PENSAMENTOS DE MANOEL


LIVRO NO SENADO

Renan Calheiros acaba de lançar o seu novo livro: Como Enfrentar o Supremo em Nove Passos.

APELIDOS DA LISTINHA DEBRECHT
Caju, Índio, Justiça, Bitelo, Babel, Primo, Angorá, Caranguejo,, Polo, Ferrari, Botafogo, Las Vegas, Cerrado, Pequi, Helicóptero, Pino, Gripado, Todo Feio, Feia, Corredor, Misericórdia, Decrépito, Boca Mole, Kimono, Missa, Velhinho.
Misericórdia! Cada apelido de doer.
Se quiser saber quem são eles, leiam a reportagem.

PMDB – PONTE PARA O FUTURO
Ponte não, Pinguela, (FHC)
Pinguela sem corrimão.
Travessia só para experts.

Sogro rico e porco gordo só dá lucro quando mortos. Assim também é na política.

O Ano de 2017 começará exatamente no dia 1º de Março.

ALFAFA PARA TODOS
“Eu recomendo alfafa, muita alfafa. In natura ou como chá. É própria para muares e equinos, acalma e é indicada para passeatas non sense”, (Requião)
Chá de alfafa.
Em Portugal é também chamada de Luzerna. Indicação: O Chá de Alfafa é indicado para escorbuto, anemias, circulação sanguínea, falta de apetite, má digestão, úlceras nervosas, cistite, reumatismo, artrose, artrite, e como anti-abortivo e calmante. 

Publiquei nova foto no meu perfil, é a Igreja Matriz de São Gonçalo do Pará-mg.
Mulheradas russas querem casar com brasileiros.

Sei que vou apanhar de nossas mulheres, mas lá tem muitas bonitas e bundudas, como aqui.

O povo levou muita gente para guilhotina ou para forca, por isso é preciso cuidado nestas manifestações e assinaturas de apoio.

Hoje ainda não disse: –Capim para todos.

Estou lendo melhores crônicas de Ferreira Gullar.

A VIDA
A vida é boa, nois é que petecamos ela.

Cruzeiro Marítimo no Brasil é
Real Marítimo?

UE – União Europeia
O EURO está esfarelando-se.

Em cada quatro postagens três são de e-book gratuito. Já avisei sobre este assunto. Pura propaganda, Marketing Digital.

TEMER NÃO VAI TEMER
TEMER VAI TREMER
A pressão é muito
grande.

Renan é Rei… Rei Morto… Viva o novo Rei!.

Manoel Amaral

SURPRESAS NO NATAL

SURPRESA NO NATAL

Imagem Google

Todo ano naquela casa era uma festança só no Natal. Champanhe importada, vinhos de vários países. Uvas passas e frutas de dar água na boca. Sem contar o pernil de porco, bem assadinho.


Mas os visitantes não mudavam nada, eram sempre os mesmos. Levavam um presentinho e queriam receber um presentão. Enchiam a pança e iam embora, deixando para trás copos, talheres e vasilhas sujas.

Senhor Lorenzo, o dono da casa daquele Povo de Jerimum, queria fazer a coisa bem diferente neste Natal. Estudou bem a situação e disse para todos que naquele ano haveria uma grande surpresa.

Estava preparando tudo direitinho. Encomendou os presentes, separando os das crianças. Levou o pernil mais cedo para assar.

As horas iam passando lentamente e todos já pensando no gostinho da carne.

As mulheres da casa receberam comunicação de que não precisariam fazer nada. Tudo viria prontinho, já estava encomendado.

Todos apreensivos, o velho relógio da capela já havia tocado onze batidas.

Nada de chegar os comestíveis. Até a dona da casa começou a ficar vermelha e com o coração batendo forte.

De repente uma camionete chegou e três jovens foram descendo com as caixas,  colocaram sobre mesa e pediram para abrirem só a meia-noite.

Várias caixas foram deixadas na sala, eram os presentes.

Como de costume, foram colocados ao pé da Árvore de Natal, só que não tinha nome de ninguém nas etiquetas. As caixas eram bem maiores que do ano anterior.

No outro lado da cidade, Senhor Lorenzo, passou na casa de Dona Maricota e pegou o suculento pernil de porco. Não se esqueceu de levar os presentes das crianças e nem as caixas de bombons e uma grande variedade de doces, não faltando o doce-de-leite e o queijo Minas.

