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A QUADRILHA
Capítulo II

A ORGANIZAÇÃO

Conforme aprofundava nas pesquisas, mais e mais tomava conhecimento que a organização era muito maior do que se imaginava.

Tinha vários aviões só para o transporte de drogas, colocavam o material nas asas e em todo corpo do aparelho. Depois carretas seguiam via rodoviária, quando chegavam as cidades, passavam para vários carros até o distribuidor final.

Na área dos combustíveis atuava na produção e distribuição da gasolina, diesel e etanol, os proprietários de postos eram obrigados a assinar contrato para recebimento de produtos “batizados”, isto é, com mistura.

Até nos produtos farmacêuticos: fabricavam, distribuíam e roubavam carga para revender.

Na produção e manufaturamento dos alimentos, apenas duas multinacionais é que mandavam. Todas as empresas pequenas foram adquiridas por elas.

Os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário já estavam contaminados. Todos os dias as TVs anunciavam prisão de Vereadores, Deputados, Governadores, Advogados, Juizes; envolvidos com o grupo, mas aquilo era de uma importância mínima; queima de arquivo.

A TV também estava dominada, só divulgavam notícias que indiretamente contribuíam para o crescimento e fortalecimento da Organização.

Quando uma pessoa do grupo caía, já havia dois ou três treinados para ocupar o seu lugar.

A Organização era estratificada e cada grupo atuava num determinado setor, sem conhecimento de que os outros grupos faziam.

No futebol, há muito tempo manipulado, trabalhavam para forjar resultados dos jogos; juizes, jogadores e as equipes eram todos comprados. As loterias seguiam da mesma maneira.

Os melhores cargos da nação eram vendidos pela organização que sabia muito bem burlar os concursos públicos. O nepotismo também imperava naquele país.

As empreiteiras e construtoras tinham mais de um nome registrados na Junta Comercial e concorriam com todos eles, fraudulentamente, numa licitação que já nascia marcada, todos sabiam quem ia vencer.

No Congresso possuíam mais de 50% de Deputados eleitos através de suas doações partidárias.

Naquele país a corrupção era tanta, que para um processo administrativo “andar”, era necessário um “amaciante” em dólares.

Nas maiores cidades tinham a coleta de lixo transportado apenas por uma empresa ligada ao grupo.

Na política aconteciam coisas que ninguém mais acreditava. Tanto dinheiro girando, passando de mão-em-mão e o pobre passando fome. Quem conseguia ganhar eleição ficava milionário. CPIs que não chegavam a nada.

Criaram vários tipos de cotas que na realidade não adiantavam nada, só colocavam os menos favorecidos, sob o domínio eleitoral e financeiro.

Uma das cotas era muito engraçada: Permitia a entrada em faculdades de pessoas de cor branca, com menor classificação que os demais.

Criaram uma lei proibindo de chamar branco de branco, diziam que era discriminação racial. Tinham que usar o termo: Euro-descendente.

No meio daquela profusão de informações, Osvandir resolveu recolher-se aos seus aposentos quando recebeu a notícia que poderia ser preso a qualquer momento. Usando estratégia conhecida da época da 2ª Guerra Mundial, internou-se num Convento.

Manoel Amaral

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A QUADRILHA

Capítulo I

CONEXÃO INTERNACIONAL

Osvandir estava ali naquele restaurante, de um país não tão distante, tomando uma Pepsi, fazendo hora para almoçar, quando ouviu uma conversa muito interessante entre dois jornalistas que estavam preparando matéria para uma revista.

Chegou próximo aos dois, pediu fogo, acendeu um cigarro e sorrateiramente deixou sobre a mesa a sua caneta espiã.

Nesse meio tempo os dois, sem desconfiar de nada, falaram sobre a origem, planos e conexões da Quadrilha. Tudo foi gravado por quase duas horas.

Quando eles estavam acertando a conta, Osvandir foi até a mesa e pegou a sua caneta que estava bem escondida ao lado de um prato.

