ABRIL VERMELHO III

ABRIL VERMELHO III

Semana passada as ruas ficaram vermelhas. Os movimentos pró-governo saíram gritando: — Não vai haver golpe.

Por outro lado os “coxinhas”, os da “Zelite”,  estavam todos com camisas amarelas e aquele enorme pato, querendo dizer que: — Não vamos pagar o pato.

Uma imitação de mortadela também foi inflada na avenida só para fazer raiva nos vermelhos, era alusão aos que recebiam R$30,00 e um pão de sal com mortadela para desfilar a favor da Presidente.

Na sexta, sábado e domingo as ruas estavam cheias de gente.

A deputada federal Raquel Muniz (PSC-MG), que votou sim no processo de admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, afirmou que votava pelo seu marido contra “essa maldita corrupção”. Porém, na manhã dessa segunda (18), seu marido, Ruy Adriano Borges Muniz, que é prefeito de Montes Claros, foi preso preventivamente pela Polícia Federal. (O Tempo)

Na votação do processo de impeachment da presidente no último domingo (17) Cunha foi chamado de Gângster, canalha, ladrão, hipócrita, sacripanta e corrupto foram alguns dos termos utilizados.

“Que Deus tenha misericórdia desta Nação”, disse o Cunha ao votar pelo impeachment.

“Para o meu filho, meu neto, voto sim”.

“Para a minha mãe Santinha, voto não”.

“Quero dar o exemplo para o meu filho, que vai falar”, o Presidente disse que não. Descobrimos que o filho é pré-candidato a Prefeito.

“Ao meu avô, a minha avó e toda família”.

Tiririca que disse apenas “sim”, foi muito assediado. É que ele manteve segredo até o dia da votação.

E a Internet Ilimitada? Foi um tiro da Vivo: estamos Mortos. O Serviço de internet no Brasil é muito ruim e nunca entregam o que está no contrato, além de ser vagarosa.

Quem vive jogando ou assistindo filmes tá ferrado.

Fernando Pimentel, Governador de Minas também vai ser processado.
Quando a Presidenta foi para os EUA, ficou sentada na janela onde estava escrito: “Saída de emergência.”

Na ONU ela dirá: que existe uma conspiração no país.

A Lava Jato agora mira Dilma, Temer e Lula.

O Senador e Ex-Presidente do Uruguai, José Mujica recebeu Medalha da Inconfidência, a maior honraria do Estado de Minas.

Belo Monte, no Pará, roda a primeira turbina.

Suprema Corte Americana diz que Google pode continuar digitalizando livros. Era uma vez os direitos autorais…

Manoel Amaral
http://www.casadosmunicipios.com.br/blog/

ZICA VIRUS OU PREVISÕES PARA 2016

DIVERSAS PREVISÕES E PROFECIAS PARA 2016
Osvandir pesquisou, anotou, perguntou, entrevistou e vejam só o que ele pode apurar para o ano de 2016.  As fontes são secretas, como sempre, um mago do Amazonas, um astrônomo e um físico de São Paulo, um vidente, uma Mãe de um terreiro da Bahia, um escritor do Rio, um índio do Mato Grosso e vários outros estudiosos do assunto.


Tem três anos que publico esta lista e não mudou nada.
As previsões são as mesmas, entra ano e sai ano:
Tufões, maremotos e terremotos, passarão pelos EUA.
Um político safado baterá as botas para tirar a lama do Petrolão.
Atentado a bomba no Iraque, Paquistão ou Israel.
Israel promete não fazer mais guerra contra os fracos.
Ob ama o povo americano.
Terremoto na China ou no Japão destruirá uma cidade.
Maremoto pode acontecer no mar, próximo de alguma praia.
Arrastão: marginais vão “limpar” 1.500 pessoas na praia.
Mais um escândalo, políticos roubarão a caixinha de Natal.
Alguns políticos brasileiros terão prisão de ventre.
A turma do “colarinho branco” ficará sem a gravata.
Os EUA não invadirão mais nenhum país este ano.
A Amazônia deixará de ser cobiçada pela Inglaterra e por outros países.
As balas perdidas do Rio e São Paulo serão encontradas.
O Zica Virus foi inventado e patenteado por laboratório há muito tempo. E os cientistas, depois da aprovação da CPMF, chegarão a conclusão que ele não tem nada a ver com a Anencefalia.
Lembram dos mosquitos transgênicos? Está aí o resultado.
Mar de Lama não acontecerá em 2016. KKKKKK  E se acontecer as empresas não terão culpa de nada. O povo que é culpado por morar na beira do rio.
A AIDS terá uma vacina baseada no cocô de galinha preta.
Os traficantes vão doar grandes quantias em dinheiro, para a saúde pública.
Não haverá mais acidentes em nossas estradas que estão em ótimas condições.
Choverá muito no deserto de Atacama, ao norte do Chile.
Um vulcão extinto entrará em erupção, semeando lava no mar, formando uma ilha misteriosa.
Um meteoro cairá próximo ao México, aumentando, em consequência, o tamanho da ilha de Cuba, para desespero dos EUA.
Os minérios nióbio, urânio e outros importantes na era espacial, serão muito bem controlados pelo Governo Brasileiro.
Os Bancos vão baixar os juros dos cartões e cheques especiais.
As empreiteiras prometem gordas doações para eleição de 2016
Gasolina vai baixar de preço.
Governo diminuirá os impostos em 2050.
Deputados votarão o fim da reeleição em 2100!
Arqueólogos encontrarão numa ruína na Austrália novas profecias Maias para o ano de 2016.
As bolsas do mundo inteiro sofrerão queda neste ano, comemorando os 87 anos da “Quebradeira de 1929”.

