TROPICÁLIA – O PAÍS DAS MARAVILHAS

TROPICÁLIA – O PAÍS DAS MARAVILHAS

Este país ao sul da África está nos seus melhores dias. Hoje mesmo o presidente conseguiu fechar negócios com grandes exportadores da China para comprar carne bovina e frango.
Abaixo alguns detalhes do país das maravilhas:

1 – Fado, Forró e Funk
O país é uma mistura de tudo. Todos os ritmos são rodados, e o povo aprecia aquilo tudo em CDS, DVD vendidos nas feiras das cidades.

2 – Putas, Transvestis e Prostituição
Elas ou eles ficam na beira da estrada, nos postos de combustíveis tentando conseguir algum dinheiro com programas.
3 – Morangos, Pimentões e Tomates,

São os que têm maior índice de agrotóxicos, mas o povo continua comprando assim mesmo.

4 – Frango, FriVaca  e Peixe
Agora já se fala até em carne de cachorro e cavalos. O povo está faminto e cada vez pede mais. O FriVaca está exportando a maior parte de sua produção. Os frangos congelados têm mais de 30% de gelo, que é incluído no peso para o consumidor. Peixe virou produto de rico, só podem comer sardinha e o bagre africano, que são mais baratos.

5 – Cebolas, Cenouras e Batatas
No alto da serra produz Cebolas, Cenouras e Batatas. Mas ali o trabalho do menor é explorado. Eles vão atrás das máquinas apanhando as plantas que não são alcançadas. Muitas mulheres ali trabalham e ganham uma ninharia.

6 – Ovo e Uva boa – Vinho
As granjas estão vendendo os ovos com altos preços. Seriam ovos de ouro?
As plantações de uvas estão rendendo um bom dinheiro com a exportação de vinho.

7 – Melões, Melancias, Cruá, Melão-caboclo, Jamelão

Os melões, melancias, Cruá, melão-caboclo, jamelão  são produzidos nestas terras, de pouca chuva, grande parte pode ser utilizado para exportação.

8 – Alface, Salsa e Chuchu (Cerveja)
E agora que estão utilizando o chuchu para fabricar a cerveja, o consumidor não vai mais comer o dito cujo. Teremos que ficar na alface e a salsinha.

9 – Aveia, Milho e Trigo
O terreno é pródigo, produz o milho, a aveia e o trigo.

10 – Etanol, Gás e Petróleo
No país das maravilhas tem muito álcool combustível e pouco petróleo. Só agora estão explorando o gás. Existem canaviais por todos os lados.

11 – Mandioca, Cachaça e Carne de Porco
Quem é que não quer passar num bar e pegar uma porção de mandioca frita, um dose de cachaça, bem como uma carne de porco?
Não podemos esquecer do torresminho…

12 – Teatro, Literatura e Cultura
Aquele país não tem leitores, livros são escritos aos milhares todos os anos, mesmo sem incentivo do Governo Federal. Os teatros estão quase todos vazios. O povo não quer saber de cultura.

13 – Água: Outorgas e as Empresas
Depois de anos explorando o povo e sem nenhum investimento na área, as empresas detentoras do direito de uso da água agora estão devolvendo para os municípios o abacaxi. Rede de esgoto? Praticamente nada foi feito em obras. Os rios estão completamente esgotados. As outorgas para as empresas pagam uma ninharia, quando pagam. As mineradoras estão poluindo os rios e nunca recuperam o meio ambiente, bem como as empresas que retiram areia dos mesmos.

14 – Dengue, Caxumba e outras doenças
Aqui aparece todo tipo de doenças: caxumba, dengue e muitos outras que estão voltando.
Os carrapatos dos cavalos têm picadas mortais. As capivaras agora livres, beirando os rios também são hospedeiras destes insetos.

15 – Laranjas, mangas e outras frutas.
As laranjas estão por todo lugar e as mangas também, inclusive as de boa qualidade para exportação.

16 – Partidos, Políticos e Propinas -PPP
Por todas as cidades, estados e na capital federal estão infestados de políticos que vivem de propinas.

17 – Drogas, Tráfico e Riqueza
O país está afundado em dívidas, mas o tráfico cada vez tem mais dinheiro para gastar, subornando todo mundo.

