe “A”. Em especial um completo trabalho do site de Ana Luisa Cid, onde encontrarão depoimentos das primeiras pessoas atacadas pela gripe. Tem o vídeo, mas se clicar no canto inferior direito, verá o texto da mesma matéria, em espanhol.

OSVANDIR E A GRIPE ”A” NO MÉXICO

Capítulo III
PANDEMÔNIO

Pandemônio significa “confusão total”.
São aquelas situações em que cada um diz uma coisa,
todo mundo discute e parece que ninguém se entende.
O silêncio dos que desistem e se calam é
o grito de vitória de todos os demônios.
Max Gehringer

Osvandir estava já de partida do México, mas resolveu verificar se havia no noticiário alguma aparição de Discos Voadores mais recentes, naquelas regiões do País.

Numa rápida pesquisa na internet encontrou vária aparições de ufos no México nos meses de janeiro a abril de 2009, com algumas imagens bem interessantes. Vale a pena ver os vídeos a seguir:
http://colunistas.ig.com.br/area51/tag/disco-voador/

http://www.realufos.net/2009/02/ufo-mexico-feb-2009.html

http://usuariovirtual.blogspot.com/2009/02/misterio-no-mexico-ovni-com-forma.html

http://www.youtube.com/watch?v=6WeDpjYNLkQ

OSVANDIR & HORRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IX
A DESPEDIDA
Todos temos luz e trevas dentro de nós.
O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir.
Harry Potter e a Ordem da Fênix

Com a mala na mão, de novo perdidos no meio do mato, procuraram uma estrada, naquele local que tinha muita água. Deram sorte, avistaram uma rodovia asfaltada.

O primeiro carro que apareceu Osvandir pediu carona. Era uma linda mulher, que parou o carro no mesmo instante. Desconfiada, pensando ser assaltante, ela arrancou da cintura um 38, apontou para Harry e foi logo perguntando:
__ O que vocês querem?
__ Estamos procurando uma cidade qualquer, ficamos perdidos aqui no meio desta floresta, disse Osvandir.
__ Entrem, mas se tentarem qualquer coisa, podem se dar mal. Sou Delegada de uma cidadezinha aqui por perto e estou indo para Belém.
__ Está bem Doutora Delegada, não vamos tentar nada, só queremos chegar até onde você vai e tudo bem.

Osvandir deu graças à Deus de ter encontrado aquela mulher ali numa estrada de tão pouco movimento.

Acomodados num hotel em Belém, Harry e Osvandir procuraram descansar. Depois de um bom tempo, tomaram banho e desceram para almoçar.

A sugestão do dia era Tacacá, uma comida regional muito diferente, preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambu (planta considerada afrodisíaca). É um prato originário dos índios.

Tinha arroz, feijão de vários tipos, bife a cavalo (com um ovo frito em cima), batata frita, frango ao molho pardo, peixe frito e ao molho. Uma infinidade de comida diferente da que estavam acostumados no dia a dia.

Osvandir preferiu ficar com o tradicional mesmo, comeu alguma salada, depois um pouco de feijão, arroz e peixe frito.

Já Harry, experimentou alguma coisa diferente do que conhecia e até gostou do Tacacá.
Depois do almoço, uma breve passada pelo “Ver-o-Peso” para algumas compras de pequenos presentes, a seguir, uma caminhada pelo centro, a tarde preferiram andar de barco.

No outro dia Harry resolveu não ir para o Pantanal, depois que ficou sabendo por algumas pessoas que lá também tinha muita água.

Arrumou as suas malas e resolveu partir. Ir para sua terra. Como se daria isso não sabiam.
O sinal na sua testa de HP começou a sangrar e o implante atrás da orelha esquerda de Osvandir também começou a incomodar. Um magnetismo forte começou a pairar no ar.
Harry testou a vassoura e não obteve nenhum resultado.

Osvandir procurou pelo Gerente do hotel e perguntou sobre os esportes radicais nas proximidades de Belém e ele informou que um pessoal trabalhava com balões.