Manoel Amaral

SURPRESAS NO NATAL

SURPRESA NO NATAL

Imagem Google

Todo ano naquela casa era uma festança só no Natal. Champanhe importada, vinhos de vários países. Uvas passas e frutas de dar água na boca. Sem contar o pernil de porco, bem assadinho.


Mas os visitantes não mudavam nada, eram sempre os mesmos. Levavam um presentinho e queriam receber um presentão. Enchiam a pança e iam embora, deixando para trás copos, talheres e vasilhas sujas.

Senhor Lorenzo, o dono da casa daquele Povo de Jerimum, queria fazer a coisa bem diferente neste Natal. Estudou bem a situação e disse para todos que naquele ano haveria uma grande surpresa.

Estava preparando tudo direitinho. Encomendou os presentes, separando os das crianças. Levou o pernil mais cedo para assar.

As horas iam passando lentamente e todos já pensando no gostinho da carne.

As mulheres da casa receberam comunicação de que não precisariam fazer nada. Tudo viria prontinho, já estava encomendado.

Todos apreensivos, o velho relógio da capela já havia tocado onze batidas.

Nada de chegar os comestíveis. Até a dona da casa começou a ficar vermelha e com o coração batendo forte.

De repente uma camionete chegou e três jovens foram descendo com as caixas,  colocaram sobre mesa e pediram para abrirem só a meia-noite.

Várias caixas foram deixadas na sala, eram os presentes.

Como de costume, foram colocados ao pé da Árvore de Natal, só que não tinha nome de ninguém nas etiquetas. As caixas eram bem maiores que do ano anterior.

No outro lado da cidade, Senhor Lorenzo, passou na casa de Dona Maricota e pegou o suculento pernil de porco. Não se esqueceu de levar os presentes das crianças e nem as caixas de bombons e uma grande variedade de doces, não faltando o doce-de-leite e o queijo Minas.

Parou no Centro Comunitário e mandou deixar tudo ali, depois de conversar com o Presidente da entidade.

Foi uma festa muito alegre. Todo mundo provou o pernil que o Senhor Lorenzo levou e fez questão de cortar os pedaços para o povo. Depois distribuiu os bombons para criançada.

O Presidente do Centro Comunitário agradeceu a oferta do Senhor Lorenzo e disse que deveria voltar sempre.

Lá no centro do Povoado, na casa grande onde tudo estava preparado, quando bateu meia-noite, todos avançaram sobre ás caixas de alimentos com os pratos e talheres nas mãos.

Um velhinho perguntou:
— Onde está o pernil? Quero tirar um naco!

Aí veio a primeira surpresa: não tinha pernil, nem frutas, nem champanhe importada, nem doces e muito menos queijo.

Das caixas saíram umas marmitas, com uma comidinha baseada em arroz, feijão e carne moída.

Alguns mais orgulhosos, nem quiseram abrir a sua, deixando-as sobre a mesa.

— E onde estão os bombons? – alguém perguntou.

Ninguém respondeu. Nada apareceu nos restos das caixas.

Como todos estavam desapontados, a dona da casa mandou trazer os presentes.

Duas crianças colocaram tudo nos sacos e saíram distribuindo caixa azul para homem e vermelha para mulher, conforme recomendação do dono da casa.

Foi outra surpresa: dentro das caixas só tinha cuecas e calcinhas baratas. Daquelas que duram apenas uma semana e o elástico estraga.

Sobrou uma caixa de cor diferente e maior que as outras, mais pesada.

A menina entregou para um senhor que nem era convidado.

Todos queriam saber o que continha ali, na caixa amarela.

Esta era a terceira surpresa: uma enxada novinha, marca “Duas Caras”. E havia uma frase. Como o presenteado era analfabeto, apareceu logo um jovem para decifrar a mensagem.

Lá estava escrito: “Vá trabalhar vagabundo!”

A frase foi parar na internet e virou febre, até ontem já tinha um milhão de curtidas.

Manoel Amaral

COLUNA DO MANÉ IRÔNICO

COLUNA DO MANÉ IRÔNICO

30 BILHÕES DE DÉFICIT NO ORÇAMENTO
O Governo Federal apresentou um Orçamento para o ano que vem, já com um déficit de 30 bilhões. Pode uma coisa dessas? Tem qualquer truque por trás disso tudo. Estão querendo aumentar mais impostos ou forçar a aprovação da abominável CPMF, o malvado imposto sobre cheque que agora seria sobre o Cartão porque quase ninguém usa cheque mais. E para disfarçar vem com outro nome, fiquem atentos senhores Deputados.
CELULARES NOS PRESÍDIOS
Nosso personagem Osvandir pergunta: querem acabar com os celulares nos presídios? É fácil, eles não têm que ser recarregados todos os dias? É só cortar todos os fios de energia das celas. Colocar iluminação oculta de maneira que não possam ser utilizados como extensão de tomadas de energia. Muito simples é só por em prática. Não precisa de caras antenas para bloquear os celulares. Mais cuidado nas entradas de visitas nas celas, algumas mulheres transportam celular em qualquer cavidade. Visto isto está resolvida a questão.