18 – O País das Maravilhas
Este é TROPICÁLIA– o país das maravilhas. Os turistas acham que ali tudo pode ser feito. O que eles não podem fazer nos seus, vão até lá para fazê-lo.

Manoel Amaral

THE NEW WEST

THE NEW WEST – I
OS COWBOYS DO ASFALTO

Imagem Google

“Mais que de máquinas, precisamos de humanidade.”
Charles Chaplin

Eles chegam em seus velozes cavalos mecânicos, portando equipamentos eletrônicos de alta geração.

No lugar de máscaras usam capacetes, com viseiras rebaixadas tornando-os assim irreconhecíveis.

Usam calças e blusões de couro negro, botas especiais e luvas.
Numa aceleração constante, no meio daquele trânsito caótico, atingem qualquer local com muita facilidade.

Andam sempre em dupla. O cavalo do velho oeste carregava apenas um assaltante; hoje, o mecânico, leva dois.

Visam a vítima, param no local escolhido. Um desce e faz a coleta do dinheiro dos postos de combustíveis.

O outro fica ali a espera do colega, para a fuga desenfreada no meio da rua.
A Polícia vai atrás, quando é alertada a tempo, mas dificilmente consegue prender os assaltantes.
Estamos no “Novo Oeste”, onde assaltar e matar são coisas corriqueiras.
Cidades do interior não tem mais sossego. As pequenas agências ou postos bancários são assaltados com mais facilidade.

Eles chegam, amarram e prendem os funcionários (geralmente mulheres) nos banheiros.

Abrem o cofre com muita agilidade, recolhem o dinheiro, limpam também as gavetas dos guichês de atendimento e ainda têm a audácia de assaltar os clientes do banco.

Muitas vezes dinamitam os caixas eletrônicos levando tudo, quando não levam os ditos.

Quando são presos, um sempre escapa e o dinheiro roubado não aparece.
Tempos modernos, como diria Charles Chaplin.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

Posted 10th February 2012 by OSVANDIR
THE NEW WEST – II
O CAVALO VOADOR
Imagem Google


“Quem mata um homem é chamado de assassino,
quem mata milhares é chamado de herói.” Charles Chaplin

Hoje as grandes quadrilhas andam num só cavalo voador, o avião.

Podem marcar assaltos em vários pontos estratégicos do país ao mesmo tempo.

Recolhem grandes quantias de cada vez, que nunca mais são encontradas.

Haja vista o maior assalto a banco de nosso país: O Banco Central de Fortaleza, em 2005, de onde 36 ladrões levaram R$ 164.755.150,00 dos cofres, dos quais, até o momento, apenas uns 20% foram encontrados.

O mais impressionante é que cavaram um túnel subterrâneo de 80 metros de comprimento, por 70 cm de diâmetro, uma verdadeira obra de engenharia.

O dinheiro, em notas de R$50,00, previamente selecionadas, sem numeração, pesava 3 toneladas. Usaram uma empilhadeira para recolher o dinheiro.

Este foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Não foi descoberto até agora quem foi o mentor principal do grande assalto e a ligação com alguém do banco. Desconfiam de altas autoridades.

Usaram avião, carreta e outros meios para transportar o dinheiro para vários estados do país.
Alguns bandidos presos, foram chantageados, sequestrados e outros acabaram mortos.

Como o assunto é muito interessante já foram produzidos um filme, um livro e vários documentos sobre o assunto.

Livro: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central” de autoria de Roger Franchini
Filme: Assalto ao Banco Central. Direção: Marcos Paulo. Com os atores: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Giulia Gam, Lima Duarte.

Encontrei um excelente slide na internet:
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/assalto-ao-banco-central/