Ligaram e marcaram um encontro para um voo livre sobre um determinado local.

Osvandir explicou para Harry o que pretendia fazer: levá-lo até uma certa altura de balão, onde ele poderia desfrutar por alguns minutos da paisagem, depois pela sua vassoura mágica tentaria decolar, levando alguma de sua compras. Se tudo desse certo, ele poderia voltar para casa e Osvandir poderia sentir a emoção de voar e ainda olhar a linda paisagem do local.

Entraram logo no balão e seguiram para o mais alto possível. Parece que o tempo estava ajudando, uns raios fortes estavam descendo sem no entanto atingir o balão. Um rodamoinho começou a formar-se, Osvandir disse:
__ É agora ou nunca!
E ele saiu voando em sua vassoura penetrou nas nuvens escuras e sumiu.

O chefe da equipe do balão ficou impressionado, engoliu um seco ar das alturas e disse:
__ Mas como ele fez isso?
__ Ele é um bruxo, tem poderes mágicos.
__ Só vi isso no cinema! Se contar para meus amigos nunca vão acreditar.

Osvandir desceu do balão voltou para o hotel e de lá foi para o Aeroporto Internacional de Belém, de onde partiu para sua casa.

Passado alguns dias uma linda coruja branca pousou no quintal da casa do Osvandir com alguma coisa nas patinhas.

Era uma mensagem que dizia em código:
“3´ PO551V3L 3NCONTR4R 4 F3L1C1D4D3 M35MO N45 HOR45 M415 SOMBR145, 53 L3MBR4R D3 4C3ND3R 4 LUZ.”H4RRY POTT3R

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E A CASA ASSOMBRADA

A CASA ASSOMBRADA

Osvandir foi convidado para passar uns dias na fazenda de um amigo lá no interior de Minas. No caminho para a fazenda acabou se perdendo. Ele resolveu seguir a pé para ir conhecendo melhor a região. A distância da cidade até a fazenda é de seis léguas (dezoito quilômetros), segundo informou um morador da cidade. Mas Osvandir não se importou e resolveu ir caminhando mesmo. Era bem cedinho. O tempo parecia ser quente naquele dia. Tirou a gravata, paletó, calçou umas botas de fazendeiro e botou o pé na estrada.

Logo na saída da cidade notou uma cocheira, onde havia alguns cavalos amarrados. Mais à frente, quase fora do centro urbano, entrou por um largo corredor com vários coqueiros. Os moradores do local o olhavam com curiosidade.

As horas se passaram. Era mais um dia de aventuras para aqueles dois irmãos. O mais velho montava um cavalo chamado Pampinha. Na garupa do animal, o irmão mais novo. Estavam indo tirar ingá, fruta típica do local, bastante apreciada pelos meninos. É comprida, parecida com a vagem, um pouco mais larga. O caroço da ingá é coberto por uma polpa branca de sabor adocicado.

Sempre andavam juntos quando crianças. Naquelas paragens, sem energia elétrica no local, muito menos computador com internet, o passa-tempo predileto era a natureza.

Viveram dias difíceis nos períodos da seca. Com a falta de água era preciso caminhar várias léguas até o rio Jequitionha. Apesar de tudo, a Fazenda Cristal era boa e dava belos frutos na época das chuvas.

Os dois irmãos chegaram no brejo. De cara, um grande pé de ingá bem na beira do brejo. Os galhos estavam tão carregados que nem foi preciso descer do cavalo para pegá-las. Tiraram várias frutas e amarraram.

Enquanto estavam distraídos com as frutas, um assustador rugido veio de dentro do mato. Naquele tempo as matas eram bem fechadas, o capim podia esconder qualquer espécie de bicho.

O cavalo empinou, quase derrubando os dois meninos. Em seguida saiu em disparada como nunca havia feito antes. Era manso e não costumava correr tanto daquele jeito. No meio do caminho uma forte chuva desabou.