Pelo que ouviu e anotou, somando ao que estava gravado, o assunto iria dar manchete de primeira página nos jornais ou então capa de revista semanal.

Nem almoçou direito, pagou a conta e seguiu correndo para o carro alugado. Quase bateu numa ambulância que fez ultrapassagem, bem próximo de um sinal. Um carro de coleta de lixo passava do outro lado, por pouco morreria imprensado.

No seu apartamento do Hotel, jogou algumas fotos no notebook e separou o vídeo, colocando-o no Desktop para encontrá-lo facilmente. Ouviu a gravação com mais calma e ficou com os pelos dos braços arrepiados. A coisa era mesmo de assustar a qualquer um.

Se aquilo já vinha sendo planejado há muito tempo, então teríamos o Executivo, Legislativo e o Judiciário, nas mãos dos bandidos.

Resolveu juntar mais material na internet, para confirmar alguns detalhes e ficou completamente abismado. O que eles descobriram era apenas uma pontinha do iceberg. Vamos dizer assim: apenas 10% da realidade. Havia conexão internacional, elementos de vários países participavam dos saques, bem como providenciavam os depósitos em contas no exterior e desaparecimento de bandidos no momento certo.

Com aquele material nas mãos, ficou esperando a publicação para verificar se sairia mais algum detalhe, porém nada foi publicado nos dias seguintes, pelo que ficou sabendo a Quadrilha com todos os informantes que tem no submundo do crime, tomou conhecimento da reportagem antes e pagou uma fortuna aos dois jornalistas para que não publicassem a matéria. Os dois foram convidados a fazer parte do esquema da organização, em trabalho de pesquisas, percebendo uma participação bem melhor. Se aceitaram ninguém sabe. O certo é que não se ouviu mais falar sobre o assunto.

As férias do Osvandir foram prorrogadas por mais alguns dias.

Manoel Amaral

Imagem: Google

OSVANDIR E A SENHORA DE CRISTAL III

Capítulo III

OS GUARDIÕES DA TERRA

“Em matéria de religião, não deve o sábio ser
nem supersticioso, nem ímpio.”
(Antoine Rivarol)

Começaram a surgir naquele local muitas seitas, religiões, sociedades secretas e uma infinidade de enganações.

Uma delas adorava os cristais. Nunca foi proibida de exercer o seu culto, desde que não prejudicasse a população. Lançou até uma manifesto a população:

“Nova Era
Nova época se aproxima, aqui em Senhora do Cristal. Uma grande onda energética está se aproximando. Uma essência de luz vinda do espaço, passando por nossos cristais se tornará benigna para todos. É o Senhor de todas as galáxias que quer comunicar-se conosco. Vamos juntar nossos pensamentos em direção a Júpiter para receber melhor os sinais. Uma nova primavera está chegando e com ela as flores cristalinas. Cidadãos, uni-vos em torno de nossa casa para receberem estes benefícios vindos do espaço.
Ashathan Sheran”

As Igrejas Cristãs também lançaram os seus boletins apelando por todos os apóstolos da cristandade.

As Sociedades Secretas, cada uma mais secreta que a outra, escolhiam seu membros no mais rigoroso sistema. Só podiam participar quem fosse realmente honesto, trabalhador e sábio. Como homens sábios estavam rareando, mandaram buscar em todas as partes do país, os mais inteligentes, para participarem de seu núcleo. Eles seriam os Guardiões da Terra dos Cristais.

Ladrões, assassinos, traficantes e usuário de drogas, por ali era difícil encontrar. Ninguém se habilitava, pois eram deportados para outras cidades e nunca mais entravam no Povoado. Pequenos roubos aconteciam e os autores eram severamente punidos com trabalhos sociais, naquela terra não tinha cadeia e sim muitas escolas.

O Povoado de Senhora do Cristal estava crescendo exagerada-mente, até que um dia começaram a fazer uma grande muralha em torno da povoação. Foi a única maneira que encontraram de solucionar o problema do crescimento e as mazelas de cidades maiores.

