OSVANDIR E O HALLOWEEN

Raloim para nós aqui do Brasil é o mesmo que “Dia das Bruxas”. Em Inglês o nome veio de “All hallow’s eve”, que significa a “véspera de todos os santos”.

É comemorado em 31 de outubro, mas não é como nos Estados Unidos. Aqui é tudo diferente.

Foi numa destas festas que o Osvandir ficou conhecendo uma infinidade de criaturas.
O Negrinho do Pastoreio veio montado no seu alazão. Já o Caipora (ou Caapora) chegou montado em um porco selvagem. A Cuca, com aquele bocão de jacaré, veio pelas águas poluídas do rio.

O Boitatá, a Cobra de Fogo, fez um risco no céu e desceu velozmente para perto de todos. O Boto que não é bobo nem nada, chegou assim disfarçado de homem bonito, de causar inveja a todos.

O Curupira, aquele anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás, atravessou a mata, num minuto. Mãe-D’água, a nossa a sereia, ou a Yara, do Rio Amazonas veio parar no meio da Festa.

Lobisomem também apareceu fantasiado de homem, para partir os corações das donzelas e mais tarde transformar-se em lobo selvagem.

Corpo-seco, este tipo de assombração, deixou de assustar nas estradas e fazer coisas ruins, também veio.

A Pisadeira, uma velha de chinelos, parou de atormentar as pessoas de madrugada e resolveu se divertir um pouco.

Mula-sem-cabeça, que aparece de quinta para sexta-feira, resolveu vir no domingo, galopando pela estrada, sem parar, soltando fogo pelas narinas.

Mãe-de-ouro, uma bola de fogo, parou de indicar jazidas de ouro e desceu no meio da festa para conhecer os novos amigos. Veio em forma de uma mulher bonita para atrair homens casados.

Saci-Pererê, chegou num rodamoinho. Com o seu cachimbo e com um gorro vermelho, dando gargalhadas.

O Unhudo veio lá de São Paulo, um homem bem magro, muito feio, parecido com uma múmia e as unhas bem grandes. De meter medo, mas ficaram com mais medo ainda quando ele pegou o Osvandir e deu-lhe um soco na sua cara e ele foi parar lá do outro lado do rio.

Quando a festa já ia começar, todos olharam para o céu e uma figura esquisita apareceu; era uma bruxa americana, montada em sua vassoura carregando abóboras, maçãs e velas.

Para completar a festa apareceram os morcegos e um gato preto, muitos ligados à bruxa.

A festa estava “bombando”, todos muito alegres, cada um com a sua fantasia. O som era dos melhores, aquele batidão tudo misturado: Rock, Pop, Funk, Axé e até Sertanejo Universitário. O som mais cavernoso chegou pouco depois.

O Boto foi chamando logo a Yara para dançar, enquanto o moço lobisomem, olhou para a lua cheia e soltou um urro daqueles, Pererê que havia assentado para descansar, caiu para trás.

A Mãe-do-Ouro juntou-se com o Boitatá, que também vive no espaço e foram dar os seus vôos rasantes por ali.

Corpo Seco pegou a Pisadeira e saíram dançando pelo salão. A Mula-sem-cabeça, pisou no rabo da Cuca e foi aquela confusão.

O Negrinho do Pastoreio, o Saci, o Caipora e o Curupira foram fumar cachimbo na beira do fogo e todos de olho na mata.

Quando a animação estava muito grande surgiu para o lado do cemitério a Mulher de Branco, a de Preto, a da Mala e outras nada recomendáveis para aquele tipo de festa.
O burburinho foi geral, cada um saiu para o seu lado. O Negrinho do Pastoreio pegou o seu alazão e sumiu dali. Saci Pererê desapareceu num abrir e fechar de olhos. A Cuca, a Mãe-D’água, o Boto e outros colegas caíram na água do rio e sumiram.

Mãe-do-Ouro e Boitatá que já estavam juntos fizeram um sinal de coração no espaço e ninguém mais os viu.