O cavalo seguia desenfreado. O irmão mais novo segurava firmemente na sela para não cair. As ingás, naquele momento, já não importavam mais. O medo adentrou pela alma daqueles pobres meninos aventureiros.

Um sujeito que caminhava pela estrada quase foi pisoteado pelo cavalo em disparada. Ao avistar o animal indo bem para cima dele, deu um salto e caiu em cima de um barranco, sujando-se ainda mais de lama.

O cavalo finalmente parou, ofegante, em frente à casa da fazenda. Os dois meninos estavam encharcados, ainda assustados com o que acabara de acontecer. A chuva continuava forte.

Apearam e saíram correndo para dentro de casa. Lá dentro a mãe preparava o almoço. Ao ver os meninos com olhar assustado e ensopados pela água da chuva, indagou sobre o ocorrido. Os meninos mal conseguiam falar, tamanho foi o medo que passaram.
Mais calmos e recuperados do susto, contaram detalhadamente o que havia se passado, minutos antes, inclusive sobre o sujeito andando pela estrada que quase foi atropelado pelo cavalo em disparada. Provavelmente era algum vizinho andando pelas proximidades. Naquela chuvarada toda não dava para ir lá fora ver quem era.

O almoço estava servido à mesa. De repente ouve-se alguém batendo à porta. A mãe dos meninos levantou-se e foi até lá. Ao abrir a porta deparou-se com um sujeito magro e cabelos pretos. Estava segurando uma mala preta. Suas roupas estavam molhadas, cobertas de lama e estrume de gado.

O estranho apresentou-se como sendo Osvandir, ufólogo e pesquisador de fenômenos inexplicáveis. Estava indo para a fazenda de um amigo e acabou se perdendo pelas diversas trilhas da região.

Após as apresentações, Osvandir foi convidado a almoçar com a família. Os meninos o fixavam com curiosidade. Percebendo que os meninos não tiravam os olhos dele, Osvandir resolveu puxar conversa. Quis saber por que o cavalo corria tanto, quase passando por cima dele.

Ouvindo atentamente a história, Osvandir perguntou se o barulho ouvido pelos meninos não teria sido um boi perdido no mato. Pareceu o rugido de uma onça. Se tivesse sido um boi o cavalo não teria se assustado tanto porque ele conhece o mugido – Responderam os meninos.

Mais tarde, depois que a chuva havia parado, Osvandir saiu com os meninos para conhecer a fazenda. Tinha comido feito uma onça. Comida muito gostosa como nunca tinha experimentado igual. A mãe dos meninos cozinhava muito bem.

No pequeno curral para eqüinos da fazenda tinha um lindo cavalo branco, o Bossanova, nome dado em homenagem ao estilo musical criado no final dos anos 50 e início dos anos 60. No flanco direito do cavalo um grande ferimento impossibilitava o animal de ser montado. Osvandir quis saber o que causou o ferimento, mas os meninos não souberam explicar. Um dia ele apareceu daquele jeito.

O tempo passou rápido na fazenda. O entardecer não demorou a chegar. Osvandir fez amizade com os meninos. Eles já não o olhavam mais com curiosidade. Pescou na empoeira – uma espécie de pântano que ficava numa baixada próximo da casa. Tomou banho na represa e contou algumas histórias pelas quais havia passado. Histórias sobre assombrações e alienígenas.

Osvandir ficou conhecendo vários nomes de frutas que jamais tinha ouvido falar. Até anotou tudo para não esquecer. Também ficou impressionado com a quantidade de animais peçonhentos nas proximidades. Na descida para a lagoa quase pisou numa cobra atravessada no meio do caminho. Em outro local, mais duas cobras disputavam um apetitoso anfíbio. Sentiu arrepios ao ver a cena.

Na fazenda, sem internet e televisão, todo mundo ia dormir cedo. Raramente alguém dormia depois das 21 horas. A não ser por um velho rádio antigo sobre a cômoda, não havia outro meio de passar o tempo durante à noite. Mas aquela seria uma noite bem diferente das anteriores.

