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OSVANDIR E A PALESTRA

Osvandir ia viajar para fazer uma palestra para um grupo de ufologia, numa pequena cidade do sul de Minas.

Pegou o carro, conferiu os detalhes: pneus, óleo, extintor de incêndio, limpador de pára-brisas, lanternas, documentos e tudo mais.

Poderia viajar descansado, não seria barrado na estrada por um guarda irado e nem receberia multa por uma lâmpada queimada ou por outro qualquer detalhe.

Seguia assim tranqüilo, depois de passar por Itapecerica, um pouco antes de chegar em Campo Belo viu uma mocinha pedindo carona na estrada. Estava um pouco longe, não deu para distinguir direito, mas tinha alguém junto a ela.

Ao aproximar-se viu uma velha magrinha e banguela, cabelos enrolados no alto da cabeça e fixo com muitos grampos.

O que fazer? Dar carona para as duas? Assim foi feito. Abriu as portas de seu carro e o seu azar foi tanto que a velha assentou-se no banco da frente, ao lado do motorista.

Conversa vai, conversa vem, elas informaram que ficariam ali bem próximo, a distância de um tiro de espingarda.

O carro rodou, rodou e nada da chegar onde iriam descer as forasteiras.
Será que já teria passado do local? Resolveu interrogar as duas.
__ Como é o nome e a entrada para onde vocês vão, tem alguma referência?

A mais nova foi logo dizendo:
__ Tem uma grande árvore de pequi e algumas palmeiras na estrada.
__ É antes ou depois de Campo Belo?
__ Bem antes…
__ Então já temos um problema, já ultrapassamos esta cidade.
__ Eu falei pro Senhor que era da distância de um tiro de espingarda…

E agora o que fazer?
__ Posso voltar para deixá-las na rodoviária de Campo Belo, de lá vocês seguirão para onde moram.
__ Muito bom, seu moço, pode deixar a gente por aqui mesmo, neste posto de gasolina.

Resolveu parar também para tomar o seu café com um pedaço de queijo Araxá. Estacionou o veículo próximo de uma carreta e foi para o bar.
Quando estava quase esquecendo das duas, viu pela janela que elas entravam num caminhão carregado de telhas.

Conversando com um motorista resolveu contar a história da velhinha e da mocinha. O motorista riu e disse que não se preocupasse com elas pois ficavam sempre por aquele trecho indo de um lado para outro e nunca chegavam ao destino. Coisas de beira de estrada.

Passou Alfenas, Machado e Poços de Caldas, não contando os lugarejos esquisitos, bares com instalações precárias, muitos cafés frios, chegou ao local da palestra.

Uma rápida olhada pela pequena cidade, estava um pouco tarde, resolveu almoçar. Perguntou para um velho de cabeça branquinha, onde poderia encontrar um restaurante.
__ Restaurante mesmo você não vai encontrar por aqui. Tem um bar ali na esquina que serve uma comidinha caseira, coisa aqui da região.

Satisfeito com a alimentação Osvandir resolveu dar mais uma olhada na cidade. Saiu procurando o endereço complicado. Viu várias pessoas aglomeradas próximas a um salão e concluiu: deve ser aqui mesmo!

A palestra estava marcada para 19,30 horas, era um pouco cedo. Procurou um local para descansar e achou logo adiante uma velha pensão familiar de nome até sugestivo: Pensão da Vovó.

Repassou os principais temas da palestra: ufologia e religião. Tirou o notebook da mochila, digitou algumas palavras e passou para o papel um texto do Profeta Ezequiel.

“Enquanto eu olhava os seres viventes, vi uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, dos quatro lados. O aspecto das rodas e a sua obra era semelhante à cor do crisólito (topázio, turquesa, berilo). E as quatro tinham uma mesma semelhança; a sua aparência e a sua obra eram como roda no meio de roda. Quando andavam, moviam-se para os seus quatro lados; não se viravam quando andavam. E os seus aros altos e espantosos, e cheios de olhos … Às rodas, ouvi eu, gritavam-lhes: Roda! E quando os seres viventes andavam, as rodas andavam entre eles; e quando os seres viventes se levantavam da terra, as rodas se levantavam.“

Osvandir lembrou logo das rodinhas dos carrinhos de supermercados que giram pelos quatro lados, mas aquela palavra também poderia ser traduzida como círculo, disco, esfera, etc.

Rodas cheias de olhos poderiam ser janelas da nave espacial e roda dentro da roda era uma coisa que intrigava.

Deu os últimos retoques, preparou tudo e desceu a rua apressado, já estava na hora.