O Corpo Seco, o Curupira e o Caipora se embrenharam na mata mais próxima. A Pisadeira tentava acompanhá-lo, mas sentiu mal e ficou parada perto de uma cruz, na encruzilhada.

Para fugir dali, o mais rápido possível, a Bruxa Americana acionou a sua vassoura, falou a palavra mágica, mas esta não funcionou, foi verificar e notou que alguém trocara a sua por uma feita de garrafa pet. Era o faxineiro que passara por ali e encontrara aquela vassoura de piaçava tão boa e levara para o seu serviço noturno.

Sobrou o Unhudo e o Lobisomem para enfrentá-las. O som foi desligado e só se ouvia o seu urro.

Unhudo deu um soco na Mulher da Mala que ela foi parar no cemitério. A Mulher de Branco queria beijar o Lobisomem, ele usou suas enormes garras e jogou-a a um km de distância. Quanto à mulher de Preto, que foi sua antiga namorada, pegou-a pela mão e saíram pela estrada afora.

Osvandir que estava escondido atrás de uma moita, achou tudo uma coisa do outro mundo.

Manoel Amaral e Mão Seca
31/10/2010

A MULHER DE BRANCO DE OURO PRETO

O baile estava muito animado, corria o ano de 1999, Osvandir resolvera passar as férias naquela belíssima cidade de Ouro Preto.

Uma linda garota aproximou-se de sua mesa e uma conversa foi iniciada:

__ De onde você vem? – Quis saber a garota.
__ Sou do Centro-Oeste de Minas. – Respondeu Osvandir, já meio entusiasmado.
__ E você, é daqui mesmo ou de outra cidade?
__ Sou de uma cidadezinha do interior. Moro no Internato há alguns anos.

Beberam muito, dançaram bastante e na hora de ir embora, como estava fazendo muito frio, Osvandir cobriu aqueles ombros desnudos da jovem, que usava um longo vestido branco, com o seu blusão.

Seguiram de carro até as proximidades da Capela de Nossa Senhora das Dores, aí ela disse:
__ Moro por aqui…
__ Você já vai descer, não quer conversar mais?
__ Preciso entrar antes do amanhecer, já é muito tarde, depois conversamos mais.

Osvandir nem sabia o nome dela, correu atrás e perguntou:
__ Como é o seu nome? – Ela já sumia na esquina daqueles velhos casarões da rua, mas respondeu:
__ Meu nome é Maria Cândida.

Uma lufada de vento, de arrepiar, atravessou a rua e levantou os seus cabelos. Sentiu um clima de terror. Tudo por ali tão estranho.
Pensou: __ Amanhã volto para conhecê-la melhor.

No outro dia voltou, procurou informar-se sobre um internato para mulheres. Encontrou um, próximo a linda igreja barroca. Foi até a secretaria e perguntou sobre Maria Cândida.

Consultaram a listagem de internos e não encontraram nenhuma Maria Cândida. Aí perguntaram:
__ Ela estava de branco?

O medo percorreu a espinha dorsal de Osvandir, mas mesmo assim respondeu:
__ Sim, ela estava de branco, por quê?
__ Você não sabe? É a famosa Mulher de Branco, faleceu há muitos anos. Poderá comprovar o que digo, veja no cemitério ao lado da igreja, a sua tumba.

Ao sair daquele local, Osvandir foi visitar o cemitério indicado. Procurou muito, mas lá no canto direito, num velho túmulo estava escrito na lápide:
Maria Cândida, nascida em 1800 e falecida em 1823.

E seu blusão? Que fim levou?
Ao chegar ao Hotel uma secretária entregou-lhe o blusão dizendo que uma linda jovem, de branco, dissera que era para entregar para você.

Foi aí que Osvandir passou acreditar na lenda da Mulher de Branco de Ouro Preto.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E A MULHER DA MALA III

Capítulo III
O Casamento
“Marido de mulher feia sempre acorda assustado.”
(Osmair, Tio do Osvandir)

Osvandir lembrou também que “marido de mulher feia detesta feriado”. Veio assim na sua cabeça, sem pensar em mais nada.