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

Posted 12th February 2012 by OSVANDIR
THE NEW WEST – III
CORRUPÇÃO
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“A reeleição é um poço de corrupção”
(Osmair – Tio do Osvandir)
No caso da corrupção os larápios limpam os cofres da “viúva” e voltam sempre para conferir.
A Casa da Moeda e a comissão de 25 milhões de dólares, foi uma das notícias que mais me entristeceu neste fim de semana.
Na era Collor foi o caso PC Farias, para os jovens que não lembram do assunto: O PC passava o chapéu nos empresários que ajudaram a eleger o Collor, umas duas ou três vezes por ano. E a arrecadação era muito grande, dólares e mais dólares. O seu caso de amor não foi bem resolvido e nem a sua morte, muito suspeita.
Na época do FHC foi a privataria. Uma turminha do núcleo do poder ganharam mais poder e mais dinheiro.
Na época do Lula foi o Mensalão que deu um rombo muito grande.
Já no primeiro mandato de Dilma o rombo foi muito maior com o assalto a Petrobrás.
O pior da corrupção é que ela é maior, proporcionalmente, nos municípios. Esse ano houve muita luta contra os altos subsídios dos vereadores (os de BH desistiram do aumento).
Todos os poderes estão enlameados. Empresas públicas estão apinhadas de servidores não técnicos, capachos, impostos pelos partidos, no tradicional loteamento de cargos. Olha que não salva nenhum partido.
A corrupção entrou na área pública de cabo a rabo (êpa!)
Partido já nasce “partido”. Tem que começar com a letra “P”. A ditadura (1964) acabou com todos os partidos políticos. Foram criados apenas dois: ARENA – Aliança Renovadora Nacional e MDB- Movimento Democrático Brasileiro. Depois vieram as sublegendas, a pior instituição que já inventaram na política: tinha Arena 1, 2 ou o tanto que comportassem as facções políticas. Daí voltamos a era atual que tem tantos partidos que o eleitor nem sabe de qual pertence o seu candidato.
Os políticos também são culpados disso tudo, mudavam de um lado para o outro sempre que se sentia ameaçado em sua reeleição. E por falar nisso é outra merda que inventaram na política.
A reeleição favorece a corrupção.
Abaixo a reeleição!
Manoel Amaral
Posted 13th February 2012 by OSVANDIR
THE NEW WEST – IV
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A CAIXA DE PANDORA
“Operação Caixa de Pandora, foi criada em 2009, para reprimir fraudes em licitações no governo do Distrito Federal.”
Envolvimento de servidores públicos, empresários e até integrantes do Judiciário.
“A Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, acabou com o Mensalão de DEM em Brasília e levou à prisão do ex-governador José Roberto Arruda”
Foram apreendidos computadores, mídias, documentos, além de 700 mil reais, 30 mil dólares e 5 mil euros. Foi uma de maior impacto da PF.
“O esquema de corrupção seria uma espécie de “pedágio” que Arruda cobrava de empresas interessadas em conseguir contratos com sua gestão. O dinheiro arrecadado, segundo o inquérito da Polícia Federal, era dividido entre ele, o vice-governador, Paulo Octávio, secretários e assessores.”
De acordo com a operação da PF, o dinheiro que Arruda repassava a políticos vinha de empresas privadas que prestavam serviço ao governo do DF. Aqui uma coisa interessante, o dinheiro distribuído não saía da área pública.
“As empresas pagavam “por fora” para garantir a os contratos e continuidade dos serviços. O ex-governador, por sua vez, pagava aos aliados e adversários políticos para garantir estabilidade no governo e aprovar os projetos que queria. Com o apoio político, facilitava os contratos e licitações das empregas que forneciam o dinheiro.”
“Entre a pilha de coisas recolhidas, estavam agendas com anotações de pagamentos a políticos, livro-caixa com a contabilidade que os investigadores suspeitam ser de propina, dossiês sobre corrupção em empresas públicas e secretarias, além de um mapa com loteamento político de mais de três mil cargos no governo do DF, remessas de dinheiro para o exterior e acertos para fraude em licitações públicas.”
Ao todo, o processo principal já tem cerca de 40 mil páginas, fora os apensos e os avulsos.


Manoel Amaral
Fonte: Do R7, em Brasília; Revista Veja; Folha de S.Paulo
Posted 15th February 2012 by OSVANDIR

A GALINHA E AS BARRAS DE OURO

A GALINHA E AS BARRAS DE OURO

“Um camponês e sua esposa possuíam uma galinha, que todo dia, sem falta, botava um ovo de ouro.” Fábula de Dinheiro do Esopo
Era uma vez, não tão muito longe e nem tão perto, um reino muito grande, quase um continente, vivia os seus melhores dias.

A riqueza aflorava da terra, era o “ouro negro”. E tinham a galinha dos ovos de ouro negro, uma empresa estatal que produzia petróleo.