TRABALHO PARA OS PRESOS

Vamos colocar os presos para trabalhar. O governo federal gasta atualmente R$ 3.472,22 por cada preso, é uma despesa muito grande. Tem muita gente recebendo por aí menos que um salário mínimo.
É só privatizar as penitenciárias que este preço baixaria drasticamente.
Existem  projetos baratos que resolveriam estes problemas.
No Brasil mesmo temos bons exemplos. Se não querem pegar nossos modelos, vamos para os EUA, França ou Inglaterra, onde existir.
Basta implantar para o sistema funcionar!

DÍVIDA DE POBRE

O Pobre quando fica devendo a Bancos,  Financeira ou comércio em geral, tem que pagar de qualquer jeito. Tem gente conseguindo empréstimo em financeira para pagar outro empréstimo. É o cúmulo do absurdo! Os aposentados estão todos endividados!
Agora, se a dívida é da ZElite, (como dizia um letrado,) das grandes empresas, muito dinheiro em jogo, então o Governo Federal vem socorrer, para não haver falências…

MINAS TEM CULTURA

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está classificada entre as melhores universidades do mundo em 18 das 36 áreas do conhecimento avaliadas pelo QS World University Rankings by Subject.
Não precisa de mais comentários.
Vamos ter excesso de alunos neste ano para estas Universidades bem classificadas.
Os ricos que podem pagar cursinho vão entrar e os pobres vão levar naquele lugar….
RIO SÃO FRANCISCO: TRANSPOSIÇÃO

A presidenta Dilma Rousseff inaugurou a primeira parte da obra, após oito anos do início do projeto. Com essa estação, a água vai percorrer cerca de 46 quilômetros até chegar aos reservatórios.

Imaginamos que este buraco sem fundo seria interrompido, mas não, continuam com esta burrice.

O Governo precisa economizar e estão jogando dinheiro fora. 

 

CAMPANHA ELEITORAL

A eleição é só em 2016, mas os candidatos já estão a caminho. Amarram aqui, soltam (verbas) acolá e seguem o caminho da campanha que não será nada fácil.
Vou lançar no ano que vem um Manual de Campanha para Vereador ensinando com gastar pouco com a eleição. Aguardem.

ESCUTA: ESCUTAS?!

Queremos entender porque não usam essa parafernália toda de escutas para barrar os bandidos do tráfico de drogas.
Achamos que estão usando, mas as vezes os políticos não deixam!

CANDIDATOS DA MINHA TERRA

A crise está feia, falta dinheiro até para o papel higiênico, mas mesmo assim os candidatos para o ano que vem já aparecem nos jornais, na TV e em qualquer lugar.
Muitos poderão ter votos, mas a maioria vai ser uma decepção.
É minha opinião que esses políticos mais antigos deverão passar para os jovens esta luta. Mas tem gente mesmo sabendo que vai perder feio, não desistem do “osso”.

SANTA IGNORÂNCIA

Santa inocência, desta Comissão da Petrobrás (CPI). Vocês acham que eles vão chegar e contar tudo que sabem? Não vão abrir o bico.
Para quê? Isso não vai dar em nada mesmo.
E o dinheiro que estão gastando para levar estes depoentes de Brasília até o Paraná?
Tem político de todos partidos com o rabo e o tronco preso, até a garganta. Nem 10% dos trambiques veio a público, podem acreditar.
Quando o ano eleitoral chegar, vai haver dossiês valendo um milhão… eheheh!!
E bota milhão nisso!

RELEIÇÃO, POÇO DE CORRUPÇÃO!

Não gosto de reeleição! Tem obra pra todo lado, só no último ano! Quando não se reelegem ficam aquele montão de obras inacabadas.
O Prefeito gasta muito dinheiro público para reeleger de qualquer maneira. Vejam na TV, em todos estados, quem está no poder não quer sair e usa de tudo para ficar, permanecer. Seja no Ceará, Amazonas ou no Sul, tudo é igual. Quem esta lá não quer sair de jeito nenhum!
A solução seria acabar com a Reeleição no ano que vem para terminar com esta roubalheira.
13º SALÁRIO
Deveriam acabar com os altos salários e complementos dos políticos.
O 13º salário é uma aberração. Já chega de pagamentos indevidos.
Estamos em regime de contenção.
OS MINISTÉRIOS
É mistério! Ninguém sabe quem vai sair e quem vai ficar. O certo que dez ministérios deverão acabar. Deveriam torrar também um punhado de Secretarias que não servem para nada.

 NEPOTISMO

Coitado dos Deputados, Vereadores, Secretários, Prefeitos e outros políticos, só agora devem mandar “catar coquinho” os seus parentes até o 3º grau! Já deviam ter mandado há muito tempo. Aliás, mandar embora é metáfora, eles já não compareciam ao serviço há anos!
Também se proíbe o “nepotismo cruzado”, isto é, a troca de parentes entre agentes públicos para que tais parentes sejam contratados diretamente, sem concurso.

E OS “CUMPANHEIROS”…

Estes continuam sendo contratados sem concurso em todo canto do país. Onde tiver uma “brechinha” lá estão eles.
Enquanto que quem estudou, passou em concurso vai ficar “lambendo embira”, como dizia meu pai.

Segundo a Wikipédia “lamber embira” é não ter o que comer.