Mas precisava de explicar para o pessoal, o que representava aquilo tudo que achou na maleta da Mulher de Branco.

Ela veio em sonho e contou-lhe como tudo aconteceu:
__ Foi num mês de janeiro ensolarado, que casei, numa fazenda de meu pai, há quase cem anos. Tudo estava correndo muito bem, em meu casamento, até que meu marido enrabichou por uma garota com a metade de sua idade.

Osvandir tomou um gole de água fria, para acordar, mas não acordou e a Mulher de Branco continuou contando:
__ Lutei com todas as minhas forças para ver se retirava aquela garota do meu caminho. Melhorei o meu visual, comprei novas roupas, mas nada, ele estava completamente enamorado da jovem. Ela estava consumindo nossas economias.
Meus filhos, um casal, já estavam crescidos, arranjei mais um para ver se mudava o roteiro do destino. Nada. O menino morreu com dois anos. Guardei só uma blusinha dele, que carrego na maleta.

__ Mas você não tentou mudar de cidade, de fazenda, sei lá? – Osvandir ainda sonhando.
__ Tentei, fui até para um local perto de Itaúna, uma fazenda maior que a nossa.
Não adiantou. O marido levou a coisinha. Ficou pior, todo fim de semana os dois saiam para passear na cidade e eu ficava trancada em casa. – Mulher de Branco, ainda assustando…

Continuando, ela deu informações muito importantes:
__ Foi aí que fiz um plano para matar os dois, no sábado ele se enfeitava para ir visitá-la. Armei tudo no local do encontro. Comprei uma Mauser, modelo 1889 e um Winchester de longo alcance. Fiquei a espera dos dois num local mais alto. Assim que começou a escurecer ouvi uma conversa, eram os dois agarradinhos. Não pensei duas vezes, dei quatro tiros, dois em cada um. Aproximei-me, parece que a mocinha ainda estava viva, saquei da Mauser e dei mais um tiro em sua cabeça.

__ Mas você saiu atirando assim, sem esperar para comprovar que eram eles? Já era quase noite, meio escuro, como fez?
__ Conheci pelas roupas e depois fui lá para conferir. Estavam mortos, um sobre o outro. Não me senti muito bem. A Jovem estavam com um fino lenço no pescoço, retirei-o e levei-o para casa e coloquei-o em minha mala maior. Estava manchado de sangue. O tempo passou, ninguém desconfiou de mim. Acharam que eram assaltantes.

Osvandir ficou remexendo na cama e depois acordou assustado, parece que alguém havia batido na porta.

Levantou, olhou e nada! Lavou o rosto e ficou um tempo na cozinha, conferiu o relógio, eram três horas da madrugada.

Deitou e começou a sonhar de novo:
__ Como ninguém desconfiava, – contava a Mulher de Branco – tratei de providenciar o enterro dos corpos. Ninguém veio reclamar o corpo da jovem. Foi enterrada em cova rasa. Para o meu marido, mandei fazer um túmulo grande, de puro mármore preto. Paguei uma fundição para fazer um belo anjo de metal amarelo. Gravaram as datas de nascimento e falecimento na lápide: 1850 – 1909, ele faleceu com 59 anos.

Osvandir remexeu na cama, mas antes de acordar, lembrou de perguntar para a Mulher de Branco:
__ E a Senhora, o que aconteceu depois?
__ Eu sobrevivi mais uns dez anos e depois faleci, acometida de uma gripe espanhola. Hoje fico zanzando por aí, sem destino.
__ O que poderia fazer para minorar o seu sofrimento?
__ Mandar celebrar uma missa pelas nossas almas e rezar um Pai-Nosso e algumas Ave Marias, no próximo enterro que acompanhar. Ao visitar o cemitério de Pedra Lascada, lá irá encontrar o nosso túmulo, passe por lá e faça alguma oração por nós. Não esqueça da jovem que também precisa de ajuda.