Parou no Centro Comunitário e mandou deixar tudo ali, depois de conversar com o Presidente da entidade.

Foi uma festa muito alegre. Todo mundo provou o pernil que o Senhor Lorenzo levou e fez questão de cortar os pedaços para o povo. Depois distribuiu os bombons para criançada.

O Presidente do Centro Comunitário agradeceu a oferta do Senhor Lorenzo e disse que deveria voltar sempre.

Lá no centro do Povoado, na casa grande onde tudo estava preparado, quando bateu meia-noite, todos avançaram sobre ás caixas de alimentos com os pratos e talheres nas mãos.

Um velhinho perguntou:
— Onde está o pernil? Quero tirar um naco!

Aí veio a primeira surpresa: não tinha pernil, nem frutas, nem champanhe importada, nem doces e muito menos queijo.

Das caixas saíram umas marmitas, com uma comidinha baseada em arroz, feijão e carne moída.

Alguns mais orgulhosos, nem quiseram abrir a sua, deixando-as sobre a mesa.

— E onde estão os bombons? – alguém perguntou.

Ninguém respondeu. Nada apareceu nos restos das caixas.

Como todos estavam desapontados, a dona da casa mandou trazer os presentes.

Duas crianças colocaram tudo nos sacos e saíram distribuindo caixa azul para homem e vermelha para mulher, conforme recomendação do dono da casa.

Foi outra surpresa: dentro das caixas só tinha cuecas e calcinhas baratas. Daquelas que duram apenas uma semana e o elástico estraga.

Sobrou uma caixa de cor diferente e maior que as outras, mais pesada.

A menina entregou para um senhor que nem era convidado.

Todos queriam saber o que continha ali, na caixa amarela.

Esta era a terceira surpresa: uma enxada novinha, marca “Duas Caras”. E havia uma frase. Como o presenteado era analfabeto, apareceu logo um jovem para decifrar a mensagem.

Lá estava escrito: “Vá trabalhar vagabundo!”

A frase foi parar na internet e virou febre, até ontem já tinha um milhão de curtidas.

Manoel Amaral

AS CINZAS DA QUARTA

QUARTA-FEIRA SÓ DEU CINZAS
Vários tons de cinza

Caí na bobagem de abrir o Face na quarta-feira e olha que arrependi.

Só deu cinzas voando por todo lado. Gente aprendendo a cozinhar miojo. Outros tentando ser escritor. Vários postando fotos dos passeios e da família.

Mas que lástima, panelas de comidas caseiras no fogo. As paisagens eram as piores possíveis.

Desencantei-me com o final do carnaval: uma montanha de lixo por todo lado. No Rio, São Paulo e Belo Horizonte os coitados dos garis tiveram que trabalhar dobrado.

Os brasileiros (e também os turistas) não têm um pingo de educação, com a lixeira logo a frente e eles jogam garrafas, latas, copos, pedaços de fantasia, tapa-sexos, tudo na rua.

E o que é pior, não estão nem aí, querem é saracotear.

Fiquei chateado, chateado mesmo. Entra ano e sai ano é tudo igual, a população não muda. Estão sempre fazendo a mesma coisa.

Os que vão para zona rural nem sequer recolhem o lixo. Atacam as nascentes, as cachoeiras e largam para trás as indesejáveis garrafas pet.

De volta para suas casas vão ao supermercado como se fossem para a guerra. Compram tudo que precisam e o que não precisam.

Fico imaginando se houvesse um apagão por um mês: as velas e muitos outros relacionados acabariam. O povo iria desesperar, sem carne, sem água, gasolina e gás. Voltaríamos a Idade Média, queimaríamos os restos das árvores da já desmatada Amazônia.

O comércio voltaria ao sistema de troca. Os pequenos agricultores, que produzem para sustento seriam os que se dariam bem.

Os grandes supermercados, shoppings e redes de lojas iriam fechar.
Uma coisa boa: voltaríamos a tomar o leite quentinho, da vaquinha do seu Joaquim.

Vou parar por aqui, depois faço uma série sobre o assunto.