Chegando ao local viu o parlatório e para lá se dirigiu, deu uma olhada nos participantes e achou alguma coisa estranha. Normalmente nestes encontros ufológico comparecem poucas mulheres e ali tinha muitas, inclusive crianças.

Tomou um pouco da água que lá estava e começou a falar. Discorreu sobre os discos voadores na bíblia e todos prestavam muita atenção.
Encerrou a palestra falando sobre o Profeta Ezequiel. Deu a sua opinião pessoal. Despediu-se de todos e ficou impressionado como tantas pessoas vinham abraçá-lo.

Saiu direto para a pensão onde hospedara. Alguém estava a sua espera, jovem e muito falante.

Osvandir conversou bastante e daí a pouco o rapaz disse que o horário da palestra foi remarcado para 21,00 horas, pois ficaram sabendo que devido um acidente, vários veículos ficaram aguardando a liberação da estrada.
__ Mas o Senhor não disse o seu nome? Disse o rapaz.
__ Sou Osvandir. Será que houve um engano? Acabei de falar sobre ufologia, naquele salão ali embaixo, nesta mesma rua.
__ Mas ali é o salão da igreja Santa Cruz e neste horário estão celebrando missa ou fazendo reunião da paróquia! O Senhor foi convidado para falar em outro local.

E lá se foi o ufólogo, para outro local e desta vez falar para as pessoas realmente interessadas em ufologia.

Manoel Amaral

Pesquisa de texto e imagem:http://ovni.do.sapo.pt/principal/OVNISTORIA/ovnistoria_pt/ezequiel.htm

OSVANDIR EM RECUPERAÇÃO

Esta semana Osvandir não viveu nenhuma aventura, pois está de repouso, em recuperação, a memória um pouco abalada pela abdução, mas enviou-nos estes dois textos, que achamos muito importantes:
MUDANÇAS DO TEMPO
O gelo cai, em blocos, na Antártida, os esquimós vêm os ursos fugindo da catástrofe natural e sentem medo.
Na China e Myanmar, terremotos matam pessoas, destroem tudo e abalando as finanças dos países. No nordeste também, terremotos em todas as escalas.
As águas do mar revoltas, as ondas sobem muitos metros, como nunca visto. O pescador da Indonésia fica apreensivo.
Na Amazônia, o barco encalha no banco de areia, em virtude da seca. Os turistas apavorados, com fome, com sede, são salvos pela Marinha Brasileira.
O incêndio segue devorando tudo, as casas dos ricaços, dos grandes astros e dos políticos. Nos Estados Unidos eles sentem a fúria da natureza. No meio dos destroços a desolação.
Na Arábia Saudita, no deserto, uma tempestade de areia abala toda a região. Os beduínos com espanto, dizem que nunca viram nada igual.
Na África, em meio à seca e o calor insuportável, uma nuvem de gafanhoto sai devorando o que restou das plantações. O povo sofrido, sem comida, sem abrigo, pede água e alimento.
E no Rio de Janeiro, a dengue avança como nunca havia acontecido antes, muitas pessoas perderam a vida, outras foram salvas pela coragem dos médicos.
“Por que povos tão diferentes, que vivem em ambientes às vezes tão diversos, podem ter comportamento e atitudes semelhantes?”
Deixamos esta pergunta para você, caro leitor, responder!
O MENINO DO FUTURO
Jonny desceu do espaço e foi cair mesmo perto da casa de Julinho de 8 anos, que brincava no calçadão novo da cidade.
A conversa foi iniciada rapidamente, mesmo sem apresentações.
__ De onde você veio? Disse Julinho.
__ Venho do futuro, respondeu Jonny.
__ Aceita um chiclete?
__ Não, obrigado.
Julinho rasgou o papel, jogou-o no chão e começou mascar, mascar e mascar…
Jonny começou a discorrer sobre o futuro, onde vivia:
__ O nosso mundo, no futuro está com sérios problemas: sem água, sem petróleo, sem outras energias, muito lixo acumulado. O povo está até pensando em mudar para outro planeta…
__ Pra quê, meu irmão, aqui é bão demais. Amanhã eu vou colocar um pircing, todo mundo está colocando…
__ O piercing poderá deformar o seu corpo amanhã, ou provocar uma infecção.
Jonny olhou desconsolado para Julinho, que acabara de jogar o resto do chiclete no chão.
A calçada nova, da rua, estava toda manchada de restos de lixo, aí ele falou:
__ Se os jovens fizeram algo de bom, no ambiente que vivem, isso refletirá no futuro. Se cada um deixar de jogar lixo nas ruas teremos um mundo melhor!