Osvandir levantou de um salto, entre dormindo e quase acordado, olhou pela janela e ainda pode ver um fino lenço branco voando no quintal…

MANOEL AMARAL
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OSVANDIR E A MULHER DA MALA II
Capítulo II
As Malas
“Nós somos nossos defeitos”. (Osvandir)
(Para o Amigo Al, da Bahia)

Muitos leitores queriam saber o que continha naquelas duas malas da Mulher de Branco.

O Osvandir fez uma investigação sobre este assunto, vamos ver a seguir a sua conclusão: Parece que tinha um pedaço de pano branco, com manchas de sangue, vazando para fora da mala maior.

Aquilo seria um crime? Ou apenas o assoamento de nariz, em época de Gripe Suína? Poderia ser outra coisa também: resto de roupa íntima, em dia de menstruação.

Pegou o ônibus, desta vez em Bom Despacho, tinha feito uma venda importante, deveria ir aquela cidade para receber o valor de vários computadores para uma Lã House, adquirido por uma livraria, e também um Notebook, para um açougue. As coisas são assim mesmo, inusitadas.

Vinha vindo tranqüilo no ônibus, cheio de estudantes, com uniformes azuis e brancos, de uma escola famosa na cidade.

Ao estacionar na Rodoviária de Nova Serrana, lá estava a Mulher de Branco, conversando com o motorista, desta vez um outro, para nós desconhecido.

Muito gentilmente ele atendeu aquela senhora, pobre senhora.

Com todos estes pensamentos na cabeça, Osvandir olhou para traz e viu aquela mulher: magra, olhos azuis claros, rosto comprido, seios pequenos, quase aparecendo sobre aquelas vestes esvoaçantes contra o vento de agosto, dando adeus para todos.

O olho clínico de Osvandir não saiu daquelas malas. A curiosidade mata mais que gripe suína. Ele não conteve e acabou puxando uma daquelas malas, a menor, para bem perto de si.

Na descida, no trevo para Igaratinga, levou consigo, a dita mala, a menorzinha.

Estava aflito, o que teria ali dentro. Ela estava até leve pelo tamanho. Quando parou num posto, foi ao banheiro e levou a pequena mala, uma maleta.

Ao abri-la levou um tremendo susto, até quis gritar! Mas pensou bem e se conteve.

Pensou em deixá-la ali, em qualquer lugar bem visível. E se a Mulher de Branco viesse buscar a mala? Pegou carona no carro do primeiro colega que encontrou e seguiu para Divinópolis.

__ E aí companheiro? O que tem dentro desta mala velha e suja?
__ Segredo, mistério!
__ Ora vai, conta aí, Osvandir!

Foi então que Osvandir resumiu toda a história e o motorista, não gostou do assunto, porque disse que a Mulher de Branco, estava aparecendo no Povoado de Água Limpa, logo à frente.

Foi só ele acabar de falar, olhe ela lá antes da Curva do Cachorro Morto.

Osvandir estremeceu, não esperou ela pedir a mala. Jogou-a pela janela. Ela foi rápida, pegou-a, ainda no ar e sumiu…

__ Mas e o segredo da mala? Agora você pode contar. Ela foi embora mesmo.
__ Certo, vou revelar: dentro da mala tinha apenas alguns retratos antigos, um de casamento e outros de filhos do casal, uma carta que não li e uma blusinha de crianças de uns dois anos.

Manoel Amaral
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OSVANDIR E A MULHER DA MALA I – Conto de Terror

Capítulo I
A Mulher de Branco
(Para o amigo Al, da Bahia)

Osvandir seguia, via ônibus, pela rodovia BR-262, para a cidade de Pará de Minas-MG, saindo de Nova Serrana.