Manoel Amaral

www.afadinha.com.br

NUNCA MENTIRAM TANTO NESTE PAÍS

NUNCA MENTIRAM TANTO AO NOSSO POVO!
Se vocês prometerem que não vão anunciar descobertas de petróleo no Amazonas, antes das eleições. Nem criar Projetos bombásticos e depois abandoná-los.
Não venderem ilusões de Trem-Bala, ponte ligando o Brasil a Portugal.
Não criarem Projetos para aquisição de mais aviões para a Presidência e deixarem a nossa Força Aérea com aqueles cacos…
Não criarem mais cargos em comissão em todos os Ministérios para colocar os seus colegas de partido, nem dar continuidade a bobagem de outros governos.
Deixarem o passado enterrado a sete palmos de altura, porque nenhum governo é santo. O seu partido não resiste a nenhuma CPI!
Deixarem de fazer palanque eleitoral com desgraça dos outros, serem mais criativos, tem muito pobre precisando.
Se prometerem reduzir os juros bancários vergonhosos. Os juros do Brasil são os mais altos do mundo!
Controlar a inflação, cortar gastos públicos e reduzir a dívida pública.
Nem vamos falar em dívida externa que anda na casa dos trilhões…
Se prometerem reduzir os juros dos cartões de créditos que estão roubando dos pobres brasileiros. Eles não desejam que ninguém pague à vista, pois em prestações mensais os juros sobem muito. (ninguém aguenta 15% de juros ao mês, vão todos quebrarem, depois não digam que não avisei).
Acabar com este sistema de empréstimo de “desconto em folha” dos aposentados e demais funcionários.
Realmente dar um apoio aos pobres que são a “massa” maior.
Mudar este sistema eleitoral corrupto e implantar novo sistema, onde vence quem tiver mais votos.
Colocar as urnas eletrônicas em dúvidas. São mesmo seguras? Porque os EUA não as adotaram?
Acabar com as nomeações para cargos em comissão, sem critério técnico, os patrocínios sem prestação de contas e as polpudas vantagens “não contabilizadas”.
Acabar com outras roubalheiras que estão por aí que CPI não resolve nada. Aliás, se quiserem deixar todo mundo impune é só convocar uma CPI.
Fortalecer a Petrobrás deixando-a trabalhar como antigamente, com critério técnico, sem envolvimento político de nenhum partido.
Se Pré-sal é coisa de futuro, deixar para o futuro, economizar as fofocas. Não voltar mais com essas discussões em época de eleições.
Acho que se quiserem baratear o preço da gasolina poderia, o resto é politicagem! E olha que gasolina suja a nossa!
Já prestaram atenção que enquanto estão falando mal de outro partido, estão automaticamente fazendo campanha para aquele partido? Sejam criativos!
Se prometerem fazer deste país um país melhor, talvez possam contar com o meu voto! Já estamos cansados com tanta falação e pouco resultado prático.
Ajude-nos a denunciar estas farsas. Passe adiante esta mensagem entre seus bons companheiros de partido.
OSVANDIR

Artigo escrito em outubro de 2010, publicado também em 2012 e repetido em 2014 sem nenhuma alteração.