“No entanto, motivados pela ganância, e supondo que dentro dela (da empresa) deveria haver uma grande quantidade de ouro, eles então resolveram sacrificar a pobre empresa, para, enfim, pegar tudo de uma só vez.”
“Então, para surpresa de todos, viram que a empresa em nada era diferente das outras.”
Assim, o Partido dos Tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham, de boa sorte, assegurado.
Moral da História: Quem tudo quer, tudo perde.

Manoel Amaral

Veja outras fábulas e contos no

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O JOVEM CANDIDATO I

O JOVEM CANDIDATO I
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A luta entre os dois poderes era muito grande. De um lado os poderes do mal: os maus políticos, os traficantes, as drogas e os milhões. Do outro lado os do bem: a polícia, a justiça e a população sem tostões.

Tudo estava virando de cabeça para baixo. A eleição estava chegando.

Havia um candidato jovem, bonitão e rico. As estatísticas (compradas) indicavam que o candidato jovem subia como um foguete.

Dinheiro não faltava e apoiadores nem se fala. Doações caiam na rede como peixe. O partido novo estava vencendo em todas as regiões.

Seguindo a moda a agremiação não começava com a palavra partido. O nome escolhido foi União Renovadora Nacional -URNA. O partido foi registrado com a maior facilidade, um ano antes das eleições.

Não faltavam apoiadores e candidatos mil. A maioria das cidades que tinham tantos candidatos que era necessário fazer uma triagem: eliminavam a metade e só a outra metade poderia concorrer.

As cores estavam espalhadas por todos os morros, centros e bairros. As capitais estavam todas coloridas de verde e branco.

As fotos do candidato estavam dependuradas até em árvores, nas porteiras. Outdoors gigantes espalhados pelos prédios abaixo. Em todos os muros foram desenhados as imagens do partido. Não sobrou espaço para nenhum outro, que estavam encolhidos mediante o gigantismo daquele candidato. Todas as maneiras de propaganda foram utilizadas.

O símbolo era uma mão segurando a outra sobre um fundo verde e branco.
Inventaram milhões de insinuações de que o desenho tinha duas pistolas de cano longo, uma suástica etc. etc.

Milhões de bandeirinhas, bandeiras e bandeirões, bem como faixas de todos os tamanhos circulavam nas mãos de crianças, jovens e velhos.

Muitas mulheres foram arregimentadas para trabalhar como batalhão de frente. Os velhinhos estavam ganhando muito bem distribuindo santinhos por todo lado.

As escolas públicas e privadas, ávidas por algumas verbas a mais, promoviam debates imitando os candidatos e o jovem sempre ganhava de todos.

As grandes empresas estavam todas com aquele candidato apesar de distribuir doações para todos.

Os candidatos a Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais daquele partido estavam muito bem colocados. Onde aparecia as cores verde e branco tudo ia de vento em popa, em todos estados.
De Norte a Sul aquele partido ia vencendo a olhos vistos. Não faltavam eleitores, todos muito empolgados.

As urnas eletrônicas passaram por uma revisão. Agora não precisava nem de título eleitoral. Bastava a pessoa colocar o indicador no visor e os seus dados apareciam na tela.

Marcar o candidato ficou mais fácil ainda, por todos os lados tinham as fotos e os números.

Aquela besteira de proibir Showmício acabou. Por todo canto havia um candidato divulgando os seus textos e pensamentos.

Na TV, o prazo da União Renovadora Nacional – URNA era o maior devido as inúmeras coligações.

Os eleitores estavam muito bem tratados. Todos os dias recebiam bolsas, camisas, bonés e até dinheiro devidamente colocado num envelope branco. Sem contar os alimentos, que agora estavam mais baratos. Algumas cestas tinham até carne de primeira e papel higiênico.

Tanto candidato dando as coisas que estava difícil atravessar a rua. Pequenos brindes estavam espalhados em cada esquina, era só o eleitor apanhar.

Em cada casa tinha uma bandeira, nos prédios os bandeirões. Nas mãos das crianças as bandeirinhas.

Adesivos nos carros, placas nos quintais e nas esquinas, de todos tamanhos e gostos.

O dia 15 de novembro estava chegando, a vitória estava próxima.

Houve alguém que até disse que este candidato seria o “divisor de águas,” nunca ninguém fizera uma campanha eleitoral igual a esta.

Toda a eleição decorreu na maior tranquilidade.

Só aconteceu um caso muito interessante: um pequeno povoado com mil e poucos eleitores teve mais votos que habitantes.

Manoel Amaral