Tinha deixado quatro portões, dois para rodovias federais e dois para estaduais. Sem contar três saídas secretas, menores, cujo local só os dirigentes conheciam.

Num certo tempo foi necessário solicitar ao Estado o desligamento do povoado da cidade. Para o povo da cidade foi uma tristeza. Vários benefícios foram perdidos. Os políticos não queriam conceder esta dádiva ao povo, mas com muita luta, veio a emancipação.

Exatamente em primeiro de janeiro, data da descoberta da Senhora de Cristal é que saiu o Decreto nº 666, transformando o Povoado em Cidade. O nome ficou o mesmo, cidade da Senhora de Cristal.

Uma enorme festa foi organizada para o povo, com foguetes, brinquedos para as crianças, banda de música e o Prefeito nomeado, falando para todos, na praça central.

Agora precisava fazer uma eleição para escolher quem o povo indicaria para Vereadores, Prefeito e Vice.

O sistema de votação escolhido não era por urna eletrônica. Cada bairro escolhia o seu candidato a Vereador e os partidos os candidatos a Prefeito.

Os Vereadores vencedores seriam os que obtivessem maior nu-mero de votos. O Partido Senhora de Cristal – PSC estava levando vantagem. Os seus candidatos estavam bem cotados, no entanto, através de estratagemas não muito convencionais, alguns partidos nanicos conseguiram fazer alguns Vereadores.

Cada vez mais aquele núcleo de população afastava dos sistemas do Governo Estadual e Federal. Tinha leis próprias, como se fosse um país, dentro do país.

A tributação também era diferente. Os produtos que saiam tinham uma alíquota baixa e os que entravam eram altamente taxados. Pagamento no ato da retirada da Nota Fiscal Eletrônica.

O dinheiro caía aos borbotões nos cofres da Prefeitura, por isso a cidade era muito bem administrada. Não tinham políticos deso-nestos, porque eram expulsos dos partidos pelos eleitores.

As ruas e os sistemas de abastecimentos eram muito bem orga-nizados.

Uma feira foi organizada para exposição dos produtos locais, toda semana. O que sobrava era distribuído gratuitamente entre os mais pobres.

Outra feira anual de grande sucesso era a das pedras preciosas, conhecida mundialmente.

Todos ali dentro daquelas muralhas tinham o seu trabalho. Nin-guém saía, a não ser em casos de extrema necessidade.

Manoel Amaral
(Continua…)

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O GRAMPO DOS ARAPONGAS

“Meu nome é Vieira, Osvandir Vieira.”.
“My name is Vieira… Osvandir Vieira”
Do Livro “As Histórias do Osvandir
”.

Não é que os Arapongas resolveram mostrar as caras, enfrentando nada menos que a Polícia Federal e grampeando até o do Presidente da República.

Dizem que a antiga ABIN, nunca foi desativada conforme acreditavam os políticos. Na época do Collor o SNI (Serviço Nacional de Inteligência) foi desativado, mas vários Servidores continuaram em outros Departamentos, outros Setores. Quando foi criada a ABIN, eles voltaram.

Outro dia passei em frente à casa de um político e notei um tênis novo dependurado num dos fios de telefone pelo cadarço. Dizem que eles fazem isso para ter maior poder de escuta.

Hoje você pode sentir que o seu telefone não vai bem quando está chiando muito. Aliás, nos Estados Unidos dizem que quem matou JK foram as telefônicas. Aqui é a mesma coisa. Todos grampeiam todo mundo.

Tancredo Neves, aquele sábio político, quando tinham que transmitir uma ordem mais secreta jamais usava telefone ou falava dentro de seu gabinete. Dizia que estava tudo grampeado. Chamava o cidadão para um passeio na rua e transmitia as mensagens. Isso já não é mais seguro.

Hoje ficou tudo pior, nem na rua estamos a salvos de sermos gravados. Existem pequenas antenas, tipo parabólica, usadas em carros, que capturam vozes e outros sons a uma distância muito grande.