ORIGEM DOS MITOS E LENDAS

ORIGEM, MITOS E LENDAS
Imagem Google
Estavam todos alegres, numa festinha de Grupo Escolar, lá num bairro distante.
No meio daquela discussão Osvandir perguntou:
 – Mas exatamente o que significa a palavra “folclore”?
E o Professor respondeu:
– Analisando a sua origem os especialistas chamam isso de “etimologia”- encontramos folk = povo, nação, raça; e lore = ato de ensinar, instrução. Portanto folclore significa “ensinamento do povo”, ou seja, a voz do povo.
Saindo daquele grupo Osvandir seguiu direto para casa, tinha que arrumar as malas para seguir viagem no dia seguinte para o interior de Goiás, onde mora seu tio Osmair.
Sentiu um frio vindo das janelas, fechou a do lado do motorista até o topo. Parou o carro na garagem, desceu com o seu inseparável Net book e seguiu direto para o chuveiro.
Sentiu-se bem melhor, acendeu a luz do quarto, olhou a correspondência, alguns convites, fatura do cartão de crédito e uma revista que não quis nem abrir, falava da briga da Rede Globo e TV Record.
Já cochilando, encostou-se num travesseiro bem macio e dormiu.
O carro seguia pela estrada, ao longe viu uma porteira que conheceu logo, já estava chegando ao sítio do seu tio.
Interessante que achou a viagem curta. Viajou muito pouco e já foi encontrando as terras onde nasceu. O que havia acontecido?
Uma bruma cobria todo monte e o lago estava parecendo uma pista gelada. Alguns peixes pulavam para comer insetos sobre as águas. As árvores estavam estranhas, qualquer coisa havia acontecido com sua terra.
Lá no fundo, depois de uma grande moita de bambu e algumas bananeiras, estava a casa sede.
Ele chegou e foi logo convidado a tomar um cafezinho e pensou logo nos adoráveis biscoitinhos de Dona Margarida, uma velha cozinheira do seu tio.
Ao sentar-se à mesa notou que a velha e simpática biscoiteira não estava mais lá. Vinha uma elegante Senhora com um pano pintadinho, amarrado à cabeça. Prestou atenção para decorar o nome dela.
– Vem cá meu filho. Venha provar dos biscoitinhos da velha.
– É Osvandir, venha comer o bolo que você tanto gosta. Tia Anastácia caprichou neste de hoje, – disse Osmair.
– Tia Anastácia? Onde foi parar a Dona Margarida?
– Faleceu no mês passado.
Osvandir viu outra Senhora gorda com um livro na mão, lendo histórias para as crianças. Quem seria? Foi até lá e apresentou-se:
– Sou sobrinho do dono do sítio.
– Muito prazer, sou Dona Benta, velha amiga de Dona Osair. Você seria o famoso ufólogo Osvandir?
– Sim, menos o famoso.
– Olha, aqui estes dias estão acontecendo muitas coisas interessantes. Agorinha mesmo acabamos de ver a Mãe-de-ouro passando daquela montanha até o riacho. É uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro.
– Quando estava chegando vi uma criatura esquisita, pensei até em parar o carro. Parecia uma cobra de fogo.
– É o Boitatá, protege as matas e os animais,  tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. No Nordeste é conhecido como “fogo que corre”.
– Uai, Dona Benta, a Senhora conhece mesmo tudo sobre o folclore, hein? – Disse um dos meninos.
– A semana passada o Curupira apareceu logo ali na mata. Ele também  é protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás.
A conversa estava boa, mas Osvandir muito cansado, resolveu ir dormir, aproveitando o seu velho quartinho dos tempos de criança.
Sonhou com Lobisomem, um animal meio lobo e homem numa noite de lua cheia. Quando aquele grotesco bicho veio atacá-lo ele acordou.
Dona Benta ainda lia e resolveu contar a lenda do  Boto para as crianças:
– Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região
amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida.
Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Manoel Amaral


DETESTO HORÁRIO DE VERÃO

DETESTO HORÁRIO DE VERÃO
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Horário de Verão só é bom para rico que anda de carro e pode chegar ao trabalho mais tarde, pois é dono da empresa.

Horário de verão para o pobre o é uma merda, tem que levantar uma hora mais cedo. Tudo escuro tem que passar nos lugares sem lâmpadas, mais escuro ainda.

Horário de verão não economiza nada que valha a pena. “Apresenta uma economia de apenas  4% a 5% de energia elétrica em horário de pico, é brincadeira, né não?” O sofredor somos nós que não podemos reclamar. É uma coisa impostas, de cima pra baixo e todos são obrigados a respeitar, com exceção dos estados do Nordestes e Norte.

Horário de verão não vale a pena pra ninguém, é uma excrecência acrescentada na legislação, para beneficiar uns poucos.

Horário de verão era para o Brasil todo, lembram? Alguns estados reclamaram e saíram fora. Apresentou alguma diferença? Nada. Atualmente apenas 11 estados aderem ao horário: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

Horário de verão foi criado no Brasil em 1931. Mas tudo começou em 1784, pelo norte americano Benjamin Franklin, com o objetivo de economizar vela de cera que iluminava o ambiente, adiantaram o relógio em uma hora no verão. Daí essa praga se espalhou pelo mundo todo.

Horário de verão definitivamente  não é unanimidade. Todo ano a discussão é a mesma.
O horário de verão vai até o dia 16 de fevereiro de 2014.   Começou à meia-noite de sábado (19) para domingo os relógios foram adiantados em uma hora.

O Horário de verão provoca uma mudança brusca de horário e o organismo sofre as consequências dessa mudança.

O Horário de verão não funcionou de 1985 a 2008, quando foi efetivado pelo  decreto n. 6.558.