OSVANDIR E A ABDUÇÃO

Ainda chegará um tempo, onde a humanidade mais consciente poderá analisar e discernir o sonho da realidade.”
Pepe Chaves

Antes de sair da ilha Osvandir sentiu o corpo meio dormente, viu uma luz azul, muita fumaça branca, foi conduzido até a nave, flutuando, como se tivesse voando, através de um tubo transparente.

Encontrado na rua, por um policial, completamente desnorteado, pronunciando com dificuldade as palavras, foi levado à Delegacia da cidade, onde o rapaz escreveu num pedaço de papel o número de um telefone e um nome.

Telefone tocou!
__ Quem é? Um senhor aqui deseja falar-lhe.
Depois de um breve intervalo uma voz fraca continuou:
__ O…s …v…a…n…d…i…r…
__ Osvandir? Calma! Onde você está? Espere um momento aí, vou pegar uma caneta para anotações…

Pedi para chamar o policial novamente e completei os dados. No mesmo instante entrei em contato com Pepe Chaves, passei-lhe os dados e solicitei-lhe que fosse até aquele local e colocasse o Osvandir num táxi.

Meia hora depois recebi um telefonema de Pepe:
__ Acho melhor você vir buscá-lo, ele está muito abalado…
__ Está bem, irei. Qual o melhor local para encontrar-mos?
__ Vou pesquisar um hotel mais próximo de onde estamos, volto a ligar-lhe.

Muito preocupado, aguardei as instruções, enquanto procurava alguns documentos pessoais.

O telefone tocou, era um banco querendo ”empurrar” mais cartões de crédito, estão fornecendo até para pessoas desempregadas.

Fui ao banheiro, quando comecei a esvaziar a bexiga, tive que sair correndo, novo trim- trim chamou-me a atenção.
__Alô, é o Pepe?
__ Não! É o Antônio da Associação de Amigos dos Animais Abandonados (4A). Vamos passar aí para pegar a mensalidade.
__ Hoje não amigo, vou viajar, deixe para amanhã.

Enquanto estávamos conversando com Antônio, o aparelho deu sinal que tinha mais alguém na linha. Desta vez era o Pepe mesmo.
__ Manoel, encontrei um Hotel aqui na Rodovia para BH próximo do Carrefour, sabe onde?
__ Sei. Já estou seguindo, pode aguardar.

Após cinqüenta minutos chegamos ao local.
Osvandir, desorientado, suava muito, com febre alta. Achei melhor consultar um médico por ali mesmo.

O Pepe informou-me que ele havia vomitado umas três vezes.

No consultório, ao tirar-lhe a camisa, notei que os ferimentos, haviam desaparecido, inclusive o que sofreu em função do tiro que recebeu. Do sinal das garras do urso, apenas uns leves riscos na pele.

De um dia para outro os ferimentos desapareceram como que por encanto.

Até a minha chegada ao hotel, Pepe pode observar no Osvandir, muitos sintomas característicos de abdução.

__ As pessoas que passam por este tipo de experiência sentem muitos sintomas traumáticos, além da perda de memória, observou Pepe.

E o médico disse que estava tudo normal:
__ Foi só um susto, vou receitar-lhe uns comprimidos para dor de cabeça.

Já no hotel, Osvandir contou-nos que estava com dificuldade para dormir. Quando pegava no sono, continuava acordando de 15 em 15 minutos. Durante estes períodos sonhava em série, preto e branco, com uma cidade devastada, quase sem casas. Lá no fim da rua tinha um prédio amarelo que vendia tintas. Quando as pessoas entravam lá, tudo ficava colorido.

Manoel

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PARA CONHECER MAIS:
http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/abducao.htm
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OSVANDIR E A VIAGEM

Imagem Google

Uma história bem construída, é igual a um relógio, com uma porção de peças interligadas, todas as quais são necessárias para moverem umas às outras.
(AL… Zuckerman



