A ROTA DA MACONHA

A ROTA DA MACONHA

Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco.
Entrando o fim do ano, os maconheiros ficam doidos pelo produto.

Os produtores do Paraguai também querem atravessar com a droga de qualquer maneira: de carro, caminhão, barco ou avião. Trem não tem, porque se tivesse iriam toneladas.

A praga é tão grande que até aplicam aquele velho esquema de levar cinco veículos cheios. Enquanto o carro de piranha é pego (pêgo) os outros passam livremente.

Assoalho duplo nos caminhões é coisa rotineira. Debaixo de outros produtos então, nem se fala. Até em carroça de mudança e pneus recheados de carretas.
Partem de vários pontos do Paraguai com a finalidade de atingir São Paulo, até de Foz do Iguaçu/PR.

Os mais de cem nomes da Erva do Diabo são poucos para tanta imaginação.
Outro dia pegaram um carro tão cheio de tabletes que quase não se via o motorista.

As estradas estão infestadas dos “laranjas”, como formiguinhas transportando as folhinhas.

E a polícia apreendeu, seis toneladas, em 2014, em Laranjeiras do Sul, no Paraná.

Outra notícia também deste ano: um caminhão com mais de 15 toneladas de maconha, próximo a Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande.

Já pensaram, agora não contam mais em quilos, mas em toneladas. Um verdadeiro absurdo, inacreditável e como dizia meu avô “coisa do outro mundo.”
O haxixe é consumido em toda parte, virou epidemia.

Desde São Paulo, até a menor cidade do país, lá está o Cânhamo.

E o cigarro é chamado de: baseado, tora, beise, fumo, bagulho e fininho em várias partes deste enorme país.

A Diamba está no cardápio de milhões de brasileiros, uso diário, maior que o cigarro, outra droga que mata muita gente, mas é oficializada.

Ainda fazem mistura com outras drogas: Freebase(maconha com cocaína) e Mesclado ou Cabralzinho(maconha com crack). 

Imaginem só, a Danadanão presta e ainda é associada a outras drogas piores ainda, um verdadeiro coquetel da morte.

 A Cannabis, quando contém pouca quantidade é denominada Fino ou Perninha-de-Grilo.

Já quando é maior, o cigarro da Maria-Tonteira é conhecido como Bomba, Vela, Tora, Charolão, Pavio e uma infinidade de outros nomes mais estranhos:  Preto, Amarelinho, Palha, Torba, Bração de Judas.. Tudo de acordo com a Região do País.

E para quem gosta de música tem um local aí que ela é chamada de Ramones ou 12aba, sem racismo tem a Cabeça de Negro.

E se no outro dia você quiser apagar tudo, tem aquela chamada Borracha.

São nomes e mais nomes: Chá, Bronze, Strovo(seria assim mesmo? Não seria Estorvo?),  Manga Rosa, Pau Podre, Diamante Negro, Chocolate, Queijo, Mofu, Madeira, Lenha, Tijolo (acho que neste caso seria o tablete).

Tem muito nome de mulher no meio: Maria, Ju-Ju, Mary Jane, Marijuana, Apito de  Ana, Joana, Prima Mari.

Cidades temos: Taco Venezuelano, Panamá, Acapulco Gold Bamba, Verde Chicago e Canadian.  

Até futebol está no meio: Bolae Tostão.

O Pote de Ouro que não fiquei sabendo se referia ao tablete ou o cigarro da Marvada.

E a alegria de todos é “Charuto da Felicidade

O assunto está tão escrachado que até Árvore de Natal feita com pé de maconha e com bolinhas idem, já circulou na internet.

Manoel Amaral

OSVANDIR NA ABIN

“A verdade está lá fora.”
(Arquivo X – Chris Carter)
Osvandir recebeu, na sua caixa postal secreta, um inusitado convite para investigar os investigadores.
Tudo estava acertado que ele apareceria no dia tal, mas havia uma semana que ele já trabalhava no caso, depois  de ver vários filmes sobre espionagens e estudar a matéria em livros, revistas e jornais.
Até o filme “O inimigo mora ao lado”, ele assistiu pela internet. Juntou muito material de James Bond e aprendeu como investigar a  Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
Em conversa com um dos maiorais da investigação brasileira, da Polícia Federal, ficou sabendo que deveria se antecipar aos fatos.
Foi o que fez, se instalou no meio da ABIN, se dizendo novo funcionário concursado. Apresentou as credenciais e documentos falsificados, ao Departamento de Pessoal. Não ouve suspeição de nada.
Ouve uma conversa aqui, pega um documento acolá. Faz uma escuta telefônica. Usa a caneta espiã de gravar, filmar e fotografar.
Preparou o seu relatório. Quando a imprensa descobriu o fato, o espião dos espiões já estava preso. E o trabalho de Osvandir foi essencial para esta captura. Sem ele tudo iria por água abaixo.
Se tais fatos fossem revelados para a imprensa seria uma desgaste muito grande para o órgão de segurança da presidência. Muitas informações importantes e secretas seriam vazadas para grandes revistas. E olha que há tempo que elas trabalham para isso. Ou seja, fazem o seu trabalho para conseguir uma boa notícia semanal.
Chega de mensalão. Esta história já cansou a população. Agora seria novos escândalos. Novas cachoeiras deveriam surgir e mais lama sobre os políticos corruptos.
Aqui é assim: quando querem desviar a atenção (o foco) de algum assunto, revelam um muito pior. Seria só por aqui, ou no mundo inteiro, esta técnica é usada pelos grandes mandatários?
Como já dizia Joseph Goebbells: “Nós não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito.”
E a sua frase mais importantes de todas: “Uma Mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade.”  Muito utilizada no meio político.
“Uma foto vale mais que mil palavras.” Não viram a história da nudez real? Correu mundo e o serviço secreto inglês correu atrás do prejuízo.
Osvandir estava tentando evitar a punição para o espião. E o conselho dele foi que este  esperto jovem fosse deslocado para posições mais estratégicas.
Se ele, com pouco trabalho descobriu senhas secretas, deveria receber  elogios e não punições. Quem sabe trabalhar deve ser promovido. E além do mais o “véu da noiva não pode ser descerrado,” senão dá um azar danado.
Um segredo desses, indo parar na mão de estranhos, mal intencionados e todo um organismo de segurança seria esfacelado.
Será que existe alguém interessado por trás disso tudo?
No caso da explosão de foguetes na base maranhense de Alcântara havia muita gente interessada que o Brasil não lançasse o seu satélite. Tudo foi pelos ares.
No acidente aéreo com cientistas brasileiros,  pairou uma dúvida muito grande, se aquilo seria uma sabotagem…
Sem falar nas pastas James Bond com os notebooks e documentos altamente secretos da Petrobrás.
É melhor até parar por aqui, a lista é enorme.
O jovem espião dos espiões já foi solto, pagou a fiança. Caso encerrado nesta pasta do Arquivo Y.
Manoel Amaral