Horário de verão, a partir desta data impôs a grande parte da população brasileira tem que conviver com “esse indesejável enrosco, que o mundo o vê como uma medida artificial sem consistência e sem sustentabilidade.”

O Horário de verão é um fiasco! Se você detesta este horário, curta.

Manoel Amaral
www.casadosmunicipios.com.br

OSVANDIR E A CARGA SAQUEADA

OSVANDIR E A CARGA SAQUEADA

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“A crítica é fácil, a arte de escrever é difícil.”
A carreta descia em alta velocidade, o freio não funcionou, tinha uma curva, detergente na pista. Tudo foi parar, para a felicidade dos saqueadores, bem num buraco.
Outro caminhão de madeira vinha a toda pela rodovia e naquela maldita curva tudo rodopiou. E não era só aquela carga, tinha tablete de maconha e armas no meio. Os que levaram a erva foram logo usando pelo caminho.
E agora vinha uma carreta carregada de feijão, tombou na beira da estrada, não se sabe por que. Parte da carga foi saqueada.
Papéis coloridos embalavam 90 kg de maconha em 104 tabletes que vinha do Paraguai, tombou, o povo levou e teve que devolver, a polícia chegou a tempo.
Muitas caixas de detergente ficaram espalhadas no local, o povo enchendo os carros. O que iriam fazer com tanto detergente?

Ajudando a polícia a retirar as caixas de detergente, o povo acabou prestando um serviço público: limparam a pista.

Tudo isso só este mês e no finalzinho desta semana uma caminhão de bananas também saiu da pista e desceu pela pirambeira. Apareceu muito macaco (dos dois lados) para saquear a carga.

Uma notícia interessante: uma empresa estava até utilizando este meio para fazer campanha de seus produtos. Parava o caminhão no acostamento e começava a distribuir as mercadorias. Levava até sacolas plásticas, para todos levarem o material mais confortavelmente.

É assim mesmo, no Brasil acontece de tudo. Não precisa da gente inventar nada.
Manoel Amaral

VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS

VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS
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Não se sabe o porquê do espanto. Só no Norte de Minas? Não! No Brasil inteiro. Desde que criaram as tais verbas indenizatórias, há alguns anos, em quase todos os municípios brasileiros há este tipo de fraude.

Foi investigado só agora, por que estava atingindo a Receita Estadual por sonegação fiscal, do contrário estariam lá a cada mês pegando o seu dinheirinho.

Desde que as Câmaras começaram a criar as tais verbas indenizatórias, tomando de exemplo as Assembleias Legislativas, que de tudo foram aparecendo: Nota Fria, Nota Quente, Nota Branca, Notinha, Notão, Gasolina, Supermercado, Mercearia, Farmácia, Cultura (nada!).

Contabilizado a quantidade de gasolina de um mês daria para os carros das Câmaras rodarem um ano, já fizeram estas contas. Num município, que não vou dizer o nome, as notas estavam tão altas que dava para ir a lua e voltar umas três vezes.

Como os Senhores Vereadores e Contadores estavam viajando, rodavam dia e noite, noite e dia. Era nota de tudo, menos bebidas, que era proibido, mas mesmo assim enchiam o carrinho de cervejas, os mais puros vinhos do Chile e até cachaças de Salinas, produzidas ali mesmo no Norte de Minas, mas na notas saia outra coisa, tudo bem secretinho, para ninguém descobrir a fraude.

Está tudo esclarecido em vários processos, que acabam dando em nada, eles fingem que devolvem e fica por isso mesmo e continuam dilapidando o erário público, todos sabem disso.

Sem contar os Executivos que desviam até da merenda escolar, da saúde, educação, em tudo. Está nos jornais, todo dia.

O povo doente, sem remédios e Prefeituras enterrando caixas cheias de medicamentos vencidos. Por quê? Compras em excesso em licitações fraudulentas.

Eles conseguem fazer de tudo para entregar  aos seus capachos os resultados de uma licitação fraudada, marcada, sei lá mais o que. Levam uns trocados (também os Servidores) e fica por isso mesmo.

Estava indo tudo bem até que apareceu a “Operação Caximanha” (que nome mais estranho)  e alguns Vereadores de Bocaiúva, não percebendo a “manha”, naquela manhã, foram todos pegos de surpresa.