Algo estranho estava acontecendo. Uma luz que vinha do curral chamou a atenção de todos. Parecia a luz de um candeeiro se movimentando entre o gado. Todos se amontoaram na janela da cozinha para verem melhor a estranha luz. No momento em que se preparava para pegar seu binóculo de visão noturna, Osvandir perdeu tempo, suficiente para ver a luz se apagar e sumir no meio do curral.

Aquele fenômeno no curral já havia acontecido em outras ocasiões. Porém, a estranha luz não seria o único fato intrigante naquela noite. Algo ainda bem mais assustador estaria por vir.

No cair da madrugada estavam todos dormindo. Osvandir dormia no quarto de visitas. No outro quarto, os meninos e a mãe dormiam juntos. O sono foi interrompido pelo barulho do rádio que estava em cima da cômoda, na sala. Estava chiando. Era o chiado típico da emissora já fora do ar.

Na estante, que ficava na mesma sala, um barulho parecido com o de uma pessoa batendo na madeira deixou ainda mais assustadora aquela noite. Deve ter alguém lá na sala – pensaram.

Alguns minutos de silêncio tomaram conta do local. Osvandir estava com os olhos esbugalhados, coberto dos pés à cabeça. A noite era muito escura na fazenda. Quando as luzes dos candeeiros se apagavam, não se via nem um palmo à frente do nariz.

Aquela parecia ser uma noite bem longa. Quando todos imaginavam que o mistério tinha acabado, um barulho vindo da cozinha fez subir calafrios pelo corpo. Parecia que todas as panelas da prateleira tinham vindo ao chão.

A mãe dos meninos tomou coragem e resolveu levantar junto com eles para averiguar o que estava ocorrendo. Osvandir, vendo a luz do candeeiro sendo acesa, levantou-se também. Deu um salto para fora da cama ao perceber uma caranguejeira bem próxima, descendo lentamente pela parede. Era enorme.

Reunidos na sala, perceberam que não havia mais ninguém ali a não ser eles mesmos. O rádio estava desligado e não havia ninguém atrás da estante. Na cozinha, todas as panelas estavam em seus devidos lugares, como se nada tivesse acontecido. Teria sido fantasma?

O dia finalmente clareou. Era uma bela manhã de primavera. Osvandir estava de mala em punho, pronto para voltar à cidade e de lá pegar o ônibus de volta para casa. Soube que a fazenda do amigo que o convidou ficava a cerca de três quilômetros dali. Inclusive dava para ver a casa ao longe. Ele optou por voltar em outra oportunidade, afinal a noite anterior foi o suficiente para fazer ele esquecer que estava de férias. O mistério continua.

Al Cruz
* * *

OSVANDIR E A PEDRA AZUL

No último capítulo do BIG BANG BOST, Osvandir viu descer do espaço um aparelho esquisito, quase quadrado. Caiu longe da praia, lá na mata.

Dr. Jackello pediu ao Alex Sayid, ao Galego Hurley e ao Fernando Sawyer que fossem procurar o objeto desconhecido que acabara de cair do espaço.

Ao andar pela praia Hurley viu um cabo de aço enterrado na areia, com a ajuda de Sayid foram acompanhando-o por entre galhos e brejos. Fernando, sempre brigão, resmungava: “o que vim fazer neste lugar?”.

Quando estavam quase desistindo viram aquela “coisa” dependurada numa árvore. Ficaram apreensivos ao avistarem algumas pessoas se movendo lá dentro. Procuraram localizar alguma porta ou saída, mas estava tudo muito bem protegido.

Assim que os tripulantes daquela nave estranha notaram os três lá em baixo, tentaram fazer comunicação, mas nada se ouviu do lado de fora. Fizeram sinais para que cortassem alguns galhos das árvores. Hurley que era gordo não subia em árvores, Alex Sayid só entendia de Rádio. Nandão Sawyer foi quem tomou a iniciativa de subir numa árvore próxima cortando alguns galhos.