THE NEW WEST – III CORRUPÇÃO

THE NEW WEST – III

CORRUPÇÃO

“A reeleição é um poço de corrupção”

(Osmair – Tio do Osvandir)

No caso da corrupção os larápios limpam os cofres da “viúva” e voltam sempre para conferir.

A Casa da Moeda e a comissão de 25 milhões de dólares, foi uma das notícias que mais me entristeceu neste fim de semana.

Na era Collor foi o caso PC Farias, para os jovens que não lembram do assunto: O PC passava o chapéu nos empresários que ajudaram a eleger o Collor, umas duas ou três vezes por ano. E a arrecadação era muito grande, dólares e mais dólares. O seu caso de amor não foi bem resolvido e nem a sua morte, muito suspeita.

Na época do FHC foi a privataria. Uma turminha do núcleo do poder ganharam mais poder e mais dinheiro.

O pior da corrupção é que ela é maior, proporcionalmente, nos municípios. Esse ano houve muita luta contra os altos subsídios dos vereadores (os de BH desistiram do aumento).

Todos os poderes estão enlameados. Empresas públicas estão apinhadas de servidores não técnicos, capachos, impostos pelos partidos, no tradicional loteamento de cargos. Olha que não salva nenhum partido.

A corrupção entrou na área pública de cabo a rabo (êpa!)

Partido já nasce “partido”. Tem que começar com a letra “P”. A ditadura (1964) acabou com todos os partidos políticos. Foram criados apenas dois: ARENA – Aliança Renovadora Nacional e MDB- Movimento Democrático Brasileiro. Depois vieram as sublegendas, a pior instituição que já inventaram na política: tinha Arena 1, 2 ou o tanto que comportassem as facções políticas. Daí voltamos a era atual que tem tantos partidos que o eleitor nem sabe de qual pertence o seu candidato.

Os políticos também são culpados disso tudo, mudavam de um lado para o outro sempre que se sentia ameaçado em sua reeleição. E por falar nisso é outra merda que inventaram na política.

A reeleição favorece a corrupção.

Veja abaixo alguns casos mais recentes de corrupção:

CPI do Banestado – 2004

“Comissão Parlamentar de Inquérito pediu 91 indiciamentos de pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. A comissão investigou o envio de cerca de R$30 bilhões, por meio das chamadas contas CC-5.” (Revista Veja)

MENSALÃO – 2005

“A prática já existia e consistia no pagamento de uma “mesada” para deputados votarem a favor de projetos de interesse do governo Lula, mas a palavra apareceu pela primeira vez na “Folha de S. Paulo”, em entrevista do deputado Roberto Jefferson. “ (Revista Veja)

DINHEIRO NA CUECA – 2005

“José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do então deputado José Genoino, foi detido com US$100 mil escondidos sob a cueca e outros R$200 mil numa maleta.“ (Revista Veja)

ANTONIO PALOCCI – 2006

O então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi afastado do cargo depois da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da “República de Ribeirão Preto”. (REvsista Veja)

Operação Sanguessuga – 2006

“A Operação Sanguessuga, deflagrada em 2006 pela Polícia Federal, ilustra à perfeição como a dependência dos municípios em relação às verbas federais e a atuação dos intermediários que transportam recursos de uma esfera para a outra fomentam a corrupção. A operação desbaratou um esquema de superfaturamento na compra de ambulâncias que estava disseminado em dezenas de municípios.” (Revista Veja)

RENAN CALHEIROS – 2007

“Em maio, a revista “Veja” revelou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia recursos da empreiteira Mendes Júnior, por meio do lobista Cláudio Gontijo, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.” (Revista Veja)

Ministro Rondeau e Construtora Gautama – 2007

“O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu afastamento do cargo após ter seu nome envolvido num esquema que fraudava licitações para a realização de obras públicas pela construtora Gautama.” (Revista Veja)

OPERAÇÃO SATIAGRAHA – 2007

“Policiais federais cumpriram 24 mandatos de prisão em São Paulo, Rio, Brasília e Salvador, como resultado de investigações da Polícia Federal sobre crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.” (Revista Veja)

Manoel Amaral