Candidatos, também pessoas importantes, todas estão sujeitas a gravações de telefones e conversas de rua, portanto tome cuidado. Sempre existe alguém espionando atrás de um muro, uma árvore ou mesmo na outra ponta da linha.

Até estes inocentes MP4, gravam com muita perfeição. Ainda temos minicâmeras que filmam com muita nitidez. Não fale bobagem pelo telefone.

Um inocente pau de fósforo ou palito, podem estar ocultando uns microfones, minicâmeras ou uma antena de transmissão à curta distância.

Osvandir estava fazendo pesquisas para um trabalho na Universidade, quando de repente notou na sua mesa um pequeno fio debaixo de alguns papéis. Foi puxando, puxando e foi dar numa câmara instalada dentro de um suporte para lâmpadas.

Mandou fazer uma varredura total em seu escritório. Várias vezes já recebeu telefonemas ameaçadores dizendo que iriam publicar algumas fotos suas e uma mulher. Não deu crédito, quando na manhã seguinte recebeu algumas fotos pelo correio onde fizeram montagens muito boas, mas comprometedoras.

É assim que muitos agem na política, nos negócios. E por falar nisso, os grandes negócios realizados de uns tempos para cá, todos os participantes estavam grampeados. Os grupos interessados já sabiam dos resultados muito antes de serem realizados.

Nas licitações de grandes obras os grampos voam nas Prefeituras e Câmaras. Sem contar violação de envelopes e outros documentos para favorecer a terceiros. Estamos no Brasil, onde tudo pode acontecer.

Na sua vinda do Ceará para Minas Osvandir ouviu algumas história bem cabeludas sobre grampos telefônicos. Algumas de políticos e outras de grandes industriais.

Osvandir acha que estava livre de grampos uma vez que usa mais o Celular, ledo engano é justamente este aparelho que está mais sujeito a grampos e não é nem um pouco seguro.

As tais de varreduras ambientais não resolvem nada, de fora do prédio podem monitorar as ligações. Além do mais eles têm muita gente infiltrada nas companhias telefônicas.

Temos quase certeza que esta comissão da CPI do Grampo deve estar totalmente grampeada bem como os seus representes máximos.

As tais maletas da ABIN fazem muito mais do que estão anunciando. Osvandir sabe muito bem disso, já estudou o assunto a fundo.

Quando houve aquele roubo dos Notebooks da Petrobrás eles já estavam sabendo há muito tempo. Todas as descobertas de petróleo eles ficam sabendo muito antes que todo mundo.

Estão lembrados da história do Mensalão? Tudo começou com uma gravação clandestina onde um cidadão dos correios recebia uma propina e aí o Jefferson liga o caso ao Mensalão, onde os Deputados recebiam do Banco Rural propinas para votarem em projetos do Governo.
A confusão foi geral e apareceu aquele tal de Marcos Valério. Dizem que ele tem outros casos interessantes que deveriam ser investigados. Lacerda suspeita de conexão com Satiagraha,(“caminho da verdade”) exatamente este esquema que deu origem aos tão falados grampos da CPI. Outros até acham que existe conexão internacional,(Portugal Telecon) é só abrir o jornal e tudo está lá.

Osvandir como é curioso, pergunta?
— A quem interessa isso tudo?

Quando acabou de fazer esta pergunta viu cair do céu um objeto estranho, quadrangular, um ufo, em alta velocidade. As luzes se apagaram? Não! O objeto caiu na cabeça de Osvandir e ele desmaiou.
Era uma maleta preta, tipo James Bond, bem fechada…

Manoel

OSVANDIR FOI PRA PASÁRGADA

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá a existência é uma aventura”
Manuel Bandeira