O JOVEM CANDIDATO I & II


Imagem Google

“Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave.”
De um lado os poderes do mal: os maus políticos, os traficantes, as drogas e os milhões. Do outro lado os do bem: a polícia, a justiça e a população sem tostões.
Tudo estava virando de cabeça para baixo. A eleição estava chegando.
Havia um candidato jovem, bonitão e rico. As estatísticas (compradas) indicavam que o candidato jovem subia como um foguete.
Dinheiro não faltava e apoiadores nem se fala. Doações caiam na rede como peixe. O partido novo estava vencendo em todas as regiões.
Seguindo a moda a agremiação não começava com a palavra partido. O nome escolhido foi União Renovadora Nacional -URNA. O partido foi registrado com a maior facilidade, um ano antes das eleições.
Não faltavam apoiadores e candidatos mil. A maioria das cidades que tinham tantos candidatos que era necessário fazer uma triagem: eliminavam a metade e só a outra metade poderia concorrer.
As cores estavam espalhadas por todos os morros, centros e bairros. As capitais estavam todas coloridas de verde e branco.
As fotos do candidato estavam dependuradas até em árvores, nas porteiras. Outdoors gigantes espalhados pelos prédios abaixo. Em todos os muros foram desenhados as imagens do partido. Não sobrou espaço para nenhum outro, que estavam encolhidos mediante o gigantismo daquele candidato. Todas as maneiras de propaganda foram utilizadas.
O símbolo era uma mão segurando a outra sobre um fundo verde e branco.
Inventaram milhões de insinuações de que o desenho tinha duas pistolas de cano longo, uma suástica etc. etc.
Milhões de bandeirinhas, bandeiras e bandeirões, bem como faixas de todos os tamanhos circulavam nas mãos de crianças, jovens e velhos.
Muitas mulheres foram arregimentadas para trabalhar como batalhão de frente. Os velhinhos estavam ganhando muito bem distribuindo santinhos por todo lado.
As escolas públicas e privadas, ávidas por algumas verbas a mais, promoviam debates imitando os candidatos e o jovem sempre ganhava de todos.
As grandes empresas estavam todas com aquele candidato apesar de distribuir doações para todos.
Os candidatos a Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais daquele partido estavam muito bem colocados. Onde aparecia as cores verde e branco tudo ia de vento em popa, em todos estados.
De Norte a Sul aquele partido ia vencendo a olhos vistos. Não faltavam eleitores, todos muito empolgados.
As urnas eletrônicas passaram por uma revisão. Agora não precisava nem de título eleitoral. Bastava a pessoa colocar o indicador no visor e os seus dados apareciam na tela.
Marcar o candidato ficou mais fácil ainda, por todos os lados tinham as fotos e os números.
Aquela besteira de proibir Showmício acabou. Por todo canto havia um candidato divulgando os seus textos e pensamentos.
Na TV, o prazo da União Renovadora Nacional – URNA era o maior devido as inúmeras coligações.
Os eleitores estavam muito bem tratados. Todos os dias recebiam bolsas, camisas, bonés e até dinheiro devidamente colocado num envelope branco. Sem contar os alimentos, que agora estavam mais baratos. Algumas cestas tinham até carne de primeira e papel higiênico.
Tanto candidato dando as coisas que estava difícil atravessar a rua. Pequenos brindes estavam espalhados em cada esquina, era só o eleitor apanhar.
Em cada casa tinha uma bandeira, nos prédios os bandeirões. Nas mãos das crianças as bandeirinhas.
Adesivos nos carros, placas nos quintais e nas esquinas, de todos tamanhos e gostos.
O dia 15 de novembro estava chegando, a vitória estava próxima.
Houve alguém que até disse que este candidato seria o “divisor de águas,” nunca ninguém fizera uma campanha eleitoral igual a esta.
Toda a eleição decorreu na maior tranquilidade.
Só aconteceu um caso muito interessante: um pequeno povoado com mil e poucos eleitores teve mais votos que habitantes.
Manoel Amaral
O JOVEM CANDIDATO II
“No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.”
 Edmund Burke

Imagem Google
Não precisava nem contar os votos, todos sabiam que aquele candidato ia ganhar mesmo, a chuva de votos foi tão grande que ninguém acreditou. Ele foi eleito com mais de 80% dos votos. Os outros candidatos pegaram uns 15% e 5% para os votos nulos ou brancos.
A oposição não conseguiu fazer quase nenhum candidato.
Eleito e tomado posse, o jovem presidente foi logo tomando as providências para fazer um bom governo.
Primeiro diminuiu o número de Ministros. Convidou só homens gabaritados para os cargos e não esqueceu os pequenos partidos.
A primeira medida que tomou foi um alvoroço total: foram abolidos todos os incentivos fiscais e bolsas.
Agora as empresas deveriam competir com os produtos internacionais.
Os bolsistas deveriam fazer o mesmo, arranjar um emprego para pagar os estudos.
Outros benefícios de qualquer espécie foram acabando. Os que vivam na mamata, sugando os cofres da nação, foram ficando preocupados.
As ONGs receberam uma comunicação que para receber novas verbas federais deveriam comprovar o uso das anteriores.
A metade fechou, espontaneamente, as portas. Não tinham meios de comprovar todas as despesas. O dinheiro público tinha ido para o ralo.
Era tudo tão prático que diminuiu as saídas e aumentou as entradas de dinheiro.
Alguns impostos foram abolidos e outros tiveram as alíquotas rebaixadas, isto seria o novo incentivo para todos, não para determinados grupos.
O maior problema foi quando ele resolveu fiscalizar as obras das grandes empreiteiras, negar alguns empréstimos para grandes empresas e fiscalizar as licitações marcadas.
As empreiteiras, os canais de TV, as grandes revistas, os grupos sugadores trabalharam em surdina e começaram a montar um esquema para derrubar o jovem Presidente.
Pegaram um motorista que trabalhava no grupo presidencial, uma faxineira, montaram um falso filme sobre sexo e suborno.
Coitado do político, as manchetes das revistas e jornais só publicavam aquilo.
O povo é ingrato, é como folha de bananeira, vira de acordo com o vento. Não esperaram o resultado, o condenaram antes de o processo terminar. Foram todos contra ele.
Foi retirado do governo através de Impeachment. 
Grandes cartazes foram espalhados por todo lado: “O povo coloca o povo tira.”  
Os canais de TV filmavam uns dez manifestantes e replicavam transformando-os em mil, dez mil, fazendo crer que aquilo era no país inteiro.
O povo como sempre, foi manobrado e enganado, em favor de grupos.
Caiu o jovem Presidente da URNA – União Renovadora Nacional, outros bandidos tomaram conta do poder e tudo continuou com antes naquela republiqueta.
Manoel Amaral

