A GUERRA DA ÁGUA

Imagem G1

São Paulo sofre com a falta d’água, por aqui ainda vemos muitas domésticas lavando a calçada e marmanjos jogando água no carro.
O Sistema Cantareira já está no fundo do poço. Dizem que foi falta de investimento noutro local, para garantir no futuro, deu no que deu.
O Rio de Janeiro não quer deixar o Governador de São Paulo fazer uma ligação do Rio Paraíba do Sul, com medo de também ficar sem água.
É muita falta de inteligência dos administradores anteriores ter apenas um sistema de captação para uma cidade como São Paulo.
As guerras do futuro serão por causa da água. Há 4.500 anos, na Mesopotâmia já havia conflitos pela mesma razão. (UOL).

No Brasil a “Guerra da Água” vai começar já, o IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) quer: “O pagamento pelo uso da água é devido por atividades que fazem captações em cursos de água ou subterrâneas que superem 86.400 litros por dia. Também são cobrados o aproveitamento de potenciais hidrelétricos e o lançamento de esgotos e efluentes em corpos d´água.”

Possível redução de oferta de água potável em regiões subtropicais secas e aumento de disputas por água. Relatório divulgado mostra que os mais pobre sofrerão mais com o aumento da temperatura global. (O Tempo)

Enquanto isso a PF ataca doleiros na Operação Lava Jato, que prendeu muita gente por lavagem de R$90 milhões de reais, não economizando água. E o apelido do bandido é “Quadrado”.
Cada um no seu quadrado, sendo enquadrado e vendo o sol nascer quadrado.
A Polícia Civil do Piauí informou que os R$ 600 mil em notas falsas apreendidos nesta quarta-feira (26 de março) em Teresina foram comprados pela internet.
Para ganhar credibilidade, os falsários, velhos conhecidos da polícia, usavam crachás da Câmara dos Deputados e de outros órgãos públicos.
Eles vinham aplicando uma série de golpes utilizando as cédulas falsificadas. Em outra ocasião foram pegos em Brasília com a quantia de R$ 6 milhões também em notas falsas.
Com estas notas novinhas compravam imóveis no litoral e um deles comprou até 40 quilos de ouro.
Junto com o dinheiro falsificado foi encontrado uma coisa inusitada: o livro “Como convencer alguém em 90 segundos”  de Nicholas Boothman,  segundo o qual “é a garantia de uma comunicação de sucesso, transformando as conexões instantâneas em duradouras e pro­dutivas relações de negócios.”
Neste livro, o especialista ensina ainda como usar o rosto, o corpo, a atitude e a voz para causar uma primeira impressão marcante, estabelecendo confiança imediata e criando fortes víncu­los de credibilidade.
Estamos precisando deste livro para vender nossos livros…
Outra quadrilha que assaltava bancos com dinamites preferia aquecer as notas, mas se deu mal e foram presos pela polícia.
E a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos? Collor foi derrubado por muito menos, comparado com os bilhões perdidos nesta negociata da estatal brasileira.
Enquanto isso uma comissão interna diz que vai apurar as denúncias.
E a CPI da Petrobrás segue uma caminho tortuoso. Interessante que nesta semana as ações da empresa subiram de preço.
Vá entender o mercado de ações! Coisa de louco.
Manoel Amaral
Fonte: Folha de São Paulo
Jornal Estadão
Jornal Globo
Jornal O Tempo
Revista Veja
UOL

OSVANDIR E A DURA REALIDADE

O LADRÃO ESPERTO

“Nem todo patife é ladrão, mas todo ladrão é patife.” (Aristóteles)

Estou contando o que ouvi, não cheguei a examinar o processo:
Um ladrão foi roubar num sítio, aqui na região. Chegou, escondeu-se no mato, esperou escurecer. Não viu ninguém por ali. Foi entrando no barracão, através da porta principal, arrombando-a com pé-de-cabra.

Porém não contava com o fator surpresa: o dono do sítio estava lá dentro. Numa luta corporal o proprietário pegou uma foice e cortou uma parte do pé daquele bandido.

Comunicou o caso a polícia, fizeram um Boletim da Ocorrência.

O sitiante pensou que o caso estava encerrado. Não estava nem começando…

Dias depois recebeu uma citação para comparecer a audiência a realizar-se três meses depois.

Era uma ação por danos materiais e morais. O ladrão reclamava que não podia mais andar e muito menos trabalhar, (logo ele que nunca trabalhou na vida!) por isso, além das despesas com hospital requeria uma pensão mensal de um salário mínimo até quando completasse 65 anos, a título de danos morais.

O réu disse que não poderia concordar com tal absurdo, pois o bandido foi até a sua casa para roubar. Não havendo acordo, deu-se prosseguimento ao processo e meses depois veio a sentença condenando o réu aos valores mencionados.

Houve apelação, nada adiantou. A sentença foi confirmada. Quando veio a soma dos valores atrasados, mais custas, honorários e coisas tais, o Senhor João quase teve um ataque do coração.

Não conseguiu pagar tudo, foi preso e maltratado na prisão, a família pagou o restante.

Mediante todas estas humilhações, aquele Senhor de 65 anos, deu fim na vida, bebendo um veneno que adquiriu na farmácia mais próxima.

No outro dia Osvandir viu o autor da ação transitando pelas ruas numa big cadeira de rodas movida a bateria…

MANOEL AMARAL