Enquanto Osvandir gritava de dor, com um osso da costela, quebrado, aquele pequeno, lá perto do rim esquerdo e as costas toda arranhada pelas garras do urso polar, sem contar com o corte, acima da orelha esquerda, resultado de um tiro desferido pelo seu colega, que na realidade era para atingir o feroz animal; Fernando Sawyer ria muito da situação.
Arrancaram duas unhas do estranho animal, para guardar de recordação desta inesquecível aventura.
Em Cabo Canaveral a situação não estava boa para os cinco brasileiros. Sem documentos, foram conduzidos para interrogatório. Dr. Mendes solicitou a presença de algum representante da Embaixada do Brasil para acompanhar os depoimentos.
Ele já havia explicado aos policiais que estavam todos fazendo turismo, que foram assaltados e perderam malas, dinheiro e documentos. Porém esta história não estava convencendo os policiais. Com a chegada do representante de nossa embaixada, Dr. Mendes, em particular, contou-lhe apenas parte da aventura. Até porque ele não iria mesmo acreditar na verdade.
Resolvida a situação, todos foram embarcados no próximo avião para São Paulo. Dali cada um seguiu para sua casa: AL foi para sua adorada Bahia, Manoel e Fábio seguiram para Minas Gerais. ILDE resolveu permanecer alguns dias na casa de Dr. Mendes para discutirem sobre filmes de ficção, seriados LOST e JERICHO, Big Bang, física quântica, galáxias, viagens espaciais e outros assuntos de interesse dos dois. Nas horas vagas iriam montar as maquetes de foguetes e aviões acompanhado de muito vinho e licor.
Na Ilha de Bost, Osvandir e seu amigo retornaram para o acampamento da praia. Dr. Jack ao vê-los, foi logo ao encontro dos dois. Notando os ferimentos cuidou de lavá-los, colocando algumas plantas e cobrindo-os com pequenos tecidos. Deu-lhes de beber da água da fonte da cachoeirinha.
Fernando, mais disposto, contou toda a história do Portal do Tempo ao Doutor, que não queria acreditar. Ele achava que os “Outros” haviam capturados os cincos amigos do Osvandir.
À noite, foi um sacrifício enorme para nosso herói conseguir dormir. Ele ainda continuava a delirar, dizendo que via Discos Voadores, Mãe do Ouro, Sondas, Naves Espaciais e Estrelas Pulsantes. Dizia frases em aramaico, língua antiga, da época de Jesus.
De madrugada, um clarão muito forte surgiu sobre as barracas da praia. Todos assustados saíram gritando. Só Osvandir não saiu. Continuou dormindo. As aventuras do dia anterior tinham esgotado suas forças. As luzes acendiam alternadamente: azul, vermelho, verde.
Quando já estava amanhecendo as luzes se apagaram num piscar de olhos. Ninguém viu mais nada. Nem fumaça, som de motor, nada. O que seria aquilo? Helicóptero? Avião? Balão? Ninguém aventurava a dizer o que seria…
Como o espetáculo acabou, cada um seguiu o seu trabalho. O gordo Harley foi pescar. Dr. Jack saiu com Fernando para verificar o Portal do Tempo. David Felipe, seu filho Vincent e seu cão, foram caçar preás na mata. Até o Charlie Garrafinha resolveu tocar o seu violão. Kate Nat que há muito não aparecia, resolveu desfilar na praia. Alex Sayid e Papai Locke Macarroni foram consertar o aparelho de rádio que encontraram no avião.
Pedro Benjamin, mais conhecido por Bem, foi visto próximo do paredão dos Maias.
O dia estava terminando, todos estavam voltando para o acampamento. Foi Gyselle Shannon, que sempre acordava quando estava escurecendo, que notou um silêncio muito grande na barraca do Osvandir. Resolveu olhar e saiu gritando:
__ O Osvandir sumiu! Dr. Jack, Dr. Jack!
Locke chegou primeiro, analisou o local e achou tudo muito estranho. No teto da barraca havia um buraco de um metro de diâmetro, a lona estava chamuscada. A cama estava normal, mas as cobertas encontravam-se estendidas pelo chão. Sua conclusão foi a seguinte:
__ Parece que algo capturou o rapaz pelo teto. Vejam o buraco!
O que teria acontecido? Pergunta que todos queriam a resposta.
Com a chegada de Dr. Jack várias hipóteses foram aventadas. Locke falou que poderia ser aquele dinossauro T-Rex que engoliu o piloto na semana passada ou então aquela fumaça negra que anda na mata, assustando as pessoas.
Toda ilha foi vasculhada, até o paredão dos Maias foi visitado. Nada foi encontrado.
__ Ontem à noite, na hora das luzes, alguém viu alguma diferente coisa sobre a barraca? Perguntou Dr. Jack.
__ Eu vi um foco de luz branca, leitosa e muita fumaça, envolvendo a barraca do Osvandir, por volta das três horas da madrugada, disse Danielle Jaqueline, a francesa.
Todos não tiveram mais dúvidas sobre o destino do Osvandir:
__ Ele foi seqüestrado pelos “Outros” ou abduzido pelos ETs da Montanha Negra.
(Continua…) Manoel
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OSVANDIR FOI PRA PASÁRGADA