O ASSASSINATO DE UM PRESIDENTE

 Imagem Google

 Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

O jornal noticiou que um louco fora internado no hospital. Tinha mania de querer matar o Presidente.

O Presidente estava preparando-se para partir. Iria visitar um estado que lhe era hostil, para acalmar os ânimos na política.

A política da esposa era outra e avisava sempre: __ Cuidado querido. Quero que você volte vivo! A gente nunca pode confiar num louco. Ele é sempre capaz de cometer desatinos…
__ Desatinos! O que há? Está com medo querida? Já viajei tanto e nunca me aconteceu nada. Tudo é a prova de bala no carro…

O carro americano, modelo 1963, deslizava suavemente no asfalto e a rádio anunciava que um louco fugira do hospital. O rádio do carro foi desligado por um instante.

Há instante dali, num recanto da cidade mais próxima a conversa era diferente: __ Você já está com o fuzil?
__ Já!
__ Então faça tudo como te ensinamos. Você não deve perder tempo. Estaremos te esperando do outro lado da rua.

Do outro da rua principal dera entrada o carro presidencial e vinha uma fila enorme de outros carros atrás. Os Senadores, Deputados, Governadores e Jornalistas sempre acompanhavam o presidente onde quer que ele fosse. Um forte dispositivo de segurança estava preparado.

Preparado ninguém está para o imprevisto. O presidente sentindo muito calor (teria o ar condicionado enguiçado?), mandou abaixar as capotas à prova de bala, justamente na hora em que virava a esquina.

Na esquina, do alto do prédio mais próximo, um tiro partiu. Todos ouviram, mas ninguém foi atingido. Outros três foram disparados de locais diferentes e o presidente foi atingido na cabeça e no pescoço.

Pelo pescoço abaixo o sangue escorria e hemorragia instalou-se naquele cérebro.

Naqueles cérebros a confusão se formava: __ Mataram o presidente! Assassinos loucos!

O louco saiu correndo, escada abaixo, atravessou a rua mas foi preso por um soldado que já estava ali para isso.

Enquanto isso, o carro presidencial dava entrada no hospital da cidade.

Na cidade o comentário era muito grande e um boato começou a ser espalhado no meio da multidão:
__ Um louco matou o presidente, dando três tiros lá de cima!

De cima, mais alto em pensamento do que a camada popular, os jornalistas imaginavam diferente:
__ Foram três tiros vindo de locais diferentes, o louco preso não era o assassino, o tiro vindo do prédio da esquina não atingiu ninguém.

Ninguém imaginava que o suposto assassino do presidente ia para o matadouro. Os saldados levaram o psicopata para a rua central da cidade. Ele não parecia doente mental, alguém que perdeu a razão, pelo contrário, articulava bem as palavras e seus gestos eram bem compreendidos. Contudo qualquer coisa o impedia de falar o que desejava. Queria gritar para todos que não estava louco. Que aquilo tudo não passava de uma farsa! Até a fotografia com o fuzil! Tudo combinado! Planejado!

Planejado também estava a sua morte! Quando fez um esforço maior para falar, um tiro a queima-roupa provocou uma fumaça no meio da multidão e a câmara da TV pode captar o último gesto do inocente útil, ainda algemado a um soldado.

Um soldado sem qualquer esforço pegou o atirador, ainda com a arma na mão.

Na mão da polícia estava o segredo da morte dos dois e ninguém se atreveu a verificar a verdade. O Relatório famoso, dizia que não havia complicação com organismos internacionais e que o único culpado era o “assassino louco,” o outro era apenas um “espectador exaltado.”

MANOEL AMARAL
Em dezembro de 1963
Do Autor de “Osvandir na Amazônia”
E-booK, na Editora Amazon:
http://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss_2?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&url=search-alias%3Daps&field-keywords=Osvandir

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O JOVEM CANDIDATO II
“No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.”
 Edmund Burke
Não precisava nem contar os votos, todos sabiam que aquele candidato ia ganhar mesmo, a chuva de votos foi tão grande que ninguém acreditou. Ele foi eleito com mais de 80% dos votos. Os outros candidatos pegaram uns 15% e 5% para os votos nulos ou brancos.

A oposição não conseguiu fazer quase nenhum candidato.

Eleito e tomado posse, o jovem presidente foi logo tomando as providências para fazer um bom governo.

Primeiro diminuiu o número de Ministros. Convidou só homens gabaritados para os cargos e não esqueceu os pequenos partidos.