Enquanto nossos amigos Argonautas seguiam para a exposição de foguetes em Cabo Canaveral, na Flórida, local que Dr. Mendes conhecia muito bem de outra viagem sua, lá no acampamento de Bost Osvandir, ferido, febril, passou a delirar.
“__ Quero ir para pasárgada, lá posso passear com Angelina Jolie, com aqueles lábios grossos e tentadores.
Lá o Planalto não tem plano “B”, tem “plano alto”.
Naquele local a Ordem dos Advogados Extraterrestres não fica fiscalizando terceiros, metendo o nariz onde não deve, nem existe Prédio da Justiça em construção, que gasta bilhões de Zolares.
O Zolar, moeda local, está sempre estabilizada, não baixa e nem sobe, não prejudica ninguém.
Cartões corporativos nem pensar, os que existem somente para meia dúzia de autoridades maiores, que sabem como gastar.
Assalto a banco é coisa do passado. O último foi aquele do Banco Central, mas já está tudo resolvido. Os bandidos estão todos na Cadeia Global Intergaláctica (CGI).
Em Pasárgada os políticos são todos honestos, não existe fome e nem pobreza. Na verdade alguns políticos adotam apelidos bem engraçados: Progresso, Felicidade, Pai de Todos, Mão Branca, Polvo e outros mais…
Os Partidos políticos são poucos, mas trabalham pelo e para o povo. Tem nomes comuns: PL – Partido da Lua, PS – Partido do Sol, PSR – Partido Sem Religião, PP – Partido do Povo.
Na Capital Federal tem um hotel com o nome de “Legislatura” onde alguns políticos menores passam a maior parte do dia.
Naquela terra os Bancos têm juros baratinhos, quase zero por cento. São controlados, não podem assaltar o povo, com taxas e juros extorsivos. Não são como empresas que têm lucros. Têm programas sociais, realmente sociais, ajudam o povo.
Os aposentados nunca estão endividados. Podem passear, fazer turismo. São bem tratados, nunca assassinados.
As crianças têm prioridade em tudo, crescem lindas e saudáveis. Nunca são atiradas pelas janelas.
O Programa de Saúde funciona muito bem, a Febre Verde, já está controlada. Ela foi disseminada pelo vírus de um macaco ET, raça em extinção do Planeta Amarelo.
O único inconveniente é que naquela boa terra existem alguns mosquitinhos denominados Petedengues que são uma verdadeira praga. Infestam todos os locais de trabalho e os altos escalões. Mas já, já, estarão extintos pela fome e pelos próprios erros de cálculo.
Os seqüestros Raio são problemas menores, que foram controlados pela CIA – Comando Intergaláctico Aeroespacial.
Todos os brancos também têm cotas nas Universidades. Não existem raças superiores.
O gás da cidade-estado vem de outras duas comunidades chamadas Rolívia e Arruela.
Lá tem uma revista de ufologia denominada ARRUFOS e vários jornais eletrônicos – os impressos em papel estão em extinção: Virgília, Rodovia, Galáctíca e por aí…
A Galáxianet – com bunda larga, não deixa ninguém em desvantagem, todos podem navegar sem Explorer. Os programas Zoogle, Piorhoo, garantem busca em todo o universo.
Em pasárgada tem uma famosa indústria de refrigerante Rota-Cola que está sempre em briga com a concorrente Pesca-Cola. Coisa de mercado, no fundo são todas iguais. Satisfazem o desejo dos cidadãos.
Corrupção nem pensar… O último caso em que um funcionário público roubou um centavo do Zolar, foi severamente punido!”
Osvandir estava acordando, voltando a si, caindo na realidade. Olhou para um lado e para outro, ainda estava em Bost!
Em Cabo Canaveral, Dr. Mendes convida seus amigos a segui-lo pelos emaranhados caminhos dos foguetes, cápsulas e naves.
__ Esta aqui é a Gemini–5, levava dois astronautas, em 1965, ela ficou quase oito dias no espaço, falou Dr. Mendes.
Assim que terminou algumas palavras sobre o foguete Titan, foi chamado por policiais que guardavam o local.
__ Were is your passaport?
Exigiram os passaportes, ninguém tinha tal documento.
__ We have passaport!
Todos foram presos e conduzidos ao interrogatório.
(Continua…) Manoel
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FONTE: Texto extraído do livro “Bandeira a Vida Inteira”, Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90