O barulho foi muito grande, aquela máquina foi ao chão. Hurley foi quem falou primeiro:
__ Quem são vocês? De onde vieram?
__ Nós viemos do Brasil, mais precisamente de São Paulo…
__ São Paulo? A capital da Argentina?
__ Não, São Paulo é a maior cidade da América do Sul. Mas e vocês o que fazem aqui nesta ilha?
__ Viemos da casa do BBB e caímos em Bost.

Daquele mecanismo, mais parecido com um elevador, saíram AL, EL, IL, OL e Dr. Mendes.
Todos reunidos seguiram para o acampamento da praia. Tão logo chegaram avistaram Osvandir sentado num tronco, avivando o fogo, assava um peixe.
__ Olá pessoal, o que estão fazendo aqui meninos?
__ Viemos te visitar, falou AL.
__ Quem é aquele ali, Al? Disse Osvandir.
__ É o Il, ou Ildefonso, a quem o Pepe chama de Ilde.
__ Nossa, até o OL veio, o OLHO QUE TUDO VÊ…
__ Vim e trouxe EL (o Mané) e o Dr. Mendes.

Dr. Jackello quis saber como os cinco vieram parar na ilha. Dr. Mendes então falou:
__ Tudo começou quando eu e o Ilde resolvemos fazer uma pequena experiência de laboratório, em São Paulo,, para reproduzir o “Big Bang”, para isso convidamos Manoel, Fábio e o Al Cruz para assistirem. Acontece que algo deu errado, tivemos que fugir do local às pressas, mas o elevador não desceu, ao contrário, subiu e em alta velocidade, viemos parar aqui, sem sabermos como. Parece que entramos numa região magnética, numa falha do tempo.

Ao fim das explicações Dr. Jack convidou a todos para almoçar o peixe que Osvandir acabara de preparar. A comida sem sal, mas para quem estava com muita fome, ela parecia ótima.

Refeito do susto, Manoel, Fábio, Ilde e Dr. Mendes foram para a barraca mais próxima bater papo de boteco, sem bebida alcoólica, que estava racionada na Ilha de Bost. Há muito tempo não caía avião com este tipo de carga…

Na manhã seguinte Osvandir convidou Al para uma expedição em busca de um pequeno avião que caíra na floresta no mês passado.

Com suas pesadas mochilas às costas, os dois adentraram no meio da mata, seguindo a direção sul, onde avistaram duas montanhas denominadas de Torres Gêmeas. Andaram cerca de dez quilômetros em linha reta e quando pensavam estar chegando, tinham ainda muito terreno para percorrer.

Pesquisando num desfiladeiro, Osvandir encontrou alguns destroços de avião: pedaços de asa, uma porta, cacos de vidro e pequenas peças. Al que o seguia a certa distância gritou:
__ Olha! Ali naquela árvore tem qualquer coisa.
__ É o avião, disse Osvandir.

Al pegou um facão e foi abrindo caminho até o local. Jogou uma corda amarrada a uma pedra e esta enroscou-se num galho de uma árvore de Gameleira. Osvandir subiu lentamente até o avião e gritou de lá de cima:
__ O avião está cheio de imagens de gesso, de vários santos.
__ Toma cuidado Osvandir, a qualquer momento ele pode cair. É melhor você descer…

As palavras de Al soaram como proféticas. Foi só ele acabar de falar e tudo veio parar no solo. Osvandir ficou dependurado num cipó.

Alguns minutos depois os dois examinavam os destroços, encontraram alguns remédios que resolveram levar para Dr. Jack.

Quando estavam preparando para retornar, Osvandir pegou uma imagem daquelas e partiu-a ao meio. Estava cheia de cocaína. Sem saber o que fazer, optaram por encobrir o avião com alguns galhos e capim. (CONTINUA…)