O próprio nome da operação pode ter diversos significados: 1) Expressão “caxa” designa ou situação muito favorável ou benéfica; satisfação;  já “Manha” 1. Macete, técnica – 2. Malícia, esperteza e outro resultado que nem vou dizer, é melhor vocês mesmos verificarem no dicionário. “Caximanha” então deve ser Caixinha da Esperteza, mas neste caso a Polícia foi mais esperta.

Como disse no início, não se assustem desde que foram criadas as tais Verbas Indenizatórias que existe este tipo de coisa e não é só na área municipal, também na área estadual.

A nível estadual os Deputados usam mais a verba indenizatória para gastos com serviços de divulgação, serviços de gráfica, alimentação parlamentar (seja lá o que for isso), combustíveis, alugueis e principalmente consultorias, pesquisas e estudos técnicos. Dá mais dinheiro, são caras. Gostaria de ser um Consultor de Pesquisas e Estudos Técnicos, se fosse não estaria aqui ralando para escrever estas linhas.

A Assembleia (de Goiás) também não exige esses documentos dos parlamentares e efetua o pagamento da verba mediante uma simples folha de papel, onde se relacionam essas despesas de modo genérico.

“A verba indenizatória é considerada unanimemente, no Brasil, como uma excrescência, dentre as muitas que se multiplicam no interior dos Poderes Legislativos federal, estadual e municipal “, já dizia  Welliton Carlos, no Diário da Manhã, em 24;03;2013.

Uma tonelada de “caximanhas” para todos.

Amanhã o bicho vai pegar, vamos falar sobre as Fraudes nas ONGs. Aguardem. (Antes de escrever o artigo já estou recebendo ameaças). Podem ficar tranquilos, não vou citar nomes, só os municípios. Está bem, nem vou citar os municípios…
Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br


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O JOVEM CANDIDATO II
“No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.”
 Edmund Burke
Não precisava nem contar os votos, todos sabiam que aquele candidato ia ganhar mesmo, a chuva de votos foi tão grande que ninguém acreditou. Ele foi eleito com mais de 80% dos votos. Os outros candidatos pegaram uns 15% e 5% para os votos nulos ou brancos.

A oposição não conseguiu fazer quase nenhum candidato.

Eleito e tomado posse, o jovem presidente foi logo tomando as providências para fazer um bom governo.

Primeiro diminuiu o número de Ministros. Convidou só homens gabaritados para os cargos e não esqueceu os pequenos partidos.

A primeira medida que tomou foi um alvoroço total: foram abolidos todos os incentivos fiscais e bolsas.

Agora as empresas deveriam competir com os produtos internacionais.

Os bolsistas deveriam fazer o mesmo, arranjar um emprego para pagar os estudos.

Outros benefícios de qualquer espécie foram acabando. Os que vivam na mamata, sugando os cofres da nação, foram ficando preocupados.

As ONGs receberam uma comunicação que para receber novas verbas federais deveriam comprovar o uso das anteriores.

A metade fechou, espontaneamente, as portas. Não tinham meios de comprovar todas as despesas. O dinheiro público tinha ido para o ralo.

Era tudo tão prático que diminuiu as saídas e aumentou as entradas de dinheiro.

Alguns impostos foram abolidos e outros tiveram as alíquotas rebaixadas, isto seria o novo incentivo para todos, não para determinados grupos.

O maior problema foi quando ele resolveu fiscalizar as obras das grandes empreiteiras, negar alguns empréstimos para grandes empresas e fiscalizar as licitações marcadas.

As empreiteiras, os canais de TV, as grandes revistas, os grupos sugadores trabalharam em surdina e começaram a montar um esquema para derrubar o jovem Presidente.

Pegaram um motorista que trabalhava no grupo presidencial, uma faxineira, montaram um falso filme sobre sexo e suborno.

Coitado do político, as manchetes das revistas e jornais só publicavam aquilo.
O povo é ingrato, é como folha de bananeira, vira de acordo com o vento. Não esperaram o resultado, o condenaram antes de o processo terminar. Foram todos contra ele.

Foi retirado do governo através de Impeachment. 

Grandes cartazes foram espalhados por todo lado:O povo coloca o povo tira.”  

Os canais de TV filmavam uns dez manifestantes e replicavam transformando-os em mil, dez mil, fazendo crer que aquilo era no país inteiro.