A primeira medida que tomou foi um alvoroço total: foram abolidos todos os incentivos fiscais e bolsas.

Agora as empresas deveriam competir com os produtos internacionais.

Os bolsistas deveriam fazer o mesmo, arranjar um emprego para pagar os estudos.

Outros benefícios de qualquer espécie foram acabando. Os que vivam na mamata, sugando os cofres da nação, foram ficando preocupados.

As ONGs receberam uma comunicação que para receber novas verbas federais deveriam comprovar o uso das anteriores.

A metade fechou, espontaneamente, as portas. Não tinham meios de comprovar todas as despesas. O dinheiro público tinha ido para o ralo.

Era tudo tão prático que diminuiu as saídas e aumentou as entradas de dinheiro.

Alguns impostos foram abolidos e outros tiveram as alíquotas rebaixadas, isto seria o novo incentivo para todos, não para determinados grupos.

O maior problema foi quando ele resolveu fiscalizar as obras das grandes empreiteiras, negar alguns empréstimos para grandes empresas e fiscalizar as licitações marcadas.

As empreiteiras, os canais de TV, as grandes revistas, os grupos sugadores trabalharam em surdina e começaram a montar um esquema para derrubar o jovem Presidente.

Pegaram um motorista que trabalhava no grupo presidencial, uma faxineira, montaram um falso filme sobre sexo e suborno.

Coitado do político, as manchetes das revistas e jornais só publicavam aquilo.
O povo é ingrato, é como folha de bananeira, vira de acordo com o vento. Não esperaram o resultado, o condenaram antes de o processo terminar. Foram todos contra ele.

Foi retirado do governo através de Impeachment. 

Grandes cartazes foram espalhados por todo lado:O povo coloca o povo tira.”  

Os canais de TV filmavam uns dez manifestantes e replicavam transformando-os em mil, dez mil, fazendo crer que aquilo era no país inteiro.

O povo como sempre, foi manobrado e enganado, em favor de grupos.

Caiu o jovem Presidente da URNA – União Republicana Nacional, outros bandidos tomaram conta do poder e tudo continuou com antes naquela republiqueta.

Manoel Amaral

O JOVEM CANDIDATO I

O JOVEM CANDIDATO I
Imagem Google
A luta entre os dois poderes era muito grande. De um lado os poderes do mal: os maus políticos, os traficantes, as drogas e os milhões. Do outro lado os do bem: a polícia, a justiça e a população sem tostões.

Tudo estava virando de cabeça para baixo. A eleição estava chegando.

Havia um candidato jovem, bonitão e rico. As estatísticas (compradas) indicavam que o candidato jovem subia como um foguete.

Dinheiro não faltava e apoiadores nem se fala. Doações caiam na rede como peixe. O partido novo estava vencendo em todas as regiões.

Seguindo a moda a agremiação não começava com a palavra partido. O nome escolhido foi União Renovadora Nacional -URNA. O partido foi registrado com a maior facilidade, um ano antes das eleições.

Não faltavam apoiadores e candidatos mil. A maioria das cidades que tinham tantos candidatos que era necessário fazer uma triagem: eliminavam a metade e só a outra metade poderia concorrer.

As cores estavam espalhadas por todos os morros, centros e bairros. As capitais estavam todas coloridas de verde e branco.

As fotos do candidato estavam dependuradas até em árvores, nas porteiras. Outdoors gigantes espalhados pelos prédios abaixo. Em todos os muros foram desenhados as imagens do partido. Não sobrou espaço para nenhum outro, que estavam encolhidos mediante o gigantismo daquele candidato. Todas as maneiras de propaganda foram utilizadas.

O símbolo era uma mão segurando a outra sobre um fundo verde e branco.
Inventaram milhões de insinuações de que o desenho tinha duas pistolas de cano longo, uma suástica etc. etc.

Milhões de bandeirinhas, bandeiras e bandeirões, bem como faixas de todos os tamanhos circulavam nas mãos de crianças, jovens e velhos.

Muitas mulheres foram arregimentadas para trabalhar como batalhão de frente. Os velhinhos estavam ganhando muito bem distribuindo santinhos por todo lado.

As escolas públicas e privadas, ávidas por algumas verbas a mais, promoviam debates imitando os candidatos e o jovem sempre ganhava de todos.

As grandes empresas estavam todas com aquele candidato apesar de distribuir doações para todos.

Os candidatos a Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais daquele partido estavam muito bem colocados. Onde aparecia as cores verde e branco tudo ia de vento em popa, em todos estados.
De Norte a Sul aquele partido ia vencendo a olhos vistos. Não faltavam eleitores, todos muito empolgados.

As urnas eletrônicas passaram por uma revisão. Agora não precisava nem de título eleitoral. Bastava a pessoa colocar o indicador no visor e os seus dados apareciam na tela.

Marcar o candidato ficou mais fácil ainda, por todos os lados tinham as fotos e os números.

Aquela besteira de proibir Showmício acabou. Por todo canto havia um candidato divulgando os seus textos e pensamentos.

Na TV, o prazo da União Renovadora Nacional – URNA era o maior devido as inúmeras coligações.

Os eleitores estavam muito bem tratados. Todos os dias recebiam bolsas, camisas, bonés e até dinheiro devidamente colocado num envelope branco. Sem contar os alimentos, que agora estavam mais baratos. Algumas cestas tinham até carne de primeira e papel higiênico.