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá a existência é uma aventura”
Manuel Bandeira

Enquanto nossos amigos Argonautas seguiam para a exposição de foguetes em Cabo Canaveral, na Flórida, local que Dr. Mendes conhecia muito bem de outra viagem sua, lá no acampamento de Bost Osvandir, ferido, febril, passou a delirar.
“__ Quero ir para pasárgada, lá posso passear com Angelina Jolie, com aqueles lábios grossos e tentadores.
Lá o Planalto não tem plano “B”, tem “plano alto”.
Naquele local a Ordem dos Advogados Extraterrestres não fica fiscalizando terceiros, metendo o nariz onde não deve, nem existe Prédio da Justiça em construção, que gasta bilhões de Zolares.
O Zolar, moeda local, está sempre estabilizada, não baixa e nem sobe, não prejudica ninguém.
Cartões corporativos nem pensar, os que existem somente para meia dúzia de autoridades maiores, que sabem como gastar.
Assalto a banco é coisa do passado. O último foi aquele do Banco Central, mas já está tudo resolvido. Os bandidos estão todos na Cadeia Global Intergaláctica (CGI).
Em Pasárgada os políticos são todos honestos, não existe fome e nem pobreza. Na verdade alguns políticos adotam apelidos bem engraçados: Progresso, Felicidade, Pai de Todos, Mão Branca, Polvo e outros mais…
Os Partidos políticos são poucos, mas trabalham pelo e para o povo. Tem nomes comuns: PL – Partido da Lua, PS – Partido do Sol, PSR – Partido Sem Religião, PP – Partido do Povo.
Na Capital Federal tem um hotel com o nome de “Legislatura” onde alguns políticos menores passam a maior parte do dia.
Naquela terra os Bancos têm juros baratinhos, quase zero por cento. São controlados, não podem assaltar o povo, com taxas e juros extorsivos. Não são como empresas que têm lucros. Têm programas sociais, realmente sociais, ajudam o povo.
Os aposentados nunca estão endividados. Podem passear, fazer turismo. São bem tratados, nunca assassinados.
As crianças têm prioridade em tudo, crescem lindas e saudáveis. Nunca são atiradas pelas janelas.
O Programa de Saúde funciona muito bem, a Febre Verde, já está controlada. Ela foi disseminada pelo vírus de um macaco ET, raça em extinção do Planeta Amarelo.
O único inconveniente é que naquela boa terra existem alguns mosquitinhos denominados Petedengues que são uma verdadeira praga. Infestam todos os locais de trabalho e os altos escalões. Mas já, já, estarão extintos pela fome e pelos próprios erros de cálculo.
Os seqüestros Raio são problemas menores, que foram controlados pela CIA – Comando Intergaláctico Aeroespacial.
Todos os brancos também têm cotas nas Universidades. Não existem raças superiores.
O gás da cidade-estado vem de outras duas comunidades chamadas Rolívia e Arruela.
Lá tem uma revista de ufologia denominada ARRUFOS e vários jornais eletrônicos – os impressos em papel estão em extinção: Virgília, Rodovia, Galáctíca e por aí…
A Galáxianet – com bunda larga, não deixa ninguém em desvantagem, todos podem navegar sem Explorer. Os programas Zoogle, Piorhoo, garantem busca em todo o universo.
Em pasárgada tem uma famosa indústria de refrigerante Rota-Cola que está sempre em briga com a concorrente Pesca-Cola. Coisa de mercado, no fundo são todas iguais. Satisfazem o desejo dos cidadãos.
Corrupção nem pensar… O último caso em que um funcionário público roubou um centavo do Zolar, foi severamente punido!”
Osvandir estava acordando, voltando a si, caindo na realidade. Olhou para um lado e para outro, ainda estava em Bost!
Em Cabo Canaveral, Dr. Mendes convida seus amigos a segui-lo pelos emaranhados caminhos dos foguetes, cápsulas e naves.
__ Esta aqui é a Gemini–5, levava dois astronautas, em 1965, ela ficou quase oito dias no espaço, falou Dr. Mendes.
Assim que terminou algumas palavras sobre o foguete Titan, foi chamado por policiais que guardavam o local.
__ Were is your passaport?
Exigiram os passaportes, ninguém tinha tal documento.
__ We have passaport!
Todos foram presos e conduzidos ao interrogatório.
(Continua…) Manoel
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FONTE: Texto extraído do livro “Bandeira a Vida Inteira”, Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90