Lá para as bandas do Povoado dos Limas, pertencente ao Município de Igaratinga, uma senhora, de branco, deu sinal, o motorista parou no acostamento e ela perguntou:

__ Vai passar em Pará de Minas?
__ Vamos. – Respondeu o trocador, com cara de jovem que vive assustado o dia inteiro, devido os assaltos constantes, nestas linhas.
__ Pode levar estas malas para mim, até o entroncamento de Pará de Minas? Alguém vai pegá-las naquele local.– Completou aquela mulher magra e de olhos grandes.
__ Pode deixar que entregamos. – Respondeu o motorista, um cara bonachão, gordinho, de bigode fininho, parecido com aqueles artistas de filmes italianos.

A mulher sumiu numa estradinha que não sabemos onde ia dar. Já era quase noite, mas o sol ainda dava sinal de sua presença, atrás do Morro Agudo.

O ônibus seguiu sacolejando por aquelas estradas, ora entrando num acostamento para descer ou entrar passageiros ou então em algum Povoado para uma pequena parada.

__ Quanto pago até Torneiros? – Disse um passageiro que já estava aflito para chegar em casa e devorar um queijinho de Minas, agora Patrimônio Mundial ( pode?).
__ A passagem é R$3,50, mas porque esta aflição? – Aquele trocador estava achando que seria mais um ladrão que estava apenas disfarçando…
__ É que tenho que apartar algumas vacas e já está ficando tarde…

Nesse meio tempo entra uma senhor, cabelos grisalhos, com um saco (uns 5 quilos) de feijão e alguns ovos numa cestinha. Colocou aqueles ovos, várias dúzias, ali no piso do corredor. Já imaginaram o que poderá acontecer na saída de algum passageiro? Pois foi isso mesmo que aconteceu: um rapazinho distraído pisou no balaínho e alguns ovos foram para o beleléu.

A mulher, muito bondosa, disse ao rapazola que não tinha importância, era para presente, mas o feijão ainda estava a salvo.

Numa curva em “S”, aquele saco de feijão que estava desamarrado, esparramou no assoalho transformando-se numa verdadeira arma para derrubar qualquer um.

Um moleque pisou com seu tênis, moderno, de amortecedor, escorregou e bateu com a testa na cadeira de número 13. Reclamou do número da cadeira, disse que o dito dá azar.

Uma moça, bonita, de batom vermelho, acudiu o rapaz e limpou o sangue que escorria em sua testa. Ele agradeceu e disse que era técnico em informática, deu-lhe um cartão e pediu para procurá-lo em Pará de Minas, consertava tudo, até impressoras antigas.

Osvandir seguia ali quietinho, mas de olho naquelas malas que estavam bem perto do motorista. Já estava quase chegando na entrada para a cidade onde elas deveriam ser entregue.

Mais uma subida, uma descida, uma curva à direita, um baixadão e lá estava o ponto onde alguém estaria esperando aquelas malas, que parecia não conter coisa agradável dentro.

Algumas máquinas, construindo uma terceira pista, atrasaram um pouco aquela viagem. As pás carregadeiras estavam levando terra para aterrar um buraco bem ao lado da rodovia.

Lá estava alguém a espera das malas. Uai! Mas que coisa interessante! Parece que era a mesma mulher que entregou as (mal)ditas lá atrás, no Povoado dos Limas…

Aproximando mais, Osvandir pode conferir que era mesmo aquela mulher, magra, olhos grandes, roupa fina e branca. Estava escuro, mas deu para reparar esses detalhes porque o trevo era bem iluminado.

O ônibus parou, a mulher pediu as malas, o motorista solicitou ao trocador que descesse e as entregasse aquela pessoa as duas malas grandes. Nem prestaram atenção naquela estranha mulher.

__ Muito obrigado seu motorista. – Disse aquela mulher, magra e de olhos grandes.
__ De nada, minha senhora. – Respondeu o motorista e trocador, sem nem mesmo olhar para quem as recebia…

Fica aí a história para o leitor decifrar este mistério.

Manoel Amaral
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