Tanto candidato dando as coisas que estava difícil atravessar a rua. Pequenos brindes estavam espalhados em cada esquina, era só o eleitor apanhar.

Em cada casa tinha uma bandeira, nos prédios os bandeirões. Nas mãos das crianças as bandeirinhas.

Adesivos nos carros, placas nos quintais e nas esquinas, de todos tamanhos e gostos.

O dia 15 de novembro estava chegando, a vitória estava próxima.

Houve alguém que até disse que este candidato seria o “divisor de águas,” nunca ninguém fizera uma campanha eleitoral igual a esta.

Toda a eleição decorreu na maior tranquilidade.

Só aconteceu um caso muito interessante: um pequeno povoado com mil e poucos eleitores teve mais votos que habitantes.

Manoel Amaral

ATAQUE AS TORRES QUADRIGÊMEAS

ATAQUE  AS TORRES QUADRIGÊMEAS


“Interessante que eles nunca mostraram os restos dos aviões que “bateu no Polígono” e do que “caiu no mato”.
Elas eram mais conhecidas como torres quadrigêmeas: a Norte, a Sul, a Leste e a Oeste, compunha o Centro Empresários Unidos – CÉU e complexo comercial localizado na maior cidade da América latina. 

A Torre Norte, a mais alta do complexo,  um dos maiores da capital, com 158 metros de altura e 152 mil m² de área construída.

A Torre Leste teve que ser reprojetada internamente para abrigar um hotel de luxo.

A Torre Oeste  usada para escritórios assim como a Norte.

O complexo ainda possuía as Torres Sul com 18 andares
Naquele fatídico dia 11/11/11, elas foram pelos os ares. A princípio ninguém entendeu nada. Como poderiam aqueles aviões não ser detectados pelos radares que perscrutam os céus de norte a sul? Teriam usado controle remoto?

O Presidente apelidado de “Arbustos” se escondeu no mato e depois reapareceu. Fez discursos, chorou, mostrou ser valente. Disse que iria atacar todo mundo terrorista.

“Alá Queda”, facção terroristas estava perdida, o presidente não daria tréguas.

Um mês antes do ataque, fizeram um seguro trilionário contra fogo, ataque terrorista e tudo mais para aquele complexo comercial, também denominado Centro Empresários Unidos – CÉU.

Depois do ataque foram saber quem tinha feito o seguro. Adivinhem? Fora o irmão do Presidente, preocupado que estava com o ritmo que as coisas andavam…

Num jornal de um país vizinho, um engenheiro aeronáutico, disse ser praticamente impossível um avião bater frontalmente contra uma das paredes da torre, só poderia acontecer em sonho.

Vários fatos falsos foram criados para desviar a atenção da massa. Aquele país era especialista nestas coisas, desde o seu descobrimento quando incriminaram um ataque a uma caravana de brancos. Os brancos se vestiram de índios. Tudo não passava de uma armação para incriminar os pobres selvícolas e levá-los para aquelas horrorosas reservas indígenas.

Na Baía dos Leitões também foi usando aviões daquele país, disfarçados, pintados com as cores de outro país.

Muitos já consideravam o caso como “A Farsa de 11 de novembro”. Vários filmes e livros foram escritos. Juntando vários vídeos da internet um brilhante militar de outra nação chegou a conclusão que aquele ataque fora orquestrado pelos sistemas de segurança do próprio país. Notou até que a partir daquela data as verbas secretas para ataque a terroristas triplicaram. Muitas leis sobre aquele assunto passaram facilmente pelo Congresso e pelo Senado.

O pessoal do Polígono, área central de segurança do país, armaram todo aquele esquema. Os três aviões chocariam com os edifícios e uma hora depois, as torres seriam implodidas, porque o choque das naves não seria suficiente para derrubá-las.

Houve um erro de cálculos, eram três aviões e caíram quatro torres, todas dinamitadas. O prédio ao lado, a Torre Sul – ruiu verticalmente, em 7 segundos, por meio de implosão perfeita. O engenheiro Jonas Tomás assinala que implosões convencionais não consegue isso, nem em sonho.

Ficou completamente convencido de que as quatro torres foram destruídas por demolição controlada, implodidas com explosivos de forte poder destrutivo.

Como isso foi comprovado? No pó recolhido por algumas pessoas, foi constatado alta concentração de nanothermite (combinação de alumínio com óxido de ferro atinge temperaturas de 2400º C), produto de grande poder explosivo, normalmente usado em demolições controladas para cortar as colunas de aço das estruturas. 

O calor gerado por queima do carburante de aviões não é, nem de longe, capaz de fazer derreter as estruturas dos andares atingidos, para nem falar dos demais, e tudo ruiu em bloco.