O povo como sempre, foi manobrado e enganado, em favor de grupos.

Caiu o jovem Presidente da URNA – União Republicana Nacional, outros bandidos tomaram conta do poder e tudo continuou com antes naquela republiqueta.

Manoel Amaral

O JOVEM CANDIDATO I

O JOVEM CANDIDATO I
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A luta entre os dois poderes era muito grande. De um lado os poderes do mal: os maus políticos, os traficantes, as drogas e os milhões. Do outro lado os do bem: a polícia, a justiça e a população sem tostões.

Tudo estava virando de cabeça para baixo. A eleição estava chegando.

Havia um candidato jovem, bonitão e rico. As estatísticas (compradas) indicavam que o candidato jovem subia como um foguete.

Dinheiro não faltava e apoiadores nem se fala. Doações caiam na rede como peixe. O partido novo estava vencendo em todas as regiões.

Seguindo a moda a agremiação não começava com a palavra partido. O nome escolhido foi União Renovadora Nacional -URNA. O partido foi registrado com a maior facilidade, um ano antes das eleições.

Não faltavam apoiadores e candidatos mil. A maioria das cidades que tinham tantos candidatos que era necessário fazer uma triagem: eliminavam a metade e só a outra metade poderia concorrer.

As cores estavam espalhadas por todos os morros, centros e bairros. As capitais estavam todas coloridas de verde e branco.

As fotos do candidato estavam dependuradas até em árvores, nas porteiras. Outdoors gigantes espalhados pelos prédios abaixo. Em todos os muros foram desenhados as imagens do partido. Não sobrou espaço para nenhum outro, que estavam encolhidos mediante o gigantismo daquele candidato. Todas as maneiras de propaganda foram utilizadas.

O símbolo era uma mão segurando a outra sobre um fundo verde e branco.
Inventaram milhões de insinuações de que o desenho tinha duas pistolas de cano longo, uma suástica etc. etc.

Milhões de bandeirinhas, bandeiras e bandeirões, bem como faixas de todos os tamanhos circulavam nas mãos de crianças, jovens e velhos.

Muitas mulheres foram arregimentadas para trabalhar como batalhão de frente. Os velhinhos estavam ganhando muito bem distribuindo santinhos por todo lado.

As escolas públicas e privadas, ávidas por algumas verbas a mais, promoviam debates imitando os candidatos e o jovem sempre ganhava de todos.

As grandes empresas estavam todas com aquele candidato apesar de distribuir doações para todos.

Os candidatos a Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais daquele partido estavam muito bem colocados. Onde aparecia as cores verde e branco tudo ia de vento em popa, em todos estados.
De Norte a Sul aquele partido ia vencendo a olhos vistos. Não faltavam eleitores, todos muito empolgados.

As urnas eletrônicas passaram por uma revisão. Agora não precisava nem de título eleitoral. Bastava a pessoa colocar o indicador no visor e os seus dados apareciam na tela.

Marcar o candidato ficou mais fácil ainda, por todos os lados tinham as fotos e os números.

Aquela besteira de proibir Showmício acabou. Por todo canto havia um candidato divulgando os seus textos e pensamentos.

Na TV, o prazo da União Renovadora Nacional – URNA era o maior devido as inúmeras coligações.

Os eleitores estavam muito bem tratados. Todos os dias recebiam bolsas, camisas, bonés e até dinheiro devidamente colocado num envelope branco. Sem contar os alimentos, que agora estavam mais baratos. Algumas cestas tinham até carne de primeira e papel higiênico.

Tanto candidato dando as coisas que estava difícil atravessar a rua. Pequenos brindes estavam espalhados em cada esquina, era só o eleitor apanhar.

Em cada casa tinha uma bandeira, nos prédios os bandeirões. Nas mãos das crianças as bandeirinhas.

Adesivos nos carros, placas nos quintais e nas esquinas, de todos tamanhos e gostos.

O dia 15 de novembro estava chegando, a vitória estava próxima.

Houve alguém que até disse que este candidato seria o “divisor de águas,” nunca ninguém fizera uma campanha eleitoral igual a esta.

Toda a eleição decorreu na maior tranquilidade.

Só aconteceu um caso muito interessante: um pequeno povoado com mil e poucos eleitores teve mais votos que habitantes.

Manoel Amaral