Uma das provas da demolição controlada é que vários pedaços das torres ficaram incrustados nos prédios vizinhos.
O coronel-aviador F. Lazer, da Força Aérea, está 100% convencido de que as quatro torres do Centro Empresários Unidos – CEU, foram destruídas por demolição controlada, implodidas com explosivos. A implosão realizada só podia ser feita por pessoal especializado e preparada durante meses. Têm de ser calculados os locais onde os explosivos de extraordinário poder calorífero (nanothermite) serão colocados. Essa técnica fez derreter as vigas de aços especiais, sem o que as torres não cairiam como caíram. Foram literalmente pulverizadas, algo impossível sem essa técnica, à luz das leis da física elementar, como lembra o Oficial.
Uma nuvem do tipo piroclástica de concreto pulverizado que é muito mais comum de ser vista em erupções vulcânicas do que em desabamentos de edifícios, subiu aos céus e depois baixou.
Um ministro de Estado do próprio país, duvidava claramente da autoria da tragédia e dizendo  que iria publicar um livro a respeito.
Retiraram todos os destroços antes de os investigadores estudarem a cena do crime. Foram enviados para muitos lugares diferentes, difíceis de serem identificados.
 No mesmo dia foi lançado míssil sobre uma ala do Polígono, centro de poder e investigação do país. Houve uma polêmica danada, a informação oficial dizia que se tratava de um avião, mas as fitas de gravação provavam o contrário. Fora mesmo um míssil, fraquinho, com pouco poder de destruição, só para queimar alguns computadores velhos que foram reunidos naquele local. Só para fazer cena e aumentar o terror contra a população.
Um jornal nacional preparou uma pesquisa onde ficou constatado que 80% do povo não acreditava na versão oficial.  Ficaram sabendo que no dia do ocorrido, judeus ligados a suas comunidades não foram trabalhar no prédio.
Quinze dias antes do ataque os sistemas de segurança do país reservaram mais da metade das salas na Torre Sul.
“Alá Queda”, a facção terrorista dirigida por Masoma nunca confirmou a autoria daquele ataque. Sempre negou.
“O poder tirânico da oligarquia financeira, que controla a grande mídia e os formadores de opinião que a esta tem acesso, demonstra, está obtendo os resultados da desinformação massiva quando submete a humanidade á sua tirania,” – falou um deputado da oposição.

Manoel Amaral

ROBIN FOOD E ZORRA

“Resolvemos matar dois coelhos com uma facada só.”
Tataravô do Osvandir

Foi num tempo não tão perto e nem tão longe, existiu um homem que era muito rápido em conseguir comida para todos, foi chamado de Robin Food.

Quando o povo estava tendo dificuldade em qualquer coisa, procurava-o e ele sempre ali à disposição da população pobre.
Seus amigos João Grandão e Frei Duck estavam preparados para o que desse e viesse. Um pequeno assalto a um fazendeiro ricaço, um desvio de verbas, tudo gerava renda para Robin ajudar o povo.
Acontece que um Presidente muito mau, aumentou os impostos, diminuiu o poder de ganho dos operários, não pagou a dívida externa, privatizou as grandes empresas e deu o “cano” em todo mundo e ainda queria ser conhecido como o “Homem do Século”.
Tinha bilhões de dólares e barras de ouro, depositados nos Bancos da Suíça. O povo era pobre, mas ele muito rico, bilionário. Segundo a Revista Tobs, estava em 5º lugar entre as pessoas mais ricas da terra.
Ele mesmo mandava assaltar os bancos, as grandes empresas, as cargas valiosas e jogava culpa em outras pessoas.
Foi aí que Robin Food chegou ao seu refúgio, uma floresta de eucaliptos e pinheiros, de propriedade de uma grande indústria de papel, ia preparar uma ação para derrubada do político corrupto. Porém um contratempo surgiu, o malvado Presidente atacou primeiro e prendeu alguns de seus companheiros.
Mas guerreiros é que não faltavam, armas também não. Muitos arcos modernos, verdadeiras maravilhas da técnica e eletrônica estavam à sua disposição. Sem falar no canhão portátil, que derrubava até aviões.
João Grandão veio aflito informando para o chefe que o maldito Político havia raptado a namorada do nosso herói, a querida e amada Zorra.
― Só poderia ser aquele bandido, que nem foi eleito por nosso povo e com mais de trinta anos no poder. Vamos convocar todos, através da internet. Avise o pessoal da WikiLeaks e mande convocar a todos para derrubar este crápula do poder. ― disse exaltado Robin Food.
― Pode deixar mestre, vou avisar a todos que tem computador para enviar a mensagem da reunião na Praça das Flores.
Minha amada não pode ficar nas mãos deste bandido cruel. Ele mandará apedrejá-la no meio de uma rua qualquer da capital.
Zorra, vinha de uma família pobre, tinha um cavalo branco, o prodigioso chicote, e com sua espada fazia sempre um “S”, em suas vítimas. Ninguém entendia a razão daquilo. Era astuta, travessa e gostava de andar mascarada.
Robin a encontrou num Estado próximo, quando de suas andanças em busca de alimentos para o seu povo.
Todos convocados, lutas corporais, os tanques nas ruas, tiros de fuzil (diziam que eram balas de borracha, mas eles causavam um estrago), muita gente ferida.
Robin subiu num pequeno prédio e agitou a sua bandeira, o povo gritou:
― Viva o nosso herói! Viva o nosso herói! Morra este bandido!
A mocinha Zorra estava amarrada a um poste, lá no meio da praça central e ia mesmo ser apedrejada por partidários do Presidente.
Frei Duck rastejou por entre paus e pedras e conseguiu desamarrá-la sem que ninguém visse. Cobriu-a com um manto vermelho e saiu em disparada para o lado oposto da fileira de soldados.
Com seu possante binóculo Robin viu que a sua amada estava salva, aí então deu sinal para que o povo tomasse o palácio.
Os soldados não resistiram, já estavam mesmo do lado do povo.
Alguém gritou no meio da multidão:
― Quem vota em Robin Food para Presidente, levanta a mão!
Todos levantaram as mãos e assim ele foi eleito democraticamente.
Esta é a verdadeira história de Robin Food, um dos maiores heróis do nosso tempo!
